CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 988 DE 08 DE MAIO DE 2019

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Ano 5 | nº 988 | 08 de maio de 2019

ABRAFRIGO NA MÍDIA

ABRAFRIGO: Exportações totais de carne bovina voltam a crescer em abril

Embora boa parte do crescimento seja resultado das mudanças de metodologia que o Ministério do Desenvolvimento fez no ano passado neste  mesmo mês, as exportações totais de carne bovina (in natura e processada) voltaram a apresentar crescimento em abril atingindo a 133.363 toneladas, proporcionando uma receita de US$ 501 milhões, num aumento de 57% sobre abril de 2018 com movimentação de 85.064 toneladas e receita de US$ 345 milhões (+45%)

As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), que compilou os dados fornecidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), através da SECEX/DECEX. Este resultado, segundo a entidade,  elevou o acumulado dos quatro primeiros meses do ano para uma movimentação de 539.752 toneladas com receita de US$ 2 bilhões, contra 478.511 (+13%) e receita de US$ 1,936 bilhão (+4%) em 2018, o que demonstra que a movimentação vai bem em volume, mas que os preços obtidos pelo produto brasileiro no mercado internacional ainda são relativamente baixos. Segundo o portal australiano Beef Central, os preços da carne brasileira são, hoje, 43% menores que os da Austrália, um grande competidor no mercado internacional – eram 39% em 2018, 35% em 2017 e de 33% em 2016. A China continua sendo o maior destino da carne bovina brasileira, com movimentação de 208.717 toneladas nos primeiros quatro meses do ano pela cidade estado de Hong Kong e pelo continente, com uma queda de 8 mil toneladas em relação ao mesmo período de 2018 quando as importações alcançaram 216.893. Há em vigor uma forte política do governo chinês de substituir as entradas por Hong Kong pelas compras diretas. No quadrimestre de 2018 as importações pela cidade estado representaram 27,7% do total e em 2019 baixaram para 20,9%. O Egito é o segundo maior importador com 48.496 toneladas (-12,4%) em relação a 2018; na terceira posição vem o Chile com 31.201 toneladas (-9,5%). Compensaram amplamente estes decréscimos, no entanto, o crescimento das vendas para o Irã (32.107 toneladas, ou + 47,6%); Emirados Árabes (31.083 ou + 350%); Rússia, (17.228 toneladas ou + 335%); Turquia, (com 12.172 toneladas, ou + 293%) e Filipinas, (com 9.918 toneladas, ou + 113%). No total, 86 países aumentaram suas importações, enquanto outros 56 diminuíram segundo a ABRAFRIGO.

ESTADÃO CONTEUDO/CORREIO BRAZILIENSE/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/UOL/CANAL RURAL/AGENCIA SAFRAS/PORTAL DO AGRONEGOCIO/CARNETEC/PORTAL DBO/PECUARIA.COM.BR

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo pressionado

O aumento da disponibilidade de boiadas pressionou os preços no fechamento da terça-feira (7/5). A desvalorização atingiu 22% das praças pesquisadas

Em São Paulo, aos poucos os lotes picados de animais terminados em pasto ou em semiconfinamento vão dando espaço para os lotes maiores engordados no primeiro giro do confinamento. No estado a cotação caiu R$0,50/@ na comparação dia a dia. A referência para arroba do boi gordo paulista ficou em R$155,50, à vista e livre de Funrural. Em média, as programações de abate dos frigoríficos do estado atendem quatro dias. O que demonstra que a pressão de baixa que começa a dar as caras também começa a travar, de certa forma, as escalas da maioria das indústrias. Mas vale ressaltar que alguns frigoríficos têm ofertado preços abaixo da referência, chegando a oferecer de R$2,00 a R$3,00 a menos por arroba. Nestes patamares os negócios dificilmente são efetivados. Até aqui o vetor dos preços tem sido a oferta, fica a expectativa de quando a esperada melhora do consumo “assumirá” a direção do mercado.

Scot Consultoria

Mercado de reposição acumula dez meses consecutivos de alta

O mercado de reposição seguiu movimentado na última semana e fechou abril com valorização. Este é o décimo mês consecutivo em que as cotações fecham em alta

No balanço mensal, na média de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados e estados pesquisados pela Scot Consultoria, as cotações subiram 2,3%. Entre os principais fatores que explicam o bom ritmo do mercado podemos citar as pastagens, que estão com condições melhores do que o esperado para este período do ano. Com as pastagens com maior capacidade de suporte aumenta a demanda pela reposição e há maior poder de barganha da ponta vendedora, que tem o respaldo de poder reter os animais. Além disso, a menor oferta, principalmente das categorias de bezerros e boi magro, gera mais um fator de alta nos preços.

