CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 987 DE 07 DE MAIO DE 2019

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Ano 5 | nº 987 | 07 de maio de 2019

NOTÍCIAS

Mercado do boi parado, mas atenção ao período do mês

A oferta de boiadas está aumentando, mas ainda está aquém da necessária para impor um viés de baixa

Aliás, a semana começa com expectativa de aumento da demanda com o recebimento dos salários e o Dia das Mães. Pontualmente, estes fatores podem colaborar com pagamentos maiores pela arroba do boi gordo, apesar do aumento gradativo da oferta de boiadas, que pode limitar as altas. No fechamento do mercado desta segunda-feira, parte das indústrias ficaram fora do mercado, analisando seus estoques para então definirem como trabalharão o volume de compra no decorrer da semana. Em São Paulo, o boi gordo está cotado em R$156,00/@, à vista, livre de Funrural. No estado, as escalas de abate atendem em torno de cinco dias. No mercado atacadista de carne bovina com osso, o boi casado de animais castrados está cotado em R$10,00/kg, alta de 0,7% frente ao fechamento da última semana.

SCOT CONSULTORIA

Desova natural de safra mais descarte de fêmeas podem pressionar cotações do boi na segunda quinzena de maio

Margem dos frigoríficos está em 18,6%, abaixo da média histórica e escalas seguem curtas, de no máximo 5 dias em SP

A expectativa para o mercado do boi gordo é que as referências no estado de São Paulo se mantenham estáveis ao redor de R$ 157,00/@, a prazo, sem descontar o Funrural. Além disso, as escalas de abate estão próximas de cinco dias úteis e isso reflete a dificuldade das indústrias de compor as programações. De acordo com a Analista da Scot Consultoria, Letícia Vecchi, essa sustentação nos preços se deve a uma desova de safra menos concentrada. “Um cenário muito diferente do observado no ano passado, isso por que as chuvas foram mais prolongadas neste ano e permitiu que os pecuaristas segurassem os animais no pasto por mais tempo” afirma. Historicamente o mês de maio é considerado um mês de desova de fêmeas, tendo em vista que isso pode resultar em um aumento da oferta. “A tendência é que a partir da segunda quinzena o mercado do boi gordo fique um pouco mais frouxo com o aumento da oferta”, comenta. Com relação à demanda, a analista salienta que o consumo deve ser um pouco maior nos primeiros quinze dias por causa do recebimento dos salários e do Dia das Mães. Atualmente, as margens das indústrias frigoríficas que fazem a desova giram em torno de 18,6%, o que é um percentual um pouco abaixo da média observada pela as empresas. A consultoria aponta que está havendo uma perda na qualidade das pastagens disponíveis por conta do fim das precipitações e a queda da luminosidade.  Diante disso, o primeiro giro do confinamento não deve ter uma oferta tão significativa se comparada com o segundo giro.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

Ministra inicia viagem à Ásia em busca de novos mercados

A Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, partiu ontem para uma viagem de 16 dias à Ásia levando na bagagem a intenção de ampliar as exportações de carnes do Brasil para a China

A comitiva, que inclui mais de 100 pessoas, faz o primeiro desembarque na quarta-feira em Tóquio. Lá, a Ministra participará de eventos para promover o café brasileiro. Também estão incluídas reuniões com os ministros de Agricultura e Saúde do país asiático. Em pauta, a abertura do mercado japonês para as exportações brasileiras de material genético, abacates, extrato de carnes e carne bovina. “O Japão apostou no Brasil no passado e nós tivemos uma quebra de confiança. Precisamos retomar isso. Acho que o Brasil está num bom momento de fazer mea culpa“, afirmou ontem a Ministra na Federação das Indústrias do Estado São Paulo (Fiesp), em São Paulo. De Tóquio, Tereza segue para Niigata, ainda no Japão, onde tratará no próximo fim de semana de agendas bilaterais com autoridades de governo dos Estados Unidos e da Rússia, em encontro dos ministros de Agricultura do G-20. Com os russos, a pauta será a ampliação dos embarques brasileiros de soja, pescado e farinhas. Do seu lado, Moscou deve apresentar pleito para exportar trigo e pescado para o Brasil. A partir da semana que vem, o destino será a China. A Ministra chegará no dia 13 a Xangai para compromissos na SIAL-China – maior feira de alimentos do país asiático. No dia seguinte, a Ministra segue para Pequim, onde ficará por dois dias para as agendas de maior interesse do empresariado brasileiro. Na capital chinesa, a Ministra terá, nas palavras dela, uma reunião “importantíssima” com autoridades sanitárias do país. O objetivo do encontro é habilitar até 79 frigoríficos brasileiros. Depois de passar pela China, a Ministra visitará o Vietnã, no dia 16, para discutir a abertura para as vendas externas de bovinos vivos, melão e farinha do Brasil. No dia 20, a última agenda será em Jacarta, capital da Indonésia. Frigoríficos brasileiros de carne bovina e de frango querem exportar para o país do Sudeste Asiático.

