CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 949 DE 12 DE MARÇO DE 2019

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Ano 5 | nº 949 | 12 de março de 2019

NOTÍCIAS

A folia foi leve no mercado de carne bovina

Após duas semanas seguidas de valorizações, parecia que o movimento de alta, apesar de tímido, seria mais consistente para a carne bovina, mas logo após a volta do Carnaval o mercado perdeu força e os preços tiveram uma leve queda

Na última semana, segundo levantamento da Scot Consultoria, a desvalorização foi de 0,2% na média de todos os cortes de carne bovina sem osso vendida no atacado pelos frigoríficos. O recuo foi sutil, mas aconteceu mesmo com um quadro de estoques baixos em função da diminuição dos abates neste início de março. O que indica que o varejo tem comprado pouco e a saída de carne das indústrias está baixa.  Mas em uma comparação anual os frigoríficos estão vendendo a produção por um preço 4,3% maior do que estavam no mesmo período do ano passado, considerando valores nominais. Para os próximos dias, o recebimento dos salários deve estimular o consumo e aquecer as vendas de carne no varejo, elo que está com estoques rasos. Portanto, a expectativa é de que os varejistas pressionem as compras no atacado em curto prazo, o que deve dar força para as cotações da carne bovina.

SCOT CONSULTORIA

Oferta regulada à demanda no mercado do boi gordo

O recebimento dos salários não surtiu efeito sobre as cotações da arroba do boi gordo. O consumo não melhorou, mas a oferta de boiadas está aquém da necessária para que as indústrias pressionem o mercado

Sazonalmente março é um mês cuja disponibilidade de boiadas é maior, em relação a fevereiro, devido ao descarte de fêmeas. No levantamento do mercado do boi gordo da última segunda-feira (11/3), houve quatro altas e três baixas.

SCOT CONSULTORIA

Brasileiros diminuem consumo de açúcar refinado, carne vermelha e refrigerante, revela pesquisa

O brasileiro está mudando seus hábitos alimentares dentro de casa. De acordo com dados levantados pela Kantar Worldpanel, 27% dos lares declaram ter feito mudanças na alimentação, aumentando o consumo de frutas, sucos naturais e diminuindo o consumo de carne vermelha, açúcar e refrigerante

Ainda com forte presença no país, as carnes também foram impactadas pelos novos comportamentos dos consumidores. Todas – bovina, frango e suína – apresentaram queda de volume em 2018 na comparação com o ano anterior. No entanto, dos lares que declaram ter feito mudanças nos hábitos alimentares, 50% deles dizem ter diminuído o consumo das carnes vermelhas.

Newtrade

ECONOMIA

BOLSA: Índice sobe 2,8% e recupera 98 mil pontos com exterior

A bolsa paulista abriu a semana com ganhos, embalada pelo viés positivo em praças acionárias no exterior e expectativa de avanço na reforma da Previdência nesta semana, com as ações da Petrobras entre os destaques da sessão

O Ibovespa encerrou em alta de 2,79 por cento, a 98.026,62 pontos, maior patamar de fechamento desde 5 de fevereiro. O volume financeiro somou 14,6 bilhões de reais. O ânimo vem após comentários mais engajados do Presidente Jair Bolsonaro em defesa da reforma, além de sinalizações do Ministro da Economia, Paulo Guedes, de uma pauta positiva, conforme entrevista publicada no Estadão do domingo. As atenções agora estão voltadas para a instalação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na Câmara dos Deputados, primeiro colegiado em que a reforma tramitará, o que é esperado para ocorrer na quarta-feira. Nos últimos dias, ruídos políticos e ceticismo com a titubeante articulação política fizeram o Ibovespa recuar abaixo de 94 mil pontos durante o pregão, mas o desempenho desta sessão reverteu as perdas de março e o aproximou de 98 mil pontos. Em Wall Street, a segunda-feira pôs fim a uma série de cinco pregões de queda, com ações de tecnologia entre os principais suportes, além de números melhores sobre as vendas no varejo dos Estados Unidos. O S&P 500 subiu 1,47 por cento.

REUTERS

Dólar recua ante real com expectativa otimista

O dólar fechou em queda ante o real na segunda-feira, com a tramitação da reforma da Previdência no foco, em semana que deve contar com a instalação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na Câmara

O dólar recuou 0,73 por cento, a 3,8418 reais na venda. No pregão, oscilou entre 3,8676 reais e 3,8346 reais. O dólar futuro caía 0,72 por cento. Para quarta-feira, está prevista a instalação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na Câmara, primeira parada da reforma da Previdência, afirmou Maia na semana passada. Apesar de o foco maior estar na Previdência, investidores também acompanharam, pela manhã, a divulgação de dados de vendas no varejo dos Estados Unidos. A despeito de uma alta em janeiro, os dados de dezembro foram revisados para um número bem mais fraco, no pior desempenho desde dezembro de 2009, quando a economia estava saindo da recessão. Permanece a percepção de que investidores estrangeiros ainda não devem retornar às negociações locais até que haja avanços mais concretos na Previdência, mas também pela avaliação de que as moedas emergentes têm pior relação risco/retorno, especialmente comparadas ao mercado de bônus, segundo nota do Goldman Sachs.

