CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 997 DE 21 DE MAIO DE 2019

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Ano 5 | nº 997 | 21 de maio de 2019

 NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo com baixa liquidez

O mercado do boi gordo fechou a última segunda-feira (20/5) com pouco volume de negócios e, com poucas alterações de preços. Parte das indústrias ficaram fora das compras
É comum que os compradores iniciem a semana vagarosamente, analisando as vendas do final de semana para estabelecer a estratégia de abordagem do mercado. Em São Paulo, as cotações estão estáveis. O boi gordo ficou cotado em R$154,00/@, à vista, livre de Funrural. Para esta categoria há negócios ocorrendo acima da referência, principalmente quando a boiada é para exportação. No Oeste do Maranhão a oferta está boa, e tem sido suficiente para que as indústrias pressionem o mercado, ofertando preços menores. No mercado atacadista de carne bovina com osso, o boi casado de bovinos castrados ficou cotado em R$10,00/kg, queda de 1,8% desde o início da segunda quinzena.

SCOT CONSULTORIA

Na Indonésia, ministra negocia abertura de mercado para carnes brasileiras

Na última etapa da missão à Ásia, a Ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) reuniu-se nesta segunda-feira (20) com o Ministro da Agricultura da Indonésia, Amran Sulaiman, para discutir a abertura do mercado de carnes brasileiras para o país asiático

Durante o encontro, a Ministra pediu uma resposta sobre missão técnica que visitou frigoríficos de diversos estados brasileiros em abril de 2018. Tereza Cristina destacou que o Brasil tem condições de suprir a demanda por proteína animal dos indonésios, principalmente de carne bovina, sendo um fornecedor alternativo e com preços mais baratos em relação à carne da Austrália, de onde vem a maior parte da carne consumida no país.  “É um país que tem 270 milhões de pessoas. Se você somar o Vietnã e Indonésia, teremos um mercado de quase 300 milhões de pessoas que podem consumir vários produtos do agro brasileiro”, disse Tereza Cristina. Já em encontro com a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Indonésia (Kadin), empresários se ofereceram para destravar a importação de carne halal (que segue princípios islâmicos na produção e no abate). Os indonésios – tanto o Ministro da Agricultura quanto empresários – mencionaram interesse em projetos de cooperação em setores da agropecuária, como genética pecuária. A Ministra afirmou que a Embrapa poderá ajudar na formulação dos projetos.

MAPA

No Paraná o pecuarista perdeu poder de compra na troca com todos os animais de reposição

Nas últimas semanas, o mercado de reposição teve poucos negócios no Paraná

Compradores e vendedores têm optado por esperar o término da campanha de vacinação contra Febre Aftosa para dar andamento nas comercializações. Os leilões de gado têm previsão para reiniciar os remates nas últimas semanas de maio. Mas, no quadro geral, a procura está aquecida, e como a oferta não tem sido suficiente para abastecer a demanda regional, as categorias estão valorizadas. No estado, desde o começo do ano, o preço de todas as categorias subiu, em média, 7,8%. Como a cotação da arroba do boi gordo paranaense ficou longe de subir na mesma proporção (0,1%), o pecuarista perdeu poder de compra na troca com todos os animais de reposição.

SCOT CONSULTORIA

Carne bovina: embarques parciais sugerem maio bastante positivo

Média diária registrada foi de 6,53 mil toneladas, alta de 25% em relação à média do mês anterior

As exportações de carne bovina in natura referentes ao acumulado dos 12 primeiros dias úteis deste mês contabilizaram 78,35 mil toneladas e uma receita de US$ 303,4 milhões, segundo divulgados pela consultoria Agrifatto, com base nos números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A média diária registrada foi de 6,53 mil toneladas, alta de 25% em relação à média do mês anterior e avanço de 51,4% frente ao desempenho do mesmo período de 2018. O preço médio por tonelada foi de US$ 3.872,73, alta de 2,3% em relação a abril de 2019 e recuo de 7,6% quando comparado com o valor médio de maio de 2018. Segundo cálculos da Agrifatto, se fosse mantida essa mesma média diária de embarques ao longo das próximas semanas, o volume exportado em maio alcançaria 143,6 mil toneladas, o que representaria um avanço de 58,6% ante o mesmo período do ano passado.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Dólar fecha em nova máxima em 8 meses a despeito de atuação dupla do BC

