CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 991 DE 13 DE MAIO DE 2019

abra

Ano 5 | nº 991 | 13 de maio de 2019

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Abrafrigo pede a Apex que mude estratégia e apóie médias empresas

A Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), encaminhou ofício na quinta-feira (9) ao novo Presidente da Apex – Agência de Promoção da Exportação e Investimentos, Sérgio Ricardo Segovia Barbosa, pedindo uma mudança na estratégia de apoio à promoção ao setor de carne bovina que, até aqui, só privilegiou as grandes empresas

“Os grandes empreendimentos do setor já não necessitam de apoio até porque já foram muito beneficiados. O momento é de ajudar as médias empresas exportadoras que desejam crescer e conquistar novos mercados. As grandes empresas não precisam mais deste auxílio”, afirmou o Presidente Executivo da ABRAFRIGO, Péricles Salazar. Segundo ele, “com a troca da diretoria da APEX é uma boa hora para se alterar a estratégia que predominou até aqui”. O Presidente da ABRAFRIGO, disse que “um projeto de cooperação com a entidade e a APEX será muito bem-vindo para incrementar uma maior inserção destas empresas no cenário internacional, onde há a necessidade de perscrutar mercados, participar das principais feiras que são realizadas na China, França, Alemanha, África do Sul, Dubai,  dentre outras, bem como interagir com as missões destes países no sentido de aproximar as nossas empresas e potenciais clientes ao redor do mundo”. Na estrutura da ABRAFRIGO existe o Departamento Internacional que conta com a filiação de pelo menos 22 empresas de porte médio, todas elas com expertise no comércio exterior, sendo que o abate médio de animais/dia é de 900 cabeças que precisam deste tipo de apoio. “É uma maneira de possibilitar de possibilitar a ampliação e democratização das oportunidades de acesso aos mercados para as empresas de porte médio do nosso país, algo que hoje não existe”, disse ele.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/ PECUARIA.COM.BR/PÁGINA RURAL/AGRONEWS

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo segue estável

No fechamento de sexta os preços ficaram estáveis na maior parte das praças pecuárias

De modo geral, as indústrias aproveitaram o momento de maior oferta de boiadas ao longo da semana para preencher as escalas de abate e entrar com menos afinco nas compras. As alterações de preços foram pontuais. Na região de Belo Horizonte-MG, a maior disponibilidade de boiadas abriu espaço para que a ponta compradora ofertasse preços abaixo das referências e a cotação da arroba teve queda de 0,7% na comparação dia a dia. Em contrapartida, no Rio Grande do Sul, apesar de estabilidade nos preços frente ao último fechamento (9/5), são observadas indústrias com dificuldade nas compras, devido à baixa oferta de boiadas terminadas no estado. Em São Paulo, o mercado atacadista de carne bovina com osso teve alta de 1,8% na comparação semanal, puxada principalmente pela valorização do traseiro. O boi casado de animais castrados fechou a semana cotado em R$10,18/kg.

SCOT CONSULTORIA

BOI GORDO: Final de safra chegou

A semana passada se encerrou com um cenário de recuos de preços do boi gordo, mesmo estando no começo de mês e às vésperas do Dia das Mães, o que ilustra o quadro de oferta maior de boiadas para abate

A oferta não está excessivamente alta, mas tem sido o suficiente para que os frigoríficos testem valores menores e mantenham as programações de abate. Os bons volumes de chuvas observados ao longo de 2019 em boa parte das regiões tendem a distribuir um pouco este final de safra, com regiões ainda com pastos com boa qualidade. A associação deste cenário de chuvas a uma menor disponibilidade de fêmeas para abate pode limitar a pressão de baixa que deve ser observada nas próximas semanas. De toda forma, a proximidade da seca é um período de atenção no mercado, mesmo com expectativas positivas para os preços com a entrada efetiva da entressafra. 

