CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 982 DE 29 DE ABRIL DE 2019

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Ano 5 | nº 982 | 29 de abril de 2019

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo em compasso de espera

Na última sexta-feira (26/4), em um cenário geral, o mercado foi movimentado, mas, como tipicamente acontece neste dia da semana, os compradores de gado aproveitaram para tentar exercer alguma pressão de baixa nos preços da arroba

Porém, as tentativas de pagamentos menores não tiveram muito sucesso, com exceção de Goiás, onde a demanda calma e a oferta de boiadas ganhando corpo possibilitaram que as ofertas menores se tornassem referência. Já em São Paulo, grande parte dos frigoríficos abriu o dia fora das negociações. Essas indústrias, que estão com as escalas um pouco mais confortáveis, girando ao redor de sete/oito dias, vão esperar o comportamento do mercado nesta semana para lançar suas ofertas de compra. Contudo, ao mesmo tempo, no estado, existem frigoríficos com programações menores (quatro/cinco dias) que mais receosos quanto a um dia a menos de abate na próxima semana preferiram garantir as escalas de abate nas negociações do último dia da semana, mesmo que para isso tivessem que ofertar preços maiores para a arroba. Para essa semana que se inicia, período de virada de mês, o mercado deve ganhar força, respaldado na demanda aquecida do varejo e também nos estoques mais moderados, em função da interrupção dos abates no feriado do dia primeiro de maio.

SCOT CONSULTORIA

Aftosa: Paraná recebe autorização para suspender vacinação a partir de maio

A Organização das Cooperativas do Paraná informou recebeu autorização do Ministério da Agricultura para antecipar a suspensão da vacinação do rebanho bovino

A Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) informou que o Estado foi autorizado pelo Ministério da Agricultura a antecipar a suspensão da vacinação do rebanho bovino contra a febre aftosa a partir de maio, quando ocorre a última imunização. Em nota, a Ocepar diz que a aprovação foi dada na quarta-feira (24) durante a 2ª Reunião do Bloco V do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), no auditório da entidade em Curitiba. Representantes de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, Estados que com o Paraná integram o Bloco V, deram respaldo à decisão. Pelo cronograma, a autorização ocorreria no primeiro semestre de 2021. Ainda conforme o comunicado, a mudança de status do Paraná para área livre de aftosa sem vacinação será oficializada em setembro próximo, quando o ministério publicará ato normativo sobre o assunto. O Diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério, Geraldo Marcos de Moraes, disse que “ficaram pendentes alguns detalhes e poucas ações para serem finalizados, o que irá ocorrer até setembro”. O Ministério da Agricultura, então, editará normas relacionadas à suspensão da vacinação no Paraná e as demais normas que implicam o controle de ingresso de animais no Estado. Na nota, o Presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir Cesar Martins, garantiu que os pontos pendentes apontados pelos técnicos do ministério serão concluídos dentro do prazo estabelecido.

ESTADÃO CONTEÚDO

Abates cresceram 6,72% no MS

Mato Grosso do Sul registrou uma alta de 6,72% no abate de bovinos no primeiro trimestre de 2019 em comparação com o mesmo período de 2018

Segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), divulgados no Boletim Casa Rural do Sistema Famasul, a quantidade de animais abatidos passou de 858 mil para 911 mil. Com esse incremento no abate, a produção de carne no parque frigorífico de Mato Grosso do Sul aumentou 5,73% nos três primeiros meses deste ano frente ao mesmo intervalo de tempo do ano passado, atingindo as 229 mil toneladas. Conforme o boletim Casa Rural, a maior parte dos animais abatidos no estado no acumulado de janeiro a março de 2019 foi de fêmeas, 50,52%. O índice representa uma ligeira queda frente ao percentual contabilizado neste mesmo período de 2018, 50,75%. A quantidade aumentou 5,78%, passando de 435 mil para 460 mil cabeças.

