CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 950 DE 13 DE MARÇO DE 2019

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Ano 5 | nº 950 | 13 de março de 2019

NOTÍCIAS

Cotações do boi gordo ganhando firmeza

Na segunda-feira (11/3) muitas indústrias ainda decidiam quais seriam as estratégias de compra para a semana e, em função disso, tivemos poucas variações nas referências.

No fechamento da última terça-feira (12/3), já com a maioria dos frigoríficos ativos nas negociações o mercado já começa a mostrar um cenário mais definido. A dificuldade de compra de boiadas, somada aos estoques que ficaram menores na última semana, em função do menor volume de negócios, pressionaram para a cima as cotações em algumas regiões. Das trinta e duas praças pesquisadas pela Scot Consultoria houve alta para as cotações do boi gordo em quatorze delas. Destaques para os estados de Mato Grosso do Sul, Pará e Rio Grande do Sul, onde a arroba do boi gordo subiu em todas as praças. Já no Acre, apesar dos preços estáveis, as fortes chuvas dificultam o transporte de animais das fazendas para os frigoríficos, fato que pressiona as escalas de abates. Por lá, as programações de abate atendem, em média, dois dias de escala. Em São Paulo, a referência para o boi gordo está, em média, em R$152,50/@, à vista, livre de Funrural. Pagamentos acima deste valor são observados, demonstrando que as cotações estão sustentadas.

SCOT CONSULTORIA

Mercado do sebo com viés de baixa

A demanda pela gordura animal segue baixa, porém, não houve mudança de preço nos últimos dias

No Brasil Central, o sebo está cotado em R$2,30/kg, livre de imposto. Apesar da estabilidade nesse início de março, houve desvalorização de 4,2% nos últimos trinta dias. No Rio Grande do Sul, considerando o mesmo período, a queda de preço foi de 9,6%. Atualmente, o produto está cotado em R$2,35/kg. Apesar da estabilidade na primeira semana de março, a oferta maior que a demanda mantém o viés de baixa, o que pode refletir nas cotações no curto prazo.

SCOT CONSULTORIA

Ministra vê chance de país voltar a vender carne aos EUA

O Brasil tem boas expectativas quanto à reabertura do mercado norte-americano à carne bovina in natura do país, disse na terça-feira a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, às vésperas de sua viagem aos Estados Unidos em comitiva com o Presidente Jair Bolsonaro

“Acho que é boa (a expectativa). Estamos levando, preparando aí toda uma documentação e vamos ver se se retoma aquela abertura já existente (no passado), para que todo o nosso parque de frigoríficos possa exportar para os EUA”, afirmou ela a jornalistas durante o congresso Anufood Brazil, evento do setor de alimentos e bebidas, em São Paulo. Indagada sobre eventuais contrapartidas que o Brasil terá de assumir neste assunto, Tereza disse que não poderia comentar. Os EUA suspenderam os embarques de carne bovina in natura do Brasil em meados de 2017, após alguns lotes com inconformidades, como abcessos (caroços), terem sido reportados por Washington. O governo vem desde então tentando reabrir o mercado norte-americano, o que daria um status de segurança ao produto brasileiro vendido no exterior. Além disso, havia expectativa do setor de que os EUA poderiam ser grandes compradores do produto do Brasil, que tem ampla oferta da carne de dianteiro do gado, usada para fazer hambúrguer, produto altamente consumido nos EUA. Segundo Tereza, o Brasil apenas espera a “boa vontade” dos EUA após ter cumprido com tudo o que foi pedido pelos norte-americanos. O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina, tendo exportado um recorde superior a 1,6 milhão de toneladas em 2018. Além da carne bovina, outros temas que o Brasil colocará sobre a mesa nas conversas com os EUA serão a abertura daquele mercado ao açúcar nacional e as taxas sobre o etanol norte-americano.