SCOT CONSULTORIA

Missão a Pequim terá dificuldade para habilitar frigoríficos

A China examina o pedido do Brasil para habilitar mais 75 unidades exportadoras de carnes a exportarem a seu mercado, mas os sinais é que persistem obstáculos para uma resposta positiva

A tarefa da Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que chega na quarta-feira (15) a Pequim, será muito difícil se ela não chegar com todas as explicações e garantias fitossanitárias exigidas pelas autoridades chinesas para liberar gradualmente a entrada das carnes brasileiras. A avaliação é que há uma expectativa irreal do Ministério da Agricultura e de frigoríficos brasileiros sobre o que pode ser obtido nessa viagem. Nada é impossível na China, mas parece remota a possibilidade de anúncio de habilitação de novos estabelecimentos brasileiros na semana que vem. O mais realista, na visão de quem conhece o tema, é que a Ministra da Agricultura e seu colega chinês se entendam sobre quais informações estão faltando, para Pequim tomar sua decisão final, e esperar algum anúncio por volta de julho ou agosto. A China lidera as importações de carnes brasileiras. Em 2018, o país exportou US$ 2,593 bilhões em carnes para o mercado chinês, representando 17,6% do total das exportações do produto, conforme dados do Ministério da Agricultura. Com o número de pedidos de habilitação aumentando, Pequim enviou em novembro do ano passado uma missão ao Brasil. O resultado foi ruim para os brasileiros. Os chineses dizem ter detectado problemas fitossanitários em 8 dos 11 estabelecimentos para exportação investigados. Além disso, Pequim questionou aspectos do sistema de controle sanitário brasileiro como um todo. A partir daí, a China enviou questionários para o Ministério da Agricultura responder. Algumas respostas tinham informações anteriores à visita da missão chinesa. Outros comentários não tinham relação com o que Pequim indagava. O sentimento na China é que o Brasil considera que a habilitação dos frigoríficos para exportar é uma questão meramente política entre Pequim e Brasília, quando na verdade pressupõe o atendimento de exigências técnicas. Como todo grande país, a China não quer ficar dependente de poucos exportadores. Enquanto sustenta que o Ministério da Agricultura brasileiro responde só parcialmente seus questionamentos, Pequim sabe que acabará concluindo um acordo com os EUA e abrirá o mercado de novo para as carnes americanas. Também a Rússia vem conseguindo habilitar um bom número de estabelecimentos exportadores de carne de frango para vender ao país asiático, e a França conseguiu reabrir o mercado chinês. O Brasil é competitivo. Mas, no caso específico do frango, durante cinco anos o Brasil não vai poder baixar o preço da carne, por um acordo firmado com Pequim para evitar uma sobre tarifa elevada. Significa que a capacidade brasileira de concorrer em preço está excluída por um bom tempo.

VALOR ECONÔMICO

SP e GO registram queda dos custos de produção de bovinos confinados

Os custos da diária-boi (CDB) calculados para o mês de abril foram de R$ 9,84, R$ 9,65 e R$ 8,51, para os confinamentos de São Paulo médio (CSPm), grande (CSPg) e de Goiás (CGO), nessa ordem. Portanto, em abril houve diminuição no CDB para todas as propriedades avaliadas

Os custos alimentares de todas as propriedades representativas pesquisadas reduziram, de modo geral. Essa redução pode ser justificada no estado de São Paulo pelos menores preços do grão de sorgo e do sal mineral, que foram de 15% e 4%, respectivamente; o milho e seus coprodutos também apresentaram redução nos preços. Em Goiás a redução dos preços foi mais amena e ocorreu principalmente com relação ao grão de milho e seus coprodutos. Foi a primeira vez de 2019 que os custos de alimentação reduziram para a propriedade representativa de Goiás. O ICBC Mensal demonstrou que, para os confinadores de Goiás (CGO), CSPm e CSPg o mês de abril apresentou queda no índice de custo. Observa-se que os atuais índices são similares aos que foram registrados em maio de 2018. A taxa de juros Selic diminuiu em abril e foi cotada a 6,35% ao ano. Essa foi a menor taxa já registrada desde o início do monitoramento. A Taxa de Juros de Longo Prazo (TLP), utilizada para remunerar o capital imobilizado, foi de 6,82% a.a. O Custo Total (CT), por sua vez, apresentou aumento de 1,3% e 1,1% para os confinadores de CSPm e CSPg, respectivamente, em relação ao mês de março. Os maiores CT em São Paulo foram influenciados pela alta do preço do animal de reposição (boi magro) que foi em média de 3,2%. Em Goiás o preço do boi magro foi estável no comparativo entre março e abril. O CT para essa propriedade representativa (CGO) reduziu 0,35%.

Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal (LAE) da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia – Universidade de São Paulo (FMVZ/USP).

Exportações de boi em pé ajudam a sustentar preços de reposição

Volumes de negócios recuam, mas cotações seguem firmes nas principais praças do país, aponta a FNP

O volume de negócios no mercado de reposição caiu nesta semana, desestimulado pela oscilação negativa dos preços do gado gordo durante as últimas semanas e pela queda gradativa na qualidade do pasto, informa balanço semanal da Informa Economics FNP. No entanto, os preços dos animais de reposição se mantiveram firmes ao longo da semana, influenciados por dois grandes motivos, segundo destacou a consultoria paulista. O primeiro deles é o “forte aquecimento da exportação de animais vivos” (movimento registrado sobretudo na região Norte no país). “Os exportadores de gado vivo estão bem agressivos nas negociações, adquirindo um volume considerável de animais, chegando a pagar preços acima da referência”, informa a FNP, acrescentando que “os compradores buscam adquirir lotes de desmama até garrotes/novilhas mais erados”. Outro fator para a sustentação das cotações no mercado de reposição, de acordo com a consultoria, é a intensificação das buscas de animais pelos invernistas que se preparam para o segundo giro do confinamento.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Dólar tem leve queda na sessão, mas engata 5ª semana consecutiva de alta ante real

O dólar teve uma sessão volátil na sexta-feira e acabou fechando em leve baixa, influenciado pela do sinal de risco no exterior em dia de negociação comercial entre EUA e China

O dólar à vista caiu 0,24 por cento, a 3,9443 reais na venda. Na semana, porém, a cotação ainda subiu 0,13 por cento, na quinta semana consecutiva de alta, mais longa série do tipo desde dezembro do ano passado. Na B3, a referência do dólar futuro tinha alta de 0,18 por cento, a 3,9625 reais, por volta de 17h40. A semana foi de intenso vaivém no câmbio, diante da escalada do embate tarifário entre EUA e China, os passos do andamento da reforma previdenciária no Brasil e do fortalecimento de apostas de quedas da Selic ainda neste ano, o que minaria ainda mais a atratividade do real frente a outras divisas emergentes. O que ficou claro, porém, é que o mercado evita compras de dólares com a moeda próxima da marca psicológica dos 4 reais, revistada nesta semana. A impressão de que esse nível incomoda o Banco Central influenciou na realização de lucros em momentos quando a cotação alcançava os 4 reais. Para estrategistas do Morgan Stanley, tanto o posicionamento de agentes de mercado —já bastante comprados em dólar— quanto os preços do câmbio sugerem que o cenário de mais desvalorização do real pode perder força.

REUTERS

Ibovespa recua em semana com guinada nas negociações EUA-China e bateria de balanços

A bolsa paulista fechou em queda na sexta-feira e no acumulado da semana marcada por reviravolta nas negociações comerciais entre os EUA e China, enquanto a cena doméstica contemplou uma bateria de balanços corporativos e a retomadas das discussões sobre a reforma da Previdência