VALOR ECONÔMICO

Pecuaristas querem imposto menor sobre o bezerro

A Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), através de correspondência enviada ao Governador do Estado, Reinaldo Azambuja, reivindicou na segunda-feira a redução da alíquota de ICMS para vendas interestaduais de bezerros e bezerras

A atual alíquota é de 12% e o pedido dos ruralistas é de que a alíquota caia para algo em torno de 8% a 9%. Segundo o presidente da entidade, Jonatan Pereira Barbosa, o pedido partiu de pecuaristas principalmente da região Norte do Estado, que estão reclamando a perda de competitividade no mercado de reposição. Invernistas de Mato Grosso estão buscando bezerros e bezerras nos estados do Pará, Tocantis e Goiás, onde a alíquota do ICMS é menor, e reduzindo as compras de Mato Grosso do Sul – tradicional fornecedor de bezerrada de qualidade. A entidade argumenta, na correspondência enviada ao governador, que “tal medida visa buscar um pronto restabelecimento do setor, incrementando crescente volume de vendas, assim como de arrecadação do correspondente ICMS”. “A medida proposta, como é de caráter experimental, valeria pelo prazo de 60 dias, com a redução da alíquota atual de 12% apara entre 8% e 9%. Mediante os resultados poderemos fazer uma avaliação sobre a manutenção da nova alíquota”, explica Jonatan Barbosa. Para o ruralista, a Acrissul está sempre vigilante acompanhando as movimentações do mercado de outros estados próximos ao MS e a perda de competitividade é fato real. A Acrissul lembra ainda que em outros circunstâncias já foi feita a redução da alíquota do ICMS para venda de boi gordo em pé para outros estados e a cadeia produtiva toda – incluindo a Receita Estadual – só registrou ganhos com a medida.

PECUARIA.COM.BR

ECONOMIA

BOVESPA-Índice fecha em queda com aversão a risco

O Ibovespa fechou em queda de cerca de 1 por cento na segunda-feira, pressionado pelo viés negativo no exterior, após declarações do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desencorajarem apostas positivas sobre o desfecho das negociações comerciais entre Washington e Pequim

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,04 por cento, a 95.008,66 pontos. O volume financeiro somava 9,68 bilhões e reais. Donald Trump elevou de forma enfática a pressão sobre a China no domingo para alcançar um acordo comercial ao anunciar que irá deliberadamente aumentar as tarifas norte-americanas sobre produtos chineses, em anúncio que levantou dúvidas sobre apostas anteriores de um acordo próximo entre os países. “Se há uma coisa que os mercados não gostam, é o inesperado e o tuíte de Trump pegou os mercados completamente desprevenidos”, afirmou o analista Jasper Lawler, Chefe de Pesquisa no London Capital Group. Na segunda-feira, Trump pareceu defender sua declaração da véspera, citando o déficit comercial entre EUA e China. “Desculpe, não vamos mais fazer isso!”, disse o Presidente norte-americano no Twitter. Ainda assim, há expectativa de que as negociações comerciais entre os gigantes econômicos continuem. Conforme destacou a equipe da XP em nota mais cedo, se as negociações de fato forem canceladas, a probabilidade de um aumento nas tarifas aumentou, o que pode levar a uma desaceleração no crescimento mundial. No cenário brasileiro, uma bateria de balanços corporativos, entre eles os resultados das gigantes Petrobras e Vale, dividem a atenção de agentes financeiros nos próximos dias com o começo da análise da proposta de reforma da Previdência na comissão especial da Câmara dos Deputados a partir de terça-feira.

REUTERS

Dólar sobe com tensão comercial entre EUA e China

O dólar fechou em alta na segunda-feira, mas perdeu força em relação à máxima do dia, após ter chegado a superar 3,97 reais diante do aumento das incertezas comerciais entre China e EUA