REUTERS

Cenário para produção industrial no Focus piora, e expectativa para alta do PIB este ano volta a cair

A expectativa para o desempenho da economia neste ano voltou a ser reduzida na pesquisa Focus que o Banco Central divulgou na segunda-feira, com queda na projeção para o crescimento da produção industrial

Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento em 2019 caiu pela segunda semana seguida, a 2,28 por cento, de 2,30 por cento antes. O dado acompanha a piora na visão dos economistas consultados para a produção industrial, cujo crescimento está estimado agora em 2,80 por cento, 0,1 ponto percentual a menos do que na semana anterior. Para 2020, entretanto, a conta para a expansão do PIB aumentou em 0,1 ponto, para 2,80 por cento, com a expectativa para a indústria mantida em 3 por cento. O levantamento semanal apontou ainda que a expectativa para a alta do IPCA este ano subiu a 3,87 por cento, de 3,85 por cento, com a projeção para os preços administrados passando a uma alta de 4,92 por cento, 0,03 ponto a mais. Para 2020 os economistas mantiveram, na mediana das projeções, a expectativa de que a inflação terminará a 4 por cento. O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25 por cento e, de 2020, de 4 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. O Focus mostrou ainda que a taxa básica de juros deve terminar este ano a 6,50 por cento e o próximo a 8 por cento, sem alterações e o mesmo cenário visto pelo Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões. Atualmente a Selic está no piso histórico de 6,5 por cento.

REUTERS

EMPRESAS

Marfrig amplia participação em empresa nos EUA

A Marfrig anunciou nesta segunda-feira que fechou acordo com parceiros para aumento conjunto de participação na norte-americana Iowa Premium

Segundo a Marfrig, também participaram do acordo Jefferies Financial, Premium Beef, TMK, e NBPCo. Em conjunto, os sócios posteriormente vão realizar a integralização de capital na National Beef. O controle da Iowa Premium foi comprado da Sysco Holdings pelo valor total de 150 milhões de dólares. A participação proporcional da NBM, unidade da Marfrig na transação, é de 76,5 milhões de dólares. O saldo remanescente será pago proporcionalmente pelos demais sócios. Foi firmado ainda um contrato de fornecimento de longo prazo para Sysco, por cinco anos. Com um faturamento de 644 milhões de dólares em 2018, Iowa Premium é uma empresa sediada na cidade de Tama, Iowa, com capacidade de abate de 1.100 cabeças/dia. A Iowa Premium trabalha apenas com animais de alta qualidade (Black Angus), segundo a Marfrig.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Peste na China eleva e valoriza exportação de carne suína do Brasil

O surto de peste suína africana na China deixou de ser apenas um fator de especulação sobre o comércio mundial de carnes. O Ano Novo Chinês, em fevereiro, marcou um ponto de inflexão no humor – e nas vendas, é claro – da indústria de carne suína do Brasil. A expectativa de executivos do segmento é que os embarques do produto para o país asiático ganhem envergadura nos próximos meses

“Houve uma mudança total de demanda e preço. É o momento de o país compensar as perdas dos últimos anos”, afirmou ao Valor um alto executivo de uma das principais agroindústrias processadoras de suínos do país. De acordo com um executivo de um grande exportador, o preço do pernil suíno vendido pelo Brasil à China passou de US$ 2 mil por tonelada, no ano passado, para US$ 3 mil nos contratos fechados recentemente, com embarque nos portos brasileiros a partir de abril. Pelos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), porém, ainda não é possível confirmar um forte aumento do volume comercializado, mas apenas dos preços. Nas últimas semanas os sinais de redução da oferta chinesa são cada vez maiores, o que casa com a mudança de humor na indústria de carne suína do Brasil. Na bolsa de Chicago, os contratos futuros de suíno magro subiram mais de 16% nos últimos 11 pregões, de acordo com a agência Dow Jones Newswires. Corroborando o cenário, o Ministério da Agricultura da China informou no mês passado que a oferta de carne suína no país caiu 12,6% em janeiro, na comparação anual. Nesse cenário, algumas indústrias de ração na China vêm reportando queda de mais de 20% nas vendas, conforme relatos da agência Agricensus. Pequim deve substituir a Rússia não só em importância no volume de vendas, mas também em preços, o que é fundamental para a recuperação da rentabilidade do segmento, que ainda está negativa em 6%, conforme o indicador da MB Agro. Até 2017, os russos respondiam por cerca de 40% do volume de carne suína exportada pelo Brasil e 50% da receita cambial. De acordo com dados compilados pela ABPA, o preço médio da carne suína exportada para a China passou de US$ 1.726 por tonelada, em setembro do ano passado, para US$ 2.053 por tonelada em dezembro. Trata-se de uma alta de quase 20%. Segundo a ABPA, novos contratos de exportação para a China estão sendo fechados a valores próximos de US$ 2,5 mil por tonelada, enquanto as vendas aos russos saem por cerca de US$ 2,6 mil por tonelada. No primeiro bimestre, as exportações diretas de carne suína do Brasil para a China somaram 20,5 mil toneladas, segundo dados preliminares compilados pala ABPA. Hong Kong foi o segundo maior destino, com 20 mil toneladas. A Rússia ficou na terceira posição, comprando 11 mil toneladas no período.

