CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 966 DE 04 DE ABRIL DE 2019

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Ano 5 | nº 966 | 04 de abril de 2019

 ABRAFRIGO NA MÍDIA

Abrafrigo critica ação ‘punitiva’ de fiscais federais em frigoríficos

A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) emitiu nota repudiando a ação de um fiscal federal agropecuário no frigorífico Big Boi, de Maringá (PR)

Conforme a Abrafrigo, o abate foi interrompido pelo fiscal na terça-feira, 2, numa “ação intempestiva”. Para a associação, fiscais federais agropecuários estão “exorbitando suas funções, preocupados única e exclusivamente em punir as empresas ao ponto de inviabilizar economicamente as atividades de muitas delas”.  “Ao invés de termos um órgão público nos auxiliando e orientando, temos uma fiscalização nas indústrias que atua somente como rival dos empreendedores”, afirmou, na nota, o Presidente da Abrafrigo, Péricles Salazar. Ele informou, ainda, que levou o problema à Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, porque, no seu entender, os fiscais nas plantas de abate “estão travando a atividade empresarial com abuso de autoridade”. “Não existe qualquer tipo de atitude proativa por parte deles. Preocupam-se unicamente em prejudicar a atividade econômica e até mesmo inviabilizá-la.”

ESTADÃO CONTEÚDO/DINHEIRO RURAL/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/PORTAL TERRA/GLOBO RURAL/PORTAL DBO

NOTÍCIAS

Oferta limitada mantém mercado do boi com preços sustentados

Em algumas regiões a oferta de boiadas segue limitada, o que mantém o mercado com os preços firmes. É o caso do Sul da Bahia, por exemplo

Na região, o preço do boi gordo subiu 2,0% na comparação com o fechamento de ontem (2/4). Atualmente, a arroba está cotada, em média, R$152,50, a prazo, livre de Funrural. Além dessa praça, no fechamento do mercado do boi gordo desta quarta (3/4) foram registradas mais duas altas e três baixas. Apesar da dificuldade em compor as escalas de abate, até o momento, em 2019, a demanda no mercado interno não tem melhorado como o esperado, mesmo nas primeiras quinzenas dos meses, quando normalmente há um acréscimo do consumo. Ou seja, a alta na arroba pode ser mais consistente se o consumo ajudar.

Scot Consultoria

Mapa vai atualizar normas de controle e erradicação do Mal da Vaca Louca

Brasil é classificado com risco insignificante para a doença junto à OIE

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) criou comitê que vai revisar as normas para vigilância, controle, erradicação, certificação e emergência sanitária do Mal da Vaca Louca e todas as formas de Encefalopatias Espongiformes Transmissíveis (que incluem seres humanos), com as atualizações do Código Terrestre de Animais da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Também serão modernizadas as análises laboratoriais para diagnóstico da doença. O grupo foi criado pela Portaria 44 . Além de integrantes do Ministério o comitê terá pesquisadores de universidades. As ações imediatas do comitê serão a análise dos pedidos de atualização da legislação do programa do ministério para a doença e inclusão de novas descobertas e conhecimentos sobre as encefalopatias. 

MAPA

Custo de produção da pecuária de corte tem alta no primeiro trimestre de 2019

O Índice de Custo de Produção da Pecuária de corte de alta tecnologia calculado pela Scot Consultoria subiu em março, frente a fevereiro, 0,5%

As altas dos preços dos suplementos minerais, dos combustíveis e dos alimentos concentrados pesaram sobre o indicador. No primeiro trimestre de 2019 o indicador acumula alta de 1,6%. Na comparação anual a alta é de 4,5%. Em curto e médio prazos, no entanto, a expectativa é de preços mais frouxos para o milho, com a proximidade da colheita da segunda safra.

SCOT CONSULTORIA

Exportações de gado vivo estão menores

Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o Brasil exportou 36,0 mil cabeças de bovinos vivos em fevereiro deste ano

O faturamento total foi US$ 22,3 milhões. Na somatória do primeiro bimestre de 2019 as exportações somaram 73,6 mil cabeças de gado, volume 24,9% menor comparado com o mesmo período de 2018. A Turquia, que representou 70,3% do total exportado no ano passado, diminuiu suas compras e para o primeiro bimestre a quantidade total exportada ao país foi de 7,8 mil cabeças, frente a 69,8 mil exportadas em igual período de 2018. Apesar do início de ano lento, há expectativas positivas em relação aos novos mercados que estão sendo abertos para a exportação de bovinos vivos. Desde o início do ano a abertura já foi concretizada com a Malásia, em janeiro, e Cazaquistão, em março. Isso traz benefícios ao mercado já que aumenta a oportunidade de negociações com uma maior parcela de países.

