CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 976 DE 18 DE ABRIL DE 2019

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Ano 5 | nº 976 | 18 de abril de 2019

NOTÍCIAS

Se colar, colou

O cenário mais observado no mercado do boi gordo é de preços firmes. As indústrias estão com dificuldade de compras e as escalas de abate estão relativamente curtas

Nas praças onde as cotações mudaram na última quarta-feira (17/4), houve mais ajustes positivos do que negativos. Entretanto, ao contrário do observado nas últimas semanas, em algumas praças as cotações estão mais frouxas, chegando a ocorrer desvalorização, como em São Paulo, por exemplo. Na praça paulista a referência para a arroba do boi gordo ficou em R$157,50 (17/4), à vista, livre de Funrural, uma queda de R$0,50 frente ao levantamento anterior (16/4). Durante essa semana as escalas de abates avançaram e permitiram aos frigoríficos trabalharem com ligeira “folga” para testar preços abaixo da referência. Mas vale ressaltar que negócios nestes menores patamares de preços ocorrem com dificuldade. Para o curto prazo o fluxo de negociações tende a ser menor em função do feriado que se aproxima. Diante disso os frigoríficos que estão mais “apertados” podem ofertar preços acima das referências para ter o que vender. Já aqueles que estão com escalas mais “folgadas” podem testar preços menores na estratégia do “se colar colou”.

SCOT CONSULTORIA

Sebo: viés de baixa perdeu força

O viés de baixa, observado desde o início de 2019, perdeu força, mas ainda é cedo para se falar em retomada de preço bovino

No Brasil Central, segundo levantamento da Scot Consultoria, o sebo bovino está cotado em R$2,20/kg, livre de imposto. Houve negócios acima da referência, porém, pontuais. Na região, o produto subiu 4,8% na comparação com abril de 2018. Já no Rio Grande do Sul, a gordura animal está cotada em R$2,25/kg. No estado, a demanda pelo produto está aquém da oferta e o mercado segue pressionado.

SCOT CONSULTORIA

Pará: melhora de um lado e piora do outro

Nas últimas semanas as chuvas ocorreram em bons volumes no Pará, inclusive chegando a atrapalhar os embarques de animais em algumas regiões

Isso tem garantido boa capacidade de suporte das pastagens, que, somada à maior firmeza do mercado do boi gordo, tem animado o recriador a buscar a reposição do rebanho com maior afinco. Quem está negociando a reposição hoje no estado se depara com dois cenários distintos. De um lado o poder de compra do recriador com o bezerro diminuiu desde o início do ano. Isso porque a cotação do animal de desmama valorizou 12,5% de janeiro até aqui, enquanto a cotação do boi gordo teve alta de 5,1% no mesmo período. Sendo assim, atualmente com a venda de um boi gordo com 16,5@, compra-se 1,91 bezerro de desmama (6@). No início do ano, compravam-se 2,05 bezerros. Por outro lado, a relação de troca com as categorias mais eradas melhorou para o recriador e invernista. Isso porque as cotações destas categorias tiveram valorizações menores frente à arroba do boi gordo. A troca com o boi magro, por exemplo, teve uma alta de 3,6% desde o início do ano e atualmente com a venda de um boi gordo (16,5@) compra-se 1,35 boi magro. Essa melhora na relação de troca com a categoria vem em um momento no qual as cotações no mercado do boi gordo, de maneira geral, estão aquecidas e as pastagens com boas condições. Como a categoria tem um giro rápido, isso pode trazer oportunidades para quem for negociá-las no curto prazo.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Imbróglio sobre Previdência empurra dólar a máxima em 3 semanas ante real

O dólar engatou a segunda alta consecutiva e fechou acima de 3,93 reais na quarta-feira, na máxima em três semanas, catapultado pela piora na percepção sobre a evolução da reforma da Previdência no Congresso.

