CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 989 DE 09 DE MAIO DE 2019

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Ano 5 | nº 989 | 09 de maio de 2019

NOTÍCIAS

Disponibilidade de boiadas aumentando

Nos últimos dias o cenário mais comum no mercado do boi gordo foi de aumento da oferta de boiadas para os frigoríficos

Aquela pressão de alta observada até meados de abril perdeu força, devido ao menor escoamento da carne, e com os preços mais frouxos aumentou o ímpeto de venda dos pecuaristas que estavam retendo a boiada no pasto. Essa menor dificuldade de compra por parte dos frigoríficos abriu espaços para ofertas de preços abaixo das referências, resultando em alguns casos em queda nas cotações. Mas vale ressaltar que quando a oferta de compra está muito baixa os negócios não evoluem e o mercado trava. Esse cenário fica evidente quando analisamos o fechamento desta quarta-feira (8/5), que registrou estabilidade nas cotações da arroba do boi gordo em 27 das 32 praças pesquisadas.

SCOT CONSULTORIA

Comitê define primeiras áreas que deverão adotar o sistema de autocontrole no país

Setores são: alimentação animal (ração), fertilizantes, suínos e bebidas. Com a mudança, fabricantes serão responsáveis pela qualidade das mercadorias

O Comitê Técnico de Programas de Autocontrole definiu as quatro primeiras áreas que deverão adotar o sistema de autocontrole: alimentação animal (ração), fertilizantes, suínos e bebidas. Nesse sistema, o fabricante fica responsável pela qualidade do produto e o Estado fiscaliza. Cada uma das quatro áreas será trabalhada por um subcomitê específico, formado por integrantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e por representantes de cada setor.  Os subcomitês devem ser instalados até o dia 15 de junho e até 60 dias depois devem ser realizadas reuniões de avaliação com o Comitê Técnico para verificar os avanços de cada uma das áreas. Segundo o Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério, José Guilherme Leal, a escolha das primeiras áreas foi feita com base na maturidade e na disposição dos setores que já manifestaram interesse em avançar em um primeiro momento. “Também levamos em conta a diversidade, para não ficar em uma área só. Isso vai ajudar a construir os modelos de autocontrole para depois expandir para outras áreas”, explicou. Atualmente, a fiscalização do ministério acompanha o fluxo produtivo até o final e, com o autocontrole, esta tarefa será compartilhada com o setor privado.

MAPA

TO: cotações em alta no mercado de reposição

No Tocantins a demanda pelas categorias de reposição tem sido maior do que a oferta e o resultado disso são cotações em alta

Do início do ano até aqui, todas as categorias de macho valorizaram no estado, com destaque para o bezerro de desmama (6@) que valorizou 12,5%, ou seja, alta de R$144,00/cabeça na comparação da média das cotações de janeiro e maio. Atualmente a categoria no estado está cotada, em média, em R$1,3 mil/cabeça, e as ofertas de venda mais comuns variam de R$1,25 mil a R$1,4 mil por cabeça. Já as cotações da arroba do boi gordo, valorizaram desde o início do ano 4,3%, ou seja, em menor proporção do que a reposição. Logo o poder de compra do recriador e invernista diminuiu. Em janeiro, com a venda de um boi gordo com 18@ comprava-se 2,11 bezerros de desmama (6@). Atualmente, nas mesmas condições, compra-se 1,96, piora de 4,4% na relação de troca. Para o curto prazo o fluxo de negócios com a reposição deve ser menor em função do período de vacinação contra a Febre Aftosa. Inclusive, é comum nesse período os leilões pararem de operar temporariamente. Após o período de vacinação a oferta da desmama e o fluxo de negócios tendem a crescer expressivamente, pois durante a vacinação muitos pecuaristas já aproveitam o manejo para apartarem os animais que serão comercializados. Além disso, a desova de final de safra se aproxima e a troca entre boi gordo e bezerros é maior nesse período.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Exterior leva dólar a maior queda desde 1º de abril

O dólar teve a maior queda ante o real em mais de um mês na quarta-feira, um dia depois de superar a marca dos 4 reais