Scot Consultoria

MT: bezerro subindo e poder de compra do recriador diminuindo

A demanda aquecida tem valorizado a reposição em Mato Grosso

Do início do ano até aqui as cotações de todas as categorias de machos subiram, com destaque para a desmama (6@) que teve a maior alta, 7,8%. Já a arroba do boi gordo subiu 2,6% no mesmo período. Com a cotação do boi gordo subindo em menor patamar que a reposição, a relação de troca piorou para o recriador e invernista. Em janeiro, com a venda de um boi gordo com 18@ comprava-se 2,05 bezerros de desmama (6@). Atualmente com esta mesma relação compra-se 1,95 bezerro, ou seja, uma queda de 4,9% no poder de compra do recriador. Para o curto prazo para o pecuarista que for fazer a troca com a categoria vale a pena ficar de olho no mercado, pois diversos fatores influenciarão as cotações.

Scot Consultoria

ECONOMIA

Dólar toca R$4, mas desacelera por realização de lucros

O dólar engatou a segunda alta consecutiva na terça-feira, mas longe da máxima do dia, à medida que investidores realizaram lucros após a cotação ter chegado a romper os 4 reais

O dólar à vista subiu 0,29 por cento, a 3,9694 reais na venda. Na máxima, a moeda foi a 4,0010 reais, alta de 1,09 por cento. Na B3, a referência do dólar futuro oscilava em torno da estabilidade, a 3,9765 reais. O dólar se afastou dos picos em linha com o movimento global. A moeda da Austrália, considerada “proxy” de risco, reverteu e subia 0,3 por cento no fim da tarde. “O nível de 4 reais atrai vendas. E o dólar por várias métricas já se mostra acima dos patamares de fundamento”, disse o operador de uma corretora em São Paulo. A realização de lucros decorreu em parte da percepção de que o nível de 4 reais incomoda o Banco Central. No fim do mês passado, o BC anunciou com certa antecipação as rolagens de contratos de swap cambial com vencimento em julho. Também no fim de abril, quando o dólar rondava os 4 reais, o Diretor de Política Monetária do BC, Bruno Fernandes, afirmou que a autoridade monetária não tem “preconceitos” em relação ao uso de qualquer instrumento cambial.

REUTERS

Cenário externo dita nova queda do Ibovespa; Petrobras recua antes de balanço

O Ibovespa voltou a fechar em queda na terça-feira, mais uma vez contaminado pelo cenário externo, diante de receios sobre as relações comerciais entre Estados Unidos e China, em sessão também marcada pela expectativa de retomada de discussões sobre a reforma da Previdência nesta semana

A temporada de resultados trimestrais também ocupou os holofotes, com agentes repercutindo balanços de empresas como Magazine Luiza, Ambev e BR Distribuidora e na expectativa de números previstos para após o fechamento, entre eles os da Petrobras. Referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,65 por cento, a 94.388,73 pontos. O volume financeiro somou 17 bilhões de reais. Na véspera, o índice tinha caído 1,04 por cento. A deterioração nas relações comerciais entre Washington e Pequim após ameaças tarifárias do presidente norte-americano, Donald Trump, nos últimos dias, reavivou preocupações sobre o crescimento da economia global, particularmente da China, que se refletiram em posições mais defensivas nos mercados de ações. Wall Street encontrou nos recentes desdobramentos argumento para realizar lucros, poucos dias depois do S&P 500 e o Nasdaq renovaram máximas históricas. Nesta sessão, fecharam em queda de 1,65 e 1,79 por cento, respectivamente. Apesar da reviravolta recente, Pequim disse que o Vice-Primeiro-ministro da China, Liu He, visitará os Estados Unidos nesta semana para negociações comerciais.

REUTERS

Poupança tem saída líquida de R$2,878 bi em abril, diz Banco Central

A caderneta de poupança registrou saída líquida de 2,878 bilhões de reais em abril, divulgou o Banco Central nesta terça-feira, pior desempenho para o mês em três anos

Em abril, os saques superaram os depósitos em 2,826 bilhões de reais no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), enquanto na poupança rural houve saída de 52,233 milhões de reais. O resultado global foi o pior para o mês desde abril de 2016, quando houve retirada líquida de 8,246 bilhões de reais. No acumulado dos quatro primeiros meses de 2019, a poupança acumula saldo negativo de 16,278 bilhões de reais. O estoque total soma 792,891 bilhões de reais.