O dólar fechou em ligeira alta contra o real na segunda-feira, e a cotação bateu uma nova máxima em oito meses, num dia que contou com atuações do Banco Central no mercado cambial e mais comentários de autoridades sobre o andamento da reforma previdenciária

O dólar à vista BRBY teve variação positiva de 0,07%, a 4,1048 reais na venda. É o maior patamar desde 19 de setembro do ano passado (4,1242 reais). Na B3, o dólar futuro DOLc1 registrava oscilação negativa de 0,01%, para 4,1060 reais. Depois do surto de volatilidade da semana passada —uma das mais turbulentas para o governo e que fez o dólar registrar a maior valorização semanal desde agosto do ano passado—, a segunda-feira foi de tentativas de membros do governo e do Congresso de acalmar os ânimos e passar algum senso de articulação. O Presidente Jair Bolsonaro, contudo, foi menos sutil e disse que a classe política é o grande problema que impede o Brasil de dar certo. Apesar de ter fechado perto da estabilidade, o dólar demonstrou volatilidade ao longo do pregão. Depois de bater uma mínima de 4,0783 reais (-0,58%) logo após a abertura, a moeda tomou fôlego e alcançou uma máxima de 4,1230 reais (+0,51%) por volta de 12h30. Mas, depois das 13h, passou a perder força, na sequência da definição da taxa Ptax. A segunda-feira contou com intervenção do BC no câmbio em duas frentes. Primeiro, a autoridade monetária vendeu todos os 5.050 contratos de swap cambial ofertados em rolagem. Em seguida, negociou todo o lote de 1,25 bilhão de dólares em rolagem de linhas de dólares.

REUTERS

Ibovespa sobe em meio a ajustes

As ações brasileiras tiveram um repique na segunda-feira, com investidores voltando à ponta compradora de papéis que caíram forte na semana passada, num movimento técnico

Principal índice da bolsa paulista, o Ibovespa avançou 2,17%, a 91.946,19 pontos. O giro financeiro somou 23,4 bilhões de reais, impulsionado pelos 9,26 bilhões de reais do exercício de opções. Na semana passada, o índice acumulou queda de 4,5 por cento. Para o estrategista chefe da consultoria independente de investimento Levante, Rafael Bevilacqua, mais do que uma mudança da perspectiva do investidor, o movimento desta sessão refletiu mais uma recuperação pontual, pautada pela busca por pechinchas. “É um ajuste de posições. Os investidores perceberam que a queda acumulada foi exagerada e agora estão realizando ajustes, mas ainda permanecem de olho na Previdência”, afirmou. Nesta segunda, o Presidente da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a proposta de reforma da Previdência, Marcelo Ramos (PR-AM), disse que o governo do presidente Jair Bolsonaro é incapaz de formar maioria para aprovar a reforma. No entanto, ele disse que o país não pode ficar refém dessa situação e que o Congresso vai liderar o processo da reforma, crucial para o equilíbrio das contas públicas. A busca por barganhas pelos investidores ganhou força à tarde, após o fim do prazo para exercício de opções. O movimento foi tal que levou o Ibovespa na contramão de Wall Street, onde os três principais índices fecharam no vermelho, com as tensões comerciais entre Estados Unidos e China.

