CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 993 DE 15 DE MAIO DE 2019

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Ano 5 | nº 993 | 15 de maio de 2019

NOTÍCIAS

ABATE DE BOVINOS CAI 4,6% SEGUNDO IBGE

No setor de bovinos, os abates do Brasil somaram 7,77 milhões de cabeças no primeiro trimestre, uma queda de 4,6% em comparação com o período imediatamente anterior e aumento de 0,3% em relação ao primeiro trimestre de 2018, segundo o IBGE

A produção de 1,91 milhões de toneladas de carcaças bovinas no período indica redução de 7,4% em relação ao último trimestre do ano anterior e alta de 1,4% em relação ao apurado no 1º tri de 2018, informou o órgão do governo.

REUTERS

Oferta de boiadas melhora e pressão de baixa ganha força

Apesar da oferta de boiadas não estar abundante, aos poucos, está aumentando com o início da desova da safra e, também, em função da oferta de boiadas confinadas em algumas regiões

Por outro lado, o escoamento da carne abaixo do esperado nos últimos dias reduziu a necessidade dos compradores e, com isso, os frigoríficos estão ofertando preços abaixo da referência. Na terça-feira (14/5), a cotação do boi gordo caiu em treze das trinta e duas praças pesquisadas pela Scot Consultoria. Desde o início do mês, a cotação caiu em 53,1% das praças pesquisadas. Na praça pecuária de São Paulo, o boi gordo ficou cotado em R$154,00/@, à vista, livre de Funrural, queda de 1,0% na comparação dia a dia.

SCOT CONSULTORIA

Oferta maior que a demanda mantém o mercado do sebo com pressão de baixa

Apesar das cotações estáveis no Brasil Central, o mercado segue com viés de baixa, mesmo após a desvalorização da última semana

Na região, a gordura animal está cotada, em média, em R$2,15/kg, livre de imposto. Vale destacar que há negócios ocorrendo abaixo de R$2,10/kg. No Rio Grande do Sul, houve desvalorização de 2,2% frente a semana anterior. Atualmente, no estado, o produto está cotado em R$2,20/kg. Para o curto prazo a expectativa é de que a baixa demanda mantenha o mercado pressionado.

SCOT CONSULTORIA

Abates no MT crescem 14% em abril puxado por novilhas

Grupo de fêmeas de 12-24 meses registrou aumento de 35% no mês passado, aponta Imea. Foram abatidas 455,94 mil cabeças de bovinos no mês passado no Mato Grosso, um crescimento de 14,25% em relação ao volume registrado no mês anterior, informou o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base nos dados do Indea-MT)

Entre as categorias enviadas às câmaras frias dos frigoríficos, destaque para o grupo de fêmeas de 12 a 24 meses, cujo abate em abril atingiu 39,07 mil cabeças, um acréscimo de 35,22% sobre o mês anterior. “Esse movimento já era esperado, dado que durante o levantamento diário do Imea foi relatada a maior disponibilidade de fêmeas para abate ante a quantidade de machos, bem como o nicho de mercado que vem se consolidando”, relata o Imea. No acumulado dos primeiros quatro meses de 2019, os abates gerais no Mato Grosso totalizaram 1,78 milhão de cabeças, volume 7,1% superior ao do mesmo período de 2018.

PORTAL DBO

Brasil pode exportar 150 mil toneladas de carne bovina em maio

A projeção da Agrifatto tem como base a média diária embarcada nos sete primeiros dias úteis do mês, que é de 6,84 mil toneladas

Se mantiver durante todo o mês de maio a média diária de exportação de carne bovina in natura dos sete primeiros dias úteis do mês, o volume das exportações em maio terá alta de 66,1% ante maio de 2018, totalizando 150,4 mil toneladas, estima a consultoria Agrifatto. Segundo os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, que serviram de base para a projeção, neste período, os embarques totalizaram volume de 47,85 mil toneladas e receita de US$ 182,76 milhões. A média diária foi de 6,84 mil toneladas, alta de 58,6% em relação ao mesmo período de 2018 e de 30,7% ante a média do mês anterior. O preço médio por tonelada de carne bovina nos sete primeiros dias úteis do mês foi de US$ 3.819,19, queda de 8,87% em relação ao valor médio do mesmo mês de 2018, mas leve avanço de 0,89% ante abril deste ano.

