CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 980 DE 25 DE ABRIL DE 2019

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Ano 5 | nº 980 | 25 de abril de 2019

NOTÍCIAS

Cotações mais “calmas” no mercado do boi gordo

O mercado está com maior equilíbrio e a pressão de alta observada nas últimas semanas perdeu força

No fechamento da última quarta-feira (24/4), das doze praças onde os preços mudaram, metade registrou alta e metade queda.  Embora o cenário de oferta reduzida prevaleça na maioria das praças, o escoamento da carne diminuiu nos últimos dias, fato que é normal para este período do mês e, com isso, os frigoríficos têm conseguido ajustar os estoques sem a necessidade de pagamentos acima das referências, o que estabelece maior equilíbrio nas cotações. Para o curto prazo, a expectativa é de qual será o apetite do varejo para repor os estoques de início de mês. Lembrando que já no início de maio teremos um feriado, ou seja, um dia a menos de abate e de negócios. Além disso, também vale pontuar, mais adiante, o Dia das Mães, data importante para a venda de carne.

SCOT CONSULTORIA

Como vai ficar o boi em outubro?

O boi deu um leve aquecida na abertura da semana, com as poucas unidades que não estavam com programação de abates saindo às compras. Era o esperado. Já na terça (23), quando tradicionalmente o mercado fica mais movimentado, a cotação perdeu força. A tela que todo mundo começa a observar, no pico da entressafra, o outubro ganhou 12%, ficando em R$ 160,25

No geral, e em São Paulo em particular, não há pressa para novas compras e também quem pode suportar suas contas segura o animal. Desse modo, a Agrifatto notou o boi comum paulista em Tupã, Amparo e Bady Bassit tudo em R$ 158/@, com Santa Cruz do Rio Pardo registrando negócios a R$ 1 acima. Na média do estado, a consultoria apontou R$ 158,27/@. Fora o boi China a R$ 160 e o Europa a R$ 162 em algumas praças. A Scot Consultoria veio com a mesma margem de preços da segunda, também em São Paulo, de R$ 157,50 à vista e R$ 158,50 no prazo. O consumo devagar costuma ficar mais devagar nos últimos dias do mês. E a oferta que deverá começar a chegar mais escalonadamente, já que há pastos de qualidade para até quase um mês, até que a entressafra dê as caras, poderá determinar o estágio da @. Outras praças Em Goiás, o mercado esfriou mais, até perdeu mais de 1%, apesar de algum movimento de bois vindo para compor escalas em São Paulo. Para Mato Grosso do Sul a primeira consultoria contabilizou média de R$ 145,43, também com perda média de pouco mais de R$ 0,50 de acordo com os últimos registros do Notícias Agrícolas. Pará, em R$ 140, foi outro estado que desinflou a @, perdendo R$ 2 sobre a semana passada.  O contrato de abril do B3, perto do vencimento, se ajustou e ficou alinhado ao mercado físico, em R$ 157,50. Maio ficou mais aquecido em 10%. Mas a tela que todo mundo começa a observar, no pico da entressafra, o outubro ganhou 12%, ficando em R$ 160,25.

PECUARIA.COM.BR

ECONOMIA

Com exterior ruim, dólar flerta com R$4 em meio a dúvidas

O dólar disparou ante o real na quarta-feira, fechando no maior patamar em quase sete meses e muito perto do nível psicológico de 4 reais, refletindo a percepção de que a reforma da Previdência pode enfrentar um caminho mais sinuoso pela frente

O dólar à vista BRBY terminou a sessão em alta de 1,63 por cento, a 3,9863 reais na venda. É o maior patamar de fechamento desde 1º de outubro do ano passado (4,0183 reais). Na máxima do pregão, a moeda bateu os 3,9950 reais. Na B3, a referência do dólar futuro DOLc1 subia 1,76 por cento por volta de 17h40, para 3,9910 reais. O real amargou o segundo pior desempenho global nesta sessão, só à frente do combalido peso argentino ARS=. Porém, a performance mais fraca do real nesta sessão se deveu a um ajuste de posições passada a esperada aprovação do texto da reforma da Previdência na CCJ —a primeira e teoricamente mais simples etapa dos trâmites.  “O mercado busca a segurança do dólar porque ainda vê um caminho ainda muito complicado para a reforma”, disse Thiago Silencio, operador de derivativos na CM Capital Markets. “O sentimento de que a vitória foi menos do governo agora gera grande dúvida sobre a capacidade do governo de convencer o Congresso a favor da reforma”, completou.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda com demora em tramitação da Previdência e ajustes no exterior

