CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 946 DE 07 DE MARÇO DE 2019

abra

Ano 5 | nº 946 | 07 de março de 2019

NOTÍCIAS

Cenário mais firme para o boi gordo

Após o Carnaval, temos o pagamento dos salários ajudando nas vendas de carne e logo após um período com menos compras de boiadas e abates, ou seja, menos carne

Com isto, a tendência é que o cenário após o feriado seja de mais firmeza no mercado do boi gordo que o observado recentemente. Um ponto de atenção é que tipicamente março é o mês com maior volume de venda de fêmeas para abate. No entanto, o cenário de provável retenção de vacas e novilhas esperado para 2019 deve modular o movimento.

SCOT CONSULTORIA

Mercado atacadista de carne bovina acanhado

Duas semanas seguidas de alta no preço da carne bovina sem osso vendida no atacado

Duas semanas seguidas de alta no preço da carne bovina sem osso vendida no atacado. Na semana passada a valorização foi de 0,3% na média de todos os cortes e, no acumulado, a alta foi de 0,9%, nas mesmas condições. Foi uma subida tímida, considerando que o período pré-carnaval, típico de aumento na demanda por carne bovina. O mercado varejista está um tanto quanto cético no que diz respeito à força do consumo dos próximos dias e opta por trabalhar com estoques mais rasos. A carne com osso, mais sensível às variações de oferta/demanda, já refletiu esse comportamento receoso dos compradores. A cotação da carcaça caiu 1,0% na comparação semanal. Mas, apesar deste quadro mais desanimado nesta época de Carnaval, houve melhora quando comparamos com o ano passado, quando ao longo dos 15 dias que antecederam o Carnaval as cotações da carne caíram 0,5%. Portanto, apesar da recuperação do consumo das famílias ainda lenta, a demanda tem melhorado na comparação com o 2018.

SCOT CONSULTORIA

Corte dianteiro entre maiores quedas de preço da Abrasmercado em janeiro

O corte dianteiro de carne bovina ficou entre os quatro produtos da cesta Abrasmercado com principais quedas de preço em janeiro, na comparação com dezembro, com redução de 2,13%, informou a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) na quarta-feira (6)

Essa queda de preços foi impactada pela redução dos valores do produto nas Regiões Norte e Nordeste, já que nas outras regiões do país o preço do corte dianteiro teve alta na comparação mensal. A cesta Abrasmercado é composta por uma lista dos 35 produtos mais consumidos nos supermercados brasileiros, incluindo alimentos, bebidas, produtos de higiene, beleza e limpeza doméstica. Nos últimos 12 meses, o preço da carne dianteira subiu 2,62%, segundo o resultado consolidado no país. O corte de carne bovina traseiro, outro item da cesta Abrasmercado, teve alta de 1,93% no preço em janeiro, ante dezembro. Nos últimos 12 meses, o valor do produto subiu 1,90%. Já o preço do frango congelado subiu 0,33% em janeiro, na comparação com dezembro, e aumentou 7,61% nos últimos 12 meses. O pernil suíno teve alta de 0,26% em janeiro, na comparação mensal. Em um ano, o preço do produto aumentou 1,68%. O valor da cesta Abrasmercado ficou em R$ 465,57 em janeiro, queda de 0,03% ante dezembro e alta de 3,21% nos últimos 12 meses.

CARNETEC

Exportação de carne bovina bate recorde para o mês de fevereiro, diz Secex

As exportações de carne bovina e suína in natura aumentaram em fevereiro, tanto em relação a janeiro/2019 quanto ante fevereiro do ano passado

Em carne bovina in natura foram exportadas 115,5 mil toneladas, 17,37% mais ante as 98,4 mil toneladas de fevereiro do ano passado e avanço de 12,79% ante as 102,4 mil toneladas embarcadas em janeiro último. Trata-se de um recorde para meses de fevereiro, superando o volume atingido em 2007, quando foram enviadas 115,4 mil toneladas da proteína ao exterior. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia e consideram 20 dias úteis. A receita dos embarques de carne bovina in natura somou US$ 433,3 milhões, 10% mais ante os US$ 393,6 milhões obtidos em fevereiro de 2018 e aumento de 12,86% em relação aos US$ 383,9 milhões de janeiro. O preço médio pago pela tonelada, por sua vez, caiu 6,18% ante fevereiro de 2018, para US$ 3.753,20, mas ficou praticamente estável na variação mensal, com leve alta de 0,12%. Nos dois primeiros meses de 2018, as vendas de carne bovina totalizaram 217,90 mil toneladas, ante 197,8 mil toneladas em igual período do ano passado (+10,16%). Já o faturamento ficou em US$ 817,20 milhões este ano, valor 0,23% menor que os US$ 819,1 milhões obtidos entre janeiro e fevereiro de 2018.