G1 MS

ECONOMIA

Ibovespa recua pressionado por Petrobras e JBS, mas sobe na semana

O Ibovespa fechou em queda na sexta-feira, com Petrobras entre as maiores pressões de baixa diante do forte recuo do petróleo no exterior, assim como JBS, que sofreu realização de lucros após renovar máxima histórica na véspera

A sessão foi marcada pela repercussão de intenso noticiário corporativo, com Localiza entre os destaques positivos, após resultado trimestral considerado forte por analistas. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,33 por cento, a 96.236,04 pontos. O volume financeiro somou 12,2 bilhões de reais. A ausência de notícias relevantes no panorama político ajudou a canalizar as atenções para a pauta corporativa, com novidades efetivas sobre a tramitação da reforma da Previdência aguardadas apenas depois do feriado de 1º de maio. O estrategista Odair Abate, da Panamby Capital, avaliou que a percepção de evolução na tramitação da reforma da Previdência foi a variável mais relevante na semana, mas ele ressaltou que o cenário permanece bastante instável. Ele ressaltou que a temporada de resultados de empresas tem mostrado números relativamente positivos, incluindo de companhias de setores ainda fragilizados, em um sinal de horizonte animador no caso de melhora do ambiente econômico. No exterior, Wall Street teve uma sessão sem direção única, que encerrou com os principais índices em leves altas, tendo a temporada de balanços também sob os holofotes. Já os contratos de petróleo fecharam em forte queda após o presidente dos EUA, Donald Trump, voltar a pressionar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep)a elevar a produção para reduzir os preços de gasolina.

REUTERS

Dólar zera alta na semana com dados dos EUA

O dólar caiu pelo segundo dia seguido ante o real na sexta-feira, praticamente anulando a alta da semana, influenciado pelo ambiente externo positivo e pela expectativa em torno da reforma previdenciária

Um dia após o Diretor de Política Monetária do Banco Central, Bruno Serra Fernandes, dizer que a autoridade monetária não tem “preconceitos” em relação ao uso de qualquer instrumento cambial, na sexta foi a vez de o Ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmar não haver motivos estruturais para a cotação se manter acima de 4 reais. O dólar à vista fechou esta sessão em queda de 0,62 por cento a 3,9317 reais na venda. A moeda norte-americana cedeu também no exterior, após a abertura de dados do PIB dos Estados Unidos indicar atividade mais lenta, o que reforça a postura branda do Federal Reserve na política monetária. Na semana, o dólar acumulou alta de 0,05 por cento. Até quarta-feira, a valorização acumulada era de 1,44 por cento. A pressão sobre o câmbio cresceu no começo da semana à medida que o mercado demonstrou mais dúvidas sobre a capacidade do governo de se articular a favor de um andamento célere da reforma da Previdência. Para o Morgan Stanley, os níveis alcançados pela moeda norte-americana parecem exagerados. Estrategistas do banco notam que os prêmios de risco bateram patamares similares aos vistos na época da greve dos caminhoneiros, em maio passado, e que as posições vendidas em real superaram as máximas das eleições presidenciais. Na Focus, a mediana das projeções colhidas pelo Banco Central aponta taxa de 3,75 reais.

REUTERS

EMPRESAS

JBS compra processadora de carne suína no RS por R$235 milhões

A JBS anunciou na sexta-feira que fez acordo para comprar uma processadora de carne suína no Rio Grande do Sul por 235 milhões de reais

O acordo foi acertado com a Adelle Indústria de Alimentos e a unidade comprada está localizada na cidade de Seberi. A JBS não informou de imediato a capacidade da processadora. Segundo a JBS, a unidade de Seberi vai contribuir com a estratégia da empresa no processamento de suínos e produtos preparados, incluindo presunto, linguiça e bacon. “A planta, uma das mais modernas do Brasil, está localizada em uma região reconhecida pela sua relevância na produção de suínos no país”, disse Joanita Karoleski, Presidente da unidade Seara. A fábrica comprada foi inaugurada em 2015. Segundo informações da Adelle, a instalação tem capacidade de abate de 2 mil cabeças por turno. A aquisição será paga por meio da doação de 80 milhões de reais em pagamento do Frigorífico Frederico, localizado em Frederico Westphalen (RS). Além disso, 115 milhões de reais do valor do negócio referem-se à assunção de dívidas da Adelle e 40 milhões serão pagos em moeda corrente. A conclusão da operação depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

REUTERS

BRF informa renúncia de CFO; Lorival Luz Jr acumulará cargos

A BRF divulgou no final da quinta-feira que seu diretor Vice-Presidente Financeiro e de Relações com Investidores, Ivan Monteiro, renunciou ao cargo por razões médicas e que o atual Diretor Vice-Presidente executivo global, Lorival Luz Jr., acumulará as funções temporariamente

Em comunicado divulgado após o fechamento do mercado, a empresa reiterou que a partir de 17 de junho Luz Jr. passa a ocupar o cargo de Diretor-Presidente Global, em substituição a Pedro Parente, enquanto sua atual posição (COO) deixará de existir.

