CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 970 DE 10 DE ABRIL DE 2019

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Ano 5 | nº 970 | 10 de abril de 2019

A cotação da arroba do boi gordo está subindo

O cenário de valorização da cotação da arroba do boi gordo observado em março se mantém neste início de abril. Na média de todas as praças pesquisadas pela Scot Consultoria, as cotações subiram 0,5% desde 1/4

A pouca oferta de boiadas e o aumento da demanda de início de mês são fatores que explicam a firmeza do mercado. No fechamento da última terça-feira (9/4), onde houve variações nas referências, todas foram positivas. Destaque para São Paulo que teve valorização pelo segundo dia consecutivo. A referência para a arroba do boi gordo ficou em R$157,50/@, à vista, livre de Funrural. Essa firmeza do mercado físico impactou o mercado futuro, trazendo otimismo nos últimos dias para os contratos de abril, que até o fim de março estavam precificados próximos a R$155,00/@ e hoje estão próximos de R$157,00/@. Com as pastagens ainda permitindo a retenção das boiadas, na maior parte do país, no curto prazo esse cenário de oferta regulada não deve sofrer alteração, o que tende a manter as cotações da arroba sustentadas.

SCOT CONSULTORIA

Governo pediu para Congresso votar fim do passivo do Funrural, diz FPA

Informação foi transmitida pela Ministra Tereza Cristina, em reunião com a bancada ruralista, na terça-feira (9/4)

O governo pediu para colocar em votação o projeto de lei que extingue o passivo do Fundo de Apoio ao Trabalhador Rural (Funrural), disse na terça-feira (9/4), o deputado Alceu Moreira (MDB-RS), Presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA). Moreira afirmou ter recebido essa informação da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que participou da reunião semanal da bancada ruralista, em Brasília (DF). “O Presidente Bolsonaro disse para o Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que é para colocar o projeto do Funrural em votação na Câmara dos Deputados. Não sei qual é o projeto que ele está colocando, tem mais de um lá. Mas, de qualquer maneira, o que ele está colocando é que ele quer honrar com o compromisso que ele estabeleceu”, afirmou o parlamentar. Tramita na Câmara dos Deputados um projeto (PL 9252/2017) do deputado Jerônimo Goergen (Progressistas-RS) que, na prática, elimina o passivo do Funrural, livrando o setor agropecuário do pagamento da dívida, estimada em R$ 17 bilhões. Baseado em uma resolução do Senado, o texto se baseia em decisões anteriores do próprio Supremo, que haviam considerado o passivo inconstitucional. O Vice-Presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), deputado Sérgio Souza (MDB-PR) avaliou que a informação transmitida pela ministra Tereza Cristina sinaliza um alinhamento do governo com a pauta do agronegócio. Sobre a eventual renúncia fiscal com a extinção do passivo do Funrural, Souza disse acreditar que o Executivo fez as contas antes de pedir a apreciação da proposta. “Ele (Bolsonaro) sinalizar que o governo vê isso com bons olhos, provavelmente o governo fez as contas e deve tirar isso de algum outro lugar para que não haja renúncia fiscal”, afirmou o deputado.

REDAÇÃO GLOBO RURAL

Sebo: depois das quedas, preços estão estáveis em abril

Após as baixas no primeiro trimestre o mercado de sebo começou abril com os preços andando de lado

Vale ressaltar que a pressão de baixa menos intensa do que o registrado há algumas semanas não indica necessariamente uma reversão de mercado. Os vendedores têm conseguido regular a oferta à demanda, o que colabora com o cenário atual, de preços estáveis. No Brasil Central e no Rio Grande do Sul, a gordura animal está cotada em R$2,20/kg e R$2,25/kg, respectivamente, livre de imposto. Há negócios ocorrendo abaixo da referência, ou seja, mesmo que a pressão de baixa tenha perdido força, o mercado segue pressionado.

