CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 951 DE 14 DE MARÇO DE 2019

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Ano 5 | nº 951 | 14 de março de 2019

NOTÍCIAS

Alta do boi gordo em São Paulo

A maioria das escalas de abates em São Paulo atende entre dois e três dias. Não está fácil para os frigoríficos comprarem boi nos patamares ofertados

No estado, a referência para a cotação da arroba subiu R$0,50 na última quarta-feira (13/3) na comparação com o dia 12/3 e ficou em R$153,00, à vista, livre de Funrural. Ressalte-se que há pouca oscilação de preço entre as ofertas de compra feitas pelos compradores paulistas, ou seja, os frigoríficos estão com as ofertas de compra alinhadas. No restante do Brasil o mercado fluiu sem surpresas e houve poucas variações nas referências do boi gordo.

SCOT CONSULTORIA

Exportação diária de carne bovina in natura sobe 70% em março

Nos primeiros dias de março, o volume diário exportado de carne bovina in natura aumentou 70% em relação à quantidade embarcada por dia em fevereiro

Se continuarmos neste embalo a exportação de carne atingirá 185,6 mil toneladas ao final deste mês. Seria o maior volume da série histórica e 23% acima do recorde, de setembro do ano passado (150,6 mil toneladas). Uma ressalva, no entanto. Esses dados são de poucos dias úteis, considerando uma lacuna devido ao carnaval. Portanto, as exportações se concentraram e é possível que no decorrer deste mês haja algum decréscimo. 

SCOT CONSULTORIA

Carne bovina: vendas foram fracas no varejo na semana do Carnaval
O consumo não evoluiu muito durante o Carnaval. Para grande parte da população, os salários não chegaram a tempo das festas e sem este motor as vendas não foram para frente
Os preços da carne bovina em São Paulo caíram 0,8% na última semana e no Paraná, recuaram 0,3%, nas mesmas condições. Em Minas Gerais e no Rio de Janeiro as cotações registaram ajustes positivos de 0,1% e 0,7%, respectivamente. Apesar desta semana não ter trazido os resultados almejados no mercado varejista da carne, espera-se que o fluxo de vendas melhore em curto prazo.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Produção industrial no Brasil inicia ano com maior queda em 4 meses em janeiro

A indústria do Brasil iniciou o ano com fraqueza generalizada na produção de janeiro e o pior resultado em quatro meses, com destaque para as perdas de investimentos

A produção industrial registrou queda de 0,8 por cento em janeiro na comparação com o mês anterior, mostraram dados divulgados na quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa é a leitura mais fraca desde setembro do ano passado, quando a produção contraiu 1,9 por cento, e anula o ganho de 0,2 por cento registrado em dezembro. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve recuo de 2,6 por cento, pior taxa para o mês de janeiro desde 2016 (-13,4 por cento). “Apesar da mudança de governo, nada mudou para indústria. As expectativas dos empresários até melhoraram, mas isso na prática não se realizou ainda para a indústria”, disse o Gerente da pesquisa no IBGE, André Macedo. “A indústria começa 2019 praticamente inalterada em relação ao quadro de 2018”, explicou. “A crise na Argentina, o mercado de trabalho com quase 13 milhões de desempregados e uma confiança que ainda não se concretizou explicam esse quadro da indústria brasileira.” Entre as categorias econômicas, o destaque em janeiro foi a contração de 3,0 por cento na produção de Bens de Capital, uma medida de investimento, sobre o mês anterior, no terceiro resultado negativo seguido. Bens Intermediários tiveram queda de 0,1 por cento enquanto Bens de Consumo retraíram 0,3 por cento na comparação mensal. Os dados do IBGE também mostraram que, entre os ramos pesquisados, 13 dos 26 apresentaram perdas. A maior influência negativa coube a produtos farmoquímicos e farmacêuticos, com queda de 10,3 por cento.

REUTERS

Dólar fecha em leve queda com captações externas

O dólar teve leve baixa na quarta-feira com a expectativa de entrada de capital e risco de menor diferencial de juros a favor do país

A fraqueza da moeda norte-americana no exterior também influenciou as operações locais. O dólar à vista fechou em queda de 0,08 por cento, a 3,8133 reais na venda. Na B3, o contrato mais líquido de dólar futuro tinha ligeira alta de 0,04 por cento, a 3,8180 reais. A moeda reverteu a alta registrada durante a manhã. O dólar subiu mais cedo puxado pela leitura de que o diferencial de juros a favor do Brasil pode continuar diminuindo, o que piora a relação risco/retorno de se investir na moeda brasileira. A discussão sobre as chances de juros ainda mais baixos no Brasil ganhou força na quarta-feira após o IBGE informar que a produção industrial brasileira sofreu em janeiro a maior queda em quatro meses. O número ajudou a baixar as taxas de DI na B3. Após a definição da taxa Ptax, a demanda por dólares diminuiu, ao mesmo tempo que o ambiente internacional se manteve benigno para ativos de risco. A combinação desses dois fatores permitiu que operadores colocassem no preço a perspectiva de ingressos de recursos ao país a partir de captações externas. No primeiro bimestre, as empresas brasileiras captaram 9,05 bilhões de dólares no mercado internacional, valor 18 por cento maior do que no mesmo período do ano passado. Na conta financeira do fluxo cambial, o saldo neste ano é positivo em 4,01 bilhões de dólares, segundo o Banco Central.

