CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 971 DE 11 DE ABRIL DE 2019

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Ano 5 | nº 971 | 11 de abril de 2019

NOTÍCIAS

Mais um dia de alta para a arroba do boi gordo em São Paulo

A referência para a arroba do boi gordo em São Paulo subiu dia após dia nesta semana e no fechamento da quarta-feira (10/4) a cotação ficou em R$158,00, à vista, livre de Funrural

Considerando um intervalo de 30 dias, o preço da arroba do boi gordo subiu 3,6%. Ou seja, em um mês a cotação da arroba do boi gordo aumentou R$5,50. Isso quer dizer que um plantel de 300 cabeças de 18@ há 30 dias valia 30 mil reais a menos. Levando em consideração que o bom volume de chuvas manteve a oferta de capim em quase todo o país, provavelmente quem não precisava fazer caixa e optou por segurar os animais neste período teve resultados positivos, compensando as despesas de retenção. Analisando a disponibilidade de animais e a consequente dificuldade que os frigoríficos estão em andar com as escalas, a tendência é de que o preço do boi gordo siga firme nos próximos dias. Vale destacar que, como grande parte das programações têm sido preenchidas com lotes picados, o produtor que tiver boiadas grandes deve ter mais poder na negociação com o frigorífico, pelo menos enquanto os animais do primeiro giro do confinamento não chegam.

SCOT CONSULTORIA

Volume de bovinos vivos exportados aumentou em março

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 48,6 mil cabeças de bovinos vivos em março, com um faturamento total de US$31,80 milhões

Esse volume foi 7,6% maior que o embarcado em março do ano passado e 35,0% maior que fevereiro último. Durante o primeiro trimestre de 2019 os compradores de bovinos vivos foram Egito, que representou 40,9% do volume total exportado desde janeiro, seguido da Turquia (22,6%), Iraque (16,6%), Líbano (12,6%) e Jordânia (7,1%).

SCOT CONSULTORIA

Bolsonaro assume riscos para anistiar dívidas de ruralistas

Apesar de a Advocacia-Geral da União (AGU), Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e Receita Federal apontarem risco de crime de responsabilidade e restrições orçamentárias nas contas do governo, o Presidente Jair Bolsonaro deve mandar para o Congresso um projeto de lei para anistiar parte das dívidas bilionárias contraídas pelo setor de agronegócios com o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural)

Bolsonaro vem sendo pressionado por deputados da bancada ruralista e por produtores, que planejam um gigantesco protesto em Brasília, em maio, para cobrar seu compromisso de campanha feito com o setor, que o apoiou em peso nas eleições do ano passado. Intitulado “Verde e Amarelo”, o movimento espera reunir 50 mil produtores na feira Expo Brasília. Na última terça-feira, Bolsonaro avisou ao Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que mandará um novo projeto de lei em regime de urgência sobre o assunto. A conversa se deu durante a marcha dos prefeitos na capital federal, disse Maia ao Valor. Quando esteve no Ministério da Agricultura em fevereiro para tentar acalmar a ira do setor agropecuário com o fim das tarifas antidumping ao leite em pó europeu, Guedes inclusive disse pessoalmente para a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, ser totalmente contra a concessão de perdão das dívidas do Funrural, apurou o Valor. Agora, órgãos técnicos de governo passaram a alertar dos riscos de um projeto de remissão fiscal ferir o artigo 14 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que proíbe qualquer renúncia fiscal sem que o governo indique receita equivalente para cobrir o eventual rombo. E recomendam que, caso o Congresso aprove uma proposta de lei nesse sentido, o Presidente poderia incorrer em crime de responsabilidade fiscal, com pena de sofrer um processo de impeachment no futuro. Em audiência pública na Câmara, nesta semana, o procurador-adjunto da Dívida Ativa da União e FGTS da PGFN, Cristiano Neuenschwander, argumentou que a atual Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), veda a concessão de qualquer tipo de benefício fiscal em 2019. E o auditor fiscal da Receita, Marco Hubner, explicou que a proposta de uma anistia de dívidas do Funrural “entraria em choque” com a própria reforma da Previdência proposta pelo governo Bolsonaro, cujo texto atual proíbe remissões e anistias a contribuições sociais. A AGU também aponta dificuldades no projeto de Goergen, no entanto, sob orientação do Executivo, o órgão já busca alternativas nesse novo PL, a ser encaminhado por Bolsonaro, na tentativa de contornar essas resistências legais.