Estadão

Arroba do boi gordo valendo mais na troca em Goiás

A oferta de animais de reposição em Goiás está conseguindo atender a demanda com certa folga, o que causou queda nos preços dos animais mais novos

Na comparação mensal a cotação do bezerro desmamado (6@) caiu 1,6% e do bezerro de ano (7,5@) recuou 0,7%. Neste mesmo intervalo a pouca disponibilidade de boi gordo para o frigorífico gerou ajustes positivos para arroba, que subiu 1,2%. Frente a esta conjuntura de arroba “valendo” mais e a reposição “valendo” menos, o poder de compra do pecuarista melhorou na troca com estas categorias. A troca com o bezerro desmamado, por exemplo, saiu de 1,85 no começo do ano para os atuais 1,90, considerando o preço de venda de um boi gordo de 16,5@. Isto representa uma melhora de 3,0%. Mas para o pecuarista que quer comprar boi magro a relação de troca está pior. A cotação do boi magro subiu mais do que a cotação do boi gordo, diminuindo o poder de compra do invernista. Nos últimos 30 dias as chuvas foram bem distribuídas no estado, principalmente na região próxima à divisa com o sul de Mato Grosso, onde o acumulado chegou a 300mm. E para os próximos meses a previsão é de que as chuvas sigam acima da média histórica em grande parte do estado, o que tende a recuperar as pastagens e aumentar a procura por negócios no mercado de reposição.

SCOT CONSULTORIA

Desempenho externo das carnes em fevereiro de 2019

Em janeiro as exportações brasileiras de carnes apresentaram fraquíssimo desempenho e os resultados alcançados em fevereiro, sem serem significativamente maiores, apresentaram evolução positiva tanto em volume, como no preço (exceção apenas à carne suína, que enfrentou ligeiro retrocesso no preço médio) e, ainda, na receita cambial

Ao aumentar pouco mais de 11% em relação ao mês anterior, o volume somado das três carnes propiciou aumento de receita superior a 12,5%. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, tais índices foram mais modestos. Assim, embora o volume de carne suína tenha aumentado expressivos 21% e o de carne bovina mais de 17%, o simples fato de o volume de carne de frango ter recuado quase meio por cento fez com que o total exportado das três carnes aumentasse menos de 6%. Somente a carne de frango apresentou variação positiva de preço (+3%) em relação a fevereiro de 2018. Mas como, apesar do preço menor (-8% e -6%, respectivamente), os volumes de carne suína e bovina aumentaram significativamente, esses retrocessos não influenciaram a receita cambial do mês, que registrou incremento anual de 6,5%. 

AGROLINK

Pressão de baixa perdeu força no mercado de sebo bovino

Viés de baixa observado nas últimas semanas perdeu força

O viés de baixa observado nas últimas semanas perdeu força. Entretanto, a demanda pelo sebo não apresentou melhora a ponto de impor uma pressão de alta no mercado. Segundo levantamento da Scot Consultoria, no Brasil Central, o sebo está cotado em R$2,30/kg, livre de imposto. Desvalorização de 8,0% desde o início do ano. No Rio Grande do Sul, a gordura animal está cotada em R$2,35/kg, nas mesmas condições. Ao longo de fevereiro o preço caiu 9,6%. A expectativa para o curto prazo é de que a oferta ajustada à demanda mantenha as cotações andando de lado.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Ibovespa fecha em queda com exterior desfavorável e cautela política

O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, em sessão mais curta na volta do fim de semana prolongado pelo Carnaval no país, em meio a um ambiente mais avesso a risco no exterior e receios com o andamento da pauta econômica nacional

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa .BVSP recuou 0,42 por cento, a 94.206,88 reais, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro da sessão somava 7,7 bilhões de reais.

REUTERS

Dólar avança e fecha na casa dos R$3,83 reais na volta do Carnaval

O dólar fechou em alta acentuada ante o real na Quarta-feira de Cinzas, na casa dos 3,83 reais, com investidores ajustando posições no retorno do Carnaval

O dólar encerrou em alta de 1,47 por cento, a 3,8358 reais. O dólar futuro avançava 1,57 por cento. Segundo participantes do mercado, parte do movimento reflete ajustes de posições após dois dias sem pregão, na ausência de notícias no plano local, tendo como pano de fundo o exterior. Do lado interno, o mercado continua de olho na reforma da Previdência, que não teve avanços na quarta-feira. “Não vemos relação com nada interno, até houve muitas notícias. Mas o mercado continua olhando para Previdência”, afirmou o analista de câmbio da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva Filho. “Lá fora tivemos valorização expressiva do dólar com indicadores vindo melhor que o esperado, dando mais força para o dólar. Isso naturalmente faria preço aqui nessa volta dos mercados”, afirmou o analista, referindo-se a dados divulgados mais cedo na semana. Do exterior, investidores também aguardam a divulgação do relatório de criação de vagas de trabalho nos Estados Unidos, previsto para sexta-feira, e observam desdobramentos das negociações comerciais entre EUA e China.

O presidente norte-americano, Donald Trump, disse nesta quarta-feira que as negociações comerciais com Pequim estão caminhando bem.

