CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 990 DE 10 DE MAIO DE 2019

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Ano 5 | nº 990 | 10 de maio de 2019

ABRAFRIGO

Ofício encaminhado em 09/05 à nova direção da APEX solicitando que a agência mude sua estratégia e passe a apoiar os médios frigoríficos exportadores:

Ilmo. Sr.

SERGIO RICARDO SEGOVIA BARBOSA

M.D. Presidente da APEX

Brasília – DF

Senhor Presidente,

A ABRAFRIGO – Associação Brasileira de Frigoríficos é uma entidade de âmbito nacional que representa pequenos e médios frigoríficos em todo o país, com mais de 150 empresas filiadas.

Em nossa estrutura administrativa temos o Departamento Internacional que conta com a filiação de 22 empresas de porte médio, todas elas com expertise no comércio exterior, sendo que o abate médio de animais/dia é de 900 cabeças.

Para que possamos incrementar a maior inserção destas empresas no cenário internacional, temos a necessidade de perscrutar mercados, participar das principais feiras que são realizadas na China, França, Alemanha, África do Sul, Dubai,  dentre outras, bem como interagir com as missões destes países no sentido de aproximar as nossas empresas e potenciais clientes ao redor do mundo.

Assim, com este objetivo de possibilitar a ampliação e democratização das oportunidades de acesso para as empresas de porte médio do nosso país, vimos reivindicar junto a APEX um projeto de cooperação com a nossa entidade.

Desde já, colocamo-nos à disposição de Vossas Senhorias para tratarmos pessoalmente deste tema.

Péricles Pessoa Salazar

Presidente Executivo

NOTÍCIAS

BOI/CEPEA: indicador recua 1,7% na parcial de maio

Preços da arroba de boi gordo estão em queda no mercado brasileiro, segundo dados do Cepea

Os preços da arroba de boi gordo estão em queda no mercado brasileiro, segundo dados do Cepea. Ainda que a oferta de animais não tenha sido considerada alta, a compra de lotes menores em preços mais baixos, somada ao recuo da indústria após aquisições de volumes maiores, tem exercido certa pressão sobre os valores. O Indicador ESALQ/B3 fechou em R$ 152,3 nessa quarta-feira, 8, baixa de 1,71% em relação ao dia 30 de abril. Quanto aos embarques da carne bovina in natura, a quantidade em abril foi de 109,8 mil toneladas, a maior para o mês de toda a série histórica da Secex. Esse bom desempenho está atrelado à maior competitividade da carne nacional no mercado externo e à demanda aquecida por parte da China. Além disso, o câmbio em altos patamares também favorece as vendas.

CEPEA/ESALQ

Boi Gordo: Maior oferta de boiadas e consumo calmo

O consumo está aquém do esperado e a maior oferta de boiadas pressionou para baixo a cotação da arroba do boi em quatro regiões, apesar da semana de recebimentos dos salários e do Dia das Mães

No Noroeste do Paraná, a desova de boiadas refletiu em queda de 0,7% frente ao último fechamento, o que significa R$1,00/@ a menos. No Pará, as praças de Marabá e Paragominas também fecharam o mercado com quedas de 0,7% e 0,3%, respectivamente. As chuvas em menor volume em algumas regiões do estado permitiram o embarque e o transporte do gado, aumentando a oferta. Em contrapartida, no Norte do Tocantins, a oferta não tem sido suficiente para suprir a demanda e a cotação subiu 0,4% na comparação dia a dia. Em São Paulo, apesar de estabilidade dos preços, há indústrias ofertando preços abaixo das referências. As programações de abate atendem, em média, seis dias.