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,58%, a 94.257,56 pontos, na sessão, que teve volume financeiro de 13,26 bilhões de reais. Na semana, o Ibovespa perdeu 1,82% por cento. No exterior, negociadores norte-americanos e chineses encerraram nova rodada de negociação nesta sexta-feira sem acordo comercial, apesar de comentários positivos de ambos os lados sobre a reunião, incluindo do presidente Donald Trump, embora ele tenha dito não ter pressa para um desfecho. Os EUA começaram a cobrar a partir desta sexta-feira tarifas de 25% sobre 200 bilhões de dólares em produtos chineses. A expectativa é de que Pequim retalie. “O mercado está apreensivo com a guerra comercial”, destacou Frederico Mesnik, sócio-fundador da Trígono Capital, que vê no movimento de Trump mais uma estratégia de negociação, com chance de solução no curto prazo. Ao mesmo tempo, destacou, a economia no Brasil tem se mostrado mais fraca do que o esperado, o que pode ser visto nos resultados de empresas de varejo e de alimentos. O quadro de recuperação ainda bastante lenta da atividade brasileira, combinada com um ambiente de preços comportados tem apoiado apostas de um afrouxamento monetário pelo Banco Central ainda este ano, embora tal cenário ainda considere a aprovação da reforma da Previdência.

“A pressão para a queda da taxa Selic já começa a transcender a reforma da Previdência”, destacou o operador Alexandre Soares, da BGC Liquidez DTVM. Quanto às mudanças das regras de acesso a aposentadorias, a comissão especial da Câmara dos Deputados que analisará o mérito da proposta começou os trabalhos nesta semana, com a presença do Ministro da Economia, Paulo Guedes, na quarta-feira, mas sem definir um prazo para votação da matéria no colegiado.

REUTERS

EMPRESAS

BRF tem terceiro prejuízo trimestral seguido

A BRF, maior exportadora de frango do mundo, disse que perdeu dinheiro pelo terceiro trimestre consecutivo, uma vez que os aumentos de preço que elevaram a receita não conseguiram compensar os custos maiores com ração

A BRF registrou prejuízo líquido no primeiro trimestre de 113 milhões de reais com operações continuadas, menos do que as expectativas dos analistas de uma perda real de 239,7 milhões no período. Com o acréscimo de uma cobrança de 863 milhões de reais decorrente de ajustes relativos à venda de ativos na Argentina, o prejuízo no trimestre atingiu 1 bilhão de reais. A processadora de alimentos também divulgou uma queda de 7,3% no volume de produtos vendidos, o que foi parcialmente compensado por um aumento de 13% no preço de seus produtos. Os aumentos de preços ajudaram a elevar a receita líquida no trimestre em quase 5%, para 7,4 bilhões de reais, segundo a BRF. Os preços dos alimentos, por outro lado, aumentaram em média quase 35% nos seis meses imediatamente anteriores ao primeiro trimestre, contrariando os esforços de recuperação da empresa. O Ebitda ajustado, ou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, um indicador de lucro operacional, ficou em 748 milhões de reais, melhor do que os 676,3 milhões de reais esperados pelos analistas.

REUTERS

BRF mantém pés no chão para evitar frustrações

Na sexta-feira, em sua última teleconferência com analistas na função de Presidente-Executivo da BRF, Pedro Parente pregou cautela. Segundo ele, a peste suína africana na China é uma grande oportunidade, mas não se deve ir com muita sede ao pote sob o risco de que expectativas sejam frustradas

A orientação na BRF é manter os pés no chão para evitar um voo de galinha. Realismo para não perder de vista que a empresa é sustentada por uma cadeia produtiva das mais longas. “A natureza desse negócio é cíclica. Isso é uma lição que deveria ser aprendida de maneira definitiva”, afirmou Parente aos analistas. No curto prazo, é impossível aumentar de forma significativa a produção de frango. Medidas dessa magnitude levam ao menos um ano, enfatizou Lorival Luz, Vice-Presidente que assumirá o cargo de CEO global em junho. Na carne suína, o prazo é ainda mais esticado – três anos. Até lá, os chineses podem ter chegado a uma solução e aplacado o surto de peste suína, o que frustraria aqueles que fizerem investimentos agressivos. “Lá na frente é possível um efeito contrário [na China]: excesso de oferta”, preveniu Luz. Diante dessas preocupações, a única concessão feita pela BRF para aumentar a oferta foi a possibilidade de ampliar o tempo de vida útil das galinhas matrizes que produzem os frangos que são abatidos. Mas essa medida tem efeito pontual e eleva a produção em algo entre 2% e 3%. É inegável, porém, que o desastre sanitário na China será positivo para as exportações brasileiras de carnes e beneficiará a BRF. Tanto é assim que Parente indicou aos investidores que a meta de recuperar o nível de rentabilidade histórico pode ser alcançada antes do prazo, que é 2020. Pelos cálculos do BTG Pactual, a margem Ebitda histórica é de 12% (ou 14%, se considerado os efeitos positivos da mudança na forma de contabilizar o arrendamento mercantil). No primeiro trimestre, a margem Ebitda ajustada da BRF foi de 10,2%, incorporada a mudança.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

