CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 947 DE 08 DE MARÇO DE 2019

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Ano 5 | nº 947 | 08 de março de 2019

NOTÍCIAS

Boi gordo: estoques menores podem gerar valorizações

Na maioria das praças pesquisadas, o primeiro dia efetivo de negociação no mercado do boi gordo acompanhou o esperado pós período de festividades: calmaria. No entanto, em algumas regiões houve mudanças e o mercado ganhou força na última quinta-feira (7/3), mas por fatores específicos

Na região Sul da Bahia as chuvas estão escassas há mais de 30 dias e a dificuldade de encontrar oferta de animais terminados em bons volumes pressionou para cima o preço da arroba. Já no Pará a reação positiva nos preços se deu pelas condições climáticas no estado. O excesso de chuvas degradou as rodovias e atrapalhou o tráfego dos caminhões boiadeiros, o que tem dificultado/impedido o transporte do gado até os frigoríficos. Em São Paulo, as ofertas de compra para o boi gordo não sofreram alterações quando comparadas às de antes do Carnaval (1/3). Contudo, as expectativas são de mercado positivo, já que o intervalo dos abates/negociações dos últimos dias encurtou as escalas de abates (as programações dos frigoríficos paulistas atendem, em média, a três dias). Com os estoques mais enxutos de carne bovina, a expectativa é que a pressão de compra das indústrias aumente, o que poderá gerar preços maiores para a arroba em curto prazo.

SCOT CONSULTORIA

A difícil missão de reabrir o mercado americano à carne

Às vésperas da visita do presidente da República, Jair Bolsonaro, aos EUA, o Ministério da Agricultura ainda tenta convencer o Departamento de Agricultura americano a reabrir seu mercado à carne bovina in natura do Brasil. No entanto, sinais emitidos por autoridades americanas indicam que a reabertura pode demorar mais

A Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, integrará a comitiva do Presidente Bolsonaro, que viaja no próximo dia 17 de março a Washington, e terá a árdua missão de negociar a reabertura do mercado americano, que havia sido prometida – mas não cumprida – por seu antecessor, Blairo Maggi. Em entrevista concedida em seu gabinete ao Valor, a Ministra disse nutrir esperanças de que esse comércio seja restabelecido ainda neste ano. Mas ela preferiu não fazer qualquer previsão de datas para evitar eventual frustração por parte dos frigoríficos, que esperavam ter voltado a exportar carne bovina in natura aos EUA ainda em 2018. Durante a visita a Washington, há a expectativa, ainda não confirmada, de um encontro de Tereza com Sonny Perdue, o Secretário de Agricultura dos EUA. Nos bastidores, há quem diga que o americano não estará na capital do país, o que indica a dificuldade das negociações. Não seria a primeira a vez. Perdue já cancelou encontros e até conferências telefônicas com o ex-ministro Blairo. Para Tereza, o sucesso na empreitada depende de outras negociações em torno da pauta agrícola brasileira com os EUA. Ao Valor, a Ministra afirmou que, por parte de Washington, também há uma pauta de quatro produtos prioritários, chamada pelos próprios americanos de “assuntos irritantes” e cujas exportações ao Brasil eles desejam alavancar ou destravar: carne suína, açúcar, etanol e trigo. Depois da eleição de Bolsonaro, os EUA voltaram a pedir ao Itamaraty uma cota de 750 mil toneladas isenta de tarifa para o trigo americano. Washington também deseja o fim do limite às exportações de etanol livre de tarifas. Um negociador do governo também afirmou que, até agora, somente o Brasil tem dado declarações mais firmes de que está disposto a ceder em negociações com os EUA, enquanto o mesmo ainda não está claro do lado americano. Mesmo em busca da abertura do mercado americano, a ministra minimizou o potencial dele. Para os frigoríficos brasileiros, porém, os EUA são um destino estratégico para equacionar as vendas dos diferentes cortes de carne. Ocorre que no mercado doméstico há grande consumo dos cortes do traseiro bovino, mas sobra de cortes do dianteiro, que são demandados nos EUA para a produção de hambúrguer.

