CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 983 DE 30 DE ABRIL DE 2019

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Ano 5 | nº 983 | 30 de abril de 2019

 NOTÍCIAS

Queda no atacado da carne bovina com osso

O mercado do boi gordo começou a semana lento e com diversos frigoríficos ainda fora das compras na segunda-feira (29/4), como foi o caso da região de Belo Horizonte em Minas Gerais

Em São Paulo, as indústrias com escalas alongadas ainda estavam analisando por quanto fixarão seus preços de balcão, mas aquelas com programações de abate mais curtas sustentaram o mercado no fechamento de ontem. Destaca-se que a demanda por vacas no estado está baixa. Compradores têm mostrado preferência por machos e novilhas para compor as escalas de abate. Desde o início do mês a cotação da vaca gorda caiu 2,4%, enquanto para a novilha a desvalorização no mesmo intervalo foi de 0,3%. Para o restante desta semana, a expectativa é que a oferta de gado, ainda tímida, não seja suficiente para pressionar o mercado para baixo, ainda mais com um dia a menos de compras. O receio fica por conta do consumo. Com o fluxo fraco de vendas o preço da carcaça bovina de animais castrados, que estava trabalhando acima dos R$10,00/kg desde o início de fevereiro caiu para R$9,93/kg. Comparando com os preços praticados semana passada, a queda foi de 4,7%. 

SCOT CONSULTORIA

RO: o bezerro que teve a maior valorização do país

No cenário geral, o preço dos animais de reposição segue firme em Rondônia, acompanhando o ímpeto dos pecuaristas em repor o plantel da fazenda. Com essa associação entre oferta limitada e demanda aquecida, uma das categorias de reposição do estado teve a maior valorização do Brasil.

O bezerro anelorado rondoniense de 7,5@, na virada do ano, era vendido ao redor de R$1200,00, mas atualmente as negociações estão se aproximando de R$1400,00 por cabeça. Isso significa que este bezerro de ano de Rondônia, que era reconhecido como um dos mais “baratos” do país, ficou 10% mais caro nestes quatro primeiros meses de 2019. Com isso o diferencial em relação a São Paulo tem diminuído. Para uma comparação, nos quatro primeiros meses de 2018 a diferença no preço do bezerro de Rondônia para o bezerro de São Paulo era 12%, já nos quatro primeiros meses de 2019 este valor caiu para 8%. Com as cotações mais elevadas, a relação de troca piorou para o recriador. Em janeiro, vendendo um boi gordo de 18@ compravam-se dois bezerros. Nas mesmas condições, hoje compra-se 1,85 animais. O que representa uma piora de 7,7% no poder de compra do pecuarista.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar tem ajuste de alta

O dólar começou a semana em leve alta ante o real, numa correção técnica após dois pregões de firmes quedas que afastaram a cotação dos níveis de 4 reais alcançados na semana passada

O dólar à vista subiu 0,26 por cento, a 3,942 reais na venda. Na B3, a referência do dólar futuro tinha elevação de 0,28 por cento, para 3,9410 reais. A Janus Investimentos cita que o próximo alvo do dólar está em 3,946 reais, patamar que, se rompido, volta a trazer pressão compradora até a região de 3,969 reais, com objetivo final de 4,008 reais. Analistas têm destacado a forte resistência técnica para a moeda norte-americana na faixa pouco abaixo dos 4 reais, nível que atrai vendas especialmente de exportadores. O Goldman Sachs citou que os “trades” relacionados à China neste momento estão mais atraentes e mantém recomendação comprada em um grupo de divisas emergentes (que inclui o real) contra o euro e outras moedas emergentes de juros mais baixos.

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Ibovespa fecha estável

O Ibovespa fechou perto da estabilidade na segunda-feira, após uma sessão “de lado”, reflexo da precaução de agentes financeiros à espera de novidades efetivas na tramitação da reforma da Previdência, com o noticiário corporativo repercutindo nos negócios

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com variação positiva de 0,05 por cento, mas nos ajustes inverteu o sinal da variação e recuou a 96.187,75 pontos. O volume financeiro somava 10,4 bilhões de reais. “O mercado continua totalmente focado na reforma da Previdência”, afirmou o gestor Marco Tulli, da mesa de Bovespa da Coinvalores. “Mas está farto de simulações e nada de concreto (na articulação)”, acrescentou, explicando o movimento de lado do Ibovespa nesta sessão. A XP Investimentos vê melhora no ambiente e avalia que, se continuar nessa tendência, poderia levar a um processo de aprovação mais rápido da reforma. Mas a corretora ressaltou que a negociação adiante é complexa e que ainda espera volatilidade. No exterior, os índices norte-americanos S& p 500 e o Nasdaq subiram e renovaram recordes, com números sobre o gasto do consumidor e inflação respaldando postura acomodatícia do Federal Reserve sobre as taxas de juros do país.