VALOR ECONÔMICO

ECONOMIA

Ibovespa fecha em queda com expectativas sobre Previdência e sem rumo de exterior

A bolsa paulista encerrou em queda na quarta-feira, depois de oscilar entre altas e baixas durante a sessão, com agentes do mercado aguardando novidades em relação à reforma da Previdência após parecer favorável do relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara na véspera após o fechamento do mercado

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,35 por cento, a 95.953,45 pontos. O giro financeiro somou 14,3 bilhões de reais. Para o analista Thiago Salomão, da Rico Investimentos, o mercado deve ficar sem rumo definido no curto prazo, em um movimento de cautela antes de definições mais concretas sobre a Previdência. “Observamos uma volatilidade muito grande no Ibovespa nos últimos dias, decorrente de especulações sobre a reforma. A falta de notícias do dia deixa o mercado sem uma direção certa e a cautela acaba falando mais alto”, afirmou. Na quarta-feira, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou estar otimista quanto à aprovação da reforma da Previdência pelo Congresso de um texto que gere economia de 1 trilhão de reais em dez anos, acrescentando que os parlamentares poderão fazer cortes no texto. Do front externo, os principais índices acionários de Wall Street encerraram sem uma direção única, na esteira de dados benignos de inflação dos Estados Unidos e após a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve em linha com as expectativas do mercado.

REUTERS

Dólar cai ante real com exterior e expectativa de fluxo ao Brasil

O dólar fechou no menor patamar em cerca de três semanas frente ao real na quarta-feira, terminando abaixo de um importante suporte técnico, num pregão de fraqueza da moeda norte-americana no exterior

O real esteve entre as seis moedas de melhor desempenho ante o dólar nesta sessão, numa lista de 33 pares da divisa norte-americana. O dólar à vista caiu 0,78 por cento, a 3,8240 reais na venda. É o nível mais baixo desde 21 de março (3,8001 reais). O declínio percentual foi o mais forte desde 1º de abril, quando a cotação cedeu 1,00 por cento. Com a queda desta quarta, o dólar fechou abaixo da média móvel de 200 dias, de 3,8441 reais. A moeda norte-americana vinha mostrando dificuldades para cair abaixo desse nível. Na B3, a referência do dólar futuro cedia 0,64 por cento, a 3,8310 reais. “Tudo conspirou para a queda do dólar ontem”, disse Cleber Alessie, operador de câmbio da H.Commcor. Ele citou os fracos dados de inflação nos EUA e a ata do Federal Reserve —que reforçaram expectativas de juro estável nos Estados Unidos pelos próximos meses. “Até o IPCA mais alto, em termos técnicos, ajudou, porque limita aposta de queda de juro no Brasil”, afirmou, referindo-se a uma interrupção da queda do diferencial de juros entre o Brasil e o mundo, o que tem pesado sobre o real nos últimos anos. O mercado também segue atento a expectativas de fluxo. O grupo siderúrgico e de mineração CSN voltou ao mercado de crédito com emissão de 1 bilhão de dólares em duas partes, em estratégia para alongar vencimentos de dívida, informou na quarta-feira o IFR.

REUTERS

Inflação tem maior nível para março em 4 anos e supera centro da meta em 12 meses

A inflação oficial brasileira acelerou a alta com força em março e registrou o maior nível para o mês em quatro anos, levando o acumulado em 12 meses a superar o centro da meta oficial pela primeira vez desde outubro