A volatilidade implícita nas opções de dólar/real de um mês saltou a cerca de 13,5 por cento ao ano, maior patamar desde 1º de abril, num claro sinal do aumento do grau de incerteza no mercado. A cotação do dólar interbancário subiu 0,83 por cento, a 3,9343 reais na venda. É o maior patamar para um encerramento desde 27 de março (3,9545 reais). Na B3, a referência do dólar futuro tinha alta de 0,88 por cento, a 3,9415 reais. “A confusão política só piora. Então é difícil (o mercado) melhorar muito” no curto prazo, lamentou um operador de uma corretora. O mercado começou o dia com expectativa de que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados votasse ainda na quarta-feira a admissibilidade da reforma previdenciária. Mas a CCJ adiou o parecer, que pode ocorrer agora apenas na próxima terça-feira. Integrantes da oposição e até mesmo de legendas que têm simpatia pela reforma, como as do centrão, pressionavam pela mudança de pontos polêmicos. A divisa brasileira amargou, mais uma vez, o pior desempenho global nesta sessão, considerando 33 rivais do dólar. Em abril, o real está entre as moedas que mais perdem (sétima maior baixa), enquanto em 2019 ocupa a nona pior colocação na lista. O imbróglio sobre a reforma da Previdência coloca o real junto com o rand sul-africano na dupla de moedas (fora a lira turca) que mais tem registrado performance aquém do padrão histórico, especialmente em momentos de demanda por risco, segundo o Goldman Sachs. “A natureza do mercado de câmbio (do Brasil) mudou. O real deixou de ser moeda de carrego (que se beneficia de juros altos”, disse David Beker, estrategista do BofA.

REUTERS

Ibovespa fecha em baixa após adiamento de votação sobre Previdência

O Ibovespa fechou em queda na quarta-feira, minado pela repercussão negativa do adiamento de votação da proposta de reforma da Previdência em comissão na Câmara dos Deputados, enquanto Klabin avançou mais de 3 por cento após divulgar plano de expansão com investimento de 9,1 bilhões de reais

Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa caiu 1,11 por cento, a 93.284,75 pontos. O giro financeiro somou 34,5 bilhões de reais, em dia de vencimento dos contratos de opções sobre o Ibovespa e do índice futuro. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) adiou a votação da admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição que muda as regras das aposentadorias para discutir a retirada de pontos polêmicos da PEC. Com a decisão, o parecer sobre a admissibilidade da reforma pode ser votado na próxima terça-feira. “O adiamento mostra que o governo segue com muita dificuldade na articulação política”, disse o analista Régis Chinchila, da Terra Investimentos, citando que continua acompanhando a falta de apoio e possíveis mudanças no texto. “A preocupação e a cautela seguem em alta (no mercado) e ainda nem chegamos na comissão especial e muito menos no quanto teremos de economia com a reforma”, acrescentou. Representantes do governo ouviram reivindicações por mudanças em pontos da PEC para tentar garantir a aprovação do texto na próxima terça, mas nenhum acordo foi fechado. Wall Street tampouco ajudou, encerrando com os principais índices acionários no vermelho, enfraquecidos pelo declínio de ações do setor de saúde. O S&P 500 cedeu 0,2 por cento.

REUTERS

Petrobras anuncia aumento de 4,8% no preço médio do diesel

A Petrobras anunciou na quarta-feira um aumento de 4,8 por cento no preço médio do diesel em suas refinarias, após ter cancelado uma alta de 5,7 por cento no combustível na semana passada, em polêmica que envolveu o Presidente Jair Bolsonaro

Segundo o site da empresa, o valor médio do diesel nas refinarias a partir de quinta-feira será de 2,2470 reais por litro, ante de 2,1432 reais/litro até o momento, valor que vigorava desde 22 de março. O reajuste foi divulgado pelo site da Petrobras quase que simultaneamente a uma entrevista coletiva de seu Presidente, Roberto Castello Branco, na qual o executivo falou sobre o assunto. “O reajuste levou em consideração os mecanismos de proteção, através dos derivativos financeiros, e as variações de demais parcelas que compõem o Preço Paridade Internacional (PPI) com destaque para redução recente do frete marítimo”, justificou a estatal em comunicado. “A Petrobras reafirma a rigorosa observância do alinhamento de seus preços com a paridade internacional”, completou.