Com o ambiente externo menos arisco, o real teve o melhor desempenho entre 33 pares do dólar na sessão. O dólar à vista BRBY caiu 0,91 por cento, a 3,9332 reais na venda. Na mínima, a cotação recuou a 3,9261 reais, queda de 1,09 por cento. Na B3, a referência do dólar futuro DOLc1 perdia 0,97 por cento no fim da tarde. Investidores acompanharam a participação do Ministro da Economia, Paulo Guedes, em audiência da comissão especial da Câmara dos Deputados sobre reforma previdenciária. “Estamos longe de achar que vão aprovar a reforma logo, mas esses movimentos deram ao mercado a impressão de que o governo está realmente mais engajado na articulação política”, disse Thiago Silencio, operador de câmbio da CM Capital Markets.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta com ajuda de Petrobras

O Ibovespa fechou em alta na quarta-feira, com Petrobras entre as maiores contribuições positivas, mesmo após resultado trimestral abaixo de estimativas no mercado, conforme prevaleceram apostas em números melhores no segundo trimestre

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,28 por cento, a 95.596,61 pontos. O volume financeiro da sessão somou 15,5 bilhões de reais. Tal desempenho ocorreu após o Ibovespa recuar nas duas sessões anteriores, quando acumulou perda de 1,7 por cento. No exterior, desdobramentos das relações comerciais entre Estados Unidos e China dominaram os holofotes, com declaração de Washington de que recebeu sinal de que a China quer um acordo, trazendo alento antes de nova rodada de negociações. Wall Street fechou com o S&P 500 em baixa de 0,16 por cento, apesar de declarações do presidente Donald Trump de que ficará feliz em manter as tarifas sobre as importações chinesas. No Brasil, em meio ao noticiário corporativo, o começo das discussões sobre a reforma da Previdência na comissão especial da Câmara dos Deputados também mereceu atenção dos agentes, em particular a participação do ministro da Economia, Paulo Guedes.

REUTERS

BC vê economia mais fraca, mas ressalta que precisa de tempo para análise ao manter Selic em 6,5%

O Banco Central reconheceu mais sinais de fraqueza econômica, mas manteve o discurso de que precisa analisar com tempo suficiente o comportamento da atividade antes de eventual mudança na rota dos juros ao manter a Selic inalterada, na quarta-feira, na mínima histórica de 6,5 por cento

Em sua decisão, o BC ressaltou que, “embora o risco associado à ociosidade dos fatores de produção tenha se elevado na margem, o balanço de riscos para a inflação mostra-se simétrico”. Sob o comando de Roberto Campos Neto, o BC já tinha indicado que precisava de tempo para avaliar o cenário antes de eventual alteração na condução da política monetária após apontar que seu balanço de riscos para a inflação havia ficado equilibrado —antes, ele pendia para maior risco inflacionário. Na quarta-feira, o BC deu mais detalhes do processo, ao assinalar, em trecho inédito, que precisa ver uma diminuição da incerteza a que economia brasileira segue submetida. “O Comitê julga importante observar o comportamento da economia brasileira ao longo do tempo, com menor grau de incerteza e livre dos efeitos remanescentes dos diversos choques a que foi submetida no ano passado e, em especial, com redução do grau de incerteza a que a economia brasileira continua exposta”, afirmou. Especificamente sobre o ritmo da economia, o BC avaliou, em outro trecho novo, que “indicadores recentes da atividade econômica sugerem que o arrefecimento observado no final de 2018 teve continuidade no início de 2019”. A mensagem tem como pano de fundo uma lenta retomada da economia, com agentes sucessivamente revisando para baixo suas expectativas para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. Na pesquisa Focus mais recente, essa estimativa passou a apenas 1,49 por cento, após ter iniciado o ano por volta de 2,5 por cento. Em suas contas divulgadas nesta quarta-feira, o BC elevou a projeção de inflação para 2019 pelo cenário de mercado a 4,1 por cento, sobre 3,9 por cento em sua última projeção, feita no Relatório Trimestral de Inflação, no fim de março. Para 2020, a estimativa foi mantida em 3,8 por cento.

REUTERS

Saída de dólares do país supera entrada em US$ 1,6 bilhão em abril

O saldo de entrada e saída de dólares do país ficou negativo pelo segundo mês seguido. Em abril, as saídas superaram as entradas em US$ 1,625 bilhão, informou ontem o Banco Central (BC). Em março, o saldo negativo ficou em US$ 4,237 bilhões.