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Pressão no atacado diminui e IGP-M desacelera alta a 0,92% em abril, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) encerrou abril com alta de 0,92 por cento, de 1,26 por cento em março, com menor pressão dos preços das matérias-primas brutas no atacado, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na segunda-feira

Em abril, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60 por cento do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, desacelerou a alta a 1,07 por cento, de 1,67 por cento no mês anterior. O grupo Matérias-Primas Brutas passou a mostrar alta de 1,57 por cento em abril, de 2,33 por cento em março, com destaque para o comportamento dos itens milho, soja e laranja. Para o consumidor, a pressão sobre os preços aumentou uma vez que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30 por cento no índice geral, subiu 0,69 por cento no período. No mês, a principal contribuição partiu do grupo Transportes, cujos preços subiram 1,06 por cento, de um avanço de 0,82 por cento no levantamento anterior. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, avançou 0,49 por cento em abril, sobre alta de 0,19 por cento antes.

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Mercado reduz pela 9ª vez seguida projeção para expansão do PIB no ano

A mediana das projeções do mercado para o crescimento da economia em 2019 foi reduzida de 1,71% para 1,70% na pesquisa semanal Focus divulgada pelo Banco Central (BC) na segunda-feira com estimativas coletadas até o fim da semana passada. Apesar de ser uma queda de apenas 0,01 ponto percentual, o dado chama atenção por não interromper a sequência de cortes das últimas semanas, agora nove consecutivos

Para 2020, o ponto-médio das estimativas para a economia brasileira permaneceu em 2,50% de avanço, aí encerrando uma sequência de cinco reduções seguidas. Em março, acompanhando o movimento das principais consultorias e instituições financeiras do mercado, o BC reduziu sua estimativa para o crescimento da economia em 2019, de 2,4% previstos em seu trimestral Relatório de Inflação (RI) de dezembro para 2%. No caso da inflação, os economistas que mais acertam as previsões, os chamados Top 5, de médio prazo, voltaram a subir suas projeções, de 3,90% para 3,96%. Quanto a 2020, o ponto-médio das expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) manteve-se em 4% de alta. Entre os economistas em geral, a mediana das estimativas para o IPCA seguiu em 4,01% para 2019 e em 4% para 2020. Para os próximos 12 meses, a pesquisa indicou queda, a sétima seguida, na estimativa, de 3,67% para 3,60%. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) — espécie de prévia da inflação oficial — acelerou para 0,72% em abril, após marcar 0,54% em março, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na semana passada. O chamado IPCA “cheio” do mês será divulgado em 10 de maio. A meta de inflação perseguida pelo BC é de 4,25% em 2019, 4% em 2020 e 3,75% para 2021, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

VALOR ECONÔMICO

Déficit comercial da indústria cresce 60% no primeiro trimestre

As exportações de bens manufaturados caíram 9,1% no primeiro trimestre de 2019 contra igual período do ano passado. Na mesma comparação, as importações caíram 1,6%

A combinação resultou em um aumento perto dos 60% no déficit da balança da indústria de transformação. O saldo negativo de janeiro a março atingiu US$ 6,8 bilhões, seguindo a tendência de deterioração do saldo comercial da indústria de transformação. No ano passado, o déficit foi de US$ 4,3 bilhões. Em 2017, de US$ 2,5 bilhões. Os dados são do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). O desempenho dos bens industriais contribuiu para um menor resultado da balança como um todo. Mesmo com a melhora de saldo comercial dos bens primários no mesmo período, destaca o Iedi, o superávit comercial da balança total do país foi de US$ 10,5 bilhões, o menor patamar desde 2016, considerando sempre o primeiro trimestre do ano. Rafael Cagnin, economista do Iedi, diz que a perspectiva atual é de que essa dinâmica nos bens industriais seja mantida no decorrer do ano, tanto por fatores internos como por externos. “Um resultado de saldo melhor só acontecerá se os riscos negativos no cenário externo não se efetivarem e se o enfraquecimento da economia doméstica afetar ainda mais as importações de bens manufaturados”, diz ele. Entre os riscos externos, ele destaca uma dificuldade ainda maior de solução para o Brexit, no Reino Unido, e o acirramento do conflito entre Estados Unidos e China. O efeito da economia doméstica sobre as importações também já aparece, salienta Cagnin, corroborando os demais indicadores.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Minerva lança na bolsa de Santiago IPO da Athena Foods

A exportadora de carne bovina Minerva Foods anunciou na segunda-feira que a oferta pública inicial de ações (IPO) de sua unidade Athena Foods foi lançada na bolsa chilena de Santiago. A expectativa da companhia é que a operação seja concluída até o final de maio, dentro do cronograma da oferta.