VALOR ECONÔMICO

Ministra recebe empresários do setor de reciclagem animal

Entidades pedem modernização do marco regulatório do setor e ajuda na abertura de novos mercados

A Ministra Tereza Cristina (Agricultura, Abastecimento e Pecuária) recebeu na quinta-feira (7) representantes da indústria da reciclagem animal, diretores da Associação Brasileira de Reciclagem Animal (Abra), do Sindicato Nacional dos Coletores e Beneficiadores de Subprodutos de Origem Animal (Sincobesp) e de empresas. O setor, que exportou mais de 100 milhões de dólares em produtos no ano passado, apresentou uma série de reivindicações, entre elas a revisão da instrução normativa número 34, de 2008, que estabelece o marco regulatório da reciclagem animal. Para os dirigentes, a legislação está ultrapassada e provoca distorções de interpretação. Também pediu ajuda do ministério na abertura de novos mercados para exportação de seus produtos. Hoje, países como Vietnã e Bangladesh já são atendidos pelo mercado brasileiro, assim como Chile, Estados Unidos, África do Sul e outros. Mas o setor quer ampliar sua presença no mercado exterior, principalmente no continente asiático, além de acabar com as restrições para a entrada da farinha de ruminantes em alguns países. Temas como a esterilização de farinhas e o registro técnico dos produtos do setor também foram mencionados pelos empresários.

MAPA

Fiesp prevê aumento de 1,4% no consumo de carne bovina no Brasil

Projeção do Departamento do Agronegócio da Fiesp leva em consideração cenário de equilíbrio fiscal e de efetivação das reformas econômicas

O consumo brasileiro de carne bovina deve registrar crescimento de 1,4% em 2019, segundo aponta Departamento do Agronegócio (Deagro) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em estudo divulgado nesta quinta-feira. A projeção leva em consideração um cenário de equilíbrio fiscal e da efetivação das reformas econômicas. O estudo, intitulado “Outlook Fiesp 2028 – Projeções para o Agronegócio Brasileiro”, traça um panorama do setor para a próxima década e aponta que o Brasil deve registrar “ganho de participação no mercado mundial entre as principais commodities que produz e exporta”. O desempenho estimado para as carnes (bovina, suína e de frango) em 2019 sobre 2018 é de incremento na produção de carne bovina (+1,8%), carne de frango (+2,0%) e suína (+2,3%). O consumo doméstico deverá ter aumento de 1,4% para carne bovina, 1,4% para carne de frango e 1,7% para suína. Roberto Betancourt, Diretor do Deagro, destaca, contudo, que essas projeções podem sofrer influências de ameaças de curto prazo, como a incerteza quanto à questão do tabelamento do frete e o fim do convênio 100 do ICMS em abril deste ano. O convênio reduz o ICMS sobre os insumos agropecuários desde 1997. “Para as projeções, partimos da premissa que essas ameaças serão resolvidas de forma satisfatória no horizonte projetado”, explica.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Dólar avança mais de 1% ante real acompanhando exterior após decisão do BCE

O dólar subiu mais de 1 por cento ante o real na quinta-feira, tocando uma nova máxima do ano, alinhado ao movimento global de moedas, com mercados focados na decisão do Banco Central Europeu, enquanto, no front doméstico, receios sobre o andamento da reforma da Previdência reforçaram a cautela

O dólar avançou 1,27 por cento, a 3,8847 reais na venda, maior patamar desde 27 de dezembro de 2018. Neste pregão, a moeda oscilou entre 3,9040 reais e 3,8168 reais. O dólar futuro subia cerca de 1,2 por cento. No exterior, a moeda norte-americana subia cerca de 0,86 por cento contra uma cesta de moedas. A divisa norte-americana acelerou a alta contra o real após o BCE cortar nesta quinta-feira previsões de crescimento e inflação na zona do euro, bem como adiar para o próximo ano o momento de sua primeira alta de juros pós-crise e oferecer aos bancos novas rodadas de empréstimos baratos. Do lado doméstico, há uma crescente preocupação com a falta de notícias da parte do governo sobre a reforma da Previdência. Segundo Faganello, uma demora prolongada na instalação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) – que o Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, havia previsto para a semana passada – pode levar o mercado a pensar que o governo não tem a Previdência como uma de suas prioridades. Também há razoável preocupação entre agentes financeiros de que as recentes publicações controversas de Bolsonaro no Twitter possam dificultar a formação da base aliada no Congresso. Prevalece a percepção de aprovação do texto no segundo semestre do ano, mas ainda restam dúvidas quanto ao teor do texto que será chancelado por parlamentares.

REUTERS

Ibovespa fecha em leve alta após dia volátil com exterior e reformas no radar

O Ibovespa fechou em leve alta na quinta-feira, após trocar de sinal várias vezes durante o pregão, em sessão negativa nas bolsas no exterior e sem catalisadores domésticos diante da ausência de novidades efetivas na pauta de reformas do governo

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa registrou acréscimo de 0,13 por cento, a 94.340,17 pontos. O volume financeiro somou cerca de 13,2 bilhões de reais.