REUTERS

EMPRESAS

Tudo certo para o IPO da Athena no Chile

Depois de receber sinais positivos de investidores de Estados Unidos e Chile, a Athena Foods, subsidiária da brasileira Minerva, pode lançar o prospecto da oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na próxima semana, apurou o Valor

A empresa será listada na bolsa de Santiago. Procurada, a Minerva não comentou. Em esforços coordenados pelos bancos BTG Pactual e J.P. Morgan desde a semana passada, a proposta de abertura de capital da Athena foi apresentada a cerca de 35 investidores institucionais do Chile e aproximadamente 20 dos EUA. Conforme fonte a par do assunto, as conversas com os investidores – conhecidas no jargão do mercado como “pilot fishing” – dão segurança para o sucesso da oferta. A conjuntura, acrescentou a fonte, pesa a favor da Athena. Nos últimos dias, as ações dos frigoríficos listados na B3 (JBS, Marfrig, BRF e Minerva) foram impulsionadas pelo surto de peste suína africana na China. A doença pode reduzir a produção global de carne suína em 15%. Nesse cenário, os preços das carnes devem aumentar, beneficiando os exportadores da América do Sul. Esse é justamente o caso da Athena, subsidiária que reúne as operações da Minerva fora do Brasil. Com abatedouros de bovinos na Argentina, Paraguai, Uruguai e Colômbia, a Athena Foods faturou R$ 6,9 bilhões no ano passado, 40% da receita da Minerva. A expectativa da Minerva, conforme já indicado, é levantar entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão com o IPO da Athena, vendendo até um terço do capital. A maior parte dos recursos deverá ser usado para a empresa brasileira pagar dívidas. Para ter sucesso no IPO, a Athena deve ir à bolsa com um múltiplo (relação entre valor empresarial e Ebitda) melhor que o da Minerva – hoje, as ações da brasileira são negocias a um múltiplo próximo de seis vezes na B3. Em 2018, o Ebitda da Athena foi de US$ 143 milhões (cerca de R$ 560 milhões, ao câmbio de ontem). Se conseguir um múltiplo de seis vezes, a Athena seria avaliada em US$ 840 milhões (R$ 3,3 bilhões).

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Exportações de carne suína somam 20,7 mil toneladas embarcadas

Média diária ainda se mantém menor que a registrada em março

As exportações de carne suína in natura somaram até a segunda semana de abril 20,7 mil toneladas movimentando quse US$ 44 milhões. A média diária até o momento tem registrado um valor menor do que em março. A média dessas duas primeiras semanas ficou em 2,1 mil toneladas enquanto em março a média registrada foi de 2,5 toneladas.  Porém quando comparado ao mês de abril de 2018 a média está 25,6% maior. Por outro lado, o valor pago por tonelada cresceu na comparação com os dois períodos. Até a segunda semana a média de preço foi de US$ 2120,00 ante a US$ 2045,19 em março e US$ 2102,28 em abril de 2018. O crescimento foi respectivamente de 3,7% e 0,8%.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL

China alerta para alta nos preços da carne suína após vírus reduzir oferta

Os preços da carne suína na China devem subir 70 por cento no segundo semestre do ano, disse uma autoridade na quarta-feira, depois que dados mostraram que um surto de peste suína africana reduziu em 10 por cento no primeiro trimestre o número de animais no país, que detém o maior rebanho mundial de suínos

A produção de carne suína da China caiu 5 por cento nos primeiros três meses de 2019 e quedas muito maiores são esperadas nos próximos trimestres, disseram analistas, enquanto o país luta para conter a disseminação da doença. A previsão acontece enquanto Washington e Pequim tentam fechar um acordo para encerrar uma guerra comercial que pode incluir a compra pelos chineses de mais carne suína dos Estados Unidos para suprir o crescente déficit de oferta, disseram fontes à Reuters. “(A produção do) segundo trimestre terá uma queda acentuada em relação ao primeiro trimestre, e no terceiro trimestre poderá ser ainda maior”, disse Feng Yonghui, Analista-Chefe do site setorial Soozhu.com. Mas um grande declínio no rebanho significaria que a produção da carne mais popular do país continuará a cair drasticamente. O Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais informou na semana passada que o rebanho da China caiu 21 por cento em março em relação ao mesmo período do ano anterior. A peste suína africana – mortal em porcos, mas inofensiva para os seres humanos – tem se espalhado rapidamente pela China, que responde por cerca de metade da produção mundial de carne suína, desde um primeiro surto em agosto passado. Até 200 milhões de porcos poderiam ser abatidos ou morrer de infecção pela doença este ano, de acordo com o Rabobank, que estimou que a produção de carne suína pode em cair 30 por cento, embora outros analistas não esperem um impacto tão grande.