Scot Consultoria

ECONOMIA

Ibovespa fecha em queda

A bolsa paulista encerrou em queda na quarta-feira, com o Ibovespa tocando mínimas da sessão durante a tarde, em reação de cautela de agentes do mercado diante de discussões intensas sobre a reforma da Previdência em audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) com o ministro da Economia, Paulo Guedes

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,94 por cento, a 94.491,48 pontos, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro somou 13,94 bilhões de reais. Na máxima da sessão, principal índice de ações da B3 subiu 1,1 por cento. No pior momento, recuou a 94.124,40 pontos. Para Nicolas Takeo, analista da corretora Socopa, o mercado vinha acompanhando o movimento de alta do mercado externo e teve uma reação imediata às tensões durante a aguardada audiência na CCJ. Já na primeira hora de duração da audiência, Guedes recebeu duras críticas à proposta previdenciária apresentada pelo governo federal e conflito acalorado entre as partes necessitou que o Presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), interviesse na discussão com os parlamentares membros da Comissão.

REUTERS

Dólar fecha em alta

O dólar ensaiou cair pelo quinto pregão consecutivo na quarta-feira, mas o clima tenso na CCJ enquanto o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendia a reforma da Previdência alimentou busca por segurança e levou a moeda norte-americana a fechar em alta frente ao real

O dólar à vista subiu 0,57 por cento, a 3,8787 reais na venda. Na máxima, alcançada na parte da tarde, enquanto Guedes falava na comissão, a cotação subiu 0,60 por cento, para 3,8800 reais. O real teve desempenho pior que vários de seus pares emergentes, como lira turca, rand sul-africano e peso mexicano. Na B3, a referência do dólar futuro apreciava 0,51 por cento, a 3,8800 reais. Em aguardada audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na Câmara dos Deputados, Guedes ouviu de parlamentares duras críticas à proposta de mudança das regras para aposentadorias, rebateu questionamentos sobre o modelo chileno e ironizou ao dizer que a Venezuela estaria melhor. “Fala mais alto do que eu”, provocou o Ministro. Já na primeira hora de participação, foi necessário que o Presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), interviesse após aumento da tensão entre Guedes e parlamentares integrantes da comissão.  “Os ativos deram uma ‘realizada’ (pioraram o sinal), mas muito por causa da reação dos parlamentares do que por algo que foi de fato dito”, disse o operador de uma corretora em São Paulo. Analistas técnicos lembram que o dólar tem operado em torno de sua média móvel de 200 dias e que tem tido dificuldades para cair e se manter abaixo desse patamar. É um claro sinal da falta de conforto com a venda de dólar aquém dos atuais patamares, evidência da maior percepção de risco.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

CEO da BRF diz que Brasil pode vender de 200 mil a 300 mil toneladas a mais para China

A processadora de alimentos BRF disse na quarta-feira que o Brasil vai elevar as exportações de carne suína para China, onde o surto de febre suína é um “evento transformacional” para indústria global de carnes

O Presidente-Executivo da BRF, Pedro Parente, disse em uma conferência em São Paulo que a oferta adicional do Brasil à China depende de fábricas em outros Estados brasileiros que não Santa Catarina serem certificadas. Ele disse que o Brasil pode vender mais 200 mil a 300 mil toneladas de carne suína por ano para o país asiático.

REUTERS

BRF vai suspender abate de aves em fábrica no Paraná

A BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, informou na quarta-feira que vai suspender por até cinco meses o abate de frangos na fábrica em Carambeí (PR) a partir do final de maio. A companhia citou necessidade de gestão de oferta

A interrupção nos abates vai começar em 27 de maio e a BRF afirmou que a demanda pelos produtos da unidade poderá ser atendida por outras fábricas da companhia. “A decisão reforça a estratégia já anunciada de manter os estoques em níveis adequados para a operação da companhia, ao mesmo tempo em que priorizará gestão da oferta para assegurar o equilíbrio do sistema produtivo”, afirmou a BRF em comunicado à imprensa. A empresa afirmou que já começou a negociar com sindicato alternativas para manutenção dos postos de trabalho e que “todos os termos contratuais vigentes serão honrados junto aos atuais produtores da região”.