REUTERS

Indústria prevê recorde de exportações em 2019

Os principais frigoríficos nacionais, Minerva, JBS Friboi e Marfrig, ajustam suas expectativas e estratégias para aproveitar as oportunidades do novo cenário internacional

João de Almeida Sampaio Filho, Diretor de Relações Institucionais da Minerva, avalia que a crise de abastecimento de proteínas na China pode ser um marco no mercado global. “Estamos diante da oportunidade de criar o hábito do consumo de carne bovina no maior mercado global, que hoje consome principalmente carne suína”, diz. A Minerva espera ampliar em pelo menos 5% suas vendas para a China neste ano. A JBS Friboi investiu R$ 45 milhões na ampliação de duas unidades mineiras em Iturama e Ituiutaba com o objetivo de adequar sua produção voltada ao mercado chinês. Ao todo, seis frigoríficos da companhia no Brasil estão aptos a exportar para a China. Em outra iniciativa, a companhia brasileira fechou um acordo com o Alibaba Group, maior empresa chinesa de e-commerce, para a venda de proteína animal, principalmente carne bovina. A expectativa é que o total de negócios chegue a US$ 1,5 bilhão em três anos. “Somos pioneiros no Brasil a trabalhar a marca dos produtos no exterior, o que facilita a inserção internacional”, diz Renato Costa, Presidente da Friboi. Tradicionalmente, o Brasil é visto no mercado internacional como um fornecedor de produtos comoditizados, sem marca, que abastecem a indústria de transformação local. Com um rebanho de 214,7 milhões de cabeças, o Brasil é o segundo maior produtor de carne bovina do mundo, com 10,96 milhões de toneladas equivalentes de carcaça (TEC), e maior exportador mundial. No entanto, o país não tem acesso a 40% do mercado, uma vez que compradores importantes como Japão, Coreia do Sul, Canadá e México só adquirem carne de países certificados como livres de febre aftosa sem vacinação. O status brasileiro é de produtor livre de febre aftosa com vacinação. O Ministério da Agricultura estabeleceu 2023 como meta para obter a certificação de país livre de aftosa sem vacinação, mas já admite que não será possível. O Japão já sinaliza que poderá aceitar carnes provenientes de países que fazem o controle com vacinação. No mercado interno a expectativa dos frigoríficos é de um ano com crescimento moderado. Miguel Gularte, CEO da Marfrig América do Sul, diz que os negócios no segmento de food service crescem em 7,5% no ano, após uma expansão de 14% no ano passado. A aquisição no final de 2018 de um frigorífico da BRF em Várzea Grande (MRT) deverá agregar R$ 1 bilhão ao faturamento da empresa com a venda de hambúrgueres. A Marfrig também eleva sua participação no mercado interno com carnes nobres, com as marcas Bassi e Montana Premium.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

FRANGO/CEPEA: exportação diminui, mas preço interno segue em alta

Exportações brasileiras de carne de frango in natura tiveram ritmo menos intenso frente ao registrado em março

Nos primeiros 14 dias úteis de abril, as exportações brasileiras de carne de frango in natura tiveram ritmo menos intenso frente ao registrado em março. Apesar disso, o movimento de alta nos preços da proteína no mercado interno segue firme, uma vez que a produção está ajustada, mantendo limitada a disponibilidade doméstica, conforme colaboradores do Cepea. Os dados parciais da Secex indicam que, de março para abril, a média diária de embarques diminuiu 12,2%, passando para 14,7 mil toneladas na parcial deste mês. Mesmo assim, esse volume ainda é o segundo maior do ano, atrás apenas do de março. Quanto aos preços internos, no atacado da Grande São Paulo, o frango inteiro congelado registra média de R$ 4,67/kg na parcial do mês (até o dia 25), alta de 4,8% frente à do mês anterior. Para o produto resfriado, os negócios tiveram média de R$ 4,69/kg neste mês, alta de 4,7% na mesma comparação.

