CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 952 DE 15 DE MARÇO DE 2019

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Ano 5 | nº 952 | 15 de março de 2019

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Novos mercados garantem crescimento nas exportações de carne bovina

Embora a China tenha reduzido suas compras em mais de 10 mil toneladas, nos dois primeiros meses do ano, e o Egito, Irã e Estados Unidos também tenham diminuído suas aquisições, as exportações totais de carne bovina (in natura e processada) estão mantendo seu ritmo de crescimento graças as importações feitas por novos mercados como Turquia e Filipinas e com o retorno do fluxo de comércio tradicional com clientes como a Rússia, Arábia Saudita e Emirados Árabes

Segundo informações da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), que compilou os dados fornecidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), através da SECEX/DECEX, depois de um início de ano que apenas igualou os números de janeiro do ano passado, em fevereiro a movimentação se recuperou com exportações de 139.318 toneladas contra 120.924 em 2018 (+15%) enquanto a receita foi de US$ 518,4 milhões contra US$ 483,5 milhões (+ 7%). No total do bimestre, as exportações somaram 262.790 toneladas contra 244.637 toneladas no mesmo período de 2018 (+7%), enquanto que a receita caiu: de US$ 1 bilhão no ano passado foi a US$ (975,7 (-3%) em 2019. Os países que mais colaboraram para o crescimento das exportações em volume da carne bovina foram a Rússia, que saiu de 469 toneladas para 8.342 toneladas neste ano (+678%); a Turquia, com 355 toneladas em 2018 e 5.750 toneladas em 2019 (+516%); Emirados Árabes, com 3.492 toneladas em 2018 e 10.799 toneladas em 2019 (+ 210%); Filipinas, com 2.154 toneladas no ano passado e 5.191 toneladas (+ 141%) neste ano. Na União Europeia, a Itália (+ 28,4%) e o Reino Unido (+21,4%) também elevaram suas aquisições.

ISTO É/ESTADÃO CONTEÚDO/PORTAL TERRA/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/AGROEMDIA/BROADCAST/PECUARIA.COM

NOTÍCIAS

BOI/CEPEA: menor preço do boi magro deve favorecer confinador em 2019

Preço do boi magro neste ano está inferior ao observado em 2018

O preço do boi magro neste ano está inferior ao observado em 2018. De acordo com levantamento do Cepea, considerando-se quatro praças paulistas (Araçatuba, Bauru/Marília, Presidente Prudente e São José do Rio Preto), o preço médio do boi magro está em R$ 2.011,08/cabeça nesta parcial de março, 1,47% inferior ao de mar/18, em termos reais – valores deflacionados pelo IGP-DI de jan/19. No geral, o animal tem sido negociado entre R$ 1.893,92 e R$ 2.263,27 neste mês, dependendo da região. Considerando o primeiro trimestre deste ano, a média do boi magro está em R$ 1.955,73, contra R$ 2.023,42 no mesmo período de 2018, ou seja, queda de 3,34%, em termos reais. Segundo colaboradores do Cepea, os preços em patamares inferiores aos verificados no ano passado tendem a estimular pecuaristas a aumentar o número de animais que devem ser terminados em sistema de confinamento em 2019. Além disso, os valores de importantes insumos da alimentação, como farelo de soja e milho, também estão inferiores aos observados no ano passado, em termos reais, favorecendo o confinador.

CEPEA/ESALQ

Mercado do boi gordo firme

Os preços do boi gordo estão firmes, com cenário de oferta restrita, mesmo em março, mês tipicamente de maior venda de fêmeas

As escalas de abate em São Paulo atendem em torno de quatro dias e existem ofertas de preços acima da referência, atualmente em R$153,00/@, à vista, livre de Funrural. No mercado atacadista de carne com osso houve ajustes positivos, o que colabora com a margem para que os frigoríficos paguem mais pelo boi gordo, se o cenário de oferta limitada continuar. Atualmente a referência para a carcaça de bovinos castrados está em R$10,31/kg. A redução de consumo na segunda quinzena pode amenizar a necessidade de boiadas pelos frigoríficos, mas para o curto prazo a expectativa é de preços firmes e possibilidade de valorizações.