REUTERS

África do Sul ameaça elevar tarifa de importação de frango

A África do Sul, sócia do Brasil no Brics, poderá aumentar para 82% a tarifa de importação sobre a carne de frango se decidir atender à demanda dos produtores locais para proteger seus negócios contra a concorrência brasileira

A expectativa é que um órgão do governo encarregado de comércio exterior responda ainda neste primeiro semestre se de fato as taxas – atualmente em 12% para o peito de frango e em 37% para coxa e sobrecoxa – serão elevadas. De acordo com compromissos que assumiu na Organização Mundial do Comércio (OMC), a África do Sul pode elevar de forma expressiva essas alíquotas, e uma eventual decisão nesse sentido deve atingir todos os exportadores. Mas o Brasil pode sair mais prejudicado por ser o maior exportador do produto para o mercado da Africa do Sul. Os produtores locais acionaram o governo alegando que o Brasil exporta a preços muito baixos e que, com isso, estaria “matando” não apenas a indústria local, mas ameaçando a saúde dos consumidores por causa de riscos de salmonela. Já a Associação de Importadores da África do Sul sustenta que, se o governo aumentar a tarifa, a população mais pobre é que vai pagar a fatura. A carne de frango é a proteína animal mais consumida no país em razão dos preços mais baixos. Em 2018, cerca de 8% dos embarques brasileiros de carne de frango (331 mil toneladas) foram destinados à África do Sul. Mas, com a campanha aberta pelos produtores sul africanos, as vendas brasileiras já recuaram 20% em janeiro e fevereiro. A África do Sul consome 200 mil toneladas de carne de frango por mês, das quais 170 mil são produzidas no próprio país.

VALOR ECONÔMICO

Na exportação, carne de frango in natura alcança o melhor preço em 16 meses

Ainda que por diferença pequena em relação a dezembro passado, em março a carne de frango in natura alcançou o melhor preço

Em relação a dezembro passado (cerca de meio por cento a mais), em março a carne de frango in natura alcançou o melhor preço dos últimos 16 meses – pouco mais de US$1.600,00 por tonelada. Consideradas as condições do mercado internacional, esse valor tende a um crescimento contínuo neste e nos próximos meses. Porém, precisa aumentar perto de 4% para superar a marca de outubro de 2017 e, assim, chegar ao melhor resultado em mais de 24 meses. À primeira vista difícil (já que nos três primeiros meses deste ano a correção de preços não chegou a 3%), essa possibilidade não é tão remota, haja vista que em setembro de 2017 o preço então registrado também foi pouco superior a US$1.600,00 por tonelada (como agora, em março), subindo mais de 4% no mês seguinte e alcançando a marca de US$1.668,38 por tonelada.

AGROLINK

Embarques de carne de frango crescem 15,4% em março

Foram enviadas ao exterior 317,7 mil toneladas ante 289,8 mil em fevereiro

As exportações de carne de frango cresceram 15,4% no mês de março. Foram enviadas ao exterior 317 mil toneladas. Com 21 dias úteis o mês registrou uma média diária de 14,5 mil toneladas. Quanto ao mesmo período de 2018 o crescimento foi menor, ficando em 0,2%.

Em relação ao preço, em março foram pagos em média US$ 1606,90 por tonelada, somando no mês US$ 510 milhões. A média de preço foi 0,8% maior que em fevereiro quando era pago por tonelada US$ 1594,90. Já em relação a março de 2018, o produto teve valorização de 5,2%, visto que no período a média do preço pago era de US$ 1527,51por tonelada. No mês, a exportação alcançou cifra de US$ 18,120 bilhões. Sobre março de 2018, as exportações registraram queda de 1,0%, e em relação a fevereiro de 2019, aumento de 17,1%, pela média diária. As importações totalizaram US$ 13,130 bilhões. Sobre igual período do ano anterior, as importações apresentaram aumento de 5,1%, e de 9,5% sobre fevereiro de 2019, pela média diária. No período, a corrente de comércio alcançou valor de US$ 31,250 bilhões. Sobre igual período do ano anterior registrou-se crescimento de 1,5%, pela média diária. O saldo comercial do mês apresentou superávit de US$ 4,990 bilhões, valor 22,3% inferior, pela média diária, ao alcançado em igual período de 2018, US$ 6,420 bilhões.

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