CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 968 DE 08 DE ABRIL DE 2019

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Ano 5 | nº 968 | 08 de abril de 2019

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo especulado

Normalmente sexta-feira é um dia com menor movimentação, as indústrias aproveitam para especular o mercado e testar preços abaixo da referência

Entretanto, a oferta de boiadas está limitada, o que mantém o mercado com os preços sustentados e deixa pouco espaço para testes. Dos últimos trinta dias, a cotação do boi gordo subiu 3,0% em São Paulo, considerando o preço à vista, livre de Funrural. No estado, há negócios sendo realizados acima da referência, o que evidencia a dificuldade das empresas em compor as escalas de abate. Com a perspectiva de melhora do escoamento (devido ao recebimento dos salários) e com parte dos frigoríficos com as escalas enxutas, para o curto prazo a expectativa é de que o mercado siga com os preços firmes.

SCOT CONSULTORIA

Sudeste Asiático, a nova fronteira para a carne brasileira

As empresas querem chegar onde os consumidores estão, e no mercado de carnes um desses “Eldorados” é o Sudeste Asiático. Segundo estudo da consultoria alemã Roland Berger, o consumo de carnes nos 12 países da região, que atualmente respondem por 8% da demanda mundial – que somou 356,8 milhões de toneladas em 2018 -, deverá crescer 2,6% ao ano até 2023, acima do ritmo global, previsto em 1,13%.

Não é de hoje que o Brasil vem flertando com esse mercado, tão promissor como pouco conhecido. O volume de exportações brasileiras de carne bovina para o Sudeste Asiático alcançou cerca de 42 mil toneladas em 2017, que geraram receita de US$ 141 milhões. No ano passado foram 55,8 mil toneladas, ou US$ 187,8 milhões. “Embora o mercado já tenha sido descoberto, ainda é pouco explorado”, afirmou Gerson Charchat, sócio da Roland Berger para indústrias de agribusiness, consumo e varejo para América Latina. De acordo com a consultoria, o volume e a receita das exportações brasileiras para os 12 países do Sudeste Asiático, onde vivem 630 milhões de pessoas, têm potencial para crescer 300% até 2021 em relação aos resultados de 2017. Segundo Charchat, o desafio pode ser menor que o enfrentado pelo Brasil para avançar na China, onde vivem 1,4 bilhão de habitantes. Em 2017, o volume das exportações brasileiras de carne bovina ao Sudeste Asiático correspondeu a 19% do que foi vendido ao mercado chinês. Em receita, foram 15%. No hall das proteínas de origem animal, a carne bovina é hoje a mais importada pelos países do Sudeste Asiático, que não têm tradição de produzir gado de corte. A fatia é de 49% do total das compras. Em seguida vêm a carne de frango (28%) e a carne suína (21%). Em relação ao consumo total de carne na região, que foi de 27,2 milhões de toneladas em 2018, as importações representaram 17%.

https://www.valor.com.br/agro/6201289/sudeste-asiatico-nova-fronteira-para-carne-brasileira

VALOR ECONÔMICO

Bahia: melhora no poder de compra do recriador com o bezerro

Desde o final do ano passado a estiagem na Bahia prejudicou as pastagens e a procura por negócios com a reposição foi menor desde o início do ano

Tanto que as cotações do bezerro de desmama (6@) andaram de lado no primeiro trimestre e as cotações do bezerro de doze meses (7,5@) desvalorizaram 4,7%. Entretanto, com o passar dos meses o cenário se alterou. No oeste do estado as chuvas em março caíram em bons volumes, inclusive chegando até a dificultar os embarques de bovinos em algumas regiões. Essa retomada das chuvas na região e, consequentemente, melhoria dos pastos podem aumentar a demanda por reposição e dar maior ritmo para o mercado no curto prazo. De janeiro até aqui a arroba do boi gordo desvalorizou menos do que o preço do bezerro de doze meses (7,5@), por isso o recriador que optou por fazer a troca hoje terá maior poder de compra frente aquele que girou o estoque no começo do ano. Em janeiro, com a venda de um boi gordo comprava-se 1,77 bezerros de doze meses. Hoje com essa mesma relação compra-se 1,83, ou seja, melhora de 3,3% no poder de compra do recriador. Entretanto, com as demais categorias (boi magro, garrote e desmama) o cenário é oposto com piora na relação de troca para o pecuarista que planeja repor seu plantel.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Ibovespa sobe na sessão e acumula alta de cerca de 1,8% na semana