SCOT CONSULTORIA

Preço do milho cai e poder de compra do pecuarista melhora

Na prévia do oitavo levantamento da safra 2018/2019, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab apontou um aumento da produção de milho de 18% frente o ciclo anterior

A estimativa de aumento da produção e o início da colheita no Paraná tem pressionado as cotações do milho no mercado interno. Segundo levantamento da Scot Consultoria, em Campinas-SP, a saca de 60kg do cereal está cotada em média, em R$34,60, queda de 9,8% em relação à média de abril último. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a queda foi de 16,5%. Considerando a praça de São Paulo, atualmente é possível comprar 4,53 sacas de milho com o valor de uma arroba de boi gordo. Apesar da desvalorização da arroba do boi gordo, registrada nos últimos dias, a queda de preço do milho foi mais intensa, o que colaborou com a relação de troca para o pecuarista, que melhorou 9,9% frente a abril deste ano, e 33,4% na comparação anual.

SCOT CONSULTORIA

Mercado do boi gordo no Sudeste de Mato Grosso

O aumento da oferta de boiadas no final de abril pressionou para baixo os preços no mercado do boi gordo no Sudeste de Mato Grosso

Desde a Páscoa os preços caíram 1,4%, R$2,00/@ considerando a cotação a prazo e livre de Funrural. Contudo, nesses primeiros dias de maio o mercado continuou estável, o que reflete um equilíbrio entre a oferta e a demanda. A arroba do boi gordo está cotada em R$142,00, a prazo e livre de Funrural. O diferencial de base em relação a Araçatuba-SP está em -9,3%. Para a vaca gorda o cenário atual também é de estabilidade e a referência está em R$134,00/@, nas mesmas condições. A expectativa para as próximas semanas é de mercado mais frouxo devido à demanda mais enfraquecida, típica de segunda quinzena do mês.

SCOT CONSULTORIA

Abates clandestinos chegam a quase 15% em MT, RO e PA

Levantamento do Cepea levou em consideração abates realizados em 2015 a partir de dados de oferta e demanda

Os abates clandestinos representaram quase 15% do total registrado em Mato Grosso, Roraima e Pará em 2015, segundo levantamento realizado pelo Cepea em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). São duas as abordagens consideradas na pesquisa: da demanda por carne bovina e a da oferta de animais “prontos” para o abate. O estudo estima que o total abatido sem qualquer tipo de inspeção foi de 14,1%. Da perspectiva da demanda, a pesquisa estima índices inferiores. Nesse caso o abate não fiscalizado no Brasil ficou em cerca de 3,83% a 5,72% do total de cabeças abatidas. As estimativas para este caso foram obtidas a partir de dados secundários do IBGE (Pnad, POF 2008/2009 e Pesquisa Trimestral do Abate de Animais) e dados primários sobre o autoconsumo de carne bovina nas propriedades rurais brasileiras. Os pesquisadores ressaltam as limitações de informações para esta estimativa, que usa dados de quatro anos atrás. Segundo eles, faltam dados mais atualizados sobre o consumo per capita de carne bovina e informações sobre a magnitude do comércio interestadual de carne bovina. Em estudo realizado em 2012, o Cepea já havia estimado o percentual de abate não fiscalizado nacional em torno de 7,6% a 8,9%.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Dólar sai das máximas, mas fecha em alta

O dólar fechou em alta contra o real na quinta-feira, em meio à cautela com o embate comercial entre China e Estados Unidos, mas a divisa se afastou das máximas do dia, depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, não descartar chance de acordo comercial com o país asiático ainda nesta semana

O dólar interbancário subiu 0,52 por cento, a 3,9536 reais na venda. Na B3, a referência do dólar futuro tinha alta de 0,60 por cento, para 3,9600 reais. Na máxima do dia, o dólar no mercado à vista chegou a ser negociado a 3,9821 reais, alta de 1,24 por cento. Segundo Isabela Guarino, economista-chefe da XP Asset Management, o câmbio ficou mais pressionado pela manhã conforme investidores tiveram leitura mais “dovish” (inclinada a afrouxamento monetário) a partir do comunicado da decisão do Copom, na noite da véspera. “O que percebemos é que existe um impacto não linear da queda dos diferenciais de juros sobre a taxa de câmbio. O impacto é maior quando o juro cai a partir de taxas já mais baixas”, acrescentou. A melhora do sinal do câmbio no Brasil só não foi maior devido a notícias que voltaram a levantar dúvidas sobre a capacidade de articulação do governo de Jair Bolsonaro. A comissão mista que analisa a MP da reestruturação administrativa do governo impôs uma derrota ao governo e ao Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, ao aprovar nesta quinta-feira emenda que devolve o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) ao Ministério da Economia.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda em dia de pauta corporativa intensa