FRANGO/CEPEA: início de mês eleva preços da carne

Preços da carne de frango seguem em alta na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea
Os preços da carne de frango seguem em alta na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Colaboradores afirmam que o avanço das cotações neste início de mês está atrelado ao período de recebimento de salários e à expectativa quanto ao Dia das Mães, que tende a reforçar o consumo da proteína. No atacado da Grande de São Paulo, o frango inteiro congelado se valorizou 2% no acumulado do mês (até o dia 9), com negócios a R$ 4,82/kg. O preço do resfriado, por sua vez, registrou alta de 1,8%, a R$ 4,81/kg. Em relação às exportações da carne de frango in natura brasileira, apesar do recuo de 2% entre março e abril, o volume foi o maior para o mês desde 2016. Dados da Secex indicam que os embarques totalizaram 312 mil toneladas em abril, com receita de R$ 1,9 bilhão.

CEPEA/ESALQ

Frango: período do mês favorece as vendas e preços apresentam alta no atacado

A época do mês, com pagamento de salários e Dia da Mães, favoreceu a dinâmica de saída de mercadorias na última semana e com isso, os preços no atacado apresentaram alta.

A carcaça passou de R$4,57 por quilo para os atuais R$4,70 por quilo, valorização de 2,8% no período. Nas granjas de São Paulo, os preços seguem estáveis, com a ave sendo comercializada, em média, em R$3,60 por quilo. Para esta semana, até a virada para a segunda quinzena do mês o mercado deve se manter firme, com possibilidade de alta nos preços no mercado atacadista, após este período, as cotações devem acomodar, com a diminuição nas vendas.

SCOT CONSULTORIA

Rabobank prevê déficit de 16 mi de t de carne suína na China

O Rabobank mantém a sua visão de que a China aumentará significativamente as importações de carne suína somente a partir do segundo semestre de 2019, respondendo ao aumento nos preços domésticos e à esperada queda nos estoques locais. “Prevê-se que as perdas estimadas de produção de 25% a 35% criem uma lacuna de oferta que será impossível preencher a curto prazo”

As perdas no rebanho de suínos da China devido à peste suína africana (FSA) deverão gerar um déficit de carne de porco no mercado chinês de 16 milhões de toneladas até o final deste ano, estima o banco holandês Rabobank em seu novo relatório sobre o mercado da proteína animal. “Até que os produtores controlem a doença e sejam capazes de reconstruir o rebanho, a China precisará procurar outras fontes de proteína para atender às necessidades dos consumidores locais”, diz o relatório. Segundo o banco, a carne suína continua sendo a proteína preferida dos chineses, “embora as importações de carne bovina, frango, cordeiro e frutos do mar possam ajudar a aliviar a lacuna de oferta no mercado doméstico”. As principais nações produtoras de carne suína do mundo devem se beneficiar do aumento da demanda chinesa, acreditam os analistas do Rabobank. “Os exportadores podem realocar uma parte de seus fluxos comerciais existentes em mercados de segundo ou terceiros níveis para a China”, prevê o banco, acrescentando que os fornecedores mundiais seriam atraídos pelo aumento dos preços pagos pela carne suína importada. A União Europeia, maior fornecedor de carne suína da China, está em melhor posição para expandir o comércio para o gigante asiático, diz o relatório. “As exportações da UE para a China poderão aumentar significativamente em 2019, seguindo a tendência de 2016/17.” O Brasil e o Canadá também podem elevar as exportações, dadas as relações existentes, relatam os analistas. Por sua vez, as exportações dos EUA continuam limitadas pelas tarifas de 62% sobre o comércio e pela proibição do uso de promotores de crescimento, “mas negócios consideráveis (aumento da venda de carne suína norte-americana) já foram registrados nas últimas semanas”, diz o banco, que prevê um quadro otimista para o conflito comercial entre os dois países – pelo menos no segmento de carne de porco. “Continuamos esperançosos de que as negociações comerciais resultem na remoção de tarifas restritivas de 62% sobre as exportações de carne suína dos EUA para a China”

