CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 964 DE 02 DE ABRIL DE 2019

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Ano 5 | nº 964 | 02 de abril de 2019

NOTÍCIAS

As altas nas cotações da arroba do boi continuam

O mercado do boi gordo começa abril com cotações firmes. No fechamento da última segunda-feira (1/4) foram registradas altas em seis praças pecuárias

A maior alta foi em Rondônia, cuja pequena oferta de boiadas dificulta a vida dos compradores, que abriram preços acima da referência. No estado, a valorização foi de R$2,00/@ frente a sexta-feira (29/3), o que representa acréscimo de 1,4%. As escalas de abate atendem, em média, três dias. Em São Paulo, as cotações também subiram e a alta foi de 0,3%, no mesmo período. A cotação da arroba paulista fechou em R$158,00 a prazo, livre de Funrural. Já no preço bruto, sem os descontos do Funrural e contribuição para o Senar, a referência está em R$160,50/@, considerando o pagamento a prazo. O mercado atacadista de carne bovina sem osso, está estável, e o boi casado de animais castrados está cotado em R$10,09/kg.

SCOT CONSULTORIA

Exportações brasileiras de carne bovina recuam 2,3% em março

Em valores, as exportações da variedade somaram U$$ 441 milhões em março, queda de 8,4% ante igual período do ano passado

As exportações brasileiras de carne bovina caíram 2,3% em volume em março em comparação ao mesmo período de 2018. Os dados divulgados na segunda-feira, 1º de abril são da Secretaria do Comércio Exterior do Ministério da Indústria e do Comércio (Secex-Midic) e levam em consideração 19 dias úteis. No total, o Brasil exportou 118,5 mil toneladas de carne bovina “in natura” em março. A média diária registrada foi de 6,24 mil toneladas no mês passado, avanço de 8% em relação ao mês anterior e alta de 7,9% frente à média diária do mesmo período de 2018. Na comparação com fevereiro, houve alta de 2,7% no volume das exportações. Considerando valores, as exportações do segmento agregaram U$$ 441 milhões em março, queda de 8,4% ante o observado no mesmo período do ano passado, porém aumento de 1,8% ante o registrado em fevereiro deste ano (U$$ 433,3 milhões). As exportações brasileiras de carne de frango contabilizaram 317,7 mil toneladas em março, com receita de U$$ 510,6 milhões. Os dados apontam diminuição de 9,4% no volume exportado na relação com março de 2018 e aumento de 9,7% na comparação com fevereiro deste ano. Em valores, houve queda de 4,7% em relação a igual período do ano passado e alavanca de 10,5% quando comparado a fevereiro deste ano. As exportações brasileiras de carne suína, por sua vez, recuaram 3,2% em março em volume na comparação a igual período do ano passado, com 47,4 mil toneladas enviadas ao mercado internacional. Na comparação com fevereiro, o volume exportado aumentou 3,5%. Em valores, as exportações do segmento registraram redução de 5,7% ante março do ano passado. No entanto, este valor representa 7,1% de aumento na relação com o mês de fevereiro deste ano.

PORTAL DBO

Abertura dos EUA terá pouco impacto nas exportações de carne

Analistas estimam reabertura do mercado norte-americano a partir de agosto; missão desembarca no Brasil em junho

A missão norte-americana para auditoria no sistema de inspeção de estabelecimentos de carnes bovinas e suínas desembarcará no Brasil em 10 de junho, segundo confirmação recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No entanto, segundo relata a consultoria Informa FNP em seu boletim semanal, pelo menos neste ano, o Brasil terá poucas chances de tirar proveito de uma eventual reabertura do mercado norte-americano a partir do segundo semestre do ano. Segundo relata a consultoria paulista, a indústria brasileira de carne bovina deverá disputar uma cota de 64,8 mil toneladas com países incluídos em um bloco chamado “outros”. Dessa cota, 24% já foram preenchidos até 20 de março pelos demais concorrentes, informa. “Após agosto, esse volume será bem menor”, relata a FNP. A carne exportada fora da cota preestabelecida tem alíquotas de importação que tornam as vendas inviáveis para o Brasil e outros países. Em junho de 2017, o USDA suspendeu as importações de carne fresca do Brasil sob a justificativa de preocupações recorrentes em relação à segurança sanitária dos produtos destinados ao mercado norte-americano – foram detectados em lotes da carne brasileira a presença de abcessos (surgimento de pus), ocasionados pela reação à vacina contra a febre aftosa.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Ibovespa sobe com exterior positivo