A bolsa paulista encerrou em queda na quarta-feira, pressionada por atrasos na tramitação da proposta de reforma da Previdência em relação à expectativa de aprovação neste semestre. O movimento também foi influenciado por tom negativo no exterior

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,92 por cento, a 95.045,43 pontos. O giro financeiro da sessão somou 14 bilhões de reais. “Na terça-feira, o mercado subiu forte apoiado na expectativa de aprovação do texto (da Previdência) na CCJ e hoje tivemos uma realização de lucros”, afirmou economista-chefe da consultoria independente de investimentos Levante, Felipe Bevilacqua. Na noite de terça, a CCJ da Câmara considerou, por 48 votos a 18, constitucional a proposta de reforma da Previdência do governo, após acordo para retirar trechos do texto. A proposta segue para comissão especial da Câmara. Na quarta-feira, a líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), admitiu que diante dos atrasos na tramitação da proposta está ficando “um pouco apertado” aprovar a reforma da Previdência no Congresso no primeiro semestre, mas destacou que ainda existe essa possibilidade.

REUTERS

Arrecadação federal cai 0,58% em março, em dado pior que esperado

A arrecadação do governo federal teve queda real de 0,58 por cento em março sobre igual mês de 2018, a 109,854 bilhões de reais, divulgou a Receita Federal na quarta-feira, em mais um dado que corrobora a fraqueza da retomada econômica

O resultado veio pior que a expectativa de 117,237 bilhões de reais, apontada por analistas em pesquisa da Reuters. Em apresentação entregue junto com os números, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia ressaltou que o nível de atividade econômica tem afetado negativamente a arrecadação federal. “O resultado da arrecadação em março veio abaixo da expectativa mediana de mercado, compensando resultado do mês anterior”, trouxe o texto. “Sondagem sobre Nova Previdência confirma percepção de que o setor privado está em compasso de espera”, acrescentou.

REUTERS

Brasil contraria expectativa e fecha 43.196 vagas em março em meio à lentidão econômica

O Brasil registrou fechamento líquido de 43.196 vagas formais de emprego em março, num resultado negativo que contrariou expectativas e foi puxado pela fraqueza no comércio, informou o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado na quarta-feira pelo Ministério da Economia

Em pesquisa da Reuters, a expectativa era de abertura de 79 mil postos no mês. O desempenho também representou uma piora ante o obtido no mesmo mês do ano passado, quando foram criadas 56.151 vagas. Em nota, o ministério da Economia justificou que o mês foi afetado por uma antecipação ocorrida em fevereiro, quando os dados surpreenderam positivamente. “Os setores que normalmente admitiam nesta época do ano anteciparam as contratações para fevereiro, e aqueles que demitiam concentraram as demissões em março. O fato provocou tendências opostas entre os meses”, disse. Dos oito setores pesquisados pelo Caged, o comércio respondeu pela pior performance em março, com fechamento de 28.803 vagas. Outros quatro setores ficaram no negativo, com destaque para agropecuária (-9.545 postos) e construção civil (-7.781). No acumulado do primeiro trimestre, foram abertos 164,2 mil empregos, na série sem ajustes, abaixo dos 195,2 mil postos de igual período do ano passado. Com a economia em ritmo lento de retomada e com as dispensas das vagas temporárias de fim de ano, a taxa de desemprego no Brasil subiu a 12,4 por cento no trimestre encerrado em fevereiro, conforme dados mais recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Refletindo o cenário de fraqueza econômica, o número de desempregados no período cresceu a 13,098 milhões de brasileiros.

