CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 945 DE 01 DE MARÇO DE 2019

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Ano 5 | nº 945 | 01 de março de 2019

NOTÍCIAS

Mercado atacadista de carne bovina com osso registra a primeira queda

Está difícil para as indústrias originarem a matéria-prima e a maioria das compras são de lotes pequenos

O cenário, no entanto, está diferente em relação à vaca gorda, um pouco mais fácil de achar. Mas apesar dessa “falta” de boi gordo, a dificuldade da venda da carne está pesando e tem segurado as cotações, por isso, o cenário foi de estabilidade na maioria das praças na última quinta-feira (28/2). No mercado atacadista de carne bovina com osso as referências caíram pela primeira vez no mês no último dia de fevereiro. A carcaça de bovinos castrados fechou cotada em R$10,13/kg, queda de 1,1% frente ao levantamento anterior (27/2). Para a vaca casada, a queda da cotação do quilo foi de 3,3%.

SCOT CONSULTORIA

BOI/CEPEA: clima compromete pastagens e peso do bezerro diminui em MS

Peso médio do bezerro negociado em Mato Grosso do Sul, um dos indicadores da evolução da produtividade da pecuária

O peso médio do bezerro negociado em Mato Grosso do Sul, um dos indicadores da evolução da produtividade da pecuária, foi de 193,97 quilos na parcial deste mês (até o dia 27), segundo informações do Cepea. Pesquisadores apontam as altas temperaturas e o baixo volume de chuvas como fatores limitantes para a umidade do solo. As pastagens, por sua vez, ficam comprometidas, dificultando o ganho de peso dos animais. Quanto aos preços, no acumulado de fevereiro (até o dia 27), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do bezerro em MS registra alta de 1,85%, fechando a R$ 1.247,68 na quarta-feira.

CEPEA/ESALQ

China simplifica processo para importar carnes brasileiras

Em atendimento a proposta do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a autoridade sanitária chinesa aprovou novo formato de credenciamento de veterinários oficiais aptos a assinar Certificados Sanitários Internacionais (CSI) para aquele país

Com as novas regras, em vez de cada auditor fiscal federal agropecuário poder assinar CSIs apenas por um estabelecimento específico, é criada uma lista única de veterinários habilitados para emissão de certificados sanitários internacionais em qualquer um deles desde que esteja habilitado pela China. De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, a medida reduz significativamente a chance de retenções de carregamentos brasileiros em portos chineses em função de divergências entre as assinaturas constantes na lista e nos CSIs emitidos pelo Mapa. As novas regras valem para carnes bovina, suína e de aves. Em 2018, o Brasil exportou US$ 2,593 bilhões em carnes para a China. Trata-se do maior comprador de carnes brasileiras, com 17,6% do total das exportações do produto.

MAPA

Comitê Técnico de Programas de Autocontrole é instituído

Comitê Técnico de Programas de Autocontrole foi instituído por meio da Portaria 24, da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SDA/Mapa), na segunda-feira (25)

O objetivo é promover a articulação de órgãos e entidades públicas e privadas para implementar programas de autocontrole a serem aplicados nos estabelecimentos regulados pela legislação da defesa agropecuária do país. “O comitê técnico visa criar um ambiente institucional para debater e identificar quais são as cadeias ou os ramos do setor regulado, onde se possa avançar no autocontrole. A partir dessa definição criaremos subcomitês específicos para trabalhar tecnicamente questões que possam gerar alterações normativas”, explicou o Secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, José Guilherme Leal. O grupo deverá propor a implementação, monitoramento e avaliação dos programas de autocontrole, identificar os atos normativos necessários para implementação de seus objetivos, apoiar a articulação necessária à execução de ações conjuntas, como troca de experiência e capacitação, e sugerir subcomitês para temas específicos. Com atuação de caráter permanente e de cunho técnico e consultivo, o comitê será integrado por representantes do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal(Dipoa), do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal(Dipov), do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas(DDIA), do Departamento de Saúde Animal e Insumos Pecuários(DSA), do Departamento de Serviços Técnicos e do Departamento de Suporte e Normas(DSN). Os representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) poderão ser convidados para participarem das discussões.