O Ibovespa encerrou em alta na segunda-feira, influenciado pelo cenário externo positivo para ativos de risco após dados sobre a indústria chinesa aliviarem temores sobre desaceleração no crescimento global

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,67 por cento, a 96.054,45 pontos. Na máxima do dia, bateu 96.751,53 pontos. O volume financeiro somou 13,49 bilhões de reais. As principais bolsas estrangeiras encerraram em alta neste começo de semana, com temores sobre uma desaceleração do crescimento global diminuindo após dados mostraram que o setor industrial da China voltou inesperadamente a crescer em março pela primeira vez em quatro meses. Para o analista Filipe Villegas, da corretora Genial, a sessão foi pautada pelo quadro benigno para ativos de risco no exterior e por expectativas sobre o cenário político-econômico doméstico. “Estão todos esperando pela fala do Guedes na CCJ para ter noção do que vem pela frente”, afirmou. O Ministro da Economia, Paulo Guedes, deve comparecer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na quarta-feira. A B3 também divulgou na segunda-feira a primeira prévia da carteira do Ibovespa que irá vigorar de maio a agosto, mostrando a entrada das ações da Azul PN e IRB ON, enquanto LOG foi excluída.

REUTERS

Dólar fecha em queda de 1% ante real, atento a cena política e exterior

O dólar fechou em queda de 1 por cento ante o real na segunda-feira, começando em baixa um mês marcado por fluxos sazonais de recursos, conforme investidores embutiram nos preços novo dia de relativa tranquilidade no noticiário político doméstico, em meio a uma sessão positiva para moedas emergentes no exterior

O dólar à vista terminou esta sessão valendo 3,8763 reais na venda. A moeda norte-americana subiu 4,32 por cento em março, maior alta mensal desde agosto de 2018. Na B3, a referência do dólar futuro cedia na segunda-feira 1,43 por cento, a 3,8720 reais. O mercado segue reativo ao noticiário político doméstico em torno da articulação para a reforma das aposentadorias. A cena externa mais propícia a risco também teve efeito nesta sessão. O índice do dólar contra uma cesta de moedas cedia no fim da tarde, enquanto moedas de perfil semelhante ao real, como peso mexicano e rand sul-africano, valorizavam entre 1 por cento e 2 por cento nesta sessão.  “A maioria dos ativos e das moedas emergentes deve apreciar a partir de agora”, disseram estrategistas do Morgan Stanley em nota a clientes, citando dados melhores na China e sinais de progresso nas negociações comerciais entre Pequim e Washington. No campo doméstico, além do cenário político, o mercado monitora a intensificação das exportações da safra de soja, um dos principais componentes da pauta de exportação do Brasil. Em 2018, abril respondeu, sozinho, por 15 por cento das vendas externas da oleaginosa ao longo do ano.

REUTERS

Governo estima saldo comercial de US$50,1 bi para 2019, abaixo de 2018 e 2017

O Brasil deve fechar 2019 com superávit comercial em 50,1 bilhões de dólares, com aumento maior nas importações em relação às exportações, num movimento em parte explicado pela perspectiva de recuperação econômica, estimou o Ministério da Economia na segunda-feira

Este seria o terceiro maior superávit da série histórica (iniciada em 1989), mas ficaria bem abaixo dos 58,7 bilhões de dólares de 2018 e dos quase 67 bilhões de dólares em 2017. As projeções para o ano devem ser atualizadas trimestralmente a partir de agora. O governo ainda não havia feito estimativa para saldo comercial de 2019. Segundo as estimativas do ministério, o país deve exportar mais 2,5 por cento no ano e importar 8 por cento a mais. A taxa mais rápida de aumento das importações reflete, em parte, expectativa de recuperação, ainda que lenta, da economia, de acordo com o Secretário de Comércio Exterior, Lucas Ferraz. O foco do governo, contudo, não seria o saldo comercial, e sim a corrente de comércio —soma de importações e exportações. A corrente de comércio deve crescer 4,9 por cento no ano, segundo a previsão. O Secretário se mostrou otimista em relação a possíveis impactos nas exportações brasileiras decorrentes da decisão do governo de abrir um escritório de negócios em Jerusalém, conforme anunciado durante visita oficial do presidente Jair Bolsonaro a Israel no último fim de semana. A abertura do escritório em Jerusalém poderia gerar algum ruído com países árabes com os quais o Brasil tem relevante parceria comercial. Em março, o Brasil registrou superávit comercial de 4,990 bilhões de dólares, no resultado mais fraco para o mês desde 2016. As exportações somaram 18,120 bilhões de dólares no período, enquanto as importações alcançaram 13,130 bilhões de dólares. No mês passado, as importações subiram 5,1 por cento ante março de 2018, pela média diária, enquanto as exportações caíram 1 por cento na mesma base de comparação.

