CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 998 DE 22 DE MAIO DE 2019

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Ano 5 | nº 998 | 22 de maio de 2019

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo com alterações pontuais nos preços

A maior parte das praças pecuárias fechou na última terça-feira (21/5) com estabilidade nos preços do boi. As alterações foram pontuais

Em Goiânia-GO a oferta de boiadas tem atendido a demanda da indústria. Na região os preços caíram 0,4% na comparação dia a dia. Desde o início de maio a queda foi de 1,4%. No Sudoeste de Mato Grosso o cenário foi semelhante, e a ponta compradora negociou com menor afinco, refletindo em queda de 0,7% na cotação da arroba, considerando o pagamento a prazo. Por outro lado, nas regiões de Três Lagoas-MS e Redenção-PA, a fim de garantir as escalas de abate, as indústrias ofertaram preços acima das referências e a alta foi de 0,7% em cada uma das praças, frente ao fechamento anterior (20/5). Em São Paulo, as cotações ficaram estáveis, porém, há indústrias ofertando preços abaixo das referências. A escala de abate no estado atende a uma semana.

SCOT CONSULTORIA

Pressão de baixa perde força no mercado de sebo

Apesar da baixa demanda por sebo, a oferta não está abundante, fator que tem limitado as desvalorizações nas últimas semanas

No Brasil Central, a gordura animal está cotada, em média, em R$2,15/kg, livre de imposto. Desde o início do ano, houve queda de 14,0%, entretanto, na comparação anual o sebo está custando 2,4% mais este ano. No Rio Grande do Sul, a oferta limitada tem dado poder de barganha para os vendedores. No estado, o produto está cotado, em média, em R$2,20/kg, nas mesmas condições. Vale ressaltar que há pedidos até R$0,10/kg acima da referência. A expectativa para o curto prazo é de que a demanda siga em baixa, o que pode travar uma retomada de preço, mesmo com a oferta limitada.

SCOT CONSULTORIA

Exportações de carne sinalizam alta forte

A SECEX/ME continua a sinalizar bons resultados na exportação de carnes de maio corrente

A média para os primeiros 12 dias úteis de maio (de um total de 22 dias úteis) continua apresentando o melhor resultado dos últimos 13 meses, com um desempenho que representa incremento de 54,5% e 68,6% sobre a média diária de, respectivamente, abril de 2019 e maio de 2018. Melhores ainda são as perspectivas de embarque das três carnes. Maio corrente tem um dia útil a mais que o mês anterior e o mesmo mês do ano passado. Dessa forma, projetando-se para a totalidade do mês o que foi até agora registrado ter-se-á o seguinte quadro: Carne suína: exportação de 71 mil toneladas, cerca de 39% a mais que no mês anterior (51 mil/t em abril/19) e 73% a mais que há um ano (41 mil/t em maio/18);  Carne bovina: exportação de 143,6 mil toneladas, quase 31% de incremento sobre o mês anterior (109,8 mil/t em abril/19) e 58,64% acima do exportado em maio/18 (90,5 mil/t);  Carne de frango: embarques de 420,6 mil toneladas, cerca de um terço a mais que no mês passado e no mesmo mês de 2018 (312,1 mil/t em abril/19 e 314,6 mil/t em maio/18 .

PECUARIA.COM.BR

A arroba do boi vai chegar aos R$ 165?

Desde o meio de abril a @ vem perdendo peso no mercado paulista de boi, com variações em outras praças, indicativo de que a safra não veio mais cadenciada como se mostrava diante do atraso que a seca do começo do ano chegou a apontar