REUTERS

EMPRESAS

Arrancada da JBS eleva seu valor para R$ 55 bi

A JBS nunca valeu tanto na bolsa – mais de R$ 55 bilhões ontem. Nos últimos 12 meses, nenhuma companhia do Ibovespa se valorizou tanto como a gigante brasileira das carnes, que fatura R$ 180 bilhões por ano

Nesse período, as ações avançaram 146% e o valor de mercado aumentou R$ 30 bilhões. Somente nesses 12 meses, os irmãos Joesley e Wesley Batista, que controlam a empresa com 42% das ações, viram o valor de sua participação aumentar em R$ 13 bilhões. O BNDES, também grande acionista, com 21%, ganhou R$ 6,7 bilhões. O restante da valorização beneficiou os minoritários na bolsa. Para o Vice-Presidente financeiro da JBS, Guilherme Cavalcanti, que falou ao Valor Investe, essa valorização se explica porque o parque fabril da JBS é “à prova de barreiras comerciais”. Hoje, por exemplo, os EUA não conseguem exportar carne bovina para a China, em razão da guerra comercial. Mas a JBS consegue, a partir do Brasil e da Austrália. Cavalcanti acredita que a empresa é a mais capacitada para aproveitar a nova oportunidade que se abre na China, por causa da peste suína que dizimou rebanhos daquele país. Para isso, está abrindo novos turnos de trabalho em seus frigoríficos.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

Mercosul aumenta exportações de carne bovina

O aumento da competitividade da região através de desvalorizações da moeda no Brasil e Argentina, juntamente com forte demanda internacional pelo produto levou a um aumento das vendas de carne bovina do Mercosul

No primeiro trimestre de 2019 os quatro países do bloco exportaram 572 mil toneladas de carne in natura, 33 mil toneladas a mais do que nos mesmos meses de 2018, um crescimento de 6,1%. Além disso, esse é o maior volume dos últimos anos do período. A fraqueza da demanda interna devido às dificuldades econômicas no Brasil e fundamentalmente na Argentina leva a mais produtos disponíveis para venda a clientes no exterior. A região ganhou competitividade, principalmente no caso argentino, via desvalorização da moeda. Essa maior disponibilidade é atendida com uma demanda internacional muito ávida, principalmente no caso da China, devido a sua grande demanda por proteína animal para cobrir o buraco deixado pelo abate de milhões de suínos em uma tentativa de deter o avanço do Peste suína africana. O valor médio da região no trimestre contraiu um pouco mais que US $ 300 por tonelada (6,8%) em relação aos mesmos meses de 2018, para US $ 4.197 por tonelada de peso de embarque. Em parte, esse declínio se deve a um peso relativo maior de remessas de menor valor. O aumento é quase exclusivamente devido ao aumento das vendas para a China, enquanto as compras europeias, com um valor unitário mais alto, foram mantidas nos mesmos volumes. Mas existe também a possibilidade de os exportadores brasileiros e fundamentalmente argentinos reduzirem seus preços de venda, mantendo boas margens de lucro devido à queda do preço da matéria-prima em dólares, devido à desvalorização já mencionada. A expectativa para o resto do ano é de que o mercado ganhe força, enquanto não se supõe que a oferta brasileira mantenha a trajetória de crescimento nem que a demanda chinesa diminua.

El País Digital

Boi: plantel argentino se mantém estável ante 2018

De acordo com a secretaria de agronegócios argentino, rebanho de bovinos do país fechou o mês de março em 53,9 milhões cabeças

A Secretaria de Agronegócios da Argentina anunciou, em nota, que o rebanho de bovinos do país fechou o mês de março em 53.945.808 cabeças, mantendo-se praticamente no mesmo nível se comparado com igual mês de 2018. As categorias de machos tiveram um aumento de 1,92% (+132.860 cabeças) enquanto o estoque de bezerros e bezerras subiu 1,13% (+164.995 cabeças), de acordo com a análise do resultado por categoria, realizada pela Subsecretaria de Pecuária. Já na categoria das vacas, houve uma leve queda de 0,54% (127.988 cabeças) em relação a 2018, um resultado já esperado considerando que desde 2011 o estoque vem se recuperando. Segundo a secretaria, até 2018, já havia sido recuperado 100% da categoria desde o pico histórico do tamanho do rebanho, em 2007. Esse fenômeno resultou em um crescimento de 4 pontos porcentuais da participação relativa da categoria de vacas sobre o estoque total, alcançando 44%. Assim, o equilíbrio histórico de participação das fêmeas no total de abates foi alterado.

ESTADÃO CONTEÚDO

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