O Ibovespa fechou em queda na quinta-feira, em meio ao ambiente de apreensão no exterior com os desdobramentos das negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China, tendo de pano de fundo intenso noticiário corporativo no Brasil

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,83 por cento, a 94.807,85 pontos. O volume financeiro somou 13,3 bilhões de reais. A bolsa paulista, contudo, se afastou das mínimas, acompanhando o movimento em Wall Street, depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou ter recebido uma “bela carta” do presidente chinês, Xi Jinping. Trump também disse acreditar que seja possível chegar a um acordo nesta semana, enquanto os negociadores se preparam para se encontrar novamente nesta quinta-feira em Washington para acabar com uma disputa entre as duas maiores economias do mundo. Mais cedo, o Ibovespa recuou 1,79 por cento no pior momento, conforme Trump acusou a China de quebrar os compromissos assumidos até agora nas negociações.

REUTERS

Preços globais de alimentos sobem em abril, diz FAO

Os preços mundiais dos alimentos aumentaram cerca de 1,5 por cento em abril, com um salto nos preços dos produtos lácteos e da carne ajudando a compensar a queda nas cotações de cereais, informou a agência de alimentos da ONU na quinta-feira

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) também divulgou sua primeira previsão para a produção mundial de cereais este ano, vendo uma produção recorde para 2019, após um declínio em 2018. O índice de preços de alimentos da FAO, que mede as variações mensais de uma cesta de cereais, oleaginosas, laticínios, carne e açúcar, ficou em média 170,1 pontos no mês passado, contra 167,5 pontos do índice revisado de março. O valor de março havia sido definido anteriormente em 167,0. O índice de abril atingiu seu nível mais alto desde junho do ano passado, mas ainda está 2,3 por cento abaixo do nível de um ano atrás. O índice de preços de laticínios da FAO subiu 5,2 por cento em relação ao valor de março, seu quarto aumento mensal sucessivo, impulsionado pela forte demanda de importação de manteiga, leite em pó integral e queijo. O índice de preço da carne subiu 3,0 por cento mês a mês, impulsionado em parte por um aumento nas cotações de carne suína após um aumento na demanda de importação na Ásia, especialmente na China, onde a rápida disseminação da peste suína africana impactou o mercado local. Os índices de açúcar e óleo vegetal também subiram, mas o índice de cereais caiu 2,8 por cento no mês passado – sua quarta queda consecutiva, com o trigo liderando a baixa, à medida que as perspectivas de uma forte produção de 2019 atingem os preços. A FAO disse que o índice de cereais em geral foi pressionado por “grande oferta de exportação e desaceleração do comércio”.

REUTERS

Vendas no varejo do Brasil sobem menos que o esperado em março e terminam 1º tri com leve ganho

As vendas no varejo do Brasil subiram menos do que o esperado em março e encerraram o primeiro trimestre com leve ganho, em um ritmo modesto refletindo o cenário de fraqueza econômica no país

