CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 984 DE 02 DE MAIO DE 2019

abra

Ano 5 | nº 984 | 02 de maio de 2019

NOTÍCIAS

Mercado do boi perde a sustentação

Ao contrário do registrado ao longo de abril, principalmente na primeira quinzena, o mercado do boi gordo perdeu força nos últimos dias do mês

Os frigoríficos conseguiram alongar as escalas de abate e, com o consumo ainda patinando, as cotações caíram em nove regiões. Em São Paulo, o preço do boi gordo caiu 0,6% ao longo desta semana. No acumulado da segunda quinzena, a desvalorização foi de 1,3%. Entretanto, ao longo de abril, a cotação do boi gordo ficou estável no estado. Já na média das trinta e duas praças pesquisadas, o preço subiu 0,7% (à vista e livre de Funrural), considerando o mesmo período. A oferta de boiadas, apesar da maior disponibilidade observada nos últimos dias, ainda está limitada. Este cenário foi observado ao longo de abril e resultou em alta em praticamente dois terços das praças pesquisadas (65,6%), no mês. Ou seja, caso a oferta siga restrita, as indústrias podem ter que voltar a ofertar preços maiores no curto prazo para atender a demanda de início de mês, com alguma ajuda do feriado (1/5) e Dia das Mães.

SCOT CONSULTORIA

Carne bovina no varejo: mercado resistente

O mercado varejista da carne bovina tem enfrentado resistência para aumentar os preços de seus produtos, principalmente na praça paulista

Em São Paulo, na última semana houve desvalorização de 0,3% na média dos cortes desossados vendidos pelos açougues e supermercados. No Rio de Janeiro e no Paraná os preços ficaram estáveis com ajustes de -0,03% e -0,01%, respectivamente. Em Minas Gerais o cenário foi oposto, no estado, na média de todos os cortes, a valorização foi de 0,2% no mesmo período. Este cenário gerou um estreitamento da margem deste elo da cadeia. Atualmente a margem de comercialização do varejo paulista está em 61,6%. Dois pontos percentuais abaixo do praticado no início deste mês.

SCOT CONSULTORIA

Ágio do bezerro sobre boi gordo já o terceiro maior desde 2009 em MT

Tal comportamento acende sinal de alerta para os pecuaristas que se preparam para o segundo giro do confinamento

O ágio da arroba do bezerro em relação à arroba do boi gordo atingiu 24,3% nos primeiros quatro meses de 2019 no Mato Grosso, o terceiro maior percentual para o período desde 2009 – só perdendo para os quadrimestres de 2016 (29,45%) e de 2015 (24,67%), segundo dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). Em relação à média histórica do ágio para o período (quadrimestre) desde 2019 no MT (de 20,70%), o ágio atual do bezerro subiu 3,57 pontos percentuais. Tal comportamento, diz o Imea, acende um sinal de alerta para os pecuaristas que se prepararam para intensificar as atividades de confinamento da boiada no Estado, embora os custos com a dieta animal estejam mais baixos este ano, devido ao barateamento do milho e da soja. “Como a reposição tem pesado mais no bolso do produtor, isto pode afetar o desempenho financeiro do confinamento. Além disso, geralmente o ágio do bezerro sobre a arroba do boi pode aumentar ainda mais nos meses de seca, o que demanda uma boa negociação de compra de animais para o segundo giro do confinamento”, relata o Imea.

PORTAL DBO

Pressão de baixa no mercado de sebo

Apesar da baixa demanda pela gordura animal, a oferta está restrita, o que tem mantido a cotação estável

No Brasil Central, segundo levantamento da Scot Consultoria, o sebo está cotado em R$2,20/kg. No Rio Grande do Sul, a gordura animal segue cotada em R$2,25/kg. Porém, há negócios ocorrendo até R$0,10/kg abaixo da referência. Para o curto prazo a expectativa é de que a demanda siga em baixa, o que pode refletir nas cotações.