A bolsa paulista fechou em alta na sexta-feira, beneficiada pela visão otimista do mercado quando ao movimento de articulação da reforma da Previdência por parte do governo e viés benigno no exterior

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,83 por cento, a 97.108,17 pontos, de acordo com dados preliminares. Na semana, o índice acumulou alta de 1,78 por cento. O giro financeiro somou 12,19 bilhões de reais. “O governo tem se mostrado empenhado em defender a reforma da aposentadoria e isso tem motivado os mercados”, afirmou Jefferson Laatus, sócio fundador do Grupo Laatus. Na sexta-feira, os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), defenderam a necessidade de uma reforma da Previdência e de o presidente Jair Bolsonaro tomar à frente no processo de comunicar a proposta e articular sua aprovação no Parlamento. No mesmo evento, o ministro da Economia, Paulo Guedes, evitou especular quando a reforma será aprovada, mas disse não ser inteligente do ponto de vista político deixar a medida para o segundo semestre. Bolsonaro afirmou que o governo espera que a proposta seja aprovada da forma que foi enviada pelo Executivo, mas que “com toda certeza” será modificada pelo Congresso Nacional. O otimismo quanto às negociações comerciais entre EUA e China impulsionaram as principais praças no exterior, com Wall Street encerrando em alta, também ajudada por uma redução dos temores de uma desaceleração do crescimento global após dados fortes de emprego dos EUA.

REUTERS

Dólar cai 1,1% ante real na semana com mercado menos tenso sobre Previdência

O dólar fechou sexta-feira em alta moderada frente ao real, mas acumulou queda na semana, refletindo a melhora da percepção de risco relacionada à articulação do governo com o Congresso em torno da reforma da Previdência

A moeda norte-americana avançou 0,40 por cento nesta sessão, a 3,873 reais na venda, com investidores recompondo posições buscando proteção antes do fim de semana. “Essa compra defensiva é um movimento típico, porque nunca se sabe o que pode sair com o mercado fechado. Mas de forma geral o cenário melhorou”, disse Jaime Ferreira, Diretor de câmbio da Intercam. Na B3, a referência do dólar futuro tinha alta de 0,52 por cento no fim da tarde desta sexta-feira, a 3,8790 reais. Mas no acumulado da semana o dólar cedeu 1,08 por cento, depois de ter subido 0,34 por cento e 2,14 por cento nas duas semanas anteriores, respectivamente. Parte desse movimento foi ditada pelos investidores estrangeiros, que entre segunda e quinta-feira venderam na B3, em termos líquidos, o equivalente a 2,662 bilhões de dólares na forma de contratos de dólar futuro, cupom cambial e swap cambial. partidos políticos em favor da reforma”, disse a BB Investimentos em nota a clientes. Reunidos nesta sexta-feira em evento em Campos do Jordão (SP), os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), defenderam a necessidade de uma reforma da Previdência e de Bolsonaro tomar à frente no processo de comunicar a proposta e articular sua aprovação no Parlamento.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Exportações de carne suína do Brasil caem em março, mas sobem no 1º tri, diz ABPA

As exportações de carne suína do Brasil atingiram 54,8 mil toneladas em março, queda de 5,6 por cento ante igual período de 2018, informou na sexta-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

Segundo a ABPA, a receita com as exportações, que englobam tanto as carnes in natura quanto as processadas, somou 106,6 milhões de dólares no mês, 7,8 por cento a menos que em março do ano passado, quando 58,1 mil toneladas representaram receita de 115,7 milhões de dólares. A associação informa ainda que a China foi a maior importadora no período, com 13,023 mil toneladas, ou 24 por cento do mercado, levemente acima de Hong Kong, com 12,852 mil toneladas. Ambos os países asiáticos enfrentam as consequências de um surto de peste suína africana desde agosto, quando o primeiro caso da doença, fatal para porcos, foi registrado na China, que possui o maior rebanho de suínos do mundo.