CEPEA/ESALQ

Troca de suínos por milho e farelo de soja está favorável

Aumento da procura de suínos vem de demanda da exportação

Com o aumento nos preços do suíno vivo e a queda nas cotações dos principais insumos utilizados na atividade (milho e farelo de soja), o poder de compra de suinocultores paulistas e catarinenses vem aumentando neste mês de abril. Na média parcial do mês (até o dia 24), com a venda de um quilo do animal vivo, é possível ao produtor do Oeste Catarinense a aquisição de 6,89 quilos de milho ou de 3,43 quilos de farelo de soja, 8,3% e 4,2%, respectivamente, a mais do que em março/19. Esta é a relação de troca mais favorável ao suinocultor da região desde novembro de 2017, quando a venda de um quilo do animal vivo possibilitava a compra de 7,22 quilos de milho ou de 3,55 quilos de farelo de soja. O produtor paulista, por sua vez, consegue adquirir neste mês 7,15 quilos de milho ou 3,8 quilos de farelo de soja com a venda de um quilo de suíno vivo, o maior poder de compra desde janeiro/18, quando o quilo do suíno comprava 7,2 quilos de milho ou 3,82 quilos de farelo de soja. De acordo com colaboradores do Cepea, as valorizações do suíno vivo, em especial na região Sul, estão atreladas ao aumento da procura por parte de frigoríficos para atender contratos de exportação. Na parcial de abril, o suíno vivo registra média de R$ 4,01/kg na região catarinense, 2,8% acima da de março/19. Na região de SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), a média atual, de R$ 4,30/kg, supera em 2,1% a do mês anterior.

CEPEA/ESALQ

Suínos: preço no atacado tem recuo na semana

Nas granjas de São Paulo, os preços permaneceram estáveis por mais uma semana. O animal terminado ficou cotado, em média, em R$82,00 por arroba. A oferta e a demanda estão equilibradas

No atacado, porém, o período do mês diminuiu o ritmo de saída dos produtos, o que tem gerado aumento nos estoques e maior concorrência. Com isso, os preços cederam. A carcaça passou de R$6,45/kg para R$6,30/kg, queda de 2,3% em sete dias. Apesar do menor ritmo no período, na comparação anual os preços estão 41,4% e 38,0% maiores na granja e no atacado, respectivamente. No âmbito externo, os embarques estão acelerados. Na parcial do mês, até a terceira semana, a média diária exportada de carne in natura ficou 27,0% maior que a média de abril do ano passado. As atenções seguem de olho na China!

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

EUA: Censo mostra mais operações de bovinos de corte

As operações com gado de corte resistiram a algumas tendências gerais que foram reveladas no Censo Agrícola 2017, recentemente divulgado, do Serviço Nacional de Estatísticas Agrícolas do USDA. Enquanto o total de fazendas nos EUA diminuiu em 3,8% (-67.083 fazendas), comparado ao Censo de 2012, houve 1.140 mais fazendas com bovinos de corte (+ 0,16%)

Especificamente, no final de 2017 havia 729.046 fazendas com gado de corte, de acordo com o Censo. Os rebanhos menores continuaram a dominar com 79% das operações, com 1 a 49 animais e 27% de todas os bovinos de corte. Operações com 200 ou mais animais representavam 4% da população, mas 38% de todas os bovinos. Para a perspectiva do gado, o rebanho de corte cresceu 9,5% (+2,76 milhões de cabeças) do Censo de 2012 para o mais recente. Além da expansão do rebanho estar em pleno andamento no período, a economia robusta e a distância da Grande Recessão provavelmente explica pelo menos parte do crescimento das operações de gado de corte. O maior crescimento nas operações, por tamanho de rebanho, foi para aqueles com: 100-199 animais (+ 17,4% ou +6.346 operações); 50-99 animais (+ 13% ou +9.227 operações); 200-499 animais (+ 12,7% ou +2.624 operações).