PORTAL DBO

Vietnã abate 1,2 mi suínos em meio a surtos de peste suína africana pelo país

O Vietnã sacrificou mais de 1,2 milhões de suínos infectados com peste suína africana, disse o governo nesta segunda-feira, à medida que o vírus continua a se espalhar rapidamente no país do Sudeste Asiático

Os suínos respondem por três quartos do consumo total de carne no Vietnã, um país com 95 milhões de habitantes onde a maior parte do rebanho local de 30 milhões de suínos é criada domesticamente. O vírus foi detectado inicialmente no Vietnã em fevereiro, tendo desde então se espalhado para 29 províncias, incluindo Dong Nai, que fornece cerca de 40% da carne suína consumida em Ho Chi Minh, polo econômico ao sul do país. “O risco de o vírus espalhar ainda mais é muito alto e a evolução do surto é complicada”, disse o governo em um comunicado. O governo acrescentou que muitas províncias falharam em detectar surtos e abater os suínos infectados da maneira adequada devido à falta de recursos e do espaço necessário para enterrar os animais mortos.

REUTERS

INTERNACIONAL

Trump diz que não tem pressa para assinar acordo com China à medida que guerra comercial se agrava

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na sexta-feira que não tem pressa em assinar um acordo comercial com a China, no momento em que Washington impôs um novo conjunto de tarifas sobre as importações chinesas e os negociadores encerraram o segundo dia de conversas na tentativa de alcançar um acordo

Na sexta-feira, os Estados Unidos elevaram suas tarifas sobre 200 bilhões em produtos chineses para 25%, ante 10%, elevando as preocupações dos mercados financeiros sobre uma guerra comercial que já dura 10 meses entre as duas maiores economias do mundo. A China deve retaliar. As tarifas entraram em vigor apenas algumas horas antes do representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer; do Secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin; e do Vice-Primeiro-Ministro chinês, Liu He, realizarem um segundo dia de negociações em Washington. A reunião terminou após cerca de 90 minutos. “Foram discussões construtivas. É tudo que posso dizer”, disse Mnuchin a repórteres ao deixar o escritório de Lighthizer. Pela manhã, Trump defendeu o aumento das tarifas e disse que estava “absolutamente sem pressa” para finalizar um acordo, acrescentando que a economia dos EUA ganhará mais com as tarifas do que com qualquer acordo. “As tarifas trarão MUITO MAIS ganhos para o nosso país do que até mesmo um acordo tradicional fenomenal”, disse Trump em uma das publicações no Twitter. Apesar da insistência de Trump de que a China absorverá o custo das tarifas, as empresas dos EUA as pagarão e, provavelmente, as repassarão aos consumidores. Os gastos do consumidor respondem por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA.

Trump, que adotou políticas protecionistas como parte de sua agenda “América Primeiro” e criticou a China por práticas comerciais que rotulou como injustas, disse que as negociações comerciais, que deveriam terminar nesta sexta-feira, podem ser prorrogadas para além desta semana. Após o aumento da tarifa dos EUA, o Ministério do Comércio da China disse que retaliará, mas não deu mais detalhes. A China respondeu às tarifas de Trump no ano passado com impostos sobre uma série de produtos norte-americanos, incluindo soja e carne de porco, que prejudicaram os agricultores dos EUA em um momento em que sua dívida atingiu o mais alto nível em décadas.

REUTERS

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

abrafrigo

Leave Comment