SCOT CONSULTORIA

RS inicia vacinação contra aftosa no próximo dia 1 de maio

De acordo com a Secretaria de Agricultura do Estado, cerca de 12,5 milhões de animais, entre bovinos e búfalos, deverão ser imunizados este ano

O Rio Grande do Sul iniciará a vacinação contra febre aftosa no próximo dia 1 de maio, segundo nota divulgada hoje pela Secretaria de Agricultura do Estado. De acordo com a pasta, cerca de 12,5 milhões de animais, entre bovinos e búfalos, deverão ser imunizados este ano. A estimativa é de que 300 mil propriedades estejam envolvidas no processo, cuja meta é atingir uma cobertura vacinal superior a 90%. “Estamos iniciando o processo de divulgação do calendário para que nossos produtores se programem para vacinar o rebanho e garantir que nosso Estado fique livre desta grave doença”, afirma o Secretário Covatti Filho em nota. Em 2018, ambas as etapas (maio e novembro) superaram 97% de cobertura. O governo gaúcho lembra, ainda, que a vacinação desse ano será realizada com redução na dosagem de aplicação, de 5 ml para 2 ml. A vacina passou a ser bivalente, permanecendo a proteção contra os vírus tipo A e O (removido tipo C) e a sua composição modificada com intuito de diminuir as reações vacinais. Os produtores deverão comprovar a vacinação através da apresentação da nota fiscal de compra e declaração do quantitativo de animais vacinados nas inspetorias ou escritórios de Defesa Agropecuária.

PORTAL DBO

Exportação de couro chega no maior nível dos últimos cinco anos

Segundo a Secretária do Comércio Exterior (Secex), em março o Brasil exportou 47,5 mil toneladas de couro

Este foi o maior volume embarcado desde março de 2014, quando o país exportou pouco mais de 48 mil toneladas. Entretanto, em relação a março de 2018, o faturamento teve retração de 17,8%. Com a demanda pelo produto final patinando no mercado interno, e a maior concorrência no exterior, o mercado do couro verde segue com os preços baixos. De qualquer maneira, o bom volume de couro exportado em março é um resultado positivo para o setor e pode colaborar com uma retomada de preço ou, ao menos, limitar as baixas.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Cautela sobre Previdência e fraqueza no exterior fazem Ibovespa recuar mais de 1%

O Ibovespa encerrou em queda de mais de 1 por cento na terça-feira, pressionado pela cautela dos investidores diante da falta de notícias sobre a reforma da Previdência, em dia também de fraqueza nas principais praças no exterior

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,11 por cento, a 96.291,79 pontos. O giro financeiro somou 12 bilhões de reais. Para Rafael Bevilacqua, Estrategista Chefe da consultoria independente de investimentos Levante, a falta de avanços sobre a Previdência fez o índice seguir a fraqueza dos mercados externos. “A falta de notícias faz o mercado reagir de forma negativa. Foi um movimento de cautela diante da tensão existente entorno do andamento da proposta”, afirmou. A Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) da Câmara se reuniu na terça-feira para o relator, deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), apresentar seu parecer sobre a admissibilidade do texto que altera as regras de aposentadoria dos brasileiros. A comissão aprovou um requerimento de inversão de ordem dos trabalhos, manobra que diminui o leque de movimentos de obstrução da oposição na terça-feira. No front externo, Wall Street encerrou no vermelho, em meio a temores sobre uma desaceleração econômica depois que o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu estimativa para o crescimento econômico global em 2019. O recuo também foi influenciado por incertezas comerciais após o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmar que os Estados Unidos vão impor tarifas de importação sobre 11 bilhões de dólares em produtos da União Europeia.

REUTERS

Dólar fecha em alta ante real

O dólar fechou em leve alta frente ao real na terça-feira, num pregão marcado pela limitada oscilação da moeda norte-americana, diante da ausência de novas notícias sobre a reforma previdenciária, além de variações contidas também nos mercados de câmbio no exterior

O dólar à vista BRBY subiu 0,13 por cento, a 3,8542 reais na venda. Na B3, a referência do dólar futuro DOLc1 tinha leve alta de 0,09 por cento, a 3,8590 reais. Sem grandes catalisadores no mercado local, operadores seguiram as limitadas variações das moedas no exterior, um dia antes da divulgação da ata do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA). A postura mais acomodatícia do Fed tem ajudado a sustentar algumas divisas de risco nos últimos meses, mas o câmbio emergente sofreu depreciação recentemente, diante do entendimento de que o discurso de paciência do BC norte-americano na política monetária deriva de piora das perspectivas gerais para a economia. O Morgan Stanley acredita que, como um todo, o cenário é favorável a moedas emergentes, mas no caso do real o aumento do risco de implementação da reforma das aposentadorias joga contra o câmbio no curto prazo. Por isso, estrategistas do banco se dizem “neutros” na moeda brasileira e estimam dólar de 3,85 reais ao fim deste segundo trimestre.