Mesmo as maiores operações cresceram: 7,6% mais operações (+323 operações) com 500-999 animais; 6,8% a mais (+77 operações) com rebanhos de 1.000-2.499 animais; + 17,9% (+30 operações) com 2.500 ou mais animais. No extremo oposto do espectro, as únicas categorias de declínio foram para rebanhos de 1-9 bovinos de corte (-6,2% ou -16.181 operações) e rebanhos com 10-19 animais (-4.7% ou -7.290 operações). Tudo isso é contrário às tendências gerais do Censo ao considerar todas as fazendas pelo total de vendas. Havia 77.000 fazendas com vendas de US $ 1 milhão ou mais, o que equivalia a 2.000 a menos que em 2012, mas mais 1.000 fazendas com vendas de US $ 5 milhões ou mais. Havia 792.000 fazendas com vendas de menos de US $ 2.500, que eram 4.000 a mais (+ 0.5%) a mais do que em 2012. Entre as fazendas estavam as vendas de US $ 2.500 a US $ 999.999, que totalizaram 1,17 milhão. Isso foi 69.000 a menos (-5.5%) do que em 2012. Havia 39.000 menos fazendas (-4.9%) com vendas de US $ 2.500 a US $ 4.999 e 30.000 menos fazendas (-6.9%) com vendas de US $ 50.000 a US $ 999.999. As fazendas com vendas de US $ 5 milhões ou mais representavam menos de 1% de todas as fazendas, mas 35% de todas as vendas. No outro extremo da escala, fazendas com vendas de US $ 50.000 ou menos representaram 76% das fazendas e 3% das vendas. Incidentalmente, de acordo com o último Censo, “A idade média de todos os produtores agrícolas dos EUA em 2017 foi de 57,5 anos, um aumento de 1,2 anos em relação a 2012, continuando uma tendência de longo prazo de envelhecimento na população dos EUA. Os produtores também tendem a ser experientes; eles estavam na fazenda atual em média 21,3 anos”.

BEEF Magazine

Pandemia de peste suína se agrava e pode se tornar global

“Essa é uma questão de ‘game change’, muda o jogo no setor todo”, diz Douglas Coelho, da Radar Investimentos quando o assunto é a peste suína africana que já dizimou milhões de suínos na China, país que conta com o maior plantel mundial. A doença já se alastrou por toda a nação, vem se agravando e já acomete também outros países da Ásia, como Vietnã, Japão, Mongólia, Camboja. Partes da Europa também já registram casos.

Em uma manchete na sexta-feira, 26 de abril, o jornal norte-americano The Wall Street Journal alerta: Após devastar a China, peste suína africana ameaça se tornar global.  Com a possibilidade de chegar aos EUA, especialistas já fazem levantamentos dos impactos para o país. Um estudo do professor de economia Dermont Hayes, da Universidade Estadual de Iowa, mostra que no primeiro ano de um surto da doença em território norte-americano causaria uma perda financeira de US$ 8 bilhões para produtores de carne suína, US$ 4 bilhões para a indústria do milho e US$ 1,5 bilhão para a soja. De acordo com a Bloomberg, agentes federais norte-americanos apreenderam 454 toneladas de carne suína contrabandeada da China para o porto de Nova Jersey, a maior apreensão de produtos agrícolas do país. E estas operações ilegais, segundo especialistas, são os maiores riscos para ampliar a área de contágio pela doença.  No Brasil, o Ministério da Agricultura também alinhou seus trabalhos e intensificou as medidas para evitar o ingresso do vírus no país. “As ações de fiscalização foram intensificadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para evitar o ingresso no país do vírus da Peste Suína Africana (PSA), que afeta o rebanho chinês. A vigilância agropecuária internacional é de suma importância para proteger o rebanho brasileiro, observou o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, José Guilherme Leal”, disse uma nota da pasta. As mudanças causadas pela epidemia são bastante profundas e os impactos causados ainda podem levar anos para serem revertidos. A indústria de carne suína chinesa já sente severamente o quadro, uma vez que desde agosto de 2018 já foram abatidos mais de 1 milhão de animais, de acordo informações do escritório de veterinário do Ministério de Agricultura e Assuntos Rurais da China. “A produção de carne suína irá cair ainda mais, e os estoques ficarão muito restritos. Os preços do suíno vivo irão alcançar uma nova máxima histórica no quarto trimestre deste ano”, explica o representante do ministério chinês, Wang Junxun ao site local South China Morning Post. As últimas projeções do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) indicam que a China irá aumentar suas importações de carne suína em 33% este ano em relação ao anterior, com o volume total podendo chegar a 2 milhões de toneladas. Somente nos dois primeiros meses de 2019, as compras chinesas foram de 207 mil toneladas.

Desde 1º de agosto, quando os primeiros casos começaram a ser registrados, os futuros dos suínos negociados nas bolsas norte-americanas subiram mais de 30%. No mesmo período, as ações da brasileira JBS mais do que dobraram de valor. 

OIE e Bloomberg

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