No fim do pregão, o dólar interbancário subiu 0,48 por cento, a 3,958 reais na venda. Na máxima, a cotação marcou 3,9753, alta de 0,92 por cento. Na B3, o dólar futuro subia 0,49 por cento. O movimento seguiu os mercados internacionais, conforme investidores buscaram a segurança da moeda norte-americana em meio à escalada do embate tarifário entre as duas maiores economias do mundo. Ao longo do dia, o nervosismo global diminuiu, o que ajudou o dólar no Brasil a abandonar as máximas. O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta segunda-feira a China devido a suas práticas comerciais, dizendo que os EUA estão perdendo bilhões de dólares para Pequim e prometendo proteger o comércio norte-americano. No domingo, Trump havia dito que elevaria as tarifas sobre 200 bilhões de dólares em produtos chineses, intensificando as disputas entre Pequim e Washington em meio à expectativa de que as negociações continuem nesta semana. Do lado doméstico, analistas dizem que fatores técnicos seguem pressionando o real. Athanasios Vamvakidis, estrategista de câmbio do BofA, disse que o mercado registrou uma “cruz dourada” recentemente —quando a média móvel de 50 dias ultrapassa a de 200 dias, indicador técnico de compra de dólares. “Embora desejemos fazer mais observações para considerar o sinal, achamos que, tecnicamente, essa ocorrência ampara o viés de alta do dólar”, afirmou Vamvakidis em nota. Oficialmente, o BofA estima dólar a 3,60 reais no fim de 2019. Karen Jones, analista do alemão Commerzbank, afirmou que apenas a queda do dólar para baixo de 3,74 reais levaria o banco a adotar visão tecnicamente favorável ao real. “Apenas isso traria de volta ao radar as taxas de 3,67 reais do fim de janeiro, início de fevereiro”, completou.

REUTERS

Demanda menor pesa e atividade de serviços do Brasil se deteriora com força em abril, mostra PMI

As condições do setor de serviços do Brasil se deterioraram com força e a atividade contraiu em abril pela primeira vez em sete meses, com piora da demanda externa, cortes de empregos e enfraquecimento do otimismo, segundo a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgada na segunda-feira

O PMI de serviços do Brasil apurado pelo IHS Markit caiu a 49,9 em abril, de 52,7 em março, indo abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração pela primeira vez em sete meses. Com o ritmo de crescimento da indústria no nível mais fraco em seis meses em abril, o PMI Composto do Brasil caiu a 50,6, depois de ter atingido em março a máxima 13 meses de 53,1. “Os dados do PMI de serviços reforçam a mensagem de esfriamento da economia indicada pelos números de indústria”, apontou a economista do IHS Markit Pollyanna De Lima. Enquanto as empresas de serviços que citaram contração apontaram consumo fraco e políticas públicas favoráveis, as que indicaram crescimento mencionaram campanhas de marketing bem-sucedidas. O aumento da quantidade de novos trabalhos perdeu força em abril, registrando o ritmo mais fraco desde outubro, depois de um pico de quase 11 anos e meio em março. Em meio a tentativas contínuas de reduzir as despesas, os empresários do setor de serviços brasileiro demitiram funcionários em abril, na queda mais acentuada até agora no ano. Isso diante de um cenário em que os preços de insumos aumentaram no ritmo mais rápido em cinco meses, com destaque para produtos alimentícios, combustíveis e aluguéis. Os fornecedores de serviços aumentaram seus preços cobrados devido a tentativas de proteger as margens de lucro, mas a taxa de inflação se reduziu em relação a março, em meio a condições competitivas e tentativas de garantir encomendas. Com isso, o otimismo em relação à atividade de negócios nos próximos 12 meses chegou ao nível mais baixo em 10 meses, com preocupações sobre políticas do governo, privatizações e falências.

REUTERS

Mercado reduz expectativa para crescimento da economia brasileira em 2019 pela 10ª semana seguida

O mercado voltou a reduzir com força a expectativa de crescimento da economia brasileira neste ano, em meio à deterioração do cenário para a indústria, de acordo com a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na segunda-feira

O levantamento semanal apontou que a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 passou a 1,49 por cento, de 1,70 por cento no levantamento anterior, na 10ª semana seguida de piora da projeção. A expectativa para a indústria foi reduzida a um crescimento de 1,76 por cento, contra 2 por cento antes. Para 2020, não houve alterações nas contas de uma expansão de 2,50 por cento do PIB, com a indústria aumentando 3 por cento. O cenário para a inflação neste ano piorou ligeiramente, com as contas para a alta do IPCA chegando a 4,04 por cento, uma alta de 0,03 ponto percentual em relação à semana anterior. Para 2020 a expectativa ainda é de uma inflação de 4,00 por cento. O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25 por cento e, de 2020, de 4 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Apesar da piora no cenário para a atividade econômica, os especialistas consultados na pesquisa continuam vendo que a taxa básica de juros Selic terminará este ano no atual piso histórico de 6,5 por cento, indo a 7,50 por cento em 2020. O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, também calcula a Selic a 6,50 por cento em 2019, mas reduziu a expectativa para o próximo ano a 7,21 por cento na mediana das projeções, de 7,25 por cento.