REUTERS

Ibovespa renova nova máxima com exterior

O Ibovespa fechou em nova máxima na quarta-feira puxado principalmente pelas blue chips e cenário externo benigno

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 1,1 por cento, a 98.903,88 pontos. O volume financeiro alcançou 17,5 bilhões de reais embora o estrangeiro continue com posições reduzidas. A nova máxima ocorreu apesar de novos dados minando a aposta de recuperação significativa da economia brasileira no horizonte de 2019: a produção industrial caiu 0,8 por cento em janeiro ante o mês anterior, de acordo com IBGE, leitura mais fraca desde setembro do ano passado. O pregão também foi marcado pelo vencimento dos contratos de opções do Ibovespa. No exterior, Wall Street encontrou suporte principalmente em dados de preços corroborando perspectivas de manutenção do viés moderado do Federal Reserve para a política monetária norte-americana, com ações do setor de saúde entre os destaques positivos. O S&P 500 subiu 0,69 por cento. A sessão também foi marcada pela alta dos preços do petróleo no mercado internacional e aprovação pelo Parlamento britânico de proposta para que a primeira-ministra Theresa May descarte completamente a possibilidade de um Brexit sem acordo.

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EMPRESAS

BRF reestrutura food service e prevê crescer ‘dois dígitos’ Encolhida durante o período no qual Abilio Diniz esteve à frente do conselho de administração da BRF, a área de food service (alimentação fora do lar) da dona das marcas Sadia e Perdigão voltou a ser prioridade

Em entrevista ao Valor, o Diretor de Food Service da companhia, Gerson Mantovani, afirmou que a reestruturação da área na BRF permitirá um crescimento de dois dígitos nos próximos anos. No ano passado, as vendas da companhia na área de food service no Brasil renderam R$ 2,3 bilhões, 14,1% da receita líquida no país e de 6,6% do faturamento total de quase R$ 35 bilhões reportado. Na prática, se a BRF cumprir o objetivo de crescer dois dígitos já em 2019, o faturamento da área de food service alcançará, no mínimo, R$ 2,5 bilhões. Em geral, produtos voltados para o food service oferecem maior rentabilidade, o que tende a ajudar a companhia na meta de recuperação de sua margem de lucro. Segundo ele, o mercado nacional de food service já cresceu 5,7% no primeiro bimestre, o que indicaria reação. A área, que na gestão anterior havia sido integrada com a operação comercial voltada ao varejo, foi novamente segregada. No processo, a BRF também lançará novos produtos para o food service, já em 2019, afirmou Mantovani. “Esse crescimento será muito baseado no aumento da distribuição, com vendedores e caminhões específicos, para ampliar o número de clientes que hoje não chegam ao que já tivemos”, acrescentou o executivo. Hoje, cerca de 70% das vendas da companhia no segmento de food service são para restaurantes, hotéis e padarias. Segundo Mantovani, as principais oportunidades da BRF estão nesses estabelecimentos. A fatia de 30% restante está nas redes de fast food, acrescentou ele. Na área de hambúrguer, carro-chefe de grandes redes de fast food, a BRF perdeu relevância nos últimos anos – a empresa chegou a perder a conta do McDonald’s para a rival JBS -, o que contribuiu para a ociosidade da fábrica de hambúrguer que a BRF possuía em Várzea Grande (MT).

VALOR ECONÔMICO

Marfrig quer ampliar abate de bovinos da raça angus

A Marfrig Global Foods, segunda maior agroindústria de carne bovina do mundo, pretende ampliar os abates de bovinos da raça angus no Brasil em ao menos 40% em 2019, afirmou Miguel Gularte, executivo responsável pelas operações da companhia na América do Sul

No ano passado, a Marfrig abateu cerca de 130 mil animais angus com a certificação da Associação Brasileira de Angus. Esses animais, que oferecem melhor rentabilidade à companhia, foram processados nos frigoríficos de Tangará da Serra (MT), Bataguassu (MS), Promissão (SP) e Mineiros (GO). A partir deste ano, mais três frigoríficos da empresa poderão abater angus no programa de certificação: Várzea Grande (MT), unidade recém-adquirida da Minerva Foods, Bagé (RS) e Alegrete (RS). A inclusão dessas três unidades no programa foi anunciada hoje, em evento em São Paulo. Com a inclusão das três unidades, a Marfrig projeta abater 200 mil bovinos da raça angus por ano. Trate-se um volume pequeno se comparado ao negócio total da empresa, que tem capacidade para abater mais de 16 mil cabeças por dia. De acordo com Gularte, as vendas de carne premium (o que inclui os produtos angus, mas não só) da Marfrig representam de 25% a 30% do total produzido no Brasil. Além da Marfrig, o programa de certificação da Associação Brasileira de Angus inclui outras empresas. Juntos, todos os membros do programa abateram 430 mil cabeças de gado angus no ano passado.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Exportação de carne suína do Brasil cresce 26,5% em fevereiro