Mas houve um recuo menor do que teria acontecido em outros tempos sem a demanda chinesa mais presente em 2019 e esta segunda (20) foi uma amostra disso, apesar de um dia de poucos negócios. As principais referências trouxeram estabilidade ante a sexta. A Agrifatto levantou R$ 157,27 à vista, porém com menos 0,26% no acumulado semanal. Ainda para São Paulo, no prazo R$ 155. Para a Radar Investimentos, a média paulista foi de R$ 152, também no boi comum, como foi negociado em Presidente Prudente e negócios pontuais acima, perto dos R$ 154, no caso do reportado em São José do Rio Preto. De Bebedouro, a análise diária da Scot manteve os R$ 154 e R$ 156, respectivamente à vista e a prazo. Há praticamente uma semana a consultoria registrava os mesmos valores para São Paulo, o que, na sua visão, é sinal de manutenção do viés de baixa sob controle Com a demanda aquecida pelo boi de 30 meses e quatro dentes, exigido pelos chineses sob premiação, apesar de ter perdido de R$ 1 a R$ 2 na última semana, o mercado do boi comum sofre o contágio, de acordo com a visão de Gustavo Rezende Machado, da Agrifatto, tanto quanto Gustavo Figueiredo, da AgroAgility. E os negócios que a Agrifatto registrou em Sandovalina, Estrela do Norte e Santo Antonio do Aracanguá, todos em São Paulo, na segunda, confirmam os R$ 157/R$ 158. Também em Sandovalina @ a R$ 160 foi informada no boi Europa. Regiões Em Dourados, o preço caiu a R$ 141, se igualando a Três Lagoas. Apesar da relativa estabilidade no Mato Grosso do Sul, o diferencial de base está em -8,33% para SP. Nos demais estados, a Scot levantou só estabilidade. O mercado futuro para junho foi a R$ 153 na segunda. E o contrato de outubro, seguindo o pico de entressafra, mais a expectativa de demanda chinesa aumentando, ajustou o contato em R$ 0,5 centavos, mas já veio de R$ 4 de expansão desde o começo da semana anterior. “Há uma chance de romper os R$ 165, mas a dúvida é se o mercado vai pagar isso, com o consumo lento”, explica Machado, o analista da Agrifatto.

PECUARIA.COM.BR

Aftosa: governador do PR promete ouvir produtores

Entidades representativas da bovinocultura receberam do Governador Carlos Massa Ratinho Junior a garantia de que serão amplamente ouvidas antes da decisão final sobre uma eventual saída antecipada do Paraná como área livre de febre aftosa sem vacinação

Representantes de dirigentes de 32 entidades entregaram ao governador uma carta aberta em que enumeram os prejuízos que o setor terá caso o Estado saia isolado do bloco 5 do Pnefa (Plano Nacional de Erradicação da Febre Aftosa), um ano antes do previsto. “Nossa reivindicação é para que seja cumprido o que foi acordado com o Ministério da Agricultura, em ofício assinado no ano passado e confirmado no início do atual governo. Toda a cadeia da bovinocultura fez o seu planejamento em cima desse documento”, disse Jeremias Silva Junior, Diretor da Abrafrigo (Associação Brasileira de Frigoríficos). “É preciso entender que o planejamento da bovinocultura é de longo prazo, ao contrário do frango e do suíno. Qualquer alteração na atividade do boi precisa de tempo maior para ser efetivada sem prejuízos”, acrescentou. De acordo com Junior, o Paraná não é autossuficiente na produção de bovinos para atender os mercados interno e externo. A projeção da indústria é de que o fechamento das fronteiras do Estado leve a uma redução das atividades dos frigoríficos e afete toda a cadeia da bovinocultura, com demissão de até 30% da mão-de-obra hoje empregada. “Reiteramos que somos totalmente favoráveis ao fim da vacinação contra a febre aftosa e, por conseguinte, o alcance do status de zona livre da doença sem vacinação junto a importantíssimos mercados restritivos. Mas este não é o momento certo”, frisou Junior. Em uma reunião em Maringá na última quarta-feira, durante a interiorização do governo, Ratinho Júnior recebeu a reivindicação e prometeu ouvir todos os segmentos envolvidos antes de uma decisão final.

Umuarama Ilustrado

ECONOMIA

Dólar quebra série de altas e cai mais de 1% ante real com fluxo

Depois de quatro altas consecutivas, o dólar fechou a terça-feira com a maior queda em quase quatro meses frente ao real, pressionado por uma combinação entre fluxo cambial positivo, apetite por risco no exterior e sinais de alívio do lado político interno