No mês passado, o fluxo financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) registrou saldo negativo de US$ 5,751 bilhões e o comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações) teve saldo positivo de US$ 4,126 bilhões. De janeiro a 3 de maio, o saldo está positivo em US$ 3,690 bilhões. O fluxo financeiro registra saldo negativo de US$ 5,496 bilhões e o comercial está positivo em US$ 9,187 bilhões.

Agência Brasil

IGP-DI desacelera alta a 0,90% em abril com alívio nos preços no atacado, diz FGV

Os preços no atacado mostraram alívio e o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) desacelerou a alta a 0,90 por cento em abril, de 1,07 por cento em março, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na quarta-feira

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60 por cento do indicador todo, passou a subir no mês 1,09 por cento, contra alta de 1,35 por cento em março. O grupo Matérias-Primas Brutas, que avançou 1,19 por cento em abril, depois de subir 1,75 por cento antes, com destaque para o comportamento dos itens soja, milho e mandioca. Para o consumidor a pressão dos preços teve ligeira queda em abril, uma vez que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI), que responde por 30 por cento do IGP-DI, desacelerou a alta a 0,63 por cento, contra 0,65 por cento no mês anterior. A maior influência partiu do grupo Alimentação, cujos preços passaram a subir 0,63 por cento, de 1,10 por cento em março. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI), por sua vez, subiu 0,38 por cento no período, de 0,31 por cento no mês anterior.

REUTERS

EMPRESAS

Minerva lança nova linha de carne bovina premium Estância 92

A Minerva Foods está lançando uma linha de carnes premium, a Estância 92, com cortes provenientes de gados jovens para atender à demanda por carnes bovinas nobres no varejo

O nome da marca faz alusão ao ano em que a família Vilela de Queiroz comprou a primeira unidade de abate do Frigorífico Minerva do Brasil S.A, em Barretos (SP), informou a empresa em comunicado. O portfólio da Estância 92 inclui os cortes: Bife de Chorizo, Picanha, Maminha, Fraldinha, Bombom de Alcatra, Baby Beef, Entrecôte, Filé Mignon e Cupim Bolinha. “Todos os cortes de Estância 92 possuem acabamento de gordura diferenciado, proporcionando maior maciez aos produtos para a grelha ou fogão e ideais para gôndolas de mercado, açougues e boutiques de carne”, disse a Minerva em nota. A nova linha está atualmente disponível em 156 pontos de vendas nos estados de São Paulo e Paraná, e chegará gradativamente a todas as regiões de distribuição da Minerva no país, segundo a assessoria de imprensa da companhia informou.

CARNETEC

Friboi lança plataforma digital para compra de gado no Brasil

A Friboi, marca de carne bovina do grupo JBS no Brasil, anunciou na quarta-feira o lançamento de plataforma digital para compra de gado no país, acelerando a comunicação com seus fornecedores

Segundo a empresa, a plataforma disponibilizada por meio de um aplicativo para celulares deve representar 40 por cento do volume de negócios da Friboi em até três anos. Atualmente, a maior empresa de carne bovina do país faz suas compras de animais para abate em balcão “spot” e por meio de contratos de “boi a termo”. O novo sistema permite que o pecuarista tenha acesso aos preços de mercado sugeridos pela Friboi especificamente para a sua fazenda e região, e pode fazer sua oferta de gado diretamente para a companhia. Questionada, a empresa afirmou que não planeja transformar o sistema em uma espécie de “marketplace” online de gado e que a plataforma é exclusiva para negócios entre a companhia e pecuaristas interessados em fornecer animais para o grupo. A plataforma também permite que pecuaristas que não sejam fornecedores da Friboi possam negociar lotes a partir de 18 animais com o grupo.