As exportações de carne suína do Brasil, entre in natura e processados, cresceram 26,5 por cento em fevereiro ante igual mês de 2018, para 54,1 mil toneladas, informou a associação da indústria ABPA na quarta-feira

O crescimento nos embarques ocorre principalmente em função das exportações à Rússia, que retomou importações após um embargo ao longo do ano passado, de acordo com dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Enquanto isso, a China mantém fortes suas compras do produto brasileiro, ainda que em fevereiro as exportações para o país asiático tenham tido leve queda de 0,5 por cento na comparação anual, para 11,89 mil toneladas, segundo dados da ABPA. A ABPA relatou ainda que a receita gerada pelos embarques de carne suína foi de 100,1 milhões de dólares em fevereiro, alta de 13,5 por cento ante um ano atrás. Nos dois primeiros meses de 2019, as exportações da proteína avançaram 5,6 por cento volume, para 102,6 mil toneladas, mas caíram 4 por cento em receita, para 191,7 milhões de dólares. O mercado russo foi reaberto no fim de 2018 e, conforme a ABPA, no primeiro bimestre deste ano o país euroasiático comprou 11 mil toneladas de carne suína brasileira, ocupando a terceira posição entre os maiores importadores. A China está na liderança, tendo importado 20,6 mil toneladas entre janeiro e fevereiro, ou 20,4 por cento do total. O gigante asiático está mais dependente da proteína de outros locais em razão de surtos de peste suína africana, que têm levado produtores a abater milhares de animais. Hong Kong ocupa a segunda posição entre os maiores importadores de carne suína, tendo comprado 20,3 mil toneladas no bimestre.

REUTERS

Frango Vivo: alta de 1,61% em SP

Na quarta-feira (13), o frango vivo teve alta de 1,61% em São Paulo, sendo estabelecido a R$3,15/kg.

O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo trouxe alta para o frango na granja, de 1,61%, a R$3,15/kg e estabilidade para o frango no atacado, a R$4,45/kg. De acordo com a Scot, a tendência é que o mercado de frango se mantenha firme nos próximos dias. Sendo assim, reajustes positivos não estão descartados.

SCOT CONSULTORIA

Suíno Vivo: cotações estáveis na quarta (13)

Na quarta-feira (13), as cotações do suíno vivo permaneceram estáveis nas principais praças do país, sendo a maior cotação anotada em São Paulo, a R$4,48/kg

O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente a ontem (12), trouxe alta para grande parte das praças, sendo a variação mais expressiva anotada no Rio Grande do Sul, de 1,53%, a R$3,31/kg. A Scot Consultoria ressalta que as vendas de suínos devem ganhar força nos próximos dias, já que o recebimento de salários pode impulsionar as vendas.

Cepea/Esalq

INTERNACIONAL

Argentina: exportação de carne para a China está atrasada

Quase um ano após a assinatura do acordo com a China para exportar carne congelada com osso e resfriada com e sem osso para aquele país (esse mercado já estava habilitado para carne congelada desossada), ainda não foram feitos negócios com esses produtos, mas segundo fontes oficiais, essa possibilidade seria iminente.

Vale lembrar que a China é o principal comprador de carne congelada sem osso. Em 2018, foram responsáveis por 5,5 quilos de cada 10 exportados e no primeiro mês deste ano, isso aumentou para quase 7 quilos de cada 10 vendidos no exterior. Embora os funcionários da organização tenham avançado sobre o assunto dos protocolos, eles esclareceram que ainda está faltando algumas coisas. “Os chineses são muito exigentes e não deixam nada ao acaso”, disseram eles. No protocolo em questão observa-se que os animais que serão enviados para o abate para a China devem vir de estabelecimentos que não tiveram casos de raiva, carbúnculo, tuberculose, paratuberculose, brucelose, Aujeszky e língua azul, entre outros. Cada doença tem um protocolo particular, de acordo com os padrões internacionais da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Em relação à comercialização, tanto no mercado de concentração quanto em leilões justos, devemos também tomar precauções, como currais segmentados e que os animais “não adequados para a China” fiquem para o final do leilão.  Após quase um ano, a exportação está próxima agora, depende do governo chinês que tem tempos diferentes, são tempos orientais.  No ano passado, o Uruguai exportou 200 mil toneladas, das quais 93 mil eram carne congelada com osso.

El País Digital

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