VALOR ECONÔMICO

Exportação de carne de frango do Brasil soma 316,9 mil t em fevereiro, alta de 2,2%

As exportações de carne de frango do Brasil somaram 316,9 mil toneladas em fevereiro, alta de 2,2 por cento ante igual período do ano anterior, com o impulso das compras da China, informou na segunda-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

Segundo o órgão, os números representam tanto exportações do produto in natura quanto processado, com cifras totalizando 526 milhões de dólares, aumento de 6,3 por cento em relação a fevereiro de 2018. “O principal destaque do mês é a China, que assumiu a liderança entre os destinos das exportações brasileiras em fevereiro”, aponta a ABPA, mencionando alta de 11 por cento das importações chinesas ante o mesmo mês do ano anterior, para 38,8 mil toneladas. A associação também destaca um avanço das compras da Coreia do Sul, que importou 24 por cento a mais que em fevereiro passado após autorizar exportações de mais quatro frigoríficos brasileiros —número que chegou a nove no fim do mês, segundo o Ministério da Agricultura. “A situação sanitária em países da Ásia, como é o caso da China, decorrente de focos de peste suína africana, pressionaram a demanda por diversas proteínas em grandes mercados daquela região”, comentou Francisco Turra, Presidente da ABPA. “Graças a isso, a receita geral das exportações brasileiras apresentou melhor nível de elevação que o saldo em volumes.” O Brasil é o maior exportador de carne de frango. No primeiro bimestre do ano, a ABPA informou que as exportações de frango somaram 598,7 mil toneladas, queda de 6,6 por cento em relação a igual período de 2018. A receita das exportações nos dois meses iniciais de 2019 foi de 979,1 milhões de dólares, 3,6 por cento a menos que nos de 2018, mesmo com alta de 5 por cento no mercado chinês. Os chineses importaram 12,4 por cento do total da carne de frango vendida pelo Brasil no bimestre, o equivalente a 72,5 mil toneladas, levemente abaixo da Arábia Saudita, que adquiriu 74,7 mil toneladas (12,8 por cento).

REUTERS

INTERNACIONAL

Exportações de carne bovina dos EUA atingem novo pico em 2018

As exportações de carne bovina dos EUA em 2018 superaram os recordes de valor e volume estabelecidos há um ano, segundo estatísticas da USDAF (USMEF)

A forte demanda da Coreia do Sul, Japão, Taiwan e região da ASEAN impulsionou as exportações de carne bovina, que aumentaram em 7%, para 1,35 milhão de toneladas a partir de 2017. O valor das exportações subiu 15%, para US $ 8,33 bilhões. “Pode não ter havido uma maior história de sucesso comercial em 2018 do que as exportações de carne bovina dos EUA para a Coreia”, disse Dan Halstrom, CEO da USMEF, em um comunicado. “Menos de uma década após o fim dos protestos de rua que se opunham à reabertura deste mercado, os coreanos agora consomem mais carne bovina per capita dos EUA do que qualquer destino internacional”. A Coreia gerou metade do aumento de US $ 1 bilhão em exportações de carne bovina, auxiliado pelo financiamento promocional do USDA e pelas tarifas de importação mais baixas sob o Acordo de Livre Comércio Coreia-EUA(KORUS), disse a USMEF. As exportações para a Coreia cresceram 30% em relação ao ano anterior em volume, para 239.676 toneladas, e aumentaram em 43% em valor, para US $ 1,75 bilhão. As exportações para o principal mercado, o Japão, subiram 7%, para 330.217 toneladas e 10% em valor, para US $ 2,08 bilhões. As exportações de carne bovina para a China/Hong Kong abrandaram em novembro e dezembro, encerrando o ano com queda de 3% em volume, para 130.129 toneladas. A China reabriu para a carne bovina dos Estados Unidos em junho de 2017, depois de uma ausência de 13 anos, mas a carne bovina dos EUA foi fortemente prejudicada pelo imposto retaliatório de 25% imposto pela China no ano passado, elevando a tarifa total da carne bovina dos Estados Unidos para 37%, disse a USMEF. No total, as exportações de carne bovina representaram 13,5 por cento da produção total de carne em 2018 e 11,1 por cento para os cortes musculares, ambos a partir de 2017.

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