Em março, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,75 por cento, depois de ter subido em fevereiro 0,43 por cento, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. Esse é o nível mais alto do índice desde junho de 2018 (1,26 por cento) e o mais forte para o mês de março desde a taxa de 1,32 por cento registrada em 2015. Com isso, o índice acumulado em 12 meses passou a registrar avanço de 4,58 por cento, sobre 3,89 por cento no mês anterior, o que representa o maior nível desde fevereiro de 2017 (4,76 por cento). Assim, o IPCA supera o centro da meta oficial de inflação do governo para 2019, de 4,25 por cento pelo IPCA, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. É a primeira vez que isso acontece desde outubro do ano passado, quando o objetivo era de 4,5 por cento. Em março, a pressão veio de alimentos e transportes, que juntos representam 43 por cento das despesas das famílias e responderam por 80 por cento do índice do mês. Os preços de alimentação e bebidas aceleraram a alta a 1,37 por cento, de 0,78 por cento em fevereiro, com os alimentos para consumo no domicílio subindo 2,07 por cento e tomate (31,84 por cento por cento), batata-inglesa (21,11 por cento), feijão-carioca (12,93 por cento) e frutas (4,26 por cento) pesando. Já os custos de transportes aumentaram 1,44 por cento em março, deixando para trás a queda de 0,34 por cento no mês anterior. O avanço de 3,49 por cento nos preços dos combustíveis foi o principal responsável pelo resultado, com a gasolina custando 2,88 por cento a mais. A inflação de serviços, por sua vez, desacelerou levemente com taxa de 0,32 por cento, de 0,39 por cento em fevereiro.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Mercado de suínos reage em março e preço na granja sobe 10%

As cotações também se valorizaram no atacado; movimento foi gerado pela menor disponibilidade de animais prontos para abate

O mercado de suínos apresentou forte reação em março. Segundo levantamento feito pela Scot Consultoria, o preço médio nas granjas paulistas foi de aproximadamente R$ 85 por arroba, alta superior a 10% ou alta de quase R$ 8 quando comparado com a média de fevereiro. No atacado, a carcaça se valorizou mais de 8%. O movimento está relacionado à menor oferta de animais prontos para abate.

SCOT CONSULTORIA

Um cataclismo sanitário jamais visto

A China é responsável por cerca de 50% do consumo global de carne suína e, de acordo com os analistas do banco holandês Rabobank, a produção do país pode diminuir 20%. A tendência é que a doença, que está se espalhando e já atingiu Vietnã, Tibete e África do Sul, movimente as placas tectônicas da indústria global de carnes, alterando o fluxo de comércio por pelo menos três anos, afirmou o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni

Na entrada da frigorífico da JBS na pequena Greeley, no Estado americano do Colorado, os corredores que levam ao interior da indústria são decorados com quadros de bandeiras indicando os países para os quais a unidade, que abate 5 mil cabeças de gado diariamente, embarca cerca de 30% da produção. Ao que tudo indica, a bandeira vermelha da China será cada vez mais relevante, não só em Greeley, mas nas quase 200 unidades da JBS nos quatro cantos do mundo. Com um faturamento de mais de R$ 180 bilhões por ano, a companhia brasileira julga estar em posição privilegiada para atender as necessidades de um país que passa por um cataclismo sanitário. Desde agosto passado, os chineses sacrificaram mais de 1 milhão de suínos infectados pelo vírus de peste africana. “Nunca vi nada parecido do ponto de vista de potencial impacto em uma região tão relevante na produção de uma proteína”, afirmou, em entrevista a jornalistas, o CEO da JBS USA, André Nogueira. O executivo da gigante de alimentos destacou que não apenas a JBS, mas todo o setor sentirá mudanças na demanda de carne bovina, suína e de frango. Em recente relatório, o Bank of America (BofA) avaliou que as brasileiras JBS e BRF são as mais bem posicionadas entre as empresas nacionais para enfrentar esse cenário de maior demanda. BRF e JBS são, respectivamente, as duas maiores agroindústrias de carne suína do país. Marfrig e Minerva, também listadas na bolsa, só produzem carne bovina. Como não haverá oferta suficiente para abastecer a perda da produção chinesa de carne suína, as outras proteínas serão beneficiadas, sustentaram os executivos da JBS.