REUTERS

Projeções para PIB e indústria voltam a cair e economistas veem Selic a 7,25% em 2020

As expectativas para a economia e a produção industrial neste ano voltaram a cair em pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na segunda-feira, depois que o BC apontou “probabilidade relevante” de recuo da economia no primeiro trimestre

Diante desse cenário, a pesquisa mostrou ainda que o mercado passou a ver a política monetária ainda mais frouxa no próximo ano. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento para 2019 no Focus passou a 1,24%, de 1,45% na semana passada, na 12ª semana seguida de redução, com as contas para a indústria caindo 0,23 ponto percentual, a 1,47% Para 2020 o cenário para o PIB e para a produção industrial não mudaram, respectivamente de expansões de 2,50% e 3,00%. Na semana passada, a morosidade da economia brasileira foi abordada duas vezes pelo BC. Na ata da reunião em que manteve a taxa básica de juros em 6,5%, a autoridade monetária citou o risco de que o PIB tenha recuado ligeiramente no primeiro trimestre deste ano sobre os três meses anteriores. Dias depois, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, expressou decepção em relação ao desempenho recente da economia, mas ressaltou que o banco não pode trocar inflação controlada por crescimento econômico. Os números do PIB relativos ao início de 2019 serão divulgados pelo IBGE em 30 de maio. No quarto trimestre do ano passado, o PIB cresceu 0,1 por cento sobre o terceiro e terminou 2018 com expansão de 1,1 por cento, de acordo com dados do IBGE. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que para a taxa básica de juros Selic, os economistas ainda a veem no atual patamar de 6,5% ao final deste ano. Mas para 2020 a conta caiu a 7,25%, de 7,5%. O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, também vê a Selic a 6,5% em 2019, mas calcula a taxa ainda mais baixa no próximo ano, a 7,0%, de 7,21% na mediana das projeções na semana passada. O levantamento semanal apontou que a expectativa para a alta do IPCA passou a 4,07% em 2019 de 4,04% antes, permanecendo em 4,00% para o próximo ano. O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25 por cento e, de 2020, de 4 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

REUTERS

PIB do agronegócio cresceu 0,07% em fevereiro, dizem Cepea e CNA

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio do país calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) e pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) registrou leve alta de 0,07% em fevereiro, mas ainda assim fechou o primeiro bimestre do ano em queda de 0,46%

Conforme levantamento divulgado na manhã de ontem, o avanço de fevereiro foi garantido pelo segmento agrícola, cujo PIB cresceu 0,19% no mês. No primeiro bimestre, porém, houve queda de 0,32%. Na pecuária, houve quedas em fevereiro (0,27%) e no primeiro bimestre (0,87%). Segundo o Cepea, na área de insumos houve crescimentos em fevereiro e no primeiro bimestre – 1,13% e 2,35%, respectivamente -, sustentados pelo desempenho das indústrias de fertilizantes e defensivos. No segmento primário, que cresceu 0,45% em fevereiro, mas acumulou queda de 0,92% no primeiro bimestre, os custos de produção aumentaram, mas preços e volumes, em algumas cadeias, compensaram. Entre os produtos que ficaram mais valorizados no primeiro bimestre estão batata, arroz, cacau, feijão, laranja, milho, soja, algodão, trigo, uva, frango e leite. Entre as agroindústrias, cujo PIB recuou 0,13% em fevereiro e 0,34% no primeiro bimestre, as de base agrícola sentiram os reflexos negativos da queda da produção de grãos como a soja, ao passo que as ligadas à pecuária também acusaram problemas provocados pela alta de custos. Na área de serviços, finalmente, houve recuos em fevereiro (0,11%) e nos primeiros dois meses do ano (0,65%).

VALOR ECONÔMICO

OCDE reduz estimativa de crescimento global em 2019 e corta expansão do Brasil a 1,4%

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), reduziu suas estimativas para o crescimento econômico global em 2019, baixando com força sua conta para a atividade no Brasil

Em uma atualização de suas projeções divulgadas nesta terça-feira, a OCDE passou a calcular crescimento econômico global de 3,2% em 2019, uma redução de 0,1 ponto percentual em relação à estimativa de março. Para 2020 o cálculo é de expansão de 3,4%, inalterado. Para o Brasil, a OCDE reduziu em 0,5 ponto a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto, para 1,4%. Para 2020 o corte foi menor, de 0,1 ponto, a 2,3%.

Reuters

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