SCOT CONSULTORIA

Produtores do PR são contra retirada da vacina

A Sociedade Rural de Maringá (SRM) distribuiu nota à imprensa onde informa que é veementemente contrária à retirada antecipada da vacinação contra a febre aftosa no Paraná

“A decisão dos estados que pertencem ao bloco 5 do Pnefa (Plano Nacional de Erradicação da Febre Aftosa) de apoiar o fim da imunização no Estado a partir deste ano, em reunião nesta quarta-feira (24) na sede da Ocepar, em Curitiba, é considerada um equívoco e irá afetar profundamente produtores e todos os setores que dependem da entrada de animais de outros estados para as suas atividades. O Paraná conta com um rebanho de aproximadamente 10 milhões de cabeças de bovinos, sendo cerca de 50% animal de corte. Mais de 2% desses bovinos que são destinados ao abate chegam de outros estados. Com a barreira criada no Paraná para a entrada de novos rebanhos, haverá uma defasagem prejudicando toda a cadeia produtiva de carne, incluindo-se os frigoríficos, curtumes, processadoras de ossos e até mesmo a indústria de biodiesel proveniente da gordura animal. Havendo redução de abate, haverá falta de matéria-prima para todos os setores. Esse quadro afetará até mesmo os empregos nestas unidades, prevendo-se um corte de 30 a 40% da mão-de-obra hoje efetiva, conforme a indústria frigorífica. O Estado, que estava no bloco 5 do Pnefa e deveria parar de vacinar só em 2021, poderia se adiantar, mas sair junto com o bloco 2 ou 3, cuja suspensão da imunização está programada para o próximo ano. Seria a forma de não ficar isolado. A cadeia produtiva/industrial da carne de bovinos do Paraná, importante elo entre o produtor e o consumidor, também se colocou contrária à decisão”.

http://www.pecuaria.com.br/info.php?ver=24246

PECUARIA.COM.BR

Casos de raiva bovina reacendem alerta

Seis anos após o último surto de raiva bovina no Rio Grande do Sul, quando mais de 33 mil casos foram registrados, criadores de bovinos de corte e de leite voltam a ficar em alerta

Neste ano, 18 casos foram confirmados pela Secretaria Estadual da Agricultura. O que chama a atenção não são os números, dentro da média para a época do ano, mas a região onde estão concentrados: no norte do Estado. Após a confirmação da doença, a Coagrisol orientou a todos os criadores de bovinos da região a vacinarem o rebanho – a única forma de proteger os animais, já que o vírus é fatal quando passado a animais não imunizados. A mesma orientação é dada pela Secretaria da Agricultura para as regiões com casos confirmados e também suspeitos. “Fazia muito tempo que o Estado não registrava casos nesta região, o que nos preocupa e reforça a necessidade dos produtores tomarem medidas preventivas”, destaca André Witt, analista ambiental da Secretaria da Agricultura, lembrando que o surto de 2011 a 2013 atingiu principalmente a região Centro-Sul. Com casos sendo notificados e investigados, Witt estima que os números tendem a aumentar à medida em que os diagnósticos serão concluídos. Mas tranquila ao afirmar que não se trata de um surto, mas sim de reforço dos cuidados no campo. No ano passado, 24 municípios gaúchos registraram casos de raiva herbívora em bovinos.

Secretaria Estadual da Agricultura RS

MT: custo da cria sobe 6,6% no primeiro trimestre

Encarecimento nos gastos é puxado pela alta no valor dos tourinhos e da suplementação

Os custos operacionais de produção da atividade de cria no Mato Grosso subiram 6,57% no 1º trimestre de 2019, na comparação com o 4º trimestre de 2018, para R$ 121,84/@, segundo informa nesta terça-feira o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). “Devido ao aumento nos preços do tourinho e na suplementação no 1° trimestre e 2019, o custo operacional na cria de bezerros obteve o maior reajuste no geral”, relata o instituto, ao comparar essa atividade com os outros modelos de produção da pecuária. Segundo o Imea, o custo operacional na recria/engorda atingiu R$ 129,97/@ nos primeiros três meses deste ano, valor praticamente estável (alta de 0,09%) em relação ao 4º trimestre do ano passado. Por sua vez, o custo da atividade de ciclo completo atingiu R$ 114,29/@ no 1º trimestre deste ano, com retração de 3,72% sobre o valor registrado no trimestre imediatamente anterior. “Na recria/engorda, apesar de o custo operacional ter subido apenas 0,09%, os preços na reposição estão mais altos. Além disso, o dólar também apresentou elevações no período, devido às indecisões na política nacional, e assim, afetou os preços de alguns insumos”, justifica o Imea.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Taxa de desemprego do Brasil sobe a 12,7% no 1º tri com desalento recorde