SCOT CONSULTORIA

Abate de bovinos deve voltar a crescer em 2019, prevê consultoria

O abate de bovinos deverá crescer pelo terceiro ano consecutivo em 2019 com a continuidade de uma boa oferta de fêmeas para corte diante de preços ainda pouco atraentes do bezerro, avaliou Lygia Pimentel, diretora da consultoria Agrifatto

Conforme divulgado na quinta-feira pelo IBGE, o país abateu 31,9 milhões de cabeças de bovinos em 2018, crescimento de 3,4% em relação ao ano anterior. Foi o segundo ano consecutivo de aumento, após alta de 3,9% em 2017. Nos cálculos da Agrifatto, os abates deverão crescer 2% em 2019. O ritmo será inferior ao observado nos últimos anos porque a oferta de boi gordo tende a ser menor, como parte do fim ciclo de baixa da pecuária. “Antes de volume de abate de animais voltar a cair, vamos ver o crescimento desacelerar, com menor oferta de boi gordo”, disse ela. Lygia acredita que o preço da arroba deverá apenas acompanhar a variação da inflação neste ano. Ela calcula que o preço médio da arroba em São Paulo deverá ficar em R$ 160 em outubro, 7% acima do mesmo mês do ano passado. O Índice Geral de Preços — Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 6,5% nos últimos 12 meses. Lygia disse que o desempenho do abate e do preço vão depender, claro, do comportamento da economia. Com desemprego ainda alto e renda limitada, saltos de consumo não estão no cenário. “Por outro lado, temos as exportações que aliviam o mercado e também uma oferta um pouco menor de animais”, afirma.

VALOR ECONÔMICO

Abate de bovinos no Brasil cresce pelo 2º ano em 2018; de suínos é recorde, diz IBGE

O abate de bovinos no Brasil, o maior exportador mundial de carne bovina, cresceu pelo segundo ano consecutivo em 2018, com alta de 3,4 por cento ante 2017, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira, destacando ainda recorde na atividade com suínos.

Ao todo, foram abatidos 31,90 milhões de cabeças de bovinos, com expansão em 17 das 27 unidades federativas do país. Mato Grosso, que detém o maior rebanho, abateu 414,73 mil cabeças a mais e puxou o incremento a nível nacional. Na sequência aparecem Rio Grande do Sul (+205,13 mil), Paraná (+157,50 mil), Rondônia (+125,93 mil), São Paulo (+122,73 mil), Tocantins (+86,94 mil), Santa Catarina (+44,32 mil), Minas Gerais (+33,88 mil) e Goiás (+27,90 mil). Por sua vez, Mato Grosso do Sul (-142,20 mil cabeças), Pará (-27,89 mil), Maranhão (-25,60 mil) e Espírito Santo (-23,15 mil) reportaram as quedas mais intensas em abates. Considerando-se apenas o quarto trimestre de 2018, os abates de bovinos somaram 8,14 milhões de cabeças, quantidade 1 por cento maior na comparação anual, mas 1,7 por cento inferior ante o trimestre imediatamente anterior. Em relação aos suínos, o IBGE disse que os abates cresceram 2,4 por cento no ano passado, para um recorde de 44,20 milhões de cabeças. Do total, 11,10 milhões se deram no quarto trimestre, com ligeiro aumento de 0,4 por cento ante o período de outubro a dezembro de 2017. A atividade em 2018 foi puxada por Mato Grosso do Sul (296,40 mil cabeças a mais), Rio Grande do Sul (+194,72 mil), São Paulo (+181,64 mil), Paraná (+86,80 mil), Santa Catarina (+80,43 mil), Mato Grosso (+69,34 mil), Minas Gerais (+62,69 mil) e Goiás (+46,73 mil). Já os abates de frangos caíram pelo segundo ano consecutivo em 2018, após recorde em 2016, com retração de 2,5 por cento, totalizando 5,70 bilhões de cabeças. O Brasil é o maior exportador global de carne de frango. Houve reduções no abate em 13 das 24 unidades federativas, destacando-se Santa Catarina (-93,55 milhões de cabeças), Paraná (-50,50 milhões), São Paulo (-18,44 milhões), Minas Gerais (-17,04 milhões), Mato Grosso do Sul (-6,00 milhões) e Distrito Federal (-62,96 mil cabeças). Já os aumentos ocorreram em Mato Grosso (+13,20 milhões de cabeças), Goiás (+12,87 milhões), Pará (+9,29 milhões), Bahia (+6,47 milhões) e Rio Grande do Sul (+5,40 milhões). No quarto trimestre, foram abatidas 1,42 bilhão de cabeças de frangos, uma queda de 0,9 por cento na comparação anual.