Na comparação com o mês anterior, as vendas varejistas tiveram ganho de 0,3 por cento, informou na quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse foi o resultado mais fraco para o mês de março em dois anos e ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de ganho de 0,8 por cento. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve recuo de 4,5 por cento, interrompendo sete meses de alta e numa contração mais forte do que a projeção de perda de 2,63 por cento na mediana das estimativas. Dessa forma, as vendas no varejo terminaram o primeiro trimestre com alta de 0,2 por cento sobre os três últimos meses de 2018, mostrando perda de força ante o ganho de 0,6 por cento do quarto trimestre sobre o período anterior. O varejo reflete o cenário de morosidade da economia apesar da inflação moderada, com um mercado de trabalho com mais de 13 milhões de desempregados. “Houve uma desaceleração, uma perda de ritmo no trimestre provocada pela baixa da atividade econômica, um mercado de trabalho com muitos desempregados e informais e uma subida de preços de alimentos e combustíveis. Isso afetou o poder de compra das pessoas no trimestre”, explicou a Gerente da Pesquisa, Isabella Nunes. Cinco das oito atividades tiveram queda nas vendas, com destaque para Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,4 por cento) e Combustíveis e lubrificantes (-0,8 por cento). As expectativas do mercado para o crescimento econômico do Brasil vêm sofrendo sucessivas reduções. A pesquisa Focus mais recente do Banco Central mostrou que os economistas consultados veem expansão de 1,49 por cento em 2019, indo a 2,50 no próximo ano.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Exportação de carne de frango do Brasil avança quase 35% em abril, diz ABPA

As exportações de carne de frango do Brasil avançaram 34,9 por cento em abril ante igual período do ano anterior, atingindo 338,9 mil toneladas, informou na quinta-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

De acordo com nota da associação, as vendas das carnes in natura e processadas acumularam receita de 563,9 milhões de dólares no mês, 17,3 por cento a mais que em 2018. As importações do produto brasileiro no período foram lideradas pela China, que adquiriu 39,1 mil toneladas em meio ao surto de peste suína africana que afeta suas produções de carne de porco, fazendo com que a nação asiática busque opções para suprir sua demanda por proteína. Os dados da ABPA, que incluem todos os produtos de frango, incluindo processados, vêm acima dos divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), que informara na semana passada uma exportação de cerca de 310 mil toneladas de carne de frango in natura, um avanço de mais de 30 por cento.  No quadrimestre até abril, a ABPA aponta exportações de 1,278 milhão de toneladas, 0,8 por cento acima de igual período do ano passado, com uma receita de 2,107 bilhões de dólares, avanço de 1,1 por cento.

REUTERS

China eleva compras de carne de frango brasileira em 7,2% em 2019

A China aumentou as importações de carne de frango brasileira em 7,2% neste ano até abril, refletindo a maior demanda por carnes importadas pelo país asiático em meio aos surtos de peste suína africana que reduziram a produção chinesa desta proteína.

O Brasil exportou 153,3 mil toneladas de carne de frango para a China de janeiro a abril, ante 143 mil toneladas no mesmo período do ano passado, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A China foi responsável por 12,2% do volume total de carne de frango brasileira exportada no primeiro quadrimestre do ano, superando a Arábia Saudita como principal comprador do produto. As compras chinesas aceleraram principalmente em abril, quando o país comprou 39,1 mil toneladas, aumento de 19,9% em relação a abril de 2018. Apenas em abril, o Brasil exportou 338,9 mil toneladas de frango, 34,9% a mais que em abril do ano passado. A receita com essas exportações cresceu 17,3%, para US$ 563,9 milhões. Além da China, alguns dos principais importadores de carne de frango brasileira em abril foram Arábia Saudita (37,7 mil toneladas), Japão (34,6 mil toneladas) e Emirados Árabes Unidos (34,1 mil toneladas).

CARNETEC

Período do mês favorece alta nos preços da carcaça suína no atacado

No atacado os preços da carcaça suína apresentaram recuperação na última semana. O consumidor capitalizado e a proximidade com o final de semana do Dia das Mães são fatores que colaboram para o movimento

A carcaça teve alta de R$0,10 por quilo nos últimos sete dias, estando cotada, em média, em R$6,40 por quilo. Apesar da melhora nos preços no mercado atacadista, nas granjas paulistas as cotações seguem andando de lado, com estabilidade há 36 dias. A arroba do animal terminado segue negociada, em média, em R$82,00. No âmbito externo, no primeiro quadrimestre, o volume exportado de carne suína in natura aumentou 11,6% na comparação com igual período do ano passado. Esta via de escoamento de produção é fator importante para a alta nos preços este ano. Atualmente, as cotações na granja e no atacado estão 41,4% e 42,2% maiores que igual período de 2018, respectivamente.

SCOT CONSULTORIA

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