REUTERS

Frango: ABPA não vê risco na relação com mercado islâmico

Para entidade, abertura de escritório brasileiro em Jerusalém não terá impacto negativo no comércio com os países árabes

Questionada sobre possíveis efeitos que a abertura do escritório do Brasil em Jerusalém teria sobre a comércio de frango nacional com o mundo árabe, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) disse que o setor exportador segue confiante nas sólidas relações com os mercados importadores islâmicos. “Especialmente, em relação à manutenção do trabalho de complementaridade existente entre as exportações brasileiras e as indústrias locais, em prol da garantia de oferta de alimentos aos países islâmicos”, disse a ABPA em nota. A ABPA ainda destacou que o Brasil é o maior produtor e exportador de carne de frango halal do mundo, que segue os preceitos islâmicos. No ano passado, os embarques da proteína halal alcançaram 1,966 milhão de toneladas. As primeiras exportações brasileiras foram direcionadas exatamente para os mercados árabes, em 1976. “São relações duradouras que, estamos convictos, continuarão em expansão”, acrescentou a entidade.

ESTADÃO CONTEÚDO

Santa Catarina segue com alta nas exportações de carne suína

Maior produtor nacional de carne suína, SC continua expandindo seus mercados internacionais

O mês de março foi marcado pela alta nos embarques para a China, a retomada do mercado russo e o crescimento nas vendas para o Japão. Como resultado, o estado exportou 29,7 mil toneladas de carne suína, faturando mais de US$ 57,8 milhões – um aumento de 13,4% em relação ao mesmo período de 2018.  “Hoje 55% das exportações brasileiras de carne suína têm origem em Santa Catarina”, ressalta o Secretário da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa. No último mês, Santa Catarina exportou 29,7 mil toneladas de carne suína, 16,2% a mais do que no ano anterior e 6,3% a mais do que em fevereiro. As exportações geraram receitas que passam de US$ 57,8 milhões, uma alta de 13,4% em relação a março de 2018 e de 10,3% na comparação com fevereiro. A China segue como o maior comprador da carne suína produzida em Santa Catarina e a tendência é de que as compras aumentem ainda mais nos próximos meses. Em março, 40% das exportações catarinenses do produto foram para abastecer o mercado chinês. No último mês, os chineses compraram 12 mil toneladas de carne suína, gerando receitas de mais de US$ 23,8 milhões – um aumento de, respectivamente, 23,6% e 21% em relação a março de 2018. Aos poucos, a Rússia retoma as importações de carne suína, que ficaram suspensas de novembro de 2017 a novembro de 2018. No último mês, esse foi o quarto maior destino para o produto catarinense, com 1,86 mil toneladas e US$ 4,7 milhões de faturamento. Lembrando que o mercado russo já foi o principal comprador da carne suína catarinense, chegando a 102,1 mil toneladas em 2017. O grande destaque do mês de março foi o Japão, que ampliou as compras em 208,5%. Santa Catarina exportou 1,4 mil toneladas para aquele país no último mês. De janeiro a março de 2019, Santa Catarina respondeu por 54% das exportações brasileiras de carne suína. Foram 83,2 mil toneladas embarcadas, um crescimento de 18% em relação ao mesmo período de 2019. Em faturamento o crescimento é de 9%, chegando a US$ 157,4 milhões.

AGROLINK COM INF. DE ASSESSORIA

Estabilidade no mercado de suínos

O preço do cevado nas granjas paulistas se manteve estável durante a primeira semana de abril e está cotado, em média, R$82,00/@

As indústrias estão repondo seus estoques mais lentamente, de acordo com a demanda, o que mantém os preços sustentados, mas não resulta em valorizações. No atacado, o preço do suíno também continuou estável, e ficou cotado, em média, R$6,45/kg. O consumo mais contido colabora com os preços estáveis, porém, em curto prazo, não são descartadas valorizações nos preços já que é esperada uma melhora no consumo de início de mês.