REUTERS

Economistas passam a ver crescimento do PIB em 2019 abaixo de 2% pela primeira vez

O mercado voltou a reduzir as expectativas para a atividade econômica brasileira na Pesquisa Focus da segunda-feira, com a estimativa para este ano indo abaixo de 2 por cento pela primeira vez

A expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 caiu a 1,98 por cento no levantamento divulgado nesta semana, ante 2,00 por cento na semana anterior. Para 2020 também houve piora do cenário, com a expansão passando a ser estimada em 2,75 por cento, de 2,78 por cento. O resultado acontece na esteira da piora das perspectivas para a produção industrial, com os economistas consultados calculando crescimento de 2,50 por cento em 2019, contra 2,57 por cento antes. Para 2020 a expectativa de aumento da produção industrial foi mantida em 3 por cento. Na semana passada, o BC piorou sua projeção de crescimento do PIB em 2019 a 2,0 por cento, contra 2,4 por cento antes, citando a fraqueza observada na atividade no fim do ano passado, consequências da tragédia de Brumadinho (MG) e menor perspectiva para a safra agrícola neste ano. Para a inflação, permanecem no Focus as contas de alta do IPCA de 3,89 por cento este ano e de 4,00 no próximo. O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25 por cento e, de 2020, de 4 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Também não mudaram as expectativas de que a taxa básica de juros Selic terminará este ano no atual piso histórico de 6,5 por cento, indo a 7,50 por cento em 2020.

REUTERS

IPC-S acelera alta a 0,65% em março pressionado por Transportes, diz FGV

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) acelerou a alta a 0,65 por cento em março de 0,35 por cento em fevereiro, com pressão dos preços de Transportes

A Fundação Getulio Vargas (FGV) informou nesta sexta-feira que o grupo de Transportes passou a subir 1,22 por cento em março, de variação negativa de 0,01 por cento no mês anterior. O destaque coube ao comportamento do item gasolina, com aumento dos preços de 3,05 por cento. Com isso, o IPC-S acumula alta de 4,88 por cento nos últimos 12 meses.

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EMPRESAS

Fitch rebaixa nota da BRF para ‘BB’, com perspectiva estável

A agência de classificação de rating Ficth Ratings rebaixou a nota de probabilidade de inadimplência (IDR, na sigla em inglês) das notas sênior sem garantia da BRF, tanto em moeda estrangeira como em moeda local, de ‘BBB-‘ para ‘BB’, e revisou a perspectiva de negativa para estável

O rating em escala nacional foi rebaixado de ‘AAA(bra)’ para ‘AA+(bra)’, também com perspectiva estável. O rebaixamento reflete, explicou a agência, o desempenho operacional “pobre”, a alta alavancagem e um ritmo de desalavancagem mais lento do que o inicialmente esperado devido a “múltiplos obstáculos” enfrentados pela companhia no ano passado. A Fitch projeta que a relação entre dívida líquida e lucro antes de juros impostos, depreciação e amortização (Ebitda) – alavancagem – em 12 meses fique em 4,5 vezes no fim de 2019, diante das vendas de ativos e da esperada melhora do desempenho geral do Ebitda neste ano.