REUTERS

FMI reduz projeção de crescimento do Brasil para 2019 e cita necessidade de reformas

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a estimativa de crescimento da economia brasileira em 2019, citando a necessidade de cortes de gastos com funcionalismo público e da reforma da Previdência para conter as crescentes despesas

Mas o organismo melhorou a projeção para a taxa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, em meio a uma inflação em torno do centro da meta e à queda nos spreads desde outubro. Em seu relatório Perspectiva Econômica Global divulgado na terça-feira, o FMI cortou a projeção de crescimento do PIB em 2019 para 2,1 por cento, contra taxa de 2,5 por cento prevista em janeiro. Para 2020, a expectativa é de que economia crescerá 2,5 por cento, contra 2,2 por cento da estimativa anterior. Os números para 2019 estão mais otimistas que os do mercado financeiro. A mais recente pesquisa Focus, do Banco Central, mostrou que analistas e economistas esperam que o PIB cresça 1,97 por cento neste ano —quatro semanas atrás, essa estimativa era de 2,28 por cento. Para 2020, a expectativa do mercado é de expansão de 2,70 por cento, melhor que a do FMI. No último Relatório Trimestral de Inflação (RTI), o BC piorou sua projeção de crescimento do PIB em 2019 a 2,0 por cento, contra 2,4 por cento antes. Já o Ministério da Economia revisou sua estimativa para baixo em meados de março, passando a enxergar um avanço de 2,2 por cento na atividade neste ano. “A principal prioridade (do Brasil) é conter o aumento da dívida pública, garantindo simultaneamente que as despesas sociais necessárias permaneçam intactas”, diz o FMI em seu relatório. Mas a entidade ressaltou ser “necessário um maior ajuste logo, particularmente na forma de corte de gastos com folha salarial do setor público e com aposentadorias”, visando conter o aumento das despesas e garantir programas sociais aos mais vulneráveis.

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Empresários mantêm cautela e indicador antecedente de emprego tem forte queda em março, diz FGV

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) teve forte queda em março e foi ao menor nível em cinco meses, com maior cautela dos empresários, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na terça-feira

O IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, caiu 5,8 pontos e chegou a 93,5 pontos no mês, menor nível desde outubro de 2018. “O resultado negativo do IAEmp em março reforça a leitura feita no mês anterior de que os empresários estavam se tornando mais cautelosos após um período de aumento do otimismo”, disse o economista da FGV Rodolpho Tobler, em nota. “O ajuste expressivo das expectativas, devolvendo cerca de três quartos da melhora observada ao final de 2018, sugere que o ritmo esperado de contratações continuará lento e gradual”, completou. Por sua vez o Indicador Coincidente de Emprego (ICD), que capta a percepção das famílias sobre o mercado de trabalho, ganhou 2,0 pontos, para 94,1 pontos. O comportamento do ICD é semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto menor o número, melhor o resultado. “O aumento do Índice Coincidente do Desemprego (ICD), mantendo-se em patamar elevado, retrata a situação ainda difícil do mercado de trabalho”, completou Tobler. No trimestre até fevereiro, a taxa de desemprego no Brasil voltou ao patamar de meados do ano passado ao subir para 12,4 por cento, sendo que o país voltou a ter mais de 13 milhões de desempregados, segundo dados do IBGE.

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EMPRESAS

Minerva obtém aprovação para IPO de Athena Foods no Chile

A exportadora de carne bovina Minerva informou na terça-feira que autoridades chilenas aprovaram registro da Athena Foods como companhia aberta, liberando o andamento da oferta pública inicial de ações (IPO) da subsidiária na bolsa de Santiago

A Minerva informou ainda que detentores de bônus com vencimentos em 2026 e 2028 da empresa aceitaram exclusão da Athena Foods da posição de garantidora dos títulos. A aceitação ocorreu mediante pagamento de 7,50 dólares para cada 1.000 dólares em principal dos títulos. A Minerva disse que a aceitação foi de 85 por cento. A companhia afirmou ainda que o conselho de administração aprovou proposta de redução do capital social da Minerva de 1,115 bilhão de reais para cerca de 115 milhões, a ser submetida à assembleia de acionistas. A redução vai ser feita para absorver prejuízos acumulados pela empresa, afirmou a Minerva, acrescentando que a redução ocorrerá sem cancelamento de ações. Com isso, a conta de perdas acumuladas pela companhia passará a ser de cerca de 398 milhões de reais.

