CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 972 DE 12 DE ABRIL DE 2019

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Ano 5 | nº 972 | 12 de abril de 2019

NOTÍCIAS

Boi gordo: oferta restrita segue pressionando os preços

O mercado do boi está firme e foram registradas valorizações em cinco praças pecuárias na quinta-feira (11/4). As programações de abate pouco evoluem

Em Minas Gerais, por exemplo, as valorizações ocorreram nas regiões de Belo Horizonte e no norte do estado, cujas altas foram de 0,3% e 0,7%, respectivamente, no levantamento dia a dia. Desde do início do mês, a cotação da arroba no estado subiu, em média, 1,3%. No mercado atacadista de carne bovina com osso os preços também subiram na comparação dia a dia e o boi casado de animais castrados está cotado em R$10,38/kg. A margem de comercialização das indústrias que desossam está em 16,0%, valor abaixo da média histórica.

SCOT CONSULTORIA

BOI/CEPEA: preço da arroba do boi volta a superar o da carne

Pesquisas do Cepea apontam que desde o início deste ano, enquanto o Indicador do boi gordo ESALQ/B3 acumula alta de 3,32%

Pesquisas do Cepea apontam que desde o início deste ano, enquanto o Indicador do boi gordo ESALQ/B3 (à vista, mercado paulista) acumula alta de 3,32%, a carcaça casada do boi (também à vista, no mercado atacadista da Grande São Paulo) registra desvalorização de 1,4%. Isso porque, depois de sete meses, os valores médios da arroba do boi voltaram a fechar acima dos da carne. Entre setembro de 2018 e março deste ano, quando a carne vinha sendo comercializada a valores acima das verificadas ao boi, a maior diferença entre os preços, de 8,39 reais a favor da carcaça, foi verificada em dezembro/18, mês em que a arroba do boi gordo teve média de R$ 153,82 e a carne, de R$ 162,21 – as médias mensais estão em termos reais (foram deflacionadas pelo IGP-DI de março/19).  Já neste mês de abril, enquanto o boi gordo registra média de R$ 157,81, a carne é negociada a R$ 157,20, com pequena diferença de 0,61 real/@ a favor do boi. Essa inversão em abril, de acordo com pesquisadores do Cepea, é reflexo, sobretudo, do movimento entre o final do ano passado e começo de 2019, quando os preços da arroba subiram diante da oferta restrita de animais no campo, dos elevados volumes de exportação e também do ligeiro aquecimento na demanda interna.

CEPEA/ESALQ

Valor da carne bovina brasileira vendida para Hong Kong despenca

Valor do produto caiu quase mil dólares por tonelada no primeiro trimestre deste ano, pressionando receita dos exportadores

No primeiro trimestre deste ano, as exportações brasileiras de carne bovina recuaram quase 6% em receita quando comparadas com 2018, mesmo tendo registrado aumento no volume embarcado acima de 2,5% no período. Um dos principais responsáveis pela queda no faturamento do setor no primeiro trimestre foi o resultado negativo registrado nos embarques para Hong Kong, o segundo maior importador da commodity brasileira, atrás da China, de acordo análise de Carlos Massotti, trader internacional de carnes. Segundo Massotti, no primeiro trimestre de 2019, o preço médio da carne bovina exportada para Hong Kong girou em torno de US$ 3.270 por tonelada, o que significou um tombo próximo de US$ 1.000/tonelada, ou queda de quase 30% na comparação com o valor médio obtido pelo Brasil em 2018, de US$ 4.211/tonelada. Em volume, os embarques para Hong Kong também caíram no período trimestral, para um média mensal de 19 mil toneladas, ante a média mensal de 22 mil toneladas no ano passado, informa o trader. Na avaliação de Massotti, importadores de Hong Kong têm enfrentado “problemas para passar mercadorias para a China Continental”, obrigando alguns “compradores com fluxo de caixa negativo a manter os produtos no mercado local”, o que contribui para pressionar os preços da carne bovina importada para baixo.

