CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 948 DE 11 DE MARÇO DE 2019

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Ano 5 | nº 948 | 11 de março de 2019

NOTÍCIAS

BOI/CEPEA: preços oscilam em fevereiro

Preços do boi gordo oscilaram no correr de fevereiro

Os preços do boi gordo oscilaram no correr de fevereiro, movimento que esteve atrelado à entrada e à saída de operadores do mercado, de acordo com pesquisas do Cepea. Ao longo do mês, o Indicador do boi gordo ESALQ/B3 oscilou entre R$ 148,50 e R$ 152,75, fechando o dia 28 de fevereiro a R$ 150,20, queda acumulada de 2,02%. Quando considerada a média do mês, o Indicador foi de R$ 150,38, sendo 1,22% inferior ao do mês anterior e 2,59% abaixo do de fevereiro do ano passado, em termos reais (valores foram deflacionados por IGP-DI de janeiro). No geral, ainda que a demanda por animais para exportação estivesse um pouco mais aquecida ao longo de fevereiro, a típica procura doméstica enfraquecida em início de ano (por conta dos gastos extras deste período) limitou aumentos nos preços da arroba no mês, conforme apontam pesquisadores do Cepea. Além disso, a oferta de animais superior à demanda em alguns períodos fevereiro também reforçou o movimento pontual de queda nos preços.

CEPEA/ESALQ

Cotações do boi gordo sobem em São Paulo

Com menos dias de negociação na última semana, caiu a quantidade de negócios no mercado do boi gordo e muitos frigoríficos aguardam a retomada da normalidade dos negócios para definirem as estratégias de compra

Diante disso, as referências ficaram estáveis na maior parte do país na última sexta-feira (8/3). O que chama a atenção é que onde as cotações tiveram alterações, o movimento mais observado foi o de alta. Em São Paulo, por exemplo, após dezessete dias de estabilidade a referência para a arroba do boi gordo subiu 0,7% e ficou cotada em R$152,50, à vista, livre de Funrural (8/3). Já no mercado atacadista de carne bovina com osso, a oferta restrita e o menor volume de abates na última semana enxugaram os estoques, fato que pressionou para cima as referências, que fecharam em alta e voltaram para os mesmos patamares pré-carnaval. A carcaça de bovinos castrados está cotada em R$10,22/kg.

SCOT CONSULTORIA

Mercado de reposição retomando o ritmo pós Carnaval

Devido ao feriado prolongado, o volume de negócios concretizados no mercado de reposição foi baixo e insuficiente para estabelecer uma referência. Logo as cotações ficaram estáveis frente ao último levantamento semanal

Passado o Carnaval o mercado deve retomar a normalidade gradativamente, conforme vendedores e compradores retornem aos negócios com maior intensidade. Estamos no início do mês e com a entrada de salários a população deve a aumentar a demanda por carne bovina, o que tende a manter as cotações do boi gordo pelo menos sustentadas. Esse é um fator que pode dar ânimo para recriadores e invernistas se lançarem às compras com maior afinco. Além disso, nas últimas semanas as chuvas chegaram com maior volume e regularidade, melhorando a qualidade do pasto e aumentando a capacidade de suporte. Esse é um ponto que também pode aumentar a demanda pela reposição, principalmente das categorias mais eradas, como garrote e boi magro. Com as condições de pasto melhores, muitos pecuaristas compram estas categorias para prepararem os animais para serem terminados em confinamento no período seco do ano, geralmente começando entre maio e junho. Mas também vale ressaltar que o aumento da qualidade dos pastos tende a melhorar o poder de retenção da ponta vendedora que endurece as negociações devido ao maior poder de barganha.

SCOT CONSULTORIA

Exportação de couro em alta, mas preço segue em baixa

Segundo a Secretaria do Comércio Exterior, em fevereiro o Brasil exportou 42,8 mil toneladas de couro. Alta de 3,7% na comparação mensal e 3,3% em relação a fevereiro de 2018.