REUTERS

Relação de troca melhora com o boi magro no Paraná

Após sofrer com a falta de chuvas em dezembro e janeiro, em fevereiro as águas caíram com maior volume e regularidade no Paraná, melhorando as condições das pastagens e a procura por negócios no mercado de reposição

Mas o recriador e invernista que está negociando a reposição do rebanho atualmente viu seu poder de compra diminuir com todas as categorias desde o início do ano, exceto com o boi magro (12@). De janeiro até aqui a arroba do boi gordo subiu 0,4%, enquanto que no mesmo período a cotação do boi magro não mudou. Logo a relação de troca melhorou para o comprador. Atualmente com a venda de um boi gordo de 16,5@ adquire-se 1,36 boi magro número 0,8% maior do que em janeiro. Vale também destacar que a relação de troca com o boi magro é a única entre todas as categorias que está acima da média histórica, que é de 1,34. Apesar de singela, a melhora do poder de compra do recriador e invernista frente ao boi magro vem em um período onde a disponibilidade e qualidade do capim são maiores, diminuindo o custo com a engorda frente ao período seco do ano. Muitos pecuaristas aproveitam esse momento e preparam os animais nesse período para serem terminados em confinamento ao final do primeiro semestre, quando a disponibilidade de capim diminui. Sendo assim, a troca mais atrativa com a categoria pode gerar oportunidades para o recriador e invernista.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Ibovespa fecha no vermelho com ajuste à espera da Previdência

O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira, com B2W entre as maiores baixas após anúncio de investimentos da norte-americana PayPal no Mercado Livre, enquanto investidores permanecem na expectativa de novidades sobre a pauta de reformas do governo, em particular mudanças nas regras de aposentadorias

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,2 por cento, a 97.828,03 pontos. O volume financeiro totalizou 12,88 bilhões de reais. O recuo acontece após o Ibovespa valorizar-se 2,79 por cento na segunda-feira, a 98.026,62 pontos, maior patamar de fechamento desde 5 de fevereiro, apoiado entre outros fatores na expectativa de avanço no andamento da reforma da Previdência nesta semana. Agentes financeiros viram o comportamento do Ibovespa nesta sessão como uma acomodação, de lado, o que deve continuar até avanços efetivos na tramitação da proposta da Previdência encaminhada ao Congresso Nacional no mês passado. “Acho que continua assim até a aprovação das reformas…devemos ver esse jogo de realização de lucros e entrada (de recursos)”, disse o chefe da área de renda variável da corretora de um banco em São Paulo, que pediu para não ter o nome citado. Wall Street fechou com o S&P 500 e o Nasdaq no azul, após dados de inflação chancelarem o viés ‘dovish’ do Federal Reserve, enquanto a nova queda das ações da Boeing enfraqueceu o Dow Jones.

REUTERS

Dólar recua contra o real atento a exterior

O dólar recuou 0,66 por cento, a 3,8165 reais na venda. Na sessão, oscilou entre 3,8456 reais e 3,8029 reais. O dólar futuro caía 0,65 por cento

Neste pregão, a moeda norte-americana cedeu pela terceira sessão consecutiva, devolvendo ganhos da forte alta na semana passada, quando acumulou valorização de 2,38 por cento sobre o real. “Esperamos que o dólar volte a 3,75 reais nos próximos poucos dias. Não há compradores de dólar nestes níveis. Também haverá um efeito secundário, uma vez que um real mais forte pode colocar um freio sobre um novo rali nas ações, então o real pode ser a melhor compra do momento”, avaliou o chefe da mesa proprietária de um banco em São Paulo. O mercado segue focado na tramitação da Previdência, com expectativa de que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, primeiro destino da matéria, seja instalada na quarta-feira. No exterior, o dólar operava em queda de 0,3 por cento contra uma cesta de moedas, refletindo o maior apetite por risco que prevaleceu ao longo do pregão, mas reduziu perdas após o Parlamento britânico rejeitar pela segunda vez um acordo de Brexit negociado pelo premiê, Thereza May. Investidores também trazem no radar certo otimismo ligado às negociações entre China e Estados Unidos após declarações do principal negociador dos EUA.