VALOR ECONÔMICO

JBS USA anuncia oferta privada de US$650 mi em bônus para 2029

A JBS USA anunciou na segunda-feira que começou uma oferta privada de 650 milhões de dólares em bônus a vencer em 2029, em operação que terá também como “co-emitidoras” as empresas JBS USA Food Company e JBS USA Finance, Inc

De acordo com o comunicado, JBS, algumas outras empresas controladoras indiretas da JBS USA e cada uma das subsidiárias norte-americanas de propriedade integral da JBS USA, que garantem os empréstimos a prazo da JBS USA, garantirão os “senior notes”. A JBS USA Food Company pretende usar os recursos líquidos da oferta, juntamente com o caixa disponível, se necessário, para pagar a cotação dos bônus de 7,250 por cento com vencimento em 2021 emitidos pelas co-emissoras.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Alta nos preços do suíno vivo nos estados e queda nos insumos

Preços do suíno vivo estão em alta no mercado brasileiro, enquanto os principais componentes utilizados na ração estão em queda

Em três dos estados produtores de suínos acompanhados pela Suinocultura Industrial houve alta nos preços do animal vivo nesta semana. Santa Catarina e Paraná – os dois maiores produtores do País –, foram os que registraram maior valorização. Os preços se assentaram no Rio Grande do Sul – o terceiro maior produtor –, São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Em Santa Catarina, o preço do quilo do animal vendido vivo passou de R$ 3,93 na última semana para R$ 4,01 neste último levantamento, conforme os dados da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS). Houve valorização, portanto, de 2,04%. O animal comercializado vivo no Paraná custava R$ 4,05 na semana passada. Agora, o quilo passou para R$ 4,09, indica a Associação Paranaense de Suinocultores (APS). Com isso, houve alta de 0,99%. O Distrito Federal acompanhado que registrou valorização para o suíno vivo de 0,48%. Ou seja, o quilo do animal vendido vivo passou de R$ 4,19 para R$ 4,21. Os dados são da DFSuin. Em São Paulo, houve estabilização dos preços e o suíno vivo continua sendo cotado a R$ 4,53 o quilo. O mesmo ocorreu em Minas Gerais e Goiás. No Mato Grosso, o preço teve recuo de um centavo, passando a R$ 3,55. As informações são da Bolsa de Suínos dos estados. Os preços do suíno vivo estão em alta no mercado brasileiro, enquanto os valores dos principais componentes utilizados na ração animal (milho e farelo de soja) estão em queda, de acordo com analistas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. Com o avanço da colheita da safra verão e com o bom desenvolvimento da segunda temporada, a expectativa é de oferta elevada, o que tem feito com que demandantes se afastem do mercado, à espera de quedas mais intensas nos valores do cereal.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL

Desempenho do frango vivo em março e no primeiro trimestre de 2019

Frango vivo disponibilizado completou os últimos nove dias de negócios do mês de março com a maior cotação nominal da história do setor

Negociado por R$3,40/kg, o frango vivo disponibilizado no interior paulista completou os últimos nove dias de negócios do mês de março com a maior cotação nominal da história do setor. Não chega a ser um grande feito, porquanto em dezembro de 2012 foi comercializado na maior parte do mês por R$3,00/kg. E tal valor, considerada a inflação acumulada desde então, corresponde hoje a um preço real superior a R$4,00/kg. O preço médio do produto no mês foi superior ao de fevereiro passado e houve recuperação plena em relação às perdas enfrentadas um ano atrás, em março de 2018, ocasião em que o preço do produto retrocedeu, nominalmente, aos menores valores da década. Em março, o frango vivo obteve 8 (oito!) reajustes de cinco centavos cada. Assim, após iniciar o mês cotado a R$3,00/kg, 21 dias depois já acumulava aumento superior a 13%, chegando ao valor, recorde, de R$3,40/kg.  O valor médio alcançado no mês foi de R$3,23/kg, quase 10% a mais que o registrado no mês anterior e 37% superior ao de março de 2018. Também em termos mensais correspondeu a um novo recorde do setor, mas não chega a representar resultado excepcional, pois se encontra apenas 1,25% acima dos valores registrados em setembro e outubro do ano passado. E uma vez que, um ano atrás, os preços dos primeiros meses do ano estiveram no fundo do poço, é igualmente significativa a recuperação observada no primeiro trimestre de 2019. Pois o preço médio do período – R$3,98/kg – representa valorização de 21% sobre idêntico trimestre de 2018. Mas se encontra apenas 9% acima do que foi alcançado no primeiro trimestre de 2016, o que significa que evoluiu aquém da inflação acumulada nos últimos três anos, superior a 12%.

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