REUTERS

EUA e Brasil não vão alcançar acordo sobre carne em visita de Bolsonaro, dizem fontes

Os Estados Unidos e o Brasil não chegarão a um acordo sobre novas exportações brasileiras de carne bovina in natura a tempo da visita oficial do presidente Jair Bolsonaro a Washington, na próxima semana, disseram duas fontes com conhecimento do assunto à Reuters nesta quinta-feira.

“Não haverá tempo hábil para resolver essas questões até a visita, é um processo muito demorado para se tentar chegar a um acordo”, disse uma das fontes. Os EUA barraram as exportações de carne bovina in natura há cerca de dois anos, na esteira de um escândalo de segurança alimentar na maior economia da América do Sul. À época, as autoridades sanitárias norte-americanas alegaram que chegaram a barrar 11 por cento das remessas de carne in natura, um percentual muito mais alto do que acontecia com importações de outros países. O tema agora entrou na agenda da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que planeja levar o assunto às conversas com as autoridades dos EUA durante a visita. Embora não importe atualmente o produto in natura do Brasil, os EUA são o principal destino dos embarques brasileiros de carne bovina processada, comprando 31 mil toneladas em 2018. Uma das fontes, no entanto, ressaltou que esse não é um tema que se resolva, nos EUA, por uma determinação federal. “Pode até haver uma indicação do governo federal, mas o que pode acontecer é a autoridade sanitária dizer que não é possível agora”, disse. “É preciso chegar a um acordo sobre a qualidade e o nível da inspeção.” Os EUA enviaram pedidos adicionais de informação na semana passada, mas o requerimento do processo não parece ser problema, disse a fonte. “Deve haver algo interno no lado norte-americano segurando um acordo, e não está claro se há pressão nos EUA para adiar a reabertura”, disse a pessoa.

REUTERS

Relação de troca melhora com todas categorias no Maranhão

A oferta de gado no Maranhão está baixa. As chuvas foram irregulares e restritas em grande parte do estado ao longo de dezembro e janeiro, o que acabou prejudicando a engorda da boiada

Com isso, as indústrias precisam ofertar mais para conseguir preencher suas programações de abate. Assim, no estado o preço do boi gordo subiu 2,4% na comparação mensal. Neste mesmo intervalo a cotação dos animais de reposição não teve alteração. Vendedores e compradores optam por aguardar a chegada da safra de bezerros para dar início às negociações. Com o mercado do boi subindo e da reposição sem mudanças, a reação de troca melhorou na comparação mensal. Atualmente o poder de compra do recriador/invernista está, na média de todas as categorias, 2,2% maior do que em fevereiro. A troca ficou mais vantajosa, contudo, está abaixo da média anual para todas as categorias, com exceção do garrote de 9,5@. A maior distância é com o bezerro desmamado. Hoje, com a venda de um boi gordo de 16,5@ arrobas compram-se 2,11 animais de desmana, a média dos últimos 12 meses é de 2,15. Em fevereiro as chuvas melhoraram no estado e é provável que o ânimo do recriador melhore. Uma boa alternativa para quem quer investir em bezerros de desmama é esperar a chegada da oferta mais concentrada destes animais em meados de abril.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar fecha em alta puxado por exterior, no aguardo de Previdência

O dólar quebrou uma série de quatro baixas e subiu na quinta-feira, diante de dados mais fracos na China, incerteza comercial e ajustes técnicos, enquanto investidores aguardam novas notícias sobre o andamento da reforma da Previdência