REUTERS

IPCA acelera alta em fevereiro a 0,43% sob peso de mensalidades escolares

Os preços de Educação pressionaram em fevereiro em um movimento sazonal e a inflação oficial do Brasil acelerou a alta no mês, mas ainda assim o cenário é de preços benignos neste ano com a alta em 12 meses abaixo do centro da meta do governo

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu em fevereiro 0,43 por cento, após 0,32 por cento no primeiro mês do ano. O resultado foi o mais elevado desde outubro (+0,45 por cento) e o mais forte para o mês em três anos. Os dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram ainda que, em 12 meses, o IPCA registrou avanço de 3,89 por cento, de 3,78 por cento em janeiro. Apesar do avanço, o índice permanece abaixo do centro da meta oficial de inflação do governo para 2019, de 4,25 por cento pelo IPCA, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Educação acelerou a alta em fevereiro a 3,53 por cento, de 0,12 por cento no mês anterior. Alimentação e Bebidas, por outro lado, desacelerou a alta em fevereiro a 0,78 por cento, de 0,90 por cento antes, mas ainda assim exerceu o maior impacto no IPCA devido a seu peso.

“O movimento de aceleração de janeiro para fevereiro foi liderado pelo grupo Educação, embora o impacto dos alimentos tenha sido maior. Também mostrou alívio a inflação de serviços, que foi de 0,39 por cento em fevereiro após alta de 0,50 por cento em janeiro. Com isso, em 12 meses, serviços desacelerou a alta a 3,35 por cento, menor patamar desde novembro (3,32 por cento). As perspectivas para a inflação em 2019, mesmo com a pressão maior no início do ano, permanecem confortáveis, com um ritmo moderado de crescimento econômico e a lenta recuperação do mercado de trabalho no Brasil contendo altas mais contundentes de preços.

REUTERS

EMPRESAS

Minerva reduz alavancagem, mas tem prejuízo

Depois de passar quase todo o último ano pressionada pelo endividamento excessivo, a Minerva Foods, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, conseguiu reduzir o índice de alavancagem de forma substancial no quarto trimestres graças ao aumento de capital de cerca de R$ 1 bilhão e à geração de caixa livre de mais de R$ 300 milhões

Mesmo assim, a companhia brasileira fechou o quarto trimestre no vermelho, com prejuízo líquido de R$ 92,1 milhões. Na comparação com o mesmo período de 2017, porém, a perda diminuiu 70,6%. No acumulado do ano passado, o prejuízo mais que quadruplicou, alcançando R$ 1,2 bilhões. De acordo com o Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da companhia, Edison Ticle, a Minerva teria fechado o quarto trimestre no azul, com um lucro da ordem de R$ 10 milhões, se não fossem itens não recorrentes — a maior parte sem efeito no caixa — como a redução de R$ 18,8 milhões no valor a recuperar para o ativo imobilizado, despesas de R$ 24,1 milhões em razão da hiperinflação na Argentina e quase R$ 60 milhões do resgate de títulos no exterior. No quarto trimestre, a Minerva reportou melhores resultados operacionais. No período, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado somou R$ 462,8 milhões, um crescimento de 27,4% na comparação com os R$ 362,4 milhões vistos no mesmo intervalo do ano anterior. Com isso, a margem Ebitda ajustada passou de 9,2% para 10%. Na mesma comparação, a receita líquida aumentou 16,3%, para R$ 4,6 bilhões. De acordo com Ticle, o melhor resultado operacional foi sustentado, entre outros fatores, pela evolução da rentabilidade da Athena Foods, empresa que reúne as operações da Minerva Foods fora do Brasil e que está em processo para a abertura de capital na bolsa de Santiago, no Chile. Com uma participação de 41% nas vendas totais da Minerva no quarto trimestre, a Athena registrou uma margem Ebitda de 8,2% no período, ante uma margem de 7,1% um ano antes. Além disso, a Minerva conseguiu gerar caixa por meio da redução da necessidade de capital de giro. O planejamento da Minerva para este ano prevê uma receita líquida entre R$ 16,5 bilhões e R$ 17,5 bilhões, ante R$ 16,2 bilhões no ano passado.