Wall Street fechou no vermelho, com o S&P 500 em queda de 0,8 por cento, após o Banco Central Europeu adiar aumentos nos juros pelo menos para o próximo ano, bem como cortar previsões de crescimento e inflação na zona do euro. No cenário doméstico, a agenda econômica continua no radar, mas a falta de avanço no andamento da reforma da Previdência desde seu envio ao Congresso Nacional tem referendado posições mais defensivas depois do rali de janeiro. Agentes do mercado têm criticado o comportamento do Presidente Jair Bolsonaro, de aparentemente focar no comportamento de pessoas e em movimentos culturais ao invés de se engajar para defender a pauta econômica do governo. Um desses profissionais avalia que se o Ibovespa perder o patamar dos 94 mil pontos pode causar algum desconforto no mercado local, criando uma grande pressão de venda. Em nota a clientes um pouco mais cedo, a mesa de sales no Brasil do Morgan Stanley tinha destacado que Bolsonaro precisa assumir a responsabilidade de impulsionar a reforma da Previdência, usando seu capital político. “Até agora, vimos muito pouco vindo do Presidente em defesa da reforma da Previdência”, afirmou, ressaltando que se o Congresso não sentir que o Presidente está engajado também não apoiará as mudanças nas regras das aposentadorias.

REUTERS

Indicador de preços da FAO atinge maior nível em seis meses

“As cotações de carne bovina e suína aumentaram, apoiadas por uma procura robusta de importações, juntamente com fornecimentos limitados de exportação de carne bovina, especialmente da Nova Zelândia, e de carne suína pela União Europeia”, apontou a FAO

O índice de preços da FAO, braço das Organizações das Nações Unidas (ONU) para agricultura e alimentação, atingiu o maior patamar dos últimos seis meses em fevereiro. O indicador teve alta de 2,7 pontos (1,7%) em relação a janeiro, atingindo 167,5 pontos. Na comparação com fevereiro de 2018, no entanto, o índice registrou queda de 4 pontos (-2,3%). De acordo com a FAO, todos os grupos alimentares que fazem parte do índice subiram na comparação com janeiro. O destaque, mais uma vez, foram os lácteos. Neste subíndice, a alta foi de 5,6%, alcançando 192,4 pontos no mês passado. “A forte demanda por importações, especialmente para suprimentos da Oceania, elevou os preços de leite desnatado em pó, do leite em pó integral e do queijo. Quanto à manteiga, uma queda sazonal na produção antecipada da Oceania nos próximos meses foi favorável aos preços”, apontou a FAO, em relatório mensal divulgado ontem. O indicador de preços para os cereais, por sua vez, atingiu 169 pontos em fevereiro, avanço marginal de 0,3 ponto percentual ante o mês anterior. As cotações do milho foram as que mais subiram, impulsionados pelos maiores preços de exportação dos Estados Unidos, principalmente devido à preocupação com interrupções no transporte, disse a FAO. Em compensação, os preços do trigo caíram significativamente, pressionados pelo enfraquecimento na demanda.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Expectativa de maior movimentação no mercado de suíno

Passado o Carnaval e a virada do mês, o mercado de suínos se manteve com os preços estáveis, porém, firmes

Nas granjas paulistas o animal terminado segue cotado, em média, em R$77,00 por arroba. No atacado, a carcaça suína segue negociada, em média, em R$6,20 por quilo. No âmbito externo, o volume exportado de carne suína in natura totalizou 45,9 mil toneladas em fevereiro, alta de 9,5% em relação a janeiro/19 e incremento de 21,4% frente a igual período do ano passado. A expectativa é que as vendas ganhem força nos próximos dias, já com os salários da população em circulação, o que pode incrementar as vendas.

SCOT CONSULTORIA

Frango sobe mais que carne bovina no varejo brasileiro

Concorrente direto da carne bovina, preço do frango subiu 7,61% no varejo entre janeiro de 2018 e janeiro deste ano

No período de um ano (de janeiro de 2018 a janeiro de 2019), o preço médio do frango, concorrente direto da carne bovina, subiu 7,61% no varejo brasileiro, enquanto os cortes do dianteiro e do traseiro tiveram aumento mais modestos, de 2,62% e 1,90% em igual período, respectivamente. É o que mostra o Índice Nacional de Vendas da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), chamado de “cesta Abrasmercado”, composta pelos 35 produtos mais consumidos nos supermercados brasileiros. Recentemente, analistas do Rabobank, banco sediado na Holanda que acompanha de perto os principais mercados agropecuários do mundo, disseram que existe a expectativa de queda no valor do frango brasileiro ao longo de 2019. O movimento seria incentivado pela incapacidade de o mercado internacional absorver todo o excedente do produto gerado pelas indústrias de aves do Brasil. Eventuais baixas no valor do frango podem incentivar ainda mais o consumo desta proteína no mercado interno brasileiro, atrapalhando a tão esperada retomada do consumo doméstico de carne bovina.