PORTAL DBO

Mercado do boi gordo em Paragominas-PA

Em Paragominas-PA, a oferta de boiadas terminadas não acompanhou o ritmo da demanda e isso pressionou para cima os preços na última semana

O excesso de chuvas também atrapalhou o embarque dos animais na região, o que diminuiu ainda mais a disponibilidade de matéria-prima. Desde o início do mês, a arroba do boi gordo teve valorização de 2,8%. Na região, a arroba está cotada em R$145,00 a prazo, livre de Funrural. Na comparação semanal a alta foi de 2,1%. O diferencial de base em relação a praça de Araçatuba-SP está em -8,8%. Para a vaca gorda, a alta foi de 0,7% no período e a arroba está cotada em R$136,00 nas mesmas condições. Para as próximas semanas, mesmo com a entrada da segunda quinzena do mês, onde sazonalmente o consumo diminui, se a oferta de animais continuar reduzida, as cotações devem permanecer firmes.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Bolsa cai pelo 3º dia com cautela local e busca por proteção externa

O Ibovespa completou o terceiro pregão consecutivo de queda, marcado pela cautela dos investidores com o cenário político local e certa busca por proteção contra ativos de risco no exterior. O ajuste atingiu não só os ativos brasileiros negociados aqui, mas também na cena internacional, e as “blue chips” levaram o índice de volta à faixa dos 94 mil pontos no fechamento

Após ajustes, o Ibovespa teve queda de 1,25%, aos 94.755 pontos, depois de tocar os 94.173 pontos na mínima intradiária. O giro financeiro foi de R$ 8,8 bilhões, bastante abaixo da média diária negociada em 2019, de R$ 12 bilhões. É o nono pregão seguido — todos os de abril, até agora — em que o giro fica abaixo da média diária. Gestores e operadores creditam a queda das principais ações — bancos, Vale e Petrobras — a uma continuidade da cautela no mercado pela cena política no Brasil e por causa do exterior, onde o ambiente ainda é de preocupação em relação ao nível de crescimento global. Ainda no campo político, o Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou o Executivo, ao afirmar que falta organizar diálogo com os parlamentares pela aprovação da reforma. Ele disse que os agentes sabem da economia de R$ 1 trilhão pretendida pelo projeto da nova Previdência, mas que “o governo ainda não mostrou onde exatamente está essa economia”. Segundo esse analista, além do efeito local, o posicionamento recente dos bancos centrais na Europa e nos Estados Unidos, ainda inclinados a ver desaceleração as economias nessas regiões, mantém um nível a mais de preocupação entre investidores globais. “Não vejo nenhum efeito objetivo hoje, apenas um mercado que continua precificando o cenário político atual e a falta de suporte do movimento lá fora. A economia brasileira continua com um crescimento sofrível, mas vejo até certo exagero para a baixa de agora”, diz um gestor de um grande fundo paulista.

VALOR ECONÔMICO

Dólar fecha em firme alta

O dólar mais do que devolveu a queda da véspera ao fechar em firme alta ante o real na quinta-feira, impulsionado pelo ambiente menos amigável a moedas de risco no exterior e por sinais de que a articulação política do governo em prol da reforma da Previdência segue frágil e alvo de críticas