O dólar à vista subiu 0,91 por cento, a 3,8480 reais na venda. Na B3, o contrato referência para o dólar futuro tinha alta de 0,88 por cento, a 3,8520 reais. O real acompanhou a tendência global. Divisas de emergentes como o peso mexicano e rand sul-africano também caíram, afetadas pelo ambiente menos amigável a ativos de risco, diante de sinais de que uma resolução para a guerra comercial entre Estados Unidos e China levará tempo. “As notícias de que os dois países adiaram uma nova rodada de conversas estão pesando, porque indicam que uma resolução para o problema comercial, que afetou os mercados em todo o mundo no ano passado, não está tão próxima”, disse Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho do Brasil. Mas o dólar subiu também puxado por uma recomposição de posições de investidores que nos últimos quatro pregões haviam se desfeito da moeda norte-americana. A ausência de novas notícias positivas no campo da reforma da Previdência abriu espaço para a retomada das compras.  “Todo o noticiário recente indica que o câmbio terá pela frente um período de maior volatilidade”, disse Camila Abdelmalack, economista da CM Capital Markets. “Não vejo espaço para o dólar oscilar em patamar mais baixo.” Desde a mínima do ano — de 3,6588 reais, atingida em 31 de janeiro —, o dólar acumula alta de 5,17 por cento.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda com realização de lucros

A bolsa paulista fechou com o Ibovespa em queda na quinta-feira, um dia depois de renovar máximas históricas, com o cenário externo menos favorável a risco abrindo espaço para movimentos de realização de lucros

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,3 por cento, a 98.604,67 pontos. O volume financeiro somou 12,4 bilhões de reais. No exterior, dados fracos sobre a economia chinesa corroboraram receios sobre o ritmo do crescimento global, enquanto o parlamento britânico apoiou proposta do governo para buscar um adiamento da data do Brexit. Wall Street fechou com pequenas variações, tendo no radar notícias de que uma reunião entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, não acontecerá em março, como previsto. Do cenário doméstico, foi dado o primeiro passo para a tramitação da reforma da Previdência, com a instalação da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, primeiro colegiado em que a proposta será avaliada. Agentes de mercado, contudo, citaram que tal evento já estava no preço, embora corrobore perspectivas de avanço na pauta de reformas no país.

REUTERS

Vendas no varejo do Brasil sobem mais que o esperado em janeiro

Em janeiro, as vendas no varejo brasileiro tiveram ganho de 0,4 por cento em relação a dezembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve crescimento de 1,9 por cento, sexta taxa positiva seguida

Os dois resultados foram melhores do que as expectativas em pesquisa da Reuters de aumentos de 0,2 por cento na comparação mensal e de 0,8 por cento na anual, na mediana das projeções. O varejo apresentou perda de fôlego ao longo do segundo semestre do ano passado, mas iniciou 2019 com resultado melhor do que da indústria, que em janeiro teve a maior queda em quatro meses. As perspectivas continuam sendo de ritmo morno para a economia em 2019, mas com lenta recuperação do mercado de trabalho. “Depois de um novembro muito alto e um dezembro muito baixo, o comércio parece ter encontrado o seu ponto de equilíbrio. O ritmo do comércio é lento e gradual como o da economia como um todo”, disse a gerente da pesquisa, Isabella Nunes. “A vantagem do comércio sobre a indústria foi que a renda se mantém estável, e isso acaba por fomentar a demanda de bens de primeira necessidade”, completou. O IBGE informou que, entre as atividades pesquisadas, somente o setor de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos teve recuo em janeiro, de 0,5 por cento. Entre as altas, destaque para Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (8,2 por cento); outros artigos de uso pessoal e doméstico (7,2 por cento); e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,6 por cento). Em 2018, o consumo das famílias aumentou 1,9 por cento, com crescimento de 0,4 por cento no quarto trimestre na comparação com o terceiro, de acordo com os dados do Produto Interno Bruto.