Mapa

ECONOMIA

PIB de 2018 evidencia dificuldade da economia ganhar fôlego

O resultado do PIB de 2018 evidenciou a fraqueza da economia brasileira, que encerrou mais um ano de frustração com o ritmo da atividade. Além do crescimento pífio no quarto trimestre, de 0,1% em relação ao terceiro, feito o ajuste sazonal, a composição não foi animadora. O investimento encolheu 2,5% nessa base de comparação, enquanto o consumo das famílias avançou 0,4%

Na média do ano, a economia teve expansão de 1,1%, o mesmo número de 2017, um desempenho decepcionante depois dos tombos de 3,5% em 2015 e 3,3% em 2016. Qual será o ritmo de expansão em 2019? A economia demora a ganhar fôlego, mesmo depois de empresas e famílias terem reduzido os seus níveis de endividamento e os juros terem caído para níveis baixos, pelo menos para padrões brasileiros. As incertezas causadas pela greve dos caminhoneiros e pelas eleições travaram decisões de investimento em boa parte de 2018, ainda mais num cenário em que há enorme ociosidade na economia, como fica claro na elevada taxa de desemprego e no baixo nível de utilização de capacidade da indústria. A combinação de atividade fraca com inflação modesta indica que os juros precisam cair mais para acelerar a recuperação cíclica, uma avaliação que tem ganhado força entre os analistas. Do lado da demanda, o investimento continua a decepcionar. Em 2018, a formação bruta de capital fixo (FBCF, medida do que se investe em máquinas e equipamentos, construção civil e inovação) cresceu 4,1%, mas o número foi em parte inflado pelo fato de que operações de plataformas de petróleo passaram a ser registradas como importação de bens de capital. O investimento caiu mais de 30% na crise. Responsável por mais de 60% do PIB pelo lado da demanda, o consumo das famílias cresceu 1,9% em 2018, outro número modesto. Com a melhora lenta do mercado de trabalho, com desemprego elevado e geração de postos de trabalho de baixa qualidade, o consumidor permanece cauteloso. O consumo do governo ficou estável, num cenário em que União, Estados e municípios passam por dificuldades fiscais. As exportações cresceram 4,1% e as importações, 8,5%. A agropecuária, por sua vez, subiu 0,1%, depois de ter crescido 12,5% em 2017, ano marcado por uma supersafra agrícola. Em resumo, o PIB em quatro trimestres tem andado a um ritmo um pouco superior a 1% desde o fim de 2017, sem conseguir acelerar. Visto de hoje, parece muito difícil um crescimento na casa de 3% em 2019, como ainda apostavam alguns analistas mais otimistas. Uma expansão mais próxima de 2% desponta como mais provável.

VALOR ECONÔMICO

Dólar sobe e fecha em R$ 3,75 com pressão contrária a emergentes

O mercado de câmbio brasileiro foi tomado pela desvalorização das principais divisas emergentes ontem

Diante das preocupações com riscos geopolíticos e novos sinais de fraqueza da economia global, os investidores diminuem a exposição no real brasileiro e buscam a proteção do dólar, levando a cotação a encostar em R$ 3,75. O dólar comercial fechou em alta de 0,64%, aos R$ 3,7533. Com esse avanço da moeda americana, o real brasileiro teve o sexto pior desempenho do dia numa lista de 33 divisas globais, melhor apenas que rand sul-africano, peso argentino, peso chileno, peso mexicano e won sul-coreano. O movimento é atribuído à tensão geopolítica entre Índia e Paquistão, além do fim das conversas entre Estados Unidos e Coreia do Norte, o que leva à perda de emergentes no exterior. Outro fator de preocupação é a desaceleração da economia global, com uma nova rodada de indicadores fracos da China. Domesticamente, também ronda o mercado o risco de desidratação da reforma da Previdência. Por ora, entretanto, os investidores avaliam comentários sobre possíveis pontos de mudança ante o texto original como naturais das negociações com o Congresso. “O mercado quer ver o conjunto da obra, ou seja, a economia fiscal”, diz outro operador.