REUTERS

EMPRESAS

JBS apura causas de desabamento em planta de Duque de Caxias

A JBS S.A. informou na segunda-feira (06) que estava apurando as causas do desabamento do teto na fábrica de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. O desabamento ocorreu por volta da 1 hora da manhã, segundo o site de notícias G1. A JBS disse que o incidente ocorreu na área de embutimento de alimentos da fábrica. Até o fim da manhã de segunda-feira, três das cinco pessoas encaminhadas ao hospital após o ocorrido tinham recebido alta e as outras duas estavam fora de perigo, disse a JBS em nota.

CARNETEC

JBS divulga o Relatório Anual e de sustentabilidade 2018

A JBS está divulgando o seu Relatório Anual e de Sustentabilidade 2018, documento em que a companhia divulga seu desempenho econômico, social e ambiental no ano passado, além de detalhar suas práticas de gestão, governança, compliance e da estrutura dos seus negócios no período

O relatório detalha investimentos de mais de R$ 900 milhões em sustentabilidade, treinamentos de colaboradores, inovação e qualidade em 2018, ano de receita recorde da Companhia, superior a R$ 180 bilhões.A publicação foi dívida em quatro capítulos: Nosso Negócio, que apresenta o modelo de gestão, governança, ética e compliance, gestão de risco e criação de valor da companhia; Nossa Gente, que se dedica ao relacionamento da empresa com seus colaboradores e com as comunidades próximas aos seus empreendimentos; Nossa Sustentabilidade, que apresenta a gestão e os resultados dos cinco temas prioritários para sustentabilidade nos negócios da companhia: saúde e segurança dos colaboradores, bem-estar animal, gestão da água, integridade dos produtos e mudanças climáticas; e Nosso Desempenho, que apresenta o resultado econômico e as premiações obtidas pela JBS em 2018.

BEEFPOINT

FRANGOS & SUÍNOS

‘Peste suína tem impacto global’, reforça CEO da Tyson

De acordo com o executivo, a peste suína africana, que afeta sobretudo a China, tem impacto global no setor de proteínas e a companhia estará apta a capitalizar as oportunidades de vendas

A Tyson Foods, maior companhia de carnes dos Estados Unidos, registrou lucro líquido de US$ 430 milhões no segundo trimestre de seu ano-fiscal 2019 (encerrado em março), alta de 36,1% em relação ao mesmo período do exercício anterior (US$ 316 milhões). O segmento de bovinos foi responsável por 37,2% das vendas totais do segundo trimestre, com US$ 3,9 bilhões, e o de carne de frango por 32,6%, ou US$ 3,4 bilhões. As vendas de “alimentos preparados” somaram US$ 2 bilhões, 19,4% das vendas totais do trimestre, e foram responsáveis por cerca de 40% do lucro do período. A divisão de bovinos rendeu um lucro operacional de US$ 156 milhões, ou 25% do total. “Estou satisfeito com nossa direção”, disse Noel White, CEO da Tyson, em nota. “O segmento de alimentos preparados produziu seu segundo trimestre consecutivo de retorno recorde de vendas. Os segmentos de carne bovina e suína foram sólidos, enquanto o segmento de frango está pronto para melhorias, já que acreditamos estar apresentando margens baixas”, completou White. Para ele, a queda de oferta global de suínos oferecerá uma significativa oportunidade para a área de carne suína da companhia, bem como para as carnes de frango e bovina como proteínas substitutas. O movimento, contudo, elevará os custos das comidas processadas. A projeção de lucro por ação entre US$ 5,75 e US$ 6,10 no ano fiscal 2019 não inclui potencial ganho com a queda de produção de suínos na China. No segundo trimestre fiscal de 2019, as vendas de suínos da Tyson somaram US$ 1,2 bilhão, queda de 7,3% na relação anual, e gerou lucro operacional de US$ 100 milhões, alta de 50% na mesma base de comparação. Já a margem operacional passou de 5,3% para 8,5%.