O desemprego no Brasil voltou a aumentar no primeiro trimestre e atingiu a maior taxa desde maio do ano passado, com o total de desempregados chegando a quase 13,4 milhões e número recorde de desalentados, em um cenário de fragilidade do crescimento econômico

A taxa de desemprego brasileira chegou a 12,7 por cento no período, na terceira alta consecutiva e a maior do ano, ante 12,4 por cento nos três meses até fevereiro e 11,6 por cento no quarto trimestre. O resultado informado na terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra, entretanto, recuo em relação aos 13,1 por cento registrados no mesmo período de 2018. Ainda assim, é o mais alto desde os três meses encerrados em maio do ano passado, quando ficou no mesmo patamar. “Nenhum setor teve contratação significativa no primeiro trimestre deste ano. Esse é o retrato do mercado de trabalho em 2019”, disse o Coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo. “A expectativa de uma melhora no mercado de trabalho que havia para 2019 não se confirma diante do cenário econômico”, completou. Em meio a dispensas ainda sazonais e aumento da procura por emprego, o país tinha no trimestre até março 13,387 milhões de desempregados, ante 13,098 milhões nos três meses até fevereiro e 12,152 milhões no quarto trimestre de 2018. Nos três meses até março de 2018 eram 13,634 milhões de desempregados. Por outro lado, o total de pessoas ocupadas caiu a 91,863 milhões, de 92,127 milhões entre dezembro e fevereiro e 92,736 milhões no quarto trimestre. Nesse cenário, o número de desalentados, ou a quantidade de trabalhadores que desistiram de procurar uma vaga, foi ao recorde de 4,843 milhões no primeiro trimestre, de 4,663 milhões no trimestre anterior. “O número de desalentados é o maior da série. Esse é um retrato de um mercado de trabalho brasileiro frágil. Significa dizer que os desempregados poderiam ser de quase 18 milhões se essas pessoas estivessem pressionando o mercado a procura de uma vaga”, completou Azeredo.

REUTERS

Dólar limita alta em abril, mas volatilidade segue alta com cenário incerto

O dólar fechou em queda ante o real na terça-feira e terminou abril em alta, num mês marcado por forte volatilidade decorrente das incertezas sobre a Previdência e do clima mais conservador no ambiente externo

O dólar interbancário BRBY caiu 0,49 por cento nesta terça-feira, a 3,9227 reais na venda. Em abril, a moeda norte-americana acumulou alta de 0,19 por cento. É o terceiro mês consecutivo de ganhos, mais longa sequência do tipo desde a série de cinco altas mensais encerrada em junho do ano passado. Na B3, a referência do dólar futuro DOLM19 cedia 0,71 por cento, a 3,9280 reais. A instabilidade no câmbio aumentou a partir do fim da segunda semana do mês, quando ficaram mais evidentes para o mercado os problemas de articulação do governo em prol da reforma da Previdência. A volatilidade implícita nas opções de dólar/real de um mês —medida do grau de incerteza para a taxa cambial— saiu de pouco mais de 12 por cento ao ano em 11 de abril para quase 14 por cento no dia 24. A volatilidade implícita para o dólar está atualmente na casa de 12,5 por cento, ainda mais alta que a de pares do real, como peso mexicano MXN= (9 por cento), peso colombiano COP= (9,3 por cento), peso chileno CLP= (8,2 por cento) e rublo russo RUB= (também 9,3 por cento). Estrategistas do Morgan Stanley citam em relatório que clientes consultados em pesquisa veem, em média, o dólar a 3,85 reais ao fim do ano, acima da taxa de 3,60 reais da última sondagem. Os profissionais notam a falta de impulso ao real (ou pressão de baixa no dólar) ainda que o governo consiga a aprovação de uma reforma que gere economia de pelo menos 800 bilhões de reais em dez anos.