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FRANGOS & SUÍNOS

Índia abre mercado à carne de frango brasileira, diz ministra

Na Agrishow, em Ribeirão Preto, Tereza Cristina afirma também que Japão também tem interesse em importar carne in natura do Brasil

“A Índia acaba de abrir seus mercados para o frango brasileiro, um mercado que ainda não havíamos acessado”, informou a Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, na abertura da Agrishow 2019, em Ribeirão Preto (SP), na segunda-feira (29). A Ministra lembrou a importância da viagem internacional que fará para a ampliação e a abertura de mercados a produtos do agronegócio brasileiro. “Semana que vem iniciarei uma grande viagem pela Ásia, levando nosso produtor, nossas indústrias para abrir novos mercados”. “Vou à China, ao Japão, que está ávido por nossos relatórios para abrir mercado para nossa carne in natura. Depois irei ao Vietnã, que tem interesse em frutas, gado em pé, soja, milho”, comentou. Tereza Cristina irá ainda à Indonésia, no encerramento da missão oficial que inclui empresários e ações promocionais de produtos como o café no Japão e na China. Em Tóquio, a Ministra participará de reunião de ministros da Agricultura, que antecede o encontro dos países do G-20, marcado para junho no país.

MAPA

ABCS vê aumento na demanda por suínos no mercado brasileiro

O aumento na demanda por suínos vivos no mercado brasileiro elevou os preços pagos ao produtor a patamares que não eram atingidos desde o segundo semestre de 2017, apesar de as exportações para a China ainda não terem aumentado, segundo a Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS)

“Com a perspectiva de aumento das exportações ao longo do ano, especialmente para a China, parece que, finalmente, depois de muitos meses de dificuldades, o suinocultor voltará a trabalhar com margens positivas”, disse o Presidente da ABCS, Marcelo Lopes, no Boletim ABCS Mercado em Foco divulgado na segunda-feira (29). “Resta saber até que ponto os indicadores socioeconômicos negativos do país, como alto desemprego e redução de renda, vão limitar esta subida dos preços.” O volume de exportações de carne suína in natura brasileira para a China caiu 18% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto a receita teve queda de 21,6%, segundo dados compilados pela ABCS. Por outro lado, as exportações para a Rússia estão se recuperando e aquele país importou 13% de todo o volume embarcado pelo Brasil no primeiro trimestre, ou 17 mil toneladas. A ABCS espera que a baixa oferta de suínos para abate se mantenha nos próximos meses enquanto os custos de produção devem ficar estáveis. Uma boa colheita da segunda safra de milho e estabilidade do mercado de soja devem colaborar para a melhora das margens dos produtores de suínos. “Porém, é preciso ficar atento às condições climáticas aqui e nos EUA e às negociações tarifárias da soja e da carne suína entre China e EUA. Além disso, com o crescimento das exportações de carne bovina e de frango, é esperada uma pressão para o aumento dos preços pagos ao suinocultor brasileiro”, disse a entidade.

CARNETEC

INTERNACIONAL

Governo russo aloca bilhões para apoiar exportadores de carne

A Rússia está pronta para destinar 406 bilhões de rublos (US $ 6,5 bilhões) a produtores agrícolas na forma de empréstimos flexíveis nos próximos cinco anos para apoiar as exportações de carne, disse o Vice-Ministro da agricultura russo, Sergey Levin. Falando durante uma conferência de imprensa em Moscou, Levin observou que o objetivo era aumentar o valor global das exportações de carne

Em 2018, a Rússia exportou 289 mil toneladas de carne, um aumento de 19% em relação ao ano anterior, segundo estimativas do Instituto Russo de Estudos do Mercado Agrícola IKAR. Em termos de valor, as exportações cresceram mais de 30%, chegando a US $ 416 milhões. Os mercados-alvo da carne russa são a China, o sudeste da Ásia, a África e o Oriente Médio, disse Levin. Por outro lado, a situação epizoótica complicada no país continuou a ser um problema que precisava ser resolvido, antes que qualquer aumento nas exportações pudesse ser possível, destacou Levin. Lyubov Savkina, diretor comercial da consultoria russa EMEAT, disse que, com o dinheiro prometido recentemente, o governo russo planejava construir vários centros de distribuição com uma capacidade total de 410.000 toneladas. Esses centros poderiam coletar e manusear produtos de carne destinados a exportações de empresas russas. Savkina disse que isso seria uma grande ajuda para os exportadores, mas admitiu que o governo precisava erradicar a peste suína africana (ASF) e a gripe aviária, a fim de possibilitar qualquer aumento nas exportações de carne.

GlobalMeatNews.com

Abates semanais de bovinos nos EUA crescem 2,7% no 1º trimestre

Os Estados Unidos abateram no primeiro trimestre 126.167 bovinos por semana, 2,7% mais que em igual período do ano passado, informou o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

A Steiner Consulting aponta que foram abatidas mais fêmeas, o que sugere redução do rebanho no segundo semestre. A Steiner também nota que a produção de carne bovina ficou praticamente estável no trimestre ante os três primeiros meses de 2018 – os animais abatidos tinham, em média, menor peso. 

ESTADÃO CONTEÚDO

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