VALOR ECONÔMICO

Marfrig lança e-commerce para clientes de food service e pequeno varejo no Brasil

A Marfrig Global Foods lançou durante o evento ANUFOOD Brazil, na terça-feira (12), em São Paulo (SP), uma plataforma de comércio eletrônico voltada para os clientes do segmento de food service e pequeno varejo no Brasil, informou a empresa em comunicado

Por meio do website mercadomarfrig.com,esses clientes poderão comprar os produtos fabricados pelo grupo utilizando um novo sistema de pagamentos via cartão de crédito. Entre os produtos oferecidos no site estão itens das marcas premium Bassi, Bassi Cordeiro da Patagônia, Bassi Stars, Marfrig Steakhouse, Montana Premium Beef e Montana Dia a Dia. “A companhia acredita nessa nova plataforma de vendas como um importante canal de atendimento ao nosso cliente”, disse o Diretor de Food Service da empresa, Marcelo Proença. A Marfrig adquiriu no ano passado a fábrica de hambúrgueres da BRF S.A. em Várzea Grande (MT), com a qual pretende expandir o atendimento ao segmento de food service.

CARNETEC

Minerva anuncia novo diretor de RI, meta de receita para 2019

A Minerva espera registrar uma receita líquida consolidada de R$ 16,5 bilhões a R$ 17,5 bilhões no ano de 2019, considerando uma taxa de câmbio de US$ 1 a R$ 3,80, informou a empresa em comunicado na terça-feira (12)

A Minerva também informou que seu Conselho de Administração aprovou a eleição de Edison Ticle como novo Diretor de Relações com Investidores. Eduardo Puzziello, que ocupava o cargo, irá “assumir novos desafios na Athena Foods”, subsidiária da Minerva que iniciou o processo para realizar uma futura abertura de capital no Chile.

CARNETEC

FRANGOS & SUÍNOS

Suíno Vivo: altas em SC e em SP

Na terça-feira (12), a cotação do suíno vivo teve alta de 4,92% em São Paulo, a R$4,48/kg e alta de 4,01% em Santa Catarina, a R$3,89/kg.

O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente a ontem (11), trouxe cenários mistos, sendo a variação mais expressiva a queda de -0,81% no Paraná, a R$3,69/kg. A Scot Consultoria ressalta que as vendas de suínos devem ganhar força nos próximos dias, já que o recebimento de salários pode impulsionar as vendas.

Cepea/Esalq

Frango Vivo: alta de 0,83% em SC

Na terça-feira (12), a cotação do frango vivo teve alta de 0,83% em Santa Catarina, sendo estabelecida em R$2,43/kg

O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo trouxe estabilidade para o frango na granja, a R$3,10/kg e alta de 1,14% para o frango no atacado, a R$4,45/kg. De acordo com a Scot, a tendência é que o mercado de frango se mantenha firme nos próximos dias. Sendo assim, reajustes positivos não estão descartados.

Scot Consultoria

Exportações de carnes seguem com força

Pelos primeiros dados divulgados pela SECEX/MDIC, a receita cambial das três principais carnes exportadas pelo País ficou em quase US$150 milhões na primeira semana de março, caindo para perto de US$93 milhões na segunda semana – resultados que, para o primeiro decêndio do mês, correspondem a uma média diária de quase US$107 milhões, valor 87% e 72% superior aos alcançados no mês anterior e no mesmo mês de 2018.

As projeções para as carnes suína, bovina e de frango se encontram, respectivamente, 56%, 53% e 63% acima do que foi registrado há um ano – resultados elevados para o momento das exportações brasileiras de carnes (primeiro trimestre, quando normalmente são registrados os menores embarques do ano).  O mais provável é que apontem, ao final de março, volume correspondente a 55%-65% das projeções atuais.

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