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Marfrig acirra disputa por hambúrguer do McDonald’s

À frente das operações da fábrica de hambúrguer de Várzea Grande (MT) há pouco mais de uma semana, a Marfrig Global Foods acirrou a competição pelas contas das grandes redes de fast food. O Valor apurou que a companhia está em tratativas avançadas para se tornar, no médio prazo, o maior fornecedor do McDonald’s no Brasil

Com cerca de 970 restaurantes no país, a rede que faz o Big Mac consome, mensalmente, 3 mil toneladas de hambúrguer, de acordo com duas fontes. Segundo estimativas de mercado, o produto fornecido para o McDonald’s sai por aproximadamente R$ 13 por quilo. O contrato anual, portanto, é de mais de R$ 450 milhões. A reportagem apurou que a Marfrig se estrutura para fornecer 70% da demanda da rede de restaurantes – o que deve render mais de R$ 300 milhões anuais. Para tanto, a companhia conta com as boas relações de seu fundador, Marcos Molina, com o empresário Woods Staton, Presidente da Arcos Dourados, a master franqueadora do McDonald’s na América Latina. A Marfrig já fornece o produto às lojas da rede na Argentina e no Uruguai. Atrair a Marfrig também é do interesse do McDonald’s, para diversificar o rol de fornecedores e conferir maior poder de barganha nas negociações para a aquisição da principal matéria-prima da rede. Procurada pelo Valor, a Marfrig não comentou. Também procurado, o McDonald’s respondeu, em nota, que “não confirma as informações”. Com a Marfrig no páreo, a JBS deixará de reinar absoluta no mercado de hambúrguer – a empresa dos Batista fabrica o produto em Lins (SP) e Campo Grande (MS). Desde 2017, a JBS é fornecedora exclusiva de hambúrguer ao McDonald’s no Brasil. Naquele ano, a companhia desbancou a BRF, que até então fornecia parte do hambúrguer da rede. Para a Marfrig, a aposta em hambúrguer é uma maneira de aproveitar melhor os cortes do dianteiro bovino. Em geral, há sobra desses itens no Brasil, o que leva os frigoríficos a exportar a preços baixos para destinos como Egito. Na fábrica de Várzea Grande, que está em fase de habilitação para fornecer ao McDonald’s, o contrato deve significar uma redução substancial da ociosidade. A unidade pode produzir 5,8 mil toneladas por mês, mas só vinha produzindo hambúrguer com as marcas Sadia e Perdigão – cerca de 50% da capacidade total.

VALOR ECONÔMICO

JBS faz recall de carne moída nos EUA por contaminação por plástico

A JBS está fazendo recall de 21 toneladas de carne moída nos Estados Unidos, pela possibilidade de contaminação com pedaços de material estranho, como plástico duro, informou o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA)

O recall envolve 43.292 libras de carne bovina moída produzidas em 20 de março na unidade da JBS em Plainwell, no Estado do Michigan. A carne foi comercializada para varejistas de Michigan e Wisconsin. Segundo a agência, o problema foi descoberto pela JBS por meio da reclamação de dois consumidores, que constataram a presença de plástico duro verde no produto. O USDA relatou, ainda, que não houve relatos confirmados de reações adversas por causa do consumo desses produtos.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Foco de peste suína clássica é confirmado no Piauí

O Ministério da Agricultura confirmou ontem, em nota técnica, um foco de peste suína clássica no município de Lagoa do Piauí, no Estado de Piauí

O caso levou o município a decretar estado de emergência zoossanitária também ontem. A doença foi registrada em uma propriedade de criação familiar de subsistência (sem vínculos com estabelecimentos comerciais ou de reprodução) e ocasionou a morte de sete leitões com menos de três meses. Segundo o ministério, o foco ocorreu fora da zona livre de peste suína clássica reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Dessa forma, não há risco de que o país perca seu reconhecimento internacional de livre da doença. O diagnóstico foi confirmado por um laboratório federal de Defesa Agropecuária de Minas Gerais. De acordo com o ministério, estão sendo adotados os procedimentos para eliminação do foco, incluindo sacrifício dos suínos da propriedade afetada e investigações clínico-epidemiológicas em rebanhos próximos. Desde outubro de 2018, outros 44 focos de peste suína clássica foram confirmados no Ceará, que também não integra a zona livre de peste suína clássica do Brasil. O ministério informou que a peste suína clássica, também conhecida como cólera suína, é uma doença viral contagiosa que afeta somente suínos domésticos e selvagens e não oferece riscos à saúde humana, nem a outras espécies animais.

VALOR ECONÔMICO

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