https://www.valor.com.br/agro/6206935/um-cataclismo-sanitario-jamais-visto

VALOR ECONÔMICO

China pedirá a processadores de carne teste para vírus da PSA

Testes devem iniciar no dia primeiro de maio

O Ministério da Agricultura da China afirmou na quarta-feira que irá pedir a processadores de carne suína que trabalham com o produto in natura para que testem para a presença do vírus da peste suína africana a partir de 1º de maio. Os procedimentos mais rígidos vêm após o vírus ter continuado a se espalhar pelo maior rebanho de suínos do mundo, sendo frequentemente encontrado em produtos alimentícios. O vírus é inofensivo para humanos, mas pode ser transmitido a outros porcos através do consumo de sobras de alimentos que não foram adequadamente processados. A doença geralmente é fatal para porcos. Os processadores deverão ser inspecionados e mostrar certificados que atestem que os produtos suínos comprados, incluindo carne importada, não contêm o vírus, disse o comunicado publicado no website do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais. Departamentos de supervisão dos mercados provinciais organizarão amostras de produtos suínos para checar pelo vírus, acrescentou a nota. A China reportou 116 surtos da peste suína africana desde que a doença foi detectada no último mês de agosto, apesar de muitos acreditarem que os números reais são muito piores que os oficialmente divulgados.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL

EUA cancelam evento por medo de epidemia de peste suína africana

Segundo conselho norte-americano, a chance disseminação da doença é “insignificante”, mas o órgão optou pela prevenção

O Conselho Nacional de Produtores de Carne Suína dos Estados Unidos (NPPC, na sigla em inglês) cancelou sua Exposição Mundial de Carne Suína em 2019, que seria realizada em Des Moines, capital de Iowa, em junho. A entidade disse que a medida é uma “cautela” para evitar qualquer possibilidade de epidemia de peste suína africana no país. Em compensação, a NPPC disse que o risco de disseminação da doença no plantel norte-americano é “insignificante”, mas pondera que a prevenção deve ser superior ao risco. Produtores de carne suína dos Estados Unidos estão pressionando legisladores para que mais agentes de inspeção sanitária sejam mobilizados para trabalhar em portos norte-americanos, em um esforço para evitar a entrada da peste suína africana no país. Membros do NPPC se reuniram com deputados e senadores nesta quarta-feira em Washington e pediram a liberação de recursos para a contratação de mais 600 agentes para a Alfândega e Proteção de Fronteiras. A CBP emprega atualmente 2.400 fiscais agrícolas, e disse ao NPPC que um total de 3.000 seria um número ideal para cuidar de aeroportos e outros portos de entrada, afirmou a veterinária chefe do conselho, Liz Wagstrom. A fiscalização contra a entrada ilegal de carnes já está mais rigorosa. Em março, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) anunciou planos de treinar mais 60 equipes de cães farejadores para trabalhar em portos norte-americanos. A doença está dizimando o plantel de suínos na China. De acordo com estimativa do Rabobank, a produção chinesa de carne suína pode cair entre 25% e 35% este ano.

Estadão Conteúdo

INTERNACIONAL

Argentina exportará 15% mais carne bovina este ano

Em 2019, a produção de carne bovina na Argentina permanecerá a mesma que no ano anterior, mas as exportações crescerão 15%, com uma queda no consumo interno

Isso foi projetado pelos técnicos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Buenos Aires, que previram neste ano estabilidade no rebanho argentino, de mais de 53,8 milhões de cabeças. O abate alcançaria 13,3 milhões de cabeças, contra 13,4 milhões em 2018. A produção de carne totalizaria 3 milhões de toneladas em 2019, contra 3,05 milhões de toneladas no ano anterior. As exportações de carne bovina somariam 585 mil toneladas de peso de carcaça, um volume de 77 mil toneladas ou 15% maior que 2018 e quase o dobro das colocações de 2017. “Devido à significativa desvalorização do peso em 2018, a posição competitiva dos preços da carne bovina argentina melhorou nos mercados globais”, disse o relatório. O consumo interno de carne bovina atingiu 2.415 milhões de toneladas, contra 2.542 milhões em 2018. A China continuará a ser o principal solicitante da carne bovina argentina. Entre agosto e janeiro, 65% das colocações foram enviadas para a China e Hong Kong. O USDA destacou as possibilidades de crescimento dos embarques após o retorno ao mercado norte-americano no final do ano passado.

El Observador

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