O dólar à vista BRBY caiu 1,39%, a 4,0478 reais na venda. É a mais forte desvalorização diária desde 31 de janeiro passado (-1,77%). Na B3, o dólar futuro DOLc1 cedia 1,69%, para 4,0400 reais. O real teve o melhor desempenho global nesta sessão, considerando uma lista de 33 rivais do dólar. Na terça-feira, o foco se voltou para o debate sobre votações de medidas provisórias que podem caducar em poucos dias, o que seria visto como uma derrota ao governo. No fim da tarde, o líder da maioria na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), disse que a intenção é votar ainda nesta terça a MP que tira limite de capital estrangeiro nas companhias aéreas. “Um cenário de não reforma não existe. E o mercado está vendo uma sinalização clara das forças —e do Congresso— de que a reforma precisa ser aprovada”, disse Flávio Serrano, economista-chefe do Haitong Brazil. O profissional de um banco estrangeiro em São Paulo chamou atenção nesta terça para ingressos de recursos para o setor produtivo. O estímulo à entrada de capital fica mais destacado conforme a taxa de câmbio atinge níveis considerados mais atrativos. Na véspera, o real caiu ao menor patamar em oito meses frente ao dólar.

REUTERS

Ibovespa zera perdas da semana anterior

A bolsa paulista emendou o segundo dia de alta robusta, com investidores voltando às compras após forte queda recente, num momento de maior otimismo das praças globais com o arrefecimento de atritos comerciais entre Estados Unidos e China

Principal índice acionário brasileiro, o Ibovespa.BVSP fechou a terça-feira com avanço de 2,76%, a 94.484,63 pontos. O giro financeiro da sessão somou 17,3 bilhões de reais. Na véspera, o Ibovespa subira 2,17%, então o maior ganho diário em quase dois meses, com investidores voltando à ponta compradora após o exercício de opções. Na semana passada, o índice tinha passado a acumular queda no ano pela primeira vez. Para Bruno Madruga, responsável pela área de renda variável da Monte Bravo, a combinação de queda das ações com alta do dólar deixou o preço das ações atrativo para estrangeiros. “Isso criou um cenário perfeito para o investidor estrangeiro”, afirmou Madruga. A articulação política sobre a reforma da Previdência continuou como foco do mercado. O relator da proposta na comissão especial da Câmara, Samuel Moreira (PSDB-SP), afirmou que o texto da proposta precisa ser melhorado, mas que isso ocorrerá durante a tramitação no colegiado. Nas principais praças globais, o clima foi de mais otimismo, com os principais índices de Wall Street subindo após os EUA amenizarem temporariamente restrições à chinesa Huawei.

REUTERS

Balança tem superávit de US$ 1,316 bilhão na terceira semana de maio

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,316 bilhão na terceira semana de maio, informou nesta segunda-feira (20) a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia

O valor é resultado de exportações de US$ 4,526 bilhões e importações de US$ 3,210 bilhões no período. Em maio, o saldo da balança está positivo em US$ 3,711 bilhões e, no ano, ultrapassa os US$ 20 bilhões. As exportações nas três semanas de maio ainda sustentam crescimento de 8%, se comparadas a maio de 2018, pelo critério de média diária. Por dia, nesse período, o país embarcou US$ 994 milhões. A alta nas vendas externas foi puxada por manufaturados (+33,3%) por conta, principalmente, de óleos combustíveis, partes de motores e turbinas para aviação, aviões, gasolina e autopeças. Também cresceram os embarques de semimanufaturados (+15,7%), com destaque para semimanufaturados de ferro/aço, ferro-ligas, ferro fundido bruto, madeira serrada ou fendida, couros e peles. A venda de básicos, em contrapartida, caiu 1,7% pela média diária, puxada por menor envio de soja em grãos, petróleo em bruto, farelo de soja, minério de cobre e arroz em grãos. A média diária de importações até a 3ª semana de maio (US$ 684,9 milhões) subiu 8,5% na comparação com igual mês de 2018. Nesse comparativo, cresceram os gastos, principalmente, com adubos e fertilizantes (+28,1%), químicos orgânicos e inorgânicos (+18,2%), combustíveis e lubrificantes (+15,9%), equipamentos mecânicos (+9,0%) e equipamentos eletroeletrônicos (+8,1%).

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

BRF procura um sócio no Oriente Médio

Em busca de um sócio estratégico para ingressar no mercado de carne de frango da Arábia Saudita, a BRF pode oferecer uma participação minoritária em alguns de seus ativos no Oriente Médio

O Valor apurou que a empresa pode vender uma parcela dos negócios de distribuição que possui na região e a fábrica de alimentos que detém em Abu Dhabi. Procurada, a BRF não comentou. A venda aceleraria o processo de redução da dívida da companhia. A associação com um parceiro que esteja alinhado à política de substituição de importações da Arábia Saudita ajudaria a BRF a se estabelecer no país como processador de frango. Avaliações iniciais indicam que a venda de uma participação entre 30% e 35% dos ativos no Oriente Médio pode render mais de R$ 1,3 bilhão.