“A percepção do mercado é que a ampulheta virou”, disse Arnaldo Curvello, Sócio-Diretor na Ativa Wealth Management. “Você tinha todo o tempo a seu favor, com confiança no governo, boa vontade de todos. Mas agora está claro que estamos mesmo correndo contra o tempo”, acrescentou. Declarações do Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Ministro da Economia, Paulo Guedes, e do líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), geraram incômodo ao mercado. Por ora, agentes financeiros dizem que os debates no mercado ainda se restringem ao campo da desidratação da reforma, mas que à medida que o tempo passa e a comunicação do governo não melhora o risco é os preços começarem a se ajustar a um cenário de “não reforma”. O investidor estrangeiro, porém, segue mais cético. “Continuamos de lado em relação aos ativos brasileiros”, disseram estrategistas do Citi em nota a clientes. Os profissionais preferem evitar “potencial volatilidade do mercado” quando o texto da reforma previdenciária for debatido na comissão especial no Senado. Na quinta-feira, o movimento do câmbio local foi influenciado ainda pelo ambiente externo, onde várias divisas de risco perdiam terreno para o dólar. Com reação intensificada por questões idiossincráticas, o real teve o terceiro pior desempenho entre 33 pares do dólar, melhor apenas que lira turca e peso colombiano. O dólar à vista terminou em alta de 0,86 por cento, a 3,8570 reais na venda. Na véspera, a cotação havia recuado 0,78 por cento, para 3,8240 reais. A valorização desta quinta-feira é a mais intensa em cerca de duas semanas. E o patamar do dólar é o mais elevado desde sexta-feira da semana passada. Na B3, a referência do dólar futuro subia 0,80 por cento, a 3,8610 reais.

REUTERS

Economistas pioram expectativa para rombo primário em 2019 e 2020, aponta Prisma

Economistas pioraram suas expectativas para o desempenho das contas públicas neste ano e no próximo, estimando uma receita líquida mais baixa nos dois casos, conforme relatório Prisma Fiscal de abril, divulgado na quinta-feira pelo Ministério da Economia

Segundo a mediana dos dados coletados até o quinto dia útil deste mês, a expectativa para o déficit primário do governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência) passou a 100,456 bilhões de reais em 2019, acima dos 98,175 bilhões de reais projetados em março. A estimativa, contudo, segue longe da meta oficial de um déficit de 139 bilhões de reais para o ano. Para 2020, a expectativa dos economistas passou a ser de um rombo primário de 68,974 bilhões de reais, ante déficit de 68,406 bilhões de reais calculado no mês anterior. Neste caso, a meta fiscal ainda não foi definida, mas foi indicada pelo governo anterior, do ex-presidente Michel Temer, como um rombo primário de 110 bilhões. A nova equipe econômica decidirá a meta fiscal do próximo ano no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que deverá ser encaminhado ao Congresso Nacional até 15 de abril. Em relação à dívida bruta, a projeção ficou pior para 2019, a 78,20 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), sobre 78 por cento antes. Para o próximo ano, os economistas também elevaram a estimativa a 79,36 por cento do PIB, ante 79,24 por cento antes, destacou o Prisma.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Frango tem o melhor início de ano dos últimos tempos

Considerados os últimos quatro anos, foi em 2019 que o frango obteve o melhor dos “100 primeiros dias do ano”, completados ontem, 10 de abril.

E 2019 começou de forma pouco promissora, pois as diferenças em relação aos fraquíssimos resultados do ano anterior continuavam (pelo menos para o frango vivo) muito pequenas. Ou seja: somente o frango abatido dava sinais de reação porquanto a ave viva, sujeita a grandes descontos, chegou a ser comercializada por valor inferior ao de 2018. A situação começou a sofrer reversão no início de fevereiro, intensificou-se no mês de março e se estendeu até os primeiros dias de abril corrente quando a cotação do frango vivo se estabilizou nos atuais R$3,50/kg, valor nominalmente inédito para o setor. Melhor ideia do bom desempenho de 2019 é obtida ao analisar-se a cotação do frango vivo no primeiro e no centésimo dia do ano. Em 2016 o recuo entre um valor e outro foi de 6,67%; em 2017 a queda subiu para 15,25%; e no ano passado (o pior do quadriênio) o retrocesso foi de 18,52%. Já em 2019 o que se registrou foi uma variação – positiva e, sem dúvida, rara – de 20,69%. Isto sem contar que o valor médio dos 100 primeiros dias de 2019 foi quase 25% superior ao de idêntico período do ano passado. Com o frango abatido, a retomada começou nos meses finais de 2018. Sofreu breve refluxo em janeiro, mas prosseguiu nos dois meses seguintes. Assim, em vez de fechar os 100 primeiros dias de 2019 com um valor inferior ao do início do exercício (o que, aliás, teria sido ocorrência rotineira), obteve no período valorização superior a 5%. Além disso, na média do período, alcança valor 40% superior aos dos mesmos 100 dias do ano passado.

