CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 996 DE 20 DE MAIO DE 2019

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Ano 5 | nº 996 | 20 de maio de 2019

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo pode retomar fôlego

No cenário geral o mercado ficou morno no fechamento da última sexta-feira (17/5), com oscilações em baixas quantidades e intensidades

Em São Paulo o mercado também andou de lado, as escalas estão confortáveis, ao redor de quatro dias. Existiram tentativas de compra abaixo da referência, mas os negócios neste patamar não se concretizam, ou seja, não está fácil para o frigorífico impor uma pressão de baixa no mercado. Até mesmo na sexta-feira, quando normalmente os compradores se “acanham”, a grande maioria dos frigoríficos estava ativo nas negociações na praça paulista.

A oferta de gado regulada em associação à uma demanda externa por carne bovina aquecida, têm sido suficientes para manter os preços da arroba sustentados. Há inclusive frigoríficos ofertando até R$2,00/@ para bovinos que atendam critérios de qualidade para exportação para o mercado chinês. As expectativas são positivas para maio, pois se as exportações continuarem no mesmo ritmo é possível que a venda de carne bovina in natura para o mercado internacional registre o maior volume desde setembro do ano passado. Para esta segunda metade do mês, este pode ser um fator importante de sustentação das cotações da arroba.

SCOT CONSULTORIA

Vietnã avalia abertura para melão e bovinos vivos do Brasil

Na reta final de sua missão comercial à Ásia, a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse esperar que dentro de 30 dias sejam anunciadas as aberturas do mercado do Vietnã para as exportações brasileiras de gado em pé e melão

Em contrapartida, o Brasil deverá abrir as portas para camarão e peixes vietnamitas. “As duas coisas estão andando absolutamente na mesma velocidade para que a gente possa abrir esse mercado”, disse a Ministra em nota divulgada pelo Ministério da Agricultura. “O Vietnã é um dos principais mercados que queremos atingir de forma mais efetiva”, afirmou. A pauta comercial de interesse dos dois países na área agropecuária foi tratada na sexta-feira em reunião entre Tereza e o Primeiro-Ministro do Vietnã, Nguyen Xuân Phúc. Também participou do encontro, em Hanói, o Ministro vietnamita da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Xuan Cuong. Os vietnamitas também informaram à comitiva brasileira que a demanda do país asiático por algodão, soja e milho é cada vez maior e que o Brasil poderá preencher esse espaço. Por outro lado, Xuân Phúc chamou a atenção para a necessidade de os dois países equilibrarem sua balança comercial agrícola. Em 2018, o superávit do Brasil alcançou US$ 1,4 bilhão.

VALOR ECONÔMICO

ECONOMIA

Mercado alavanca dólar para R$4,10 com aumento de incertezas locais e externas

A já intensa pressão de compra de dólar aumentou na sexta-feira, com a moeda norte-americana disparando para acima de 4,10 reais, nos maiores níveis em oito meses, enquanto o mercado se mantém em alerta para eventuais atuações do Banco Central no mercado de câmbio

Não houve uma notícia específica que catapultasse a moeda norte-americana, mas, segundo analistas, um mix entre falta de confiança na articulação política do governo, exterior avesso a risco e “teste” à disposição do BC para atuar no câmbio inflamou a demanda por dólares. O dólar subiu contra várias divisas emergentes, mas, novamente, o movimento local foi mais intenso, evidência de que questões idiossincráticas têm tido peso mais notório na formação do preço da moeda. O dólar à vista BRBY subiu 1,62%, a 4,1019 reais na venda. É o maior patamar desde 19 de setembro de 2018 (4,1242 reais). Na máxima durante os negócios, a cotação bateu 4,1140 reais. A valorização da sexta-feira é a mais forte desde 24 de abril (1,63%). Na semana, o dólar acumulou ganho de 4%, maior rali desde a semana terminada em 24 de agosto de 2018 (4,85%). Além dos ruídos políticos, que ameaçam atrasar mais o andamento da reforma previdenciária, o dólar disparou nesta semana conforme o mercado rebaixou mais os prognósticos para a atividade econômica. Isso respalda especulações de que o Banco Central possa reduzir mais os juros, deprimindo a atratividade do real frente a outras divisas. Algumas casas já veem juro entre 5% e 6% ao fim do ano, ante os atuais 6,50%.

REUTERS

Ibovespa renova mínima do ano e recua em semana com aumento do risco político

A bolsa paulista fechou quase estável na sexta-feira, com o Ibovespa acumulando a terceira semana seguida de perdas, reflexo da percepção de aumento do risco político no país e do ambiente menos favorável no exterior

Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa terminou com variação negativa de 0,04%, a 89.992,73 pontos. O giro financeiro somou 16,43 bilhões de reais. Na semana, caiu 4,5%, caminhando para repetir neste mês a sina dos últimos nove anos, quando fechou maio no vermelho, chancelando um famoso ditado do mercado financeiro – “sell in May and go away” (venda em maio e vá embora). “O cenário parece cada dia mais desafiador, com a falta de articulação do governo colocando em xeque a aprovação das reformas”, destacou a equipe da Coinvalores em nota a clientes. A corretora destacou o fato de o Presidente Jair Bolsonaro ter voltado a enfatizar questões ideológicas, dificultando uma aproximação com o Congresso e deixando o Ministro da Economia, Paulo Guedes, isolado na luta pela reforma da Previdência. Investidores já veem com preocupação o contágio na atividade economia oriundo do atraso no andamento da proposta que muda as regras de acesso a aposentadorias, com empresários pouco dispostos a tomar risco. Em evento no Rio de Janeiro, contudo, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a matéria será aprovada na Casa até “no máximo” início de julho. Para o estrategista de mercados emergentes do banco Julius Baer, Mathieu Racheter, a aprovação da reforma continua sendo o fator mais importante para reconstruir a confiança e impulsionar o crescimento econômico. “Esperamos que a volatilidade do mercado permaneça em níveis elevados nas próximas semanas”, afirmou.