REUTERS

Febre suína pode causar perdas de 35% na China

Ainda não existe cura para a doença. A incidência da febre suína africana (ASF) pode causar perdas na produção chinesa de suínos de 25% a 35%

Foi isso que informou Christine McCracken, analista sênior de proteína do banco global Rabobank, em entrevista para o portal agriculture.com depois de que chegou à informação de que a doença afetará cerca de 150 a 200 milhões de porcos no país. Essa perda é pelo menos 30% maior que a produção anual de carne suína dos EUA e quase tão grande quanto a oferta anual de carne suína da Europa. Além disso, o Rabobank espera que as perdas de produção excedam 10% no Vietnã, o quinto maior país produtor de carne suína do mundo e um fornecedor significativo para a China. O banco indica também que haverá uma lacuna de oferta líquida de quase 10 milhões de toneladas no total de 2019 de oferta de proteína animal, o que aumentará os preços da fazenda e dos consumidores. “Inicialmente, havia muitos pontos de dados conflitantes e era difícil separar o fato da ficção. À medida que as evidências aumentaram e a magnitude das perdas ficou clara, conseguimos fornecer uma estimativa melhor da perda. É difícil lembrar de qualquer evento que tenha um impacto tão devastador na indústria de carne suína. Será quase impossível para a China encontrar proteína suficiente para preencher essa lacuna na oferta no curto prazo. Existem muitos obstáculos logísticos e não há estoque de proteína suficiente”, comenta ela.  De acordo com a especialista, o problema da China não vai desaparecer tão cedo e não há uma maneira fácil de controlar a doença e nem como evitá-la. 

AGROLINK

Mapa fará trabalho integrado com estados do NE para erradicar doenças como a peste suína clássica

Em reunião na tarde da quarta-feira (17), a Ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e o Governador do Piauí, Wellington Dias, decidiram realizar uma ação integrada entre o governo federal e os estados do Nordeste para instituir programas de erradicação da peste suína clássica e de outras doenças que ainda ameaçam a agricultura e a pecuária da região

Dias pediu à ministra investimento conjunto do ministério com as vigilâncias sanitárias estaduais para combater as doenças, e Tereza Cristina disse ter ficado feliz com o interesse demonstrado pelo governador. Uma reunião técnica será realizada nos próximos dias para dar início ao trabalho. O ministério já tinha a intenção de lançar até junho um programa de erradicação da peste suína clássica. Hoje, parte do Nordeste e da Região Norte são considerados área não livre da doença. No Nordeste, só Bahia e Sergipe são considerados livres de PSC, uma doença que não é transmitida aos humanos, mas obriga a vigilância sanitária a eliminar os focos da doença abatendo os rebanhos de áreas próximas à ocorrência. Foi publicada no mês passado no Diário Oficial da União a Portaria n° 40, que constituiu grupo de trabalho com o objetivo de elaborar a proposta do Plano Estratégico para a Erradicação da Peste Suína Clássica (PSC) nos estados de Alagoas, Amapá, Amazonas, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Roraima. Na semana passada, dois focos de peste suína clássica foram detectados em criações familiares no município de Lagoa do Piauí, a 42 quilômetros de Teresina. De acordo com o governador, cerca de 800 porcos tiveram que ser abatidos. De outubro a dezembro de 2018, foram encontrados 41 focos de PSC em 18 municípios do Ceará, levando ao abate de 2.600 suínos. A coordenação do grupo de trabalho do Mapa está a cargo do auditor fiscal federal agropecuário Abel Neto e conta com o assessoramento epidemiológico do professor Vitor Salvador Gonçalves, da Universidade de Brasília (UnB). Os demais componentes são da Agência de Defesa Agropecuária do Ceará (Adagri), do Sindicato das Indústrias de Suínos do Rio Grande do Sul (Sipsrs), da Associação Brasileira de Veterinários Especialista em Suínos do Ceará (Abraves/CE) e do Departamento de Saúde Animal (DSA), do Mapa.

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