Entretanto, mesmo com o maior volume de peles embarcadas, com a desvalorização registrada nos últimos doze meses, o faturamento em fevereiro com a exportação foi 22,6% menor em relação ao mesmo período do ano passado.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Ibovespa fecha em alta com notícias sobre Previdência e melhora em NY

O Ibovespa fechou em alta e acima dos 95 mil pontos na sexta-feira, em meio a noticiário mais favorável sobre a reforma da Previdência e melhora em Nova York, apesar de dados da China e Estados Unidos endossando apreensões com o ritmo do crescimento econômico mundial

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,09 por cento, a 95.364,85 pontos, encerrando perto da máxima da sessão (95.475,68 pontos). O giro financeiro do pregão somou 16,3 bilhões de reais. Após uma abertura mais negativa, pressionado pelo cenário externo, o Ibovespa passou a oscilar no campo positivo em meio a novas declarações do Presidente Jair Bolsonaro defendendo a reforma da Previdência, que ele considera ser possível aprovar no primeiro semestre. A alta acelerou à tarde, após entrevista do ministro da Economia, Paulo Guedes, ao Estadão, na qual ele disse que Bolsonaro “fará sua parte” para garantir a aprovação da reforma ainda neste ano e que mapeamento do governo indica faltar apenas 48 votos para a reforma passar na Câmara dos Deputados. Perto do fechamento do pregão, o porta-voz da Presidência disse não ter conhecimento sobre mapa de votos para aprovação da PEC da Previdência. O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) afirmou que marcou para a quarta-feira a instalação da Comissão de Constituição e Justiça, primeiro colegiado em que a reforma tramitará. As novidades repercutiram bem entre agentes no mercado, que vêm adotando posições mais cautelosas dada a ausência de avanços efetivos quanto à reforma e explicitando a necessidade de maior engajamento do presidente e do governo na defesa da reforma. No começo do pregão, o Ibovespa recuou mais de 1 por cento, indo abaixo de 94 mil pontos, conforme números sobre as exportações chinesas e a criação de empregos nos EUA em fevereiro acentuaram temores sobre o ritmo do crescimento econômico global.

REUTERS

Dólar recua ante real após altas recentes

O dólar encerrou em queda na sexta-feira após dois dias de forte alta, com a reforma da Previdência no foco do mercado e investidores ainda cautelosos com a tramitação da matéria

O dólar recuou 0,37 por cento, a 3,8702 reais na venda. No pregão, oscilou entre 3,8505 e 3,9043 reais. Na semana, a divisa avançou cerca de 2,4 por cento frente ao real. O dólar futuro operava perto da estabilidade. Há razoável cautela entre agentes financeiros de que o governo não está dando a devida atenção à reforma da Previdência, o principal objeto de atenção de investidores locais e estrangeiros. “O mercado ainda está receoso com relação à Previdência, o que deixa o mercado mais nervoso é que o governo está mostrando que não está muito focado na reforma, está se deixando levar por outros assuntos políticos, meio eleitorais”, afirmou um operador de uma instituição financeira nacional. Na sexta-feira, o Presidente Jair Bolsonaro disse que a aprovação da Previdência no Congresso não pode levar um ano, ressaltando que é necessário aprová-la no primeiro semestre. Com perspectivas ainda instáveis do lado doméstico, o cenário externo, onde há certa aversão ao risco ligada a temores de menor crescimento da economia global, continua tendo forte impacto nas negociações no mercado local. Dados divulgados mais cedo mostraram que os EUA criaram apenas 20 mil vagas de trabalho em fevereiro, um número bem abaixo do que era esperado, endossando preocupações de desaceleração acentuada na atividade econômica norte-americana. Números mostraram que as exportações chinesas tiveram a maior queda em 3 anos em fevereiro, o que se somou aos temores de desaceleração global que já estavam no radar desde quinta-feira, quando decisão do Banco Central Europeu (BCE) de cortar previsões impactou fortemente mercados acionários e moedas ao redor do mundo.

REUTERS

Matérias-primas no atacado saltam, e IGP-DI acelera alta a 1,25% em fevereiro, diz FGV

Os preços das Matérias-Primas Brutas no atacado subiram com força, e o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) acelerou a alta em fevereiro a 1,25 por cento, de 0,07 por cento no mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na sexta-feira

No mês, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60 por cento do indicador todo, subiu 1,79 por cento, contra queda de 0,19 por cento em janeiro. No IPA, os preços das Matérias-Primas Brutas passaram a subir 3,85 por cento, deixando para trás a queda de 0,38 por cento em janeiro, puxados por minério de ferro, soja em grão e leite in natura. No varejo, os preços passaram a pressionar menos, com o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI), que responde por 30 por cento do IGP-DI, subindo 0,35 por cento, contra 0,57 por cento no mês anterior. A principal contribuição para esse resultado foi dada pelo grupo Educação, Leitura e Recreação, que caiu 0,65 por cento em fevereiro após avanço de 3,13 por cento no mês anterior, com influência principalmente do item cursos formais. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI), por sua vez, desacelerou a alta a 0,09 em fevereiro, sobre 0,49 por cento em janeiro. O IGP-DI é usado como referência para correções de preços e valores contratuais. Também é diretamente empregado no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) e das contas nacionais em geral.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Avicultura brasileira vê recuperação de preços em fevereiro, diz Cepea