ESTADÃO CONTEÚDO

ECONOMIA

dólar tem leve baixa ante real, mas segue perto de R$4

Após altas recentes, o dólar teve leve queda na terça-feira, com a moeda brasileira se beneficiando do ambiente externo mais amigável a ativos de risco, mas ainda cauteloso com a situação comercial entre EUA e China

O dólar à vista teve variação negativa de 0,09%, para 3,9758 reais na venda. O dólar futuro recuava 0,70%. A divisa norte-americana oscilou no interbancário entre alta de 0,42% (a 3,996 reais) e queda de 0,33% (3,9661 reais). Na véspera, o dólar havia fechado em alta de 0,88%, a 3,9792 reais, máxima em cerca de três semanas. O alívio nos mercados se deu após o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizar a gravidade da guerra comercial com a China, classificando-a como um pequeno atrito. Trump disse ainda que as negociações comerciais não entraram em colapso. O noticiário local sobre a reforma da Previdência não trouxe grandes novidades. Guedes disse que o governo já trabalha com crescimento menor para a economia neste ano, de 1,5%. A fraqueza da atividade tem alimentado especulações de que o Banco Central possa voltar a reduzir a Selic, movimento que comprimiria mais os retornos oferecidos pelo país a investidores estrangeiros —o que desestimula ingresso de dólares. Analistas consultados pelo BofA pioraram o cenário para a moeda brasileira, passando a ver dólar mais alto. Nove por cento dos entrevistados em sondagem projetam dólar acima de 4 reais no fim do ano, contra 3% um mês atrás. A maioria dos entrevistados vê o dólar entre 3,81 e 4 reais. No mês passado, o maior percentual entre os participantes vislumbrava a cotação entre 3,60 e 3,80 reais no final de 2019. Na véspera, o Morgan Stanley elevou a projeção do dólar para os próximos trimestres, prevendo taxa de 4,10 reais ao fim de junho, prevendo mais ruídos da agenda de reformas.

REUTERS

Guedes alerta para abismo fiscal, vê queda em estimativa de expansão do PIB para 1,5%

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta terça-feira que a projeção de crescimento do governo para a economia neste ano já caiu para 1,5% e que nesse patamar é necessário novo congelamento nas despesas orçamentárias

“Vocês vão ver que o crescimento que era 2% quando eles fizeram as primeiras informações já caiu para 1,5% e quando cai para 1,5% as receitas são menores ainda, e aí já começam os planejamentos de contingenciamento de verbas para frente”, disse Guedes em audiência pública na Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso. Também na CMO, o Secretário Especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, afirmou na terça-feira que o governo vai reduzir a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano para menos de 2%. Segundo Rodrigues, os novos números serão apresentados no próximo dia 22, data limite para publicação do relatório bimestral de receitas e despesas. A nova projeção do governo para expansão do PIB ficaria mais alinhada à do mercado financeiro. Na véspera, a pesquisa Focus do Banco Central havia mostrado que a estimativa para alta do PIB em 2019 foi diminuída para 1,45%, na 11ª semana seguida de redução. Aos parlamentares, Guedes avaliou que a economia pode se recuperar com certa rapidez caso as reformas que estão encomendadas sejam feitas. Nesse sentido, ele pontuou que, se a reforma da Previdência for aprovada até meados deste ano e for iniciada a discussão do pacto federativo, os 12 meses à frente, a partir de julho ou agosto, serão “virtuosos”, com perspectivas de crescimento voltando para casa de 3%. Guedes também apontou que, se as reformas propostas pelo governo para a economia criarem algum espaço fiscal, isso pode ser usado na definição da fórmula de salário mínimo, que o governo deve propor até o dia 31 de dezembro deste ano. Por ora, o governo estabeleceu na proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) um salário mínimo de 1.040 reais para 2020, corrigido apenas pelo INPC, sem aumento real.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta de 0,4% com trégua externa; JBS salta 8%

O Ibovespa fechou no azul na terça-feira, ajudado pela relativa pausa na troca de farpas entre Washington e Pequim e tendo de pano de fundo a reta final da temporada de balanços no Brasil, com JBS avançando 8% após mais do que dobrar o lucro nos primeiros três meses do ano

Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa subiu 0,4%, a 92.092,44 pontos, experimentando uma trégua após três quedas seguidas, período em que acumulou declínio de 4%. O giro financeiro na sessão somou 12,8 bilhões de reais. No exterior, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manteve na segunda-feira sua retórica pró-tarifas, mas prometeu um acordo com o presidente chinês, Xi Jinping. “Vai acontecer e muito mais rápido do que as pessoas imaginam.” Em outro momento, Trump disse que as negociações comerciais com a China não colapsaram, chamando a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo de pequeno atrito. Pequim, por sua vez, disse que a China e os EUA concordaram em seguir conversando. Washington, contudo, prepara tarifas de 25% sobre todas as importações chinesas restantes sem novas negociações agendadas. Em Wall Street, os pregões fecharam em alta ao redor de 1% após forte declínio na véspera, quando o S&P 500 teve a sua maior queda percentual desde o começo do ano. No Brasil, a cena política trouxe desconforto, com agentes de mercado destacando a quebra de sigilo bancário do filho do presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), e a delação premiada envolvendo o Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) em “benefícios financeiros”. “Os ruídos políticos têm aumentado a cada dia”, citou a equipe da corretora Rico em nota a clientes. A JBS avançou 8,36%, após balanço do primeiro trimestre, com lucro líquido de cerca de 1,1 bilhão de reais, mais que o dobro de um ano antes, com forte desempenho de unidade de suínos nos EUA. A maior processadora de carne bovina do mundo também disse que está pronta para colher os benefícios da demanda adicional decorrente do surto de febre suína africana na China. No setor, BRF subiu 4,27 por cento.

REUTERS

Setor de serviços do Brasil recua em março e interrompe 2 trimestres de ganhos

O volume de serviços do Brasil foi pressionado pela atividade de informação e comunicação em março e quebrou uma sequência de dois trimestres positivos com contração nos três primeiros meses deste ano, ampliando o cenário de economia fraca no início de 2019

Em março, o volume do setor apresentou perda de 0,7% em relação ao mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira. Esse é o pior resultado para o mês desde 2017, quando o recuo foi de 3,2%. Com isso, o terceiro trimestre encerrou com contração de 0,6% sobre os três meses anteriores, depois de ganhos de 0,6% e 1,0%, respectivamente, no quarto e terceiro trimestre de 2018. Na comparação com março de 2018, houve queda de 2,3 por cento, a mais forte desde maio de 2018 (-3,8%). As expectativas em pesquisa da Reuters eram de recuos de 0,1 por cento na comparação mensal e de 0,8 por cento na base anual. O setor de serviços vem mostrando dificuldades em apresentar uma recuperação contínua em um ambiente de desemprego elevado, e acompanha os resultados fracos já vistos na indústria e no setor de varejo. “Por trás disso tudo tem uma economia lenta, com deterioração nas expectativas de empresários e com projeções cada vez menores para o crescimento do PIB”, afirmou o Gerente da Pesquisa, Rodrigo Lobo. O IBGE informou que em março três das cinco atividades apresentaram quedas, com destaque para o recuo de 1,7% em serviços de informação e comunicação. O volume de serviços profissionais, administrativos e complementares caiu 0,1% e o de outros serviços contraiu 0,2%.

REUTERS

EMPRESAS

JBS vê aumento na demanda após surto de febre africana na China

A JBS, maior processadora de carne bovina do mundo, está pronta para colher os benefícios da demanda adicional decorrente do surto de febre suína africana na China, que reduziu a produção de carne suína

Nos primeiros quatro meses do ano, as vendas de carne bovina da unidade australiana para a China subiram 80%, disseram executivos da JBS na terça-feira durante uma teleconferência sobre os resultados do primeiro trimestre. “No Brasil, já estamos vendo um aumento nas exportações de carne suína, tanto em volume quanto em preço”, disse a analistas o Presidente-Executivo, Gilberto Tomazoni. O executivo afirmou esperar que as vendas de todas as proteínas, e não apenas da carne suína, aumentem devido ao vírus. O recente surto da doença na China impulsionará a geração de fluxo de caixa da companhia nos próximos trimestres, disseram analistas do Itaú BBA em nota aos clientes. O Itaú acredita que a doença pode levar a JBS a gerar lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de até 21 bilhões de reais em 2020. Às 11:30, as ações da JBS valorizavam-se 4,9%, a 20,71 reais. Na véspera, a companhia informou que o lucro líquido mais do que dobrou no primeiro trimestre. A receita líquida total subiu 11,5% no período, para 44,37 bilhões de reais com ajuda de sua divisão de carne bovina nos Estados Unidos e da Pilgrim’s Pride. Em cada uma dessas divisões, a receita líquida subiu mais de 15%, informou a JBS.