REUTERS

BRF ENFRENTA O DESAFIO DE SE TORNAR BRF

Empresa tenta unir forças para virar a campeã que já deveria ter sido

Nos últimos dois meses, o Valor conversou com 21 protagonistas dessa primeira década de BRF para reconstituir os altos e baixos de sua trajetória. A maioria pediu anonimato, a muitos falaram com a imprensa sobre o assunto pela primeira vez. E o fracasso da companhia em consolidar uma cultura única até agora foi apontado como um problema que pode dificultar sua recuperação após três anos seguidos de prejuízos

Do auditório, o ex-ministro Luiz Fernando Furlan não conteve a emoção quando um funcionário apresentou as credenciais. “Nas minhas veias, corre o sangue Sadia”. Quem presenciou a cena, em um evento na capital paulista, percebeu os olhos marejados do neto de Atílio Fontana, que fundou a empresa de alimentos em 1944. Não era para menos. O gesto embutia o saudosismo de uma trajetória de sucesso que se esvaíra com a crise dos derivativos, que levou a Sadia a ser incorporada pela rival Perdigão e resultou na criação da BRF. Quando Furlan se emocionou, mais de quatro anos já haviam passado desde que a BRF surgira para ser uma das “campeãs nacionais” do governo Lula. E, por mais que alardeassem seus executivos, ainda não era uma empresa integrada. Da alta cúpula ao chão de fábrica, tropeçava em disputas internas e muitos funcionários se mantinham fiéis a sua bandeira de origem. No dia 19 de maio, a fragilizada campeã completará dez anos, contados a partir do anúncio do acordo, feito em cerimônia na qual Nildemar Secches, então Presidente do Conselho de Administração da Perdigão, presenteou Luiz Fernando Furlan, que comandava a Sadia, com uma camisa especial do Corinthians estampada com o logotipo da BRF. Mas o fato é que a companhia continua a apresentar rachaduras. Quando as ações da Sadia foram incorporadas pela Perdigão, em setembro de 2009, a BRF valia R$ 20,6 bilhões. No fim do ano passado, a empresa estava avaliada em R$ 17,8 bilhões. Desde então houve uma reação impulsionada pelas perspectivas positivas para as vendas derivadas do surto peste suína africana na China e o valor de mercado da companhia voltou ao patamar de R$ 25 bilhões, mas, para analistas, é pouco depois de dez anos. Depois do prejuízo recorde de R$ 4 bilhões de 2018, nem o otimismo com o mercado chinês afasta as incertezas em relação ao futuro da BRF. As fontes consultadas pela reportagem divergem sobre os caminhos a seguir. Há quem defenda que a empresa precisa de um dono, de preferência uma gigante internacional do setor, mas alguns acreditam que a saída é pulverizar ainda mais o capital com uma oferta de ações para captar recursos e, assim, fortalecer as finanças. Em qualquer dos cenários, porém, é urgente deixar a rivalidade entre Sadia e Perdigão para trás e quebrar o intenso movimento de rupturas no comando que levou a empresa a estar com seu quinto presidente — o sexto assumirá o cargo em junho, mas a substituição de Pedro Parente, que seguirá à frente do conselho da companhia, pelo Vice-Presidente Lorival Luz se dará em clima de harmonia.

https://www.valor.com.br/especial/brf

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Exportação de carnes do Brasil deve dar salto com China em 2019, prevê ABPA

O Brasil exportará em 2019 muito mais carnes de frango e de suínos do que o projetado inicialmente, com a indústria passando a contabilizar os efeitos de uma maior demanda da China pelos produtos brasileiros, avaliou na quarta-feira a associação ABPA, que também vê uma recuperação do setor em meio a menores custos com matérias-primas