REUTERS

Cenário externo endossa cautela antes de feriado e Ibovespa encerra quase estável

O Ibovespa fechou em leve alta na terça-feira, com o noticiário externo respaldando um tom mais comedido nos negócios antes do feriado, em meio a uma pauta corporativa doméstica vigorosa.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,17 por cento, a 96.353,33 pontos. O giro financeiro somou 13,2 bilhões de reais, contra média diária de 14,8 bilhões de reais em abril. No mês, o Ibovespa acumulou acréscimo de 0,98 por cento. “As notícias internacionais influenciaram o movimento das ações, com investidores aguardando a decisão e comunicado do Fed amanhã, conflitos na Venezuela e sem novidades ou soluções para novos acordos entre EUA e China”, destacou o analista Régis Chinchila, da Terra Investimentos. O Federal Reserve anuncia na quarta-feira, quando a bolsa brasileira não funciona por feriado nacional, sua decisão sobre os juros, que devem permanecer entre 2,25 por cento e 2,5 por cento. As atenções estão voltadas para o comunicado da reunião, bem como coletiva do chairman Jerome Powell. Na Venezuela, a crise ganhou novo capítulo após o líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, convocar militares e civis a buscar o “fim definitivo” do governo de Nicolás Maduro, o que provocou confrontos e episódios de violência na capital Caracas diante da ação de tropas leais ao presidente venezuelano. Chinchila disse ainda que o mercado brasileiro segue atento aos movimentos sobre a tramitação da reforma da Previdência. Qualquer definição, contudo, é esperada apenas para a próxima semana, quando a matéria deve começar a ser analisada em comissão especial da Câmara do Deputados.

REUTERS

EMPRESAS

BRF propõe emissão de R$ 750 milhões em debêntures, diz Fitch

A agência de classificação de risco Fitch Ratings informou hoje que a BRF propôs a captação de cerca de R$ 750 milhões por meio da emissão de debêntures com vencimento em sete anos

A agência atribuiu o rating “AA+” para a proposta de emissão da companhia. Em comunicado, a Fitch informou que o rating das debêntures reflete a expectativa de que a BRF vai reduzir os índices de endividamento, dada a melhora da rentabilidade e a venda de ativos. A BRF obteve cerca de R$ 1,9 bilhão com a venda de ativos no exterior. Pelas projeções da Fitch, o índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) da BRF deve cair de 6,3 vezes no fim de 2018 para 4,5 vezes. A expectativa da agência de classificação de risco é que o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) deve ficar entre R$ 3,3 bilhões e R$ 3,4 bilhões. No ano passado, o Ebitda da BRF foi de R$ 2,2 bilhões.

VALOR ECONÔMICO

Minerva Foods dá largada ao IPO da Athena

A brasileira Minerva Foods, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, informou ontem que sua controlada Athena Foods lançou o prospecto para a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na bolsa de Santiago, no Chile

Em fato relevante, a Minerva informou que o objetivo é concluir o IPO até o fim de maio. Conforme o Valor apurou, a Athena já garantiu junto a investidores cerca de 20% da demanda para a operação com a qual pretende captar cerca de US$ 400 milhões. De acordo com uma fonte, a gestora saudita Salic, que é a maior acionista da Minerva, será a âncora do IPO da Athena. A Salic se comprometeu a investir cerca de US$ 40 milhões. Investidores chilenos, como o fundo de private equity Moneda, também se comprometeram a investir na Athena, acrescentou a fonte. Ao todo, a Athena já garantiu US$ 80 milhões para o IPO. Do total de US$ 400 milhões que busca captar, a Athena deve ficar com US$ 140 milhões para reforçar o caixa e expandir as operações com a reabertura de um abatedouro de bovinos na Argentina. A maior parte do montante (US$ 260 milhões) deve ficar com a controladora Minerva.