AGROLINK

SUÍNOS/CEPEA: china, hong kong e rússia impulsionam exportações

Exportações brasileiras de produtos suinícolas seguiram aquecidas em março

As exportações brasileiras de produtos suinícolas seguiram aquecidas em março, com o volume total escoado ao front externo registrando avanço de 1,8% frente ao mês anterior, segundo dados da Secex. Levantamento do Cepea apontou que esse desempenho está atrelado, principalmente, às maiores compras feitas por parte dos três principais parceiros comerciais do Brasil neste mercado: China, Hong Kong e Rússia – juntos, estes destinos responderam por 60% das vendas feitas pelo País. Enquanto em fevereiro as exportações totais de suínos foram de 53,3 mil toneladas, em março, avançaram para 54,3 mil toneladas. Ao considerar apenas a carne in natura, que correspondeu a 87,5% das vendas de produtos suinícolas feitas pelo País no último mês, o desempenho de fevereiro para março aumentou de forma mais significativa, passando de 45,7 mil toneladas para 47,4 mil toneladas, alta de 3,5%.

CEPEA/ESALQ

Mercado de frango firme

Apesar da pouca alteração nos preços durante a semana, as cotações no mercado de frango estão firmes

Nas granjas de São Paulo, a valorização na semana foi de 1,4%, com a ave terminada cotada, em média, em R$3,50/kg. No atacado, a carcaça segue comercializada em R$4,55/kg. O período do mês é favorável às vendas, o que deve manter os preços em movimento positivo no curto prazo. Nos primeiros 100 dias do ano o mercado apresentou recuperação. Nas granjas, a valorização no período foi de 20,7% e no atacado a alta foi de 5,1%SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

Aumento da demanda por carne bovina argentina no Japão

Os exportadores argentinos de carne bovina têm sido encorajados por comentários na maior feira de alimentos do Japão, que receberão pedidos regulares e grandes por seus produtos após a reabertura deste mercado potencialmente importante em julho de 2018

Expositores da Argentina disseram que tiveram uma recepção positiva na feira Foodex em março, onde importadores, donos de restaurantes e consumidores visitaram a primeira vitrine de carne do país na maior exposição de alimentos e bebidas da Ásia, realizada perto de Tóquio. Expositores do pavilhão argentino relataram que muitos participantes provaram sua carne pela primeira vez. A carne argentina foi proibida no Japão após os surtos de febre aftosa há mais de 15 anos. Antes da retirada da proibição, a Argentina só podia exportar carne tratada termicamente para o Japão. Agora, as exportações de carne bovina desossada, carne com osso e miúdos são possíveis, embora apenas na região sul da Patagônia, onde não há casos de febre aftosa desde 2001. Com as importações de carne bovina desossada refrigerada e congelada de todas as fontes, totalizando US $ 3,2 bilhões em 2017, os exportadores argentinos decidiram se tornar mais proativos em visar esse mercado. De acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, as exportações de carne bovina da Argentina para todos os destinos em 2019 devem aumentar em 15% com relação ao ano anterior, para 585.000 toneladas, uma alta de 10 anos. Um porta-voz do Instituto Argentino de Promoção da Carne Bovina (IPCVA), disse esperar que o início das importações de carne bovina da Patagônia seja o primeiro passo para que o restante do país tenha acesso ao mercado de carne bovina do Japão. Os produtores estão tentando aproveitar o mercado de alta qualidade do Japão, com cortes de filé mignon, olho de lombo, mandril, peito e topside. Desde que a proibição foi suspensa, o IPCVA organizou promoções em Tóquio, incluindo eventos para importadores, distribuidores e representantes de cadeias de hotéis e restaurantes de luxo, com mais planejado para este ano.

GlobalMeatNews.com

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