Segundo o Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, o Brasil deverá aumentar as exportações de carne suína em mais de 20 por cento em 2019 ante 2018, principalmente com a maior demanda da China. “O fato novo foi que a China vinha em ritmo crescente, mas nunca explosivo como este ano, ela passou a ter um risco de desabastecimento”, disse Turra, comentando sobre os fortes abates em função da peste no país asiático, que passam a influenciar mais os mercados na medida em que os estoques do produto diminuem. À medida que nenhum país conseguirá atender a demanda da China, que tem abatido suas criações para controlar a doença, mortal para suínos, mas inofensiva para humanos, a busca por outras carnes no gigante asiático também está crescendo, o que explica a melhora nas perspectivas de embarques de carne de frango. Turra disse que a expectativa é de que os embarques de carne de frango do Brasil, maior exportador global da proteína, atinjam novos recordes em 2019, assim como acontecerá em suínos, com as exportações avícolas podendo crescer mais de 10 por cento. “Vamos crescer nas exportações de aves, em números conservadores, 10 por cento. Suínos, vamos crescer mais de 20 por cento”, declarou ele à Reuters. Turra estimou exportações de carne suína superiores a 800 mil toneladas em 2019 e de frango em torno de 4,5 milhões de toneladas neste ano. Os recordes anuais de embarques anteriores —de 733 mil toneladas para suínos e de 4,384 milhões de toneladas para frangos— foram marcados em 2016, antes de a indústria ser atingida fortemente por operações policiais que investigaram irregularidades no setor, como a Carne Fraca, e de embargos internacionais, como da Rússia, em 2017, além de tarifas antidumping da própria China.

REUTERS

Exportação de carne suína sobe 44% em abril e 10,3% no ano

O ritmo das exportações de carne suína brasileira continuou forte em abril puxado pelas compras da China, segundo informações divulgadas pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) na quarta-feira (08)

O Brasil exportou 58,1 mil toneladas de carne suína (produtos processados e in natura) em abril, alta de 44,3% ante abril de 2018. A China foi responsável pela compra de 27,7% desse total e Hong Kong por 24,1%. A receita com as exportações somou US$ 119,7 milhões, aumento de 27,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. De janeiro a abril, o Brasil exportou 215,7 mil toneladas de carne suína, aumento de 10,3% ante o mesmo período de 2018. Esses embarques geraram receita de US$ 418,1 milhões, um aumento de 2,2% ano a ano. A China, que enfrenta casos de peste suína africana, comprou 49,5 mil toneladas do produto no primeiro quadrimestre, e as exportações via Hong Kong somaram 47 mil toneladas.

CARNETEC

INTERNACIONAL

Indústria de carne australiana enfrenta crise trabalhista

A indústria australiana de carne vermelha está passando por uma escassez massiva de mão-de-obra. De acordo com um documento publicado pelo Conselho da Indústria da Carne Australiana (AMIC, na sigla em inglês), cerca de dois terços (63%) dos processadores de carne vermelha estão impedidos de operar em capacidade total devido à “Epidemia de Decisões Trabalhistas” no país

A pesquisa também descobriu que existem atualmente 3.780 vagas de emprego na indústria da carne vermelha. O CEO da AMIC, Patrick Hutchinson, pediu aos dois principais partidos políticos que abordem o principal desafio de acesso a trabalhadores qualificados e não qualificados na indústria de processamento de carne vermelha. “Como um dos maiores empregadores regionais e a maior indústria manufatureira exposta ao comércio do país, pedimos ao governo que reduza a carga para que os processadores de carne vermelha e a cadeia de fornecimento de carne vermelha possam continuar fornecendo à Austrália e aos mercados globais a melhor carne vermelha”, disse Hutchinson. As quatro áreas-chaves de emprego identificadas pelo AMIC que precisam urgentemente de apoio do governo são: treinamento; qualificar os desempregados de longa duração; acesso a trabalhadores estrangeiros com vistos para uso específico como parte de uma combinação total de funcionários e migração permanente para áreas regionais. Hutchinson sugeriu que a ideia do líder do partido de oposição, Bill Shorten, de oferecer mais incentivos aos trabalhadores estrangeiros colocaria os produtores sob maior pressão. “A cadeia de fornecimento de carne vermelha está enfrentando uma seca da mais severa magnitude – uma seca nos trabalhadores locais que estão dispostos a ser treinados em nossa indústria e um sistema de vistos que não é para esse propósito. Isso está nos negando o acesso contínuo a trabalhadores estrangeiros que foram treinados para fazer os trabalhos que os trabalhadores locais não conseguem preencher por causa dos requisitos de mão-de-obra ou porque não estão dispostos a permanecer na indústria. Além disso, a promessa de Shorten de aumentar o pagamento de trabalhadores estrangeiros em US $ 11.000 por ano adicionará dezenas de milhões à conta salarial do setor, impactando significativamente a capacidade de nossa indústria de conseguir uma força de trabalho permanente e estável”.

GlobalMeatNews.com

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