O aumento nas demandas interna e externa por carne de frango colaborou para “certa recuperação” da avicultura nacional em fevereiro, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

“Apesar de os valores médios da carne terem sido apenas ligeiramente superiores aos de janeiro, foram expressivamente maiores que os registrados em fevereiro de 2018”, disse o Cepea em nota divulgada na sexta-feira (08). A recuperação nos preços ocorreu também porque o setor reduziu a oferta de produtos no mês passado em meio a um ajuste de produção. O preço do frango resfriado fechou fevereiro em R$ 4,32 o quilo, alta de 4,1% no mês, segundo dados do Cepea/Esalq no estado de São Paulo. Já o preço do frango congelado aumentou 1,92% no mesmo período, fechando fevereiro em R$ 4,25/quilo. O Cepea afirmou que o aumento nas cotações também ocorreu para o frango vivo no estado de São Paulo em relação a janeiro do ano passado. O Brasil exportou 289,8 mil toneladas de carne de frango in natura em fevereiro, uma alta de 11,2% em relação a janeiro, mas queda de 0,41% em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que ainda deve divulgar os números fechados das exportações do setor, havia informado em janeiro que esperava recuperação nas vendas externas de fevereiro após forte queda no início do ano.

CARNETEC

SUÍNOS/CEPEA: exportação registra bom desempenho em fevereiro

Exportações de carne suína in natura registraram bom desempenho em fevereiro

As exportações de carne suína in natura registraram bom desempenho em fevereiro e os preços domésticos da proteína e do animal apresentaram sucessivas altas no mercado doméstico na segunda quinzena do mês. Apesar desse cenário, os valores médios mensais da carne e do suíno vivo em fevereiro foram inferiores aos de janeiro. E esse movimento foi observado na maior parte das praças pesquisadas pelo Cepea. De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), foram exportadas 45,9 mil toneladas de carne suína in natura em fevereiro, 10% a mais do que em janeiro e 28,4% acima do volume embarcado em fevereiro/18. Em termos de receita, o valor auferido pelo setor foi de US$ 90,6 milhões, altas de 8% em relação ao de janeiro e de expressivos 17,8% frente a fevereiro/18.

CEPEA/ESALQ

Suíno vivo segue em recuperação de preço nos principais estados

Bolsa de Suínos catarinense apontou valorização de 3,31%, com o quilo do suíno passando de R$ 3,62 para R$ 3,74

Desta vez Santa Catarina, o principal produtor de suínos do país, entrou na lista dos estados que registraram valorização no preço do animal comercializado vivo. Na semana passada, a Bolsa de Suínos catarinense apontou valorização de 3,31%, com o quilo do suíno passando de R$ 3,62 para R$ 3,74, segundo dados da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS). Houve nova valorização também no Rio Grande do Sul, onde o quilo do suíno vivo chegou a R$ 3,83. Neste caso, houve avanço de 0,79% sobre o preço de R$ 3,80 da semana anterior, de acordo com a Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs). No Paraná, dados da Associação Paranaense de Suinocultores (APS) apontam para o preço de R$ 4,00 pelo quilo do animal vivo. Nas semanas anteriores, o valor era R$ 3,90. Ou seja, ocorreu um avanço de 2,56%. São Paulo, por sua vez, registrou valorização de 1,43%. Em informativo, a Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS) divulgou o valor de até R$ 4,27 pelo quilo do suíno vivo. A Bolsa de Suínos de Minas Gerais ainda registra R$ 4,20 pelo quilo do animal vivo. Os valores se mantêm ainda, conforme a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), em Mato Grosso, a R$ 3,80; Goiás, a R$ 4,20; e no Distrito Federal, a R$ 4,01.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL

Frango: altas de preços no atacado e nas granjas em São Paulo

Nas granjas de São Paulo, o frango terminado está cotado em R$3,05 por quilo, alta de 1,7% em sete dias

Já no atacado, os pedidos ocorreram com maior ímpeto nos últimos dias, além dos frigoríficos estarem com os estoques ajustados, os compradores estão se reabastecendo, aguardando uma melhora na demanda nos próximos dias. A carcaça teve valorização de 6,1% na última semana, passando de R$4,13 por quilo para os atuais R$4,38 por quilo. O mercado deve se manter firme e reajustes positivos não estão descartados.

SCOT CONSULTORIA

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