PORTAL DBO

Peste suína: USDA intensifica medidas para prevenção da doença nos EUA

Segundo o Departamento, mais 60 equipes de cães serão treinadas para intensificar o patrulhamento de aeroportos e portos norte-americanos

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou na quarta-feira, 6, que vai intensificar os esforços para impedir a entrada da peste suína africana (ASF, na sigla em inglês) no país. Segundo o Departamento, mais 60 equipes de cães serão treinadas para intensificar o patrulhamento de aeroportos e portos norte-americanos. Até o momento, segundo o USDA, nenhum caso da doença foi detectado na América do Norte, embora houvesse rumores da identificação da peste no Canadá. O vírus atingiu vários países europeus e, mais severamente, a China, que tem o maior plantel de suínos do mundo. O Conselho Nacional de Produtores de Carne Suína dos EUA comemorou as medidas do USDA e disse que qualquer potencial surto do vírus causaria sérias perdas a produtores do país.

ESTADÃO CONTEÚDO

INTERNACIONAL

Abertura do mercado japonês à carne uruguaia passa mensagem a outros mercados

No âmbito de uma das principais feiras de alimentos, como a Foodex em Tóquio e após a reabertura do Japão para a carne uruguaia, o Instituto Nacional da Carne (INAC) e o Instituto Uruguai XXI realizaram uma degustação de bife uruguaio um hotel naquela cidade para 150 empresários

O Presidente do INAC, Federico Stanham, disse que “o acesso a carne bovina maturada, congelada ou resfriada que o Japão aprovou é uma mensagem para outros mercados com as mesmas exigências, mas que não nos dá o mesmo nível de renda”. O Japão reabriu o mercado fechado desde 2000, com o surgimento da febre aftosa no Uruguai. A particularidade é que desta vez o país aceitou fazê-lo mesmo quando o Uruguai está livre de febre aftosa com vacinação. “Nem todos os países nos deram esse acesso, especialmente levando em conta que metade do mercado japonês exige cortes e carne congelada em bloco”, disse Stanham. “A surpresa agradável que recebemos é que também possibilitou duas plantas que fabricam hambúrgueres, o que é tremendamente importante, porque é o único mercado em que temos acesso como livre de febre aftosa com vacinação”, afirmou. “Além de ser uma grande conquista e carta de reconhecimento à produção de qualidade com gestão sanitária ajustada às exigências do público, é também uma mensagem para outros mercados com alta demanda, mas que não nos dá o mesmo nível de acesso”, afirmou o Presidente. do INAC. “É como dizer: ‘olhe, o Uruguai está pronto para receber esse tipo de demanda’”, acrescentou. Essa abertura do Japão “é uma questão que será usada nos esforços de sanidade com outros países para obter acesso igual”, explicou Stanham. Ele disse ainda que o futuro das exportações do setor de carne é a Ásia, especificamente porque é a única parte do mundo onde a demanda por carne vermelha está crescendo.

El País Digital

Brexit pode trazer mudanças ao comércio mundial de carne bovina

Em 2018, a União Europeia (UE) foi o terceiro maior comprador da carne bovina do Brasil, atrás somente de China e Hong Kong, com importações ao redor de US$ 730 milhões

Por isso, a indústria brasileira de carne vermelha deve estar acompanhando de perto o desenrolar das negociações para a saída do Reino Unido do bloco europeu, operação conhecida como “brexit”. Uma análise divulgada recentemente pelo banco holandês Rabobank mostra que a retirada do país britânico pode impactar o mercado mundial de carne bovina – só não se sabe exatamente de que maneira. O Reino Unido, diz o estudo, é o maior importador de carne bovina dos 27 países da UE. Porém, o país britânico também exporta 62% da carne de bovina congelada e fresca para os países do mesmo bloco – principalmente para Irlanda e Países Baixos. Segundo o Rabobank, ao longo de 2019, o mercado do Reino Unido continuará altamente dependente de fornecedores de carne bovina da própria União Europeia, pois as redes varejistas locais e as empresas ligadas ao setor de foodservice trabalham com padrões diferenciados em sua cadeia de suprimentos, o que limita o pool de fornecedores potenciais. Também não está claro ainda como ficaria a distribuição das quotas existentes após a retirada do Reino Unido. Atualmente, a UE desfruta de tarifas mais baixas para exportações de carne bovina ao Japão (medida válida para os próximos 15 anos). Mas é a Turquia que compra o maior volume de carne bovina produzida pelo bloco atualmente. Em relação às importações, além do Brasil, os vizinhos Argentina e Uruguai são grandes fornecedores da carne vermelha aos países da União Europeia.

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