VALOR ECONÔMICO

Athena Foods encerrou abril com lucro líquido de US$ 9 milhões

A Minerva, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, informou que sua subsidiária Athena Foods — que está em vias de abrir seu capital na bolsa de Santiago, no Chile, apesar de o processo ter sido adiado por condições de mercado adversas — encerrou o mês de abril com resultado líquido positivo de US$ 9 milhões

A receita líquida da Athena alcançou US$ 161,2 milhões, ao passo que seu Ebitda foi de US$ 13,8 milhões — o Ebitda ajustado atingiu US$ 14,6 milhões, e a margem Ebitda ajustada ficou em 9,1%. A Minerva ressaltou, em comunicado, que os dados têm caráter informativo, uma vez que ainda não são auditados.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Custos de produção de carnes e frangos caem mais de 2% em abril

Os custos de produção de suínos e de frangos de corte calculados pela Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa (Cias) caíram mais de 2% em abril, puxados pela redução nos preços de insumos da ração animal, informou a entidade

O ICPFrango, que mede os custos de produção de carne de frango, caiu 2,41% em abril, quando os gastos com nutrição tiveram redução de 1,29% e o valor dos pintos de um dia caiu 1,14%. O custo de produção do quilo do frango de corte vivo no Paraná passou de R$ 2,80 em março para R$ 2,73 em abril. No ano, o ICPFrango acumula queda de 2,98%. Já o ICPSuíno caiu 2,16% no mês passado, influenciado por uma queda de 2,19% no custo de nutrição. O custo do quilo vivo de suíno produzido em sistema de ciclo completo em Santa Catarina passou de R$ 3,81 em março para R$ 3,73 em abril, menor valor desde fevereiro de 2018. No ano, o ICPSuíno cai 2,73%.

CARNETEC

INTERNACIONAL

México e Canadá retiram tarifas de retaliação à carne suína e bovina dos EUA

Os governos do México e do Canadá anunciaram na segunda-feira a imediata remoção de suas respectivas tarifas retaliatórias sobre carne suína e bovina dos Estados Unidos

A medida segue o anúncio da semana passada feito pela administração Trump de que retirou as tarifas dos EUA impostas no ano passado sobre aço e alumínio mexicanos e canadenses. O México respondeu no último verão com um imposto de 20% sobre a maioria dos produtos suínos dos EUA, e o Canadá aplicou um imposto de 10% sobre a carne bovina dos Estados Unidos. A remoção de todas as tarifas é um grande alívio para os exportadores de carne vermelha dos EUA, que perderam muito dinheiro no último ano. Os produtores de carne suína, por exemplo, estavam perdendo US $ 12 por animal, ou cerca de US $ 1,5 bilhão em toda a indústria anualizada, devido à tarifa do México. “Restaurar o acesso isento de impostos aos mercados mexicano e canadense é um tremendo avanço para a indústria de carnes vermelhas dos EUA”, disse Dan Halstrom, presidente e CEO da U.S. Meat Export Federation, em um comunicado. Halstrom acrescentou que isso também remove um obstáculo significativo para o Acordo EUA-México-Canadá, “e a USMEF está esperançosa de que todos os três países ratifiquem o USMCA o mais rápido possível”.

MeatingPlace.com

Oferta de gado confinado nos EUA deve ser 2,8% maior em 2019

Total esperado é de 11,886 milhões de cabeças de gado – o maior número da série histórica, iniciada em 1996

A consultoria norte-americana Allendale prevê uma alta de 2,8% no total de gado confinado nos Estados Unidos no primeiro quadrimestre em relatório que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) vai divulgar na próxima sexta-feira. O total esperado é de 11,886 milhões de cabeças de gado e seria o maior número desde o início da contagem pelo USDA em 1996. As novas cabeças de gado no quadrimestre vão chegar a 1,914 milhão, um aumento de 12,9% em relação a igual período de 2018 e também o maior número desde 1996. A consultoria afirma que a maior oferta de carne deve reduzir os preços da commodity. Nesta terça-feira, o índice do boi gordo caiu 0,5% na Bolsa de Chicago.

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