SCOT CONSULTORIA

Reabertura dos EUA para carnes do Brasil será muito difícil

A avaliação é de Alcides Torres, diretor da Scot Consultoria, durante Encontro de Confinamento e Recriadores

A pressão de pecuaristas junto ao Congresso dos Estados Unidos é a maior dificuldade apontada pelo Diretor da Scot Consultoria. O mercado está fechado desde junho de 2017 por causa de problemas relacionados a reações à vacina de febre aftosa. “Vai ser difícil reabertura do mercado norte-americano de carnes, porque existe um lobby da associação de produtores locais que não quer nem saber de concorrência”, disse Torres, durante Encontro de Confinamento e Recriadores da Scot Consultoria, em Ribeirão Preto (SP). Ele lembrou que a associação local de pecuaristas encaminhou ao Presidente Donald Trump um manifesto com várias críticas à fiscalização sanitária da carne brasileira. O documento foi enviado na ocasião da visita do Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, a Trump, há duas semanas, na qual negociaram a possível reabertura para importações da proteína animal. “No manifesto dizem que aqui tem fiscal corrupto, lembraram a Operação Carne Fraca e nossas falhas. Nossos negociadores vão ter que dizer que isso é passado, que medidas foram tomadas, que o dinheiro foi recuperado, enfim, vai ser difícil”, explicou. “É claro que é positiva a ida do presidente (Bolsonaro) lá e a vinda da comissão ao Brasil (para avaliar o setor). Mas não são favas contadas”, concluiu.

ESTADÃO CONTEÚDO

INTERNACIONAL

Após o recorde de 2018, o volume de exportação de carne bovina dos EUA caiu

Vindo de um pico recorde no ano passado, as exportações de carne bovina dos Estados Unidos caíram 1% em janeiro em relação ao mesmo período do ano passado, embora o valor das vendas tenha aumentado em 3%, com a demanda do Japão e da Coreia do Sul permanecendo alta, segundo estatísticas do USDA. compiladas pela US Meat Export Federation (USMEF)

As exportações para o maior comprador, o Japão, aumentaram em 8% com relação ao ano anterior, para 25.925 toneladas, no valor de US $ 167 milhões, um aumento de 12%. As exportações de miúdos para o Japão, principalmente para as línguas, foram especialmente fortes, subindo 36% em volume, para 4.645 toneladas, e valor, para US $ 31,4 milhões. Janeiro foi o primeiro mês completo em que concorrentes de exportadores de carne bovina dos EUA receberam alívio tarifário no Japão sob o Acordo Compreensivo e Progressivo para Parceria Trans-Pacífico (CPTPP), com a taxa de importação caindo de 38,5% para 27,5% em 30 de dezembro de 2018. Essa diferença aumentará ainda mais em 1º de abril, quando a taxa para os países do CPTPP caiu para 26,6%. As exportações de carne bovina para a Coreia do Sul aumentaram 4% em janeiro para 17.900 toneladas, com um aumento de 10%, para US $ 134,3 milhões, acima de um ano recorde em 2018. A carne bovina americana desfruta de uma vantagem tarifária sob o Acordo de Livre Comércio entre EUA e Coreia (KORUS), com a taxa de importação caindo de 40% para 18,7% desde que a KORUS foi implementada em 2012. As taxas são de 24% para carne bovina australiana e 26,6% para carne bovina canadense. A carne bovina dos EUA está se beneficiando de várias novas tendências na Coreia, incluindo restaurantes de bife de preço médio (também populares no Japão), inclusão de cortes de carne bovina como chuckeye e short plate em kits vendidos no varejo e pelo comércio eletrônico. uma gama mais ampla de cortes de carne bovina dos EUA em estabelecimentos de churrasco coreanos. As exportações totais de carne bovina dos EUA no mês foram de 104.766 toneladas, queda de 1%, mas o valor ainda aumentou 3%, para US $ 642,3 milhões. O valor exportado por cabeça abatida recuou em relação ao ritmo de 2018, com média de US $ 284,86, queda de 3% em relação ao ano passado. As exportações de janeiro representaram 12,2% da produção total de carne bovina e 9,7%, apenas para cortes musculares, ante 12,4% e 10,1% em janeiro de 2018.

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