REUTERS

EMPRESAS

Marfrig crê em abertura breve dos EUA

O CEO da Marfrig para a América do Sul, Miguel Gularte, afirmou em teleconferência com investidores que há perspectiva de abertura do mercado dos Estados Unidos para a carne bovina in natura brasileira no segundo semestre

“Estamos vivendo um cenário transformacional na proteína mundial. Peste suína na China influencia não só a situação de exportação para esse mercado, mas para todos os mercados tradicionais”, disse. Um dos mercados para o qual há expectativa, segundo ele, seria os Estados Unidos. “Temos perspectiva para abertura para o Brasil no segundo semestre e temos, na frente à nossa porta, a situação da China demandando proteína.” Marco Spada, Vice-Presidente Financeiro da companhia, citou o Japão. “Tem potencial para ser ainda mais aproveitado, principalmente com a recente autorização para o Uruguai (exportar carne àquele mercado)”.

Broadcast Agro.

FRANGOS & SUÍNOS

FRANGO/CEPEA: alto no valor da carne suína eleva competitividade do frango

Carne de frango vem se encarecendo no mercado doméstico
A carne de frango – que é tradicionalmente a proteína mais consumida pelos brasileiros, devido ao menor preço frente aos das principais concorrentes – vem se encarecendo no mercado doméstico. Apesar disso, entre abril e a parcial de maio (até o dia 16), a valorização da carne suína foi ainda maior do que a do frango, ampliando a competitividade dessa proteína. Já em relação ao preço da carne bovina, que vem se mantendo estável, houve perda na competitividade. Segundo pesquisadores do Cepea, o movimento altista das cotações da carne de frango tem favorecido principalmente os exportadores. Para os agentes que comercializam apenas no mercado interno, porém, os aumentos têm reduzido a liquidez. Uma vez que o frango vivo também tem se valorizado, agroindústrias têm dificuldades em reduzir o preço de venda da carne. Enquanto em abril a carne suína era 1,73 Real/quilo mais cara do que o frango, na parcial de maio, essa diferença ampliou-se para 1,81 Real/kg, aumentando em 4,6% a competitividade da proteína avícola. Já no comparativo com a carne bovina, o frango teve sua competividade reduzida em 0,67%, com a diferença de preços passando de 6 Reais/kg em abril para 5,96 Reais/kg na parcial deste mês (até o dia 16).

CEPEA/ESALQ

Custos de produção de suínos e de frangos de corte caem 2% em abril

Os custos de produção de suínos e de frangos de corte calculados pela CIAS, a Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa (embrapa.br/suinos-e-aves/cias), caíram 2,16% e 2,41%, respectivamente, em abril, devido principalmente à diminuição dos preços dos insumos que compõe a ração dos animais

No caso dos suínos, os gastos com a nutrição dos animais, que em abril representou 76% do total dos custos de produção, caiu 2,19%. Com isso, o cálculo do custo por quilo vivo de suíno produzido em sistema de ciclo completo em Santa Catarina passou de R$ 3,81 em março para R$ 3,73 em abril (o menor valor desde fevereiro de 2018). O ICPSuíno fechou o quarto mês de 2019 em 213,51 pontos, seguindo em queda desde fevereiro. No ano, o índice acumula -2,73%, e chega a -5,73% nos últimos 12 meses. Já o ICPFrango foi influenciado, além da queda nos gastos com nutrição (-1,29%), na diminuição do valor dos pintos de um dia (-1,14%), fazendo o índice fechar em 211,58 pontos. O custo de produção do quilo do frango de corte vivo no Paraná passou de R$ 2,80 em março para R$ 2,73 em abril, valor calculado a partir dos resultados em aviário tipo climatizado em pressão positiva. No ano, o índice de custo de produção de frangos de corte acumula -2,98 e, nos últimos 12 meses, -3,67%. Os índices de custos de produção foram criados em 2011 pela equipe de socioeconomia da Embrapa Suínos e Aves e Conab. Santa Catarina e Paraná são usados como estados referência nos cálculos por serem os maiores produtores nacionais de suínos e de frangos de corte, respectivamente.

Embrapa Suínos e Aves

INTERNACIONAL

Japão fecha acordo para voltar a comprar carne bovina dos EUA

O Secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue, anunciou que seu país e o Japão concluíram o acordo que permitirá a retomada das exportações americanas de carne bovina ao país asiático, suspensa desde 2003

Conforme lembrou o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o acordo foi fechado durante reunião dos Ministros de Agricultura do G-20. “É uma ótima notícia para os pecuaristas e exportadores americanos, que agora têm acesso total ao mercado japonês para sua carne bovina de alta qualidade, segura e saudável”, disse Perdue, em nota. Ele também afirmou que a decisão japonesa poderá ajudar na abertura de mercados de outros países. Em 2003, o Japão bloqueou as exportações dos EUA por causa da ocorrência de vaca louca (encefalopatia espongiforme bovina-BSE). Em dezembro de 2005, o país asiático restabeleceu o acesso parcial de cortes e miudezas dos Estados Unidos de bovinos com até 20 meses de idade. Em fevereiro de 2013, o Japão ampliou o acesso para animais abatidos com até 30 meses. O USDA estima que a medida poderá ampliar as exportações de carne bovina dos EUA para o Japão em até US$ 200 milhões por ano.

VALOR ECONÔMICO

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