REUTERS

Prejuízo líquido da Minerva diminuiu 73% no 1º trimestre

A Minerva Foods, terceira maior indústria de carne bovina do país, reportou ontem um prejuízo líquido de R$ 31,4 milhões no primeiro trimestre. A perda diminuiu 72,6% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado, quando a companhia amargou um prejuízo líquido de quase R$ 115 milhões

O Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Minerva, Edison Ticle, argumentou que a empresa teria fechado o trimestre no azul, desconsiderando o impacto negativo de itens não recorrentes. O lucro teria sido de R$ 22,1 milhões, afirmou. Na área operacional, as exportações ajudaram a aumentar as vendas, afirmou Ticle. Entre janeiro e março, a receita líquida da Minerva totalizou R$ 3,7 bilhões, aumento de 5,6% na comparação anual. Na mesma base de comparação, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da Minerva aumentou 15,4%, para R$ 328,8 milhões. A margem Ebitda aumentou 0,7 ponto percentual, para 8,8%. De acordo com Ticle, o desempenho operacional positivo fez a Minerva gerar caixa livre e, com isso, pagar dívidas. Devido à geração de caixa, a Minerva conseguiu reduzir o índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) mesmo com a alta do dólar, que eleva o valor em reais do passivo em moeda estrangeira, afirmou Ticle. No fim de março, o índice de endividamento da Minerva estava em 3,8 vezes, ante 3,9 vezes em dezembro. Em busca de reduzir as dívidas, a Minerva mantém viva a intenção de fazer a oferta pública inicial de ações (IPO) da subsidiária Athena Foods na bolsa de Santiago (Chile). A empresa adiou a oferta na segunda-feira, mas pode retomá-la a “qualquer momento”, de acordo com Ticle. Pelas regras chilenas, a Athena tem até um ano, contado a partir da concessão do certificado de companhia aberta, para fazer o IPO. Esse prazo se encerra em abril de 2020. “O processo é mais fácil do que no Brasil. Assim que o mercado acalmar, podemos colocar a operação na rua”, afirmou Ticle, acrescentando que a precificação do IPO foi prejudicada pela apreensão dos investidores com a guerra comercial entre China e EUA. Inicialmente, o adiamento da oferta foi mal recebido pelos investidores. As ações da Minerva chegaram a cair mais de 6% ontem, mas a queda foi revertida e os papéis fecharam com valorização de 4,52% na B3.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Abates de suínos no Brasil sobem 5,2% no 1º tri ante 2018, diz IBGE. DE FRANGOS SOBE 2,3%

O abate de suínos no Brasil atingiu 11,27 milhões de cabeças no primeiro trimestre, aumento de 5,2% na comparação com o mesmo período de 2018, informou o IBGE na terça-feira

O aumento dos abates ocorreu com a indústria se preparando para atender parte da demanda adicional da China, que deverá crescer com o país lidando com focos de peste suína africana. A expectativa é de que os embarques brasileiros no ano aumentem mais de 20%. Em abril, as exportações de carne suína do Brasil aumentaram mais de 40% ante igual período do ano passado, para 58 mil toneladas, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Ainda de acordo como Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os abates de suínos entre janeiro e março aumentaram 0,7% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Em nota sobre os números da agropecuária brasileira, o IBGE não explicou o aumento nos abates. O peso acumulado das carcaças de suínos foi de 989,10 mil toneladas no primeiro trimestre, representando alta de 0,9% em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 3,6% em relação ao mesmo período de 2018, apontou o instituto. Segundo especialistas, a peste suína na China também influenciará negócios de outras carnes brasileiras, como de bovinos e de frango. No setor de bovinos, os abates do Brasil somaram 7,77 milhões de cabeças no primeiro trimestre, uma queda de 4,6% em comparação com o período imediatamente anterior e aumento de 0,3% em relação ao primeiro trimestre de 2018, segundo o IBGE. Já o abate de frangos somou 1,45 bilhão de cabeças, um aumento de 2,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior e queda de 2% na comparação com o mesmo período de 2018, de acordo com o IBGE. O peso acumulado das carcaças foi de 3,39 milhões de toneladas no 1º trimestre de 2019, acréscimo de 1,7% em relação ao trimestre imediatamente anterior e queda de 2% frente ao mesmo período de 2018.

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