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EMPRESAS

Procuradores cobram em denúncia R$5,5 bi da JBS por aportes do BNDES

Os procuradores da República responsáveis pela operação Bullish apresentaram na quinta-feira uma denúncia na qual aponta crimes relacionados a aportes realizados pelo BNDES na JBS e em que cobram mais de 5,5 bilhões de reais em favor do banco de fomento estatal

O valor soma penas de ressarcimento e de perda de bens e valores (perdimento), informou a assessoria de imprensa do Ministério Público Federal do Distrito Federal. A denúncia dos procuradores cita crimes relacionados a aportes realizados pelo BNDES na empresa entre os anos de 2007 e 2011. Os procuradores da República que conduzem o caso vão dar mais detalhes para a imprensa a partir das 17 horas nesta quinta-feira.

REUTERS

Argentinos longe das parrillas e Minerva foca exportação

Empresa possui sete unidades no país vizinho e respondeu por 15% dos embarques em 2018

A Argentina é reconhecida por possuir uma das melhores carnes bovina do mundo e conta com uma população altamente fissurada pelo cortes bovinos, bastante apreciados nas tradicionais parrilllas (churrascarias) do país, tais como bife de chorizo (contra-filé), bife de lomo (filé mignon), tapa de cuadril (picanha), asado (costela), entre outros. No entanto, a grave crise financeira vivida atualmente pelo país vizinho, que afeta duramente a vida cotidiana da população argentina, também derrubou fortemente o consumo local de carne bovina. A brasileira Minerva Foods, com forte presença nos países da América do Sul, confirmou na quarta-feira, em teleconferência com analistas de mercado, que precisou mudar a sua estratégia de operação em território argentino depois do agravamento da crise econômica naquele país. Segundo disse o CEO da Minerva, Fernando Galletti de Queiroz, as unidades da empresa presentes na Argentina direcionaram o foco para o mercado externo, diante do fraco desempenho do consumo doméstico. Adquirida pela Minerva em 2017, a Swift Argentina é a principal comercializadora e exportadora de carne do país. A empresa mantém cinco plantas de abate e desossa, além de outras duas de produtos industrializados. Ainda de acordo com Galletti, a taxa cambial na Argentina favorece as exportações de carne bovina produzida localmente. Em 2018, a Minerva respondeu por 15% do total de receita obtida com os embarques totais de carne bovina da Argentina. Em janeiro passado, o consumo de carne bovina por habitante por ano na Argentina ficou em 49,9 quilos, uma queda de 16,2% sobre o mesmo mês do ano anterior e o pior resultado para o mês desde 2011, informou o portal ámbito.com. O aumento dos preços do produto, aliado à crise econômica vivenciada pelo país vizinho, explica a menor procura pela carne vermelha por parte dos argentinos. Entre abril de 2018 e janeiro deste ano, o preço da carne bovina aos consumidores de lá subiu 55%.

PORTAL DBO

FRANGOS&SUÍNOS

SUÍNOS/CEPEA: quantidade de carne exportada em fev/19 é recorde para o mês

Após o forte recuo das exportações brasileiras de carne suína entre dezembro e janeiro, os embarques aumentaram com força em fevereiro

Após o forte recuo das exportações brasileiras de carne suína entre dezembro e janeiro, os embarques aumentaram com força em fevereiro. Segundo a Secex, no último mês, o volume embarcado somou 53,3 mil toneladas, 14% maior do que o registrado em janeiro, 27% acima do que a embarcado em fev./18 e um recorde para o período, considerando a série histórica da Secex. De acordo agentes consultados pelo Cepea, esse resultado esteve atrelado à elevação da demanda por parte de países asiáticos, em decorrência dos casos de Peste Suína Africana (PSA). Os surtos da doença, que vêm sendo observados desde agosto do ano passado, principalmente em rebanhos chineses, reduziram a oferta local de produtos de origem suinícola. Consequentemente, a necessidade de importação da China e de outros países afetados tem aumentado. No Brasil, além do bom desempenho das exportações neste início de março, a menor oferta interna de animais para abate também tem contribuído para as valorizações do suíno vivo e da carne no mercado doméstico. Na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o animal vivo se valorizou 3,1% entre 6 e 13 de março, fechando a R$ 4,15/kg nessa quarta, 13. Quanto à carne, o valor da carcaça especial negociada na Grande São Paulo subiu 2,8% na mesma comparação, a R$ 6,35/kg nessa quarta.

CEPEA/ESALQ 

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