REUTERS

PIB do agronegócio inicia 2019 com leve queda

PIB do Agronegócio brasileiro apresentou ligeira queda de 0,15% em janeiro de 2019, de acordo com pesquisas do Cepea

O PIB do Agronegócio brasileiro apresentou ligeira queda de 0,15% em janeiro de 2019, de acordo com pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Segundo pesquisadores do Cepea, a pequena retração está ligada ao resultado negativo observado para o ramo pecuário, de 0,6%, tendo em vista que o agrícola registrou estabilidade. Entre os segmentos do agronegócio, apenas o de insumos cresceu em janeiro, mantendo a tendência de alta já verificada em 2018. 

CEPEA/ESALQ

FRANGOS & SUÍNOS

Exportações de carne suína somam 29,4 mil toneladas na terceira semana de abril

Média diária de embarque foi de 2,1 mil toneladas

As exportações de carne suína in natura somaram 29,4 mil toneladas embarcadas na terceira semana do mês de abril. As remessas enviadas ao mercado externo movimentaram US$ 61,9 milhões no período. Com 14 dias úteis até a terceira semana, a média diária de embarque foi de 2,1 mil toneladas, média menor do que a apresentada em março que ficou em 2,5 mil toneladas por dia. Em relação ao mesmo período de 2018 a média cresceu 27%. Já o preço pago por tonelada registrou queda nesta semana. Até a semana passada o preço pago por tonelada era de US$ US$ 2120,00, caindo para US$ 2110,51. Mesmo com queda entre as semanas, o valor é 3,2% maior que o praticado em março. Em comparação com abril de 2018 houve valorização de 0,4%, naquele período o preço pago era de US$ 2102,28.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL

Altas de preços do frango em São Paulo

Os preços continuam firmes no mercado do frango

Nas granjas de São Paulo, houve alta de 1,4% nos últimos sete dias e a ave terminada está cotada em R$3,60 por quilo. No atacado, a valorização em igual comparação foi de 1,1%. A carcaça está cotada, em média, em R$4,60 por quilo. Para os próximos dias, espera-se um cenário de estabilidade nas cotações, mas com o mercado firme. 

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

Walmart criará cadeia de fornecimento de carne bovina angus

O Walmart disse na quarta-feira que vai entrar na indústria de carne bovina dos Estados Unidos, criando uma cadeia de abastecimento integral de carne angus, enquanto procura oferecer produtos de maior qualidade para os clientes na indústria intensamente competitiva de varejo.

A maior varejista do mundo disse que consultou vários pecuaristas para fornecer uma seleção de cortes de carne bovina angus, que serão vendidas em 500 lojas do Walmart em vários Estados do sudeste dos Estados Unidos.  “Uma vez que marcas limpas, rastreáveis e transparentes se tornam cada vez mais importantes para os clientes, planejamos entrar no setor de carne bovina”, disse Scott Neal, vice-presidente sênior de carnes do Walmart dos EUA. Os esforços do Walmart para buscar mais controle sobre sua cadeia de fornecimento vêm depois que iniciou a venda de carne bovina tipo angus em 2017. Uma porta-voz da empresa disse que o Walmart oferecerá seus produtos de carne angus a preços similares aos fornecidos por seus fornecedores terceirizados.

REUTERS

Surto de e.coli na carne moída se propaga em 10 Estados nos EUA

Mesmo antes da identificação da origem, empresa da Geórgia recolhe 113 toneladas de carne in natura

Um surto de “Escherichia coli” (E.coli) associado à carne moída se espalhou por 10 Estados norte-americanos, informou o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Segundo o órgão federal, 156 pessoas adoeceram em virtude das bactérias E.coli O103. Investigadores ainda tentam determinar a origem da carne bovina contaminada, mas não identificaram um fornecedor, distribuidor ou uma marca. De acordo com o CDC, este é o terceiro maior surto interestadual de E.coli em 20 anos. Apesar de a agência não ter identificado uma origem comum para a disseminação da doença, uma empresa com sede na Geórgia, K2D Foods, recolheu da rede varejista 113 toneladas de carne moída in natura por possível contaminação com a bactéria. O recall foi informado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Autoridades afirmaram que não há uma ligação definitiva entre a carne contaminada e o surto, e que mais testes são necessários para determinar se os dois estão relacionados. A agência disse, ainda, que nenhuma morte ou caso de infecção renal grave foram relatados.

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