REUTERS

IPC-Fipe tem alta de 0,54% em fevereiro com pressão de alimentos

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo registrou alta de 0,54 por cento em fevereiro, de 0,58 por cento no mês anterior, sob pressão dos preços de alimentação

Os dados informados nesta quinta-feira pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostram que o maior peso no mês foi exercido pelo grupo Alimentação, de 0,4005 ponto percentual, após alta de 1,64 por cento nos preços no mês. Por outro lado, Despesas Pessoais apresentou deflação de 0,36 por cento em fevereiro, um impacto de -0,0486 ponto no índice do mês.

REUTERS

Vendas de supermercados em janeiro sobem 2,95% sobre um ano antes, diz Abras

Os supermercados do país tiveram crescimento real de 2,95 por cento nas vendas em janeiro ante mesmo período de 2018, informou na quarta-feira a associação que representa o setor, Abras

Na comparação com dezembro, porém, as vendas recuaram cerca de 22 por cento. “Sabemos que a volta do consumo será gradativa, mas estamos confiantes para os próximos meses, e o resultado de janeiro é um bom sinal e nos dá um ânimo a mais para acreditar que 2019 será um ano promissor para o setor”, disse o Presidente da Abras, João Sanzovo Neto, em comunicado à imprensa. O setor fechou 2018 com crescimento de 2,07 por cento e espera expansão de 3 por cento nas vendas este ano. A entidade afirmou que em janeiro a cesta de 35 produtos mais consumidos nos supermercados, que incluem além de alimentos cerveja e refrigerante, higiene, beleza e limpeza doméstica, teve crescimento de preço de 3,2 por cento sobre um ano antes, passando a 465,57 reais, em média.

REUTERS

EMPRESAS

BRF faz aposta errada e perde R$ 200 milhões

Uma aposta da BRF na alta das próprias ações se voltou contra a companhia

No mês passado, a empresa liquidou um instrumento derivativo firmado em 2017 com o Bradesco, cujo saldo foi negativo em mais de R$ 200 milhões, em um momento já difícil para a empresa. O contrato com o banco, assinado durante a gestão do ex-CEO Pedro Faria, foi a saída achada pela BRF para lidar com os efeitos negativos da Operação Carne Fraca. A empresa precisou vender ações mantidas em tesouraria, mas queria sustentar a aposta na valorização do negócio e firmou um instrumento conhecido pelo termo em inglês “total return swap”, muito usado por empresas abertas. Procurados, BRF e Faria não comentaram o assunto.

VALOR ECONÔMICO

Marfrig busca equilíbrio entre aquisições e controle da dívida

Para ter uma operação sustentável, a Marfrig Global Foods, segunda maior empresa de carne bovina do mundo, precisa ser “grande”, afirmou ao Valor o CEO da companhia, Eduardo Miron

“Não é crescer por crescer, mas tamanho é importante em um negócio de commodities”, disse o executivo. No ano passado, a Marfrig deu um salto com a aquisição, por quase US$ 1 bilhão, do controle da National Beef, quarta maior indústria de carne bovina dos EUA. Com a incorporação dos resultados da National Beef, a receita líquida da Marfrig superou a marca de R$ 40 bilhões em 2018, conforme balanço divulgado quarta-feira. No ano anterior, as vendas da companhia brasileira haviam alcançado R$ 18,5 bilhões. Questionado se a estratégia de crescimento da Marfrig contemplava uma expansão regional, com eventuais aquisições na Austrália, Miron negou. “Não há nenhuma estratégia de mover [a empresa] para alguma região”. Conforme ele, o foco da empresa são as operações nas Américas, a região mais competitiva na produção de carne bovina. Mas aquisições pequenas nas regiões onde a Marfrig atua estão no radar, indicou o executivo ontem, durante teleconferência com analistas. Miron assegurou, no entanto, que as aquisições só serão feitas caso não tenham impacto relevante no endividamento. “Não existe nada grande, nenhuma operação bilionária no radar”, afirmou ele. Atualmente, a Marfrig tem abatedouros nos Estados Unidos, no Brasil, no Uruguai e na Argentina. O negócio nos EUA representa cerca de 70% do faturamento. Para o futuro, a estratégia de crescimento terá como foco produtos de “valor agregado”, disse Miron.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Embarques de carne de frango decepcionam

Conforme a SECEX/MDIC, as exportações de carne de frango in natura de fevereiro passado ficaram resumidas a 289.756 toneladas, 35.500 toneladas (quase 11%) a menos que o esperado

Como os embarques de janeiro foram ainda mais baixos, de 260.679 toneladas, o volume alcançado em fevereiro apresentou incremento superior a 11%. Mas a esperada superação em relação a fevereiro do ano passado (291.034 toneladas) não ocorreu: o total deste ano foi quase meio por cento menor. O preço médio, que havia baixado em janeiro, voltou a subir. Em fevereiro tornou a se aproximar-se dos US$1.595,00/tonelada, aumentando 2% e 3% sobre, respectivamente, o mês anterior (US$1.563,14/t em janeiro último) e o mesmo mês do ano passado (US$1.548,02/t em fevereiro de 2018). Esses ganhos se refletiram na receita cambial que foi pouco superior a US$462 milhões, aumentando mais de 13% em relação a janeiro passado e quase 2,6% sobre fevereiro de 2018.

AGROLINK

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

 

abrafrigo

Leave Comment