VALOR ECONÔMICO

MEIO AMBIENTE

O futuro pertence à produção sustentável

O agronegócio nacional terá que ser irredutível em relação à sustentabilidade ambiental, social e trabalhista da produção dos alimentos que oferta nos mercados doméstico e internacional, sob o risco de ver sua reputação ir por água abaixo e perder espaço nas gôndolas e pratos de uma população muito mais exigente com a qualidade do que consume e bem menos paciente com falhas nessa frente

Se nos últimos 20 anos o Brasil construiu as bases para aproveitar vantagens naturais e se consolidar como um dos maiores produtores e exportadores de grãos e carnes do mundo – posição que já ocupava em mercados como café, açúcar e suco de laranja -, nas próximas duas décadas terá o desafio de ampliar o que conquistou em meio a importantes transformações geopolíticas e mudanças de comportamento do consumo. Mas, se para tornar viável um aumento do valor bruto da produção (VBP) das principais cadeias de sua agropecuária, de cerca de R$ 185 bilhões, em 1999, para quase R$ 600 bilhões, e ver as exportações do setor acompanharem o ritmo e superarem US$ 100 bilhões por ano, o país fez valer vantagens naturais como clima e área e contou com uma lógica empresarial mais moderna, tecnologias e crédito rural subsidiado, agora terá que avançar em outras frentes. E rapidamente. Como alertam especialistas como o ex-ministro Roberto Rodrigues, o economista Alexandre Mendonça de Barros, Maurício Cardoso de Moraes, sócio da PwC Brasil, e o Presidente da Cargill no país, Luiz Pretti, entre muitos outros, o agronegócio brasileiro terá que avançar na profissionalização de produtores e agroindústrias, manter os olhos abertos à inovação, contar com a habilidade dos governos em negociações comerciais para a manutenção de abertura de mercados e se acostumar com um ambiente em que o custo de capital dependerá cada vez mais da competência. “O sucesso do agronegócio brasileiro nos últimos 20 anos não será suficiente para garantir o sucesso nos próximos 20. Os clientes e consumidores dos produtos do setor serão diferentes, a rastreabilidade será fundamental, tecnologias disruptivas como a carne de laboratório vão se acelerar e fundos ‘verdes’ ganharão espaço no financiamento. Ou nos conscientizamos ou não conseguiremos atender à maior parte do crescimento da demanda mundial por alimentos prevista para as próximas década, como se espera”, diz Marcello Brito, Presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag). ” Esse risco, observa o presidente da Abag, aumenta entre os millennials, também conhecidos como geração Y. Para essas pessoas nascidas entre a década de 1980 e os anos 2000, consumir carne de origem vegetal é algo perfeitamente normal e aceitável, em parte, por não prejudicar o ambiente. “Grandes players que atuam no mercado brasileiro de alimentos são multinacionais. Temos que acompanhar esse movimento e entender como será o consumidor em 20 anos. Ou construímos uma estratégia para o setor ou nos restará gritar e espernear sem sucesso nenhum”, afirma o executivo.

https://www.valor.com.br/agro/6234655/o-futuro-pertence-producao-sustentavel

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Compra de frango por Índia ocorre mais de 10 anos após abertura de mercado

O embarque de carne de frango brasileiro para a Índia anunciado pela Seara, do grupo JBS, na semana passada, é a primeira efetivação de vendas deste produto àquele país desde que o mercado indiano foi aberto em 2008, segundo informações da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

As certificações sanitárias para exportação de carne de frango para a Índia já estavam prontas, mas a efetivação de vendas ainda não tinha ocorrido até o anúncio da JBS na semana passada.

A Índia aplica uma tarifa de 100% para cortes de frango e de 30% sobre o frango inteiro importado, mesma tarifa aplicada pelo Egito, disse a ABPA em comunicado. Em 2014, a ABPA disse que as tarifas indianas restringiam a efetivação de embarques brasileiros de carne de frango ao país asiático. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) disse em posicionamento enviado à CarneTec que “todas as plantas frigoríficas brasileiras registradas junto ao Serviço de Inspeção Federal podem exportar carne de frango in natura para a Índia, desde que observados os requisitos acordados”. A BRF, maior processadora de carne de frango do Brasil, informou à CarneTec na segunda-feira (29) que ainda não está exportando para a Índia. “A avaliação é que a Índia pode se tonar um potencial mercado no longo prazo, uma vez que a economia está crescendo e há um grande mercado consumidor naquele país”, disse a empresa por meio de posicionamento enviado pela assessoria de imprensa.

CARNETEC

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

abrafrigo

Leave Comment