VALOR ECONÔMICO

Exportações de carne suína chegam a 51 mil toneladas em abril

Média diária registrou crescimento 47,2 % em relação a abril de 2018

As exportações de carne suína in natura em abril cresceram 47,2% no comparativo com abril de 2018.Já na comparação com março houve uma ligeira queda de 2,7%. No total, foram enviadas ao exterior 51 mil toneladas. Com 21 dias úteis o mês registrou uma média diária de 2,4 mil toneladas. Em relação ao preço, em abril foram pagos em média US$ 2162,18 por tonelada, somando no mês US$ 110,34 milhões. A média de preço foi 5,7% maior que em março quando era pago por tonelada US$ 2045,19. Já em relação a abril de 2018, o produto teve valorização de 2,8%, visto que no período a média do preço pago era de US$ 2102,28 por tonelada.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL 

INTERNACIONAL

Frigoríficos do Uruguai estão cada vez mais dependentes da China

Carne bovina representa 59% dos embarques totais uruguaios ao mercado chinês

A participação da China nas exportações totais do Uruguai é cada vez mais relevante e pode se fortalecer no curto prazo, considerando a necessidade chinesa de importar mais proteína após o surto interno de peste suína africana. É o que relata reportagem publicada no portal El Observador. O portal informa que a indústria uruguaia de carnes é uma das três maiores fontes de divisas para o país, juntamente com os segmentos florestal e agrícola. No primeiro trimestre de 2019, em relação ao mesmo período de 2018, a participação da carne bovina uruguaia na China aumentou de 46% para 59% e, no caso de carne ovinos, progrediu ainda mais, de 26% para 45%. Considerando o período de 1 de Janeiro a 27 de abril deste ano, o Uruguai exportou em carnes US$ 632,5 milhões, uma queda de 8,6% em comparação ao mesmo intervalo do ano passado. No período, o preço médio de todas as carnes embarcadas pelo Uruguai foi de US$ 3.509 por tonelada, abaixo do recorde do quadrimestre inicial de 2018, que foi de US$ 3.673.

PORTAL DBO

Austrália leva vantagens sobre Brasil e Índia na China

Preço da carne bovina brasileira é 43% menor que o valor pago pelo produto australiano

Com a pandemia de peste suína africana (PSA) na China, abre-se uma enorme oportunidade para os três grandes países exportadores habituais de carne bovina ao gigante asiático: Brasil, Índia e Austrália. Nessa disputa acirrada pelo promissor mercado da proteína vermelha, os australianos levam hoje considerável vantagem sobre os dois rivais quando considerado valor recebido pela tonelada vendida. Os exportadores da Austrália oferecem aos chineses uma carne premium, de alta qualidade, com valores bem superiores aos produtos enviados pelo Brasil e pela Índia. Segundo dados citados pelo analista independente Simon Quilty, em artigo publicado no portal australiano Beef Central, nos últimos anos, a Austrália tem conseguido aumentar a vantagem competitiva sobre o Brasil e a Índia no mercado chinês. “O prêmio da Austrália sobre a carne da Índia é 103% (ou o dobro)”, escreve Quilty. Por sua vez, os preços da carne brasileira são hoje 43% menores que os da Austrália, um déficit acima do registrado em anos anterior – 39% em 2018, 35% em 2017 e uma diferença de 33% em 2016. Hoje, a China impõe taxas mínimas à entrada da carne bovina norte-americana. Além disso, o país asiático pratica tolerância zero com animais tratados com hormônios de crescimento, uma das características do sistema de produção norte-americano. No ano passado, os exportadores brasileiros conseguiram aumentar consideravelmente os embarques diretos para a China, sem precisar recorrer a “atravessadores” (Hong Kong, por exemplo). A redução de intermediários faz com que os exportadores brasileiros consigam negociar melhores preços com os importadores chineses. Segundo o analista Simon Quilty, assim com o Brasil, a Austrália aguarda a decisão do governo chinês em relação aos pedidos de habilitação de outras unidades frigoríficas – 16 plantas – capacitadas para exportar carne bovina à China.

PORTAL DBO

Lucro da Tyson Foods supera estimativas com maior demanda por carne bovina e alimentos preparados

A Tyson Foods divulgou na segunda-feira um lucro trimestral que superou as estimativas de Wall Street, impulsionado pelas vendas mais altas dos segmentos de carne bovina e alimentos preparados

A dona das marcas Ball Park e Jimmy Dean disse que os preços médios da carne bovina subiram 2,3 por cento no trimestre, enquanto os da carne suína caíram 8,3 por cento, apesar do aumento de 1 por cento no volume de vendas. “Os segmentos de carne bovina e suína apresentaram desempenho sólido, enquanto o segmento de frango está pronto para melhorias, seguindo o que acreditamos ser sua margem baixa para o ano”, disse o Presidente-Executivo, Noel White. Os preços médios do frango caíram 11 por cento no trimestre. A companhia manteve sua previsão de lucro para o ano, mas disse que não tem clareza sobre o impacto da febre suína africana, que se espalhou rapidamente na China desde agosto. A febre mata quase todos os porcos infectados, embora não seja prejudicial para as pessoas.

REUTERS

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