VALOR ECONÔMICO

Cautela prevalece, e Ibovespa acumula baixa de 1,86% em fevereiro

Fevereiro começou com o Ibovespa renovando recordes acima dos 98 mil pontos e terminou com o índice de volta à faixa dos 95 mil pontos. A aversão ao risco no exterior somada a uma cena doméstica movimentada fez com que investidores buscassem proteção hoje, levando o índice a encerrar o mês na contramão do que se viu na virada de 2018 para 2019

O Ibovespa encerrou a sessão em queda de 1,77%, aos 95.584 pontos, depois de tocar a mínima em 95.364 pontos. O giro foi de R$ 13,9 bilhões. Em fevereiro, o índice acumulou queda de 1,86%, pior desempenho desde agosto do ano passado, quando caiu 3,21%. Dos 65 ativos que fazem parte do Ibovespa, apenas 16 tiveram altas em fevereiro, com CSN ON no destaque, ao acumular ganho de 28,2% no mês. As demais 49 ações integrantes do índice encerraram no vermelho no acumulado mensal — e, dessas, 39 tiveram uma performance pior do que o indicador de referência do mercado. Do lado doméstico, o primeiro elemento de pressão foi o PIB brasileiro divulgado ontem. O indicador mostrou que apostas mais otimistas em relação à expansão da atividade neste ano possam precisar de uma revisão. Analistas citam frustração com o ritmo da atividade em 2018: na média do ano, a economia cresceu 1,1%, mesmo número de 2017. “Isso diminui as apostas de que a economia possa crescer mais de 2% neste ano. Força um ajuste negativo para a bolsa, sobretudo depois do otimismo grande que guiou as estimativas de expansão em 2019 para perto de 3%”, afirma Vicente Zuffo, gestor da SRM.

VALOR ECONÔMICO

Brasil abre 34.313 vagas formais de trabalho em janeiro, abaixo do esperado

O Brasil registrou criação líquida de 34.313 vagas formais de emprego em janeiro, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado na quinta-feira pelo Ministério da Economia, num dado abaixo do esperado e que reforça o cenário de lenta recuperação econômica.

Em pesquisa Reuters, a expectativa era de abertura de 82.500 postos. O dado também mostrou piora em relação a janeiro do ano passado, quando foram abertas 77.822 vagas. “No ano passado o país voltou a gerar emprego e agora em janeiro esse processo tende a continuar, mas naturalmente é o resultado do estado econômico geral da economia, que ainda sofre um pouco em termos de alinhamento de expectativas, retomada de investimentos”, afirmou o Secretário do Trabalho, Bruno Silva Dalcolmo. Dos oito setores pesquisados, cinco ficaram no azul, com destaque para serviços, com abertura de 43.449 vagas. Na sequência, aparece a indústria de transformação, com abertura de 34.929 postos, seguida pelos setores de construção civil (+14.275), agropecuária (+8.328) e extrativa mineral (+84). Na outra ponta, o fechamento de vagas foi encabeçado pelo comércio, que perdeu 65.978 vagas em janeiro. Com resultados bem menos expressivos aparecem a administração pública (-686) e o setor de serviços industriais de utilidade pública (-88). Na véspera, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Brasil iniciou o ano com elevação na taxa de desemprego para o nível mais alto em cinco meses e avanço no número de desempregados, em um movimento sazonal de dispensa após as contratações de final de ano. A taxa de desemprego brasileira foi a 12,0 por cento no trimestre encerrado em janeiro, contra 11,6 por cento nos três meses até dezembro.

REUTERS

EMPRESAS

Marfrig espera novas habilitações fábricas do Brasil para exportações à China

A Marfrig espera habilitar novas fábricas no Brasil no próximo mês para exportar para a China, afirmaram executivos da segunda maior processadora de carne bovina do mundo na quinta-feira

A empresa, porém, não estimou quantas fábricas da Marfrig poderão entrar na lista de habilitações. Em teleconferência com analistas, executivos da empresa citaram que o Brasil tem 16 fábricas aptas a exportar para a China, sendo três da Marfrig. A empresa divulgou na noite da véspera lucro líquido de 2,2 bilhões de reais no quarto trimestre, impulsionado por ganho de capital gerado pela venda da subsidiária Keystone, após ter tido prejuízo de 22 milhões de reais um ano antes. O Presidente-Executivo da Marfrig, Eduardo Miron, afirmou que a empresa vai seguir atenta a eventuais oportunidades de aquisição de ativos, mas que no momento “a empresa não tem absolutamente nada no radar que impacte a alavancagem”. Segundo o Diretor Financeiro, Marco Spada, a Marfrig não planeja elevar alavancagem, que fechou 2018 em 2,39 vezes, abaixo da meta de 2,5 vezes dívida líquida/Ebitda ajustado. A ação da Marfrig estava entre as principais altas do Ibovespa às 14h51, exibindo valorização de 3,2 por cento, enquanto o índice tinha recuo de 1,5 por cento.

REUTERS

BRF tem resultado abaixo do esperado no 4º tri, ações recuam

A BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, teve prejuízo líquido pelo segundo trimestre seguido nos últimos três meses de 2018, sob impacto de embargo comercial, investigações e recuperação lenta da economia do país, que ofuscaram os esforços de reestruturação da companhia

A empresa teve prejuízo líquido de 2,1 bilhões de reais de outubro a dezembro, 12,5 vezes maior do que a estimativa média de analistas. O resultado teve influência de uma perda contábil elevada, relativa a vendas de ativos na Argentina, na Europa e na Tailândia, feitas por valores menores do que os registrados na contabilidade da empresa. Executivos da BRF afirmaram que uma perda contábil adicional de 800 milhões de reais ligada a variações cambiais, será computada nos dois próximos trimestres, quando a empresa espera concluir as vendas de ativos após aprovações de autoridades. A BRF levantou 4,1 bilhões de reais com vendas de ativos em 2018, apoiando estratégia de prolongar vencimentos e reduzir custo de dívida. O Presidente-Executivo da companhia, Pedro Parente, afirmou que as vendas de ativos marcaram o início de um ciclo positivo após um dos anos mais desafiadores para a BRF em uma década. “O ciclo de ajustes para lidarmos com fatores adversos está terminado”, disse Parente. “Agora precisamos de disciplina para executar nosso plano estratégico.” A ação da BRF caía 4,9 por cento às 14h06 (horário de Brasília), entre as principais quedas do Ibovespa, que cedia 1,65 por cento. A empresa afirmou que espera que o preço de grãos fique estável em 2019 após subir 30 por cento em 2018. Diante da situação da economia do Brasil e excesso de oferta, a companhia não foi capaz de repassar aumentos de custos para os clientes. No ano passado, a BRF teve prejuízo líquido de 4,46 bilhões de reais, terceiro ano consecutivo de resultado negativo anual.

REUTERS

BRF estima perda adicional de R$800 mi vinculada à venda de ativos

A BRF vai reconhecer uma perda adicional de 800 milhões de reais relacionada a recentes vendas de ativos na Argentina, Tailândia e Europa, gerada por variações cambiais, afirmou o Presidente-Executivo da companhia, Pedro Parente, na quinta-feira

Parente não deu detalhes sobre quando a perda adicional será reconhecida no balanço da controladora das marcas Sadia e Perdigão. Em balanço divulgado mais cedo, a BRF reconheceu uma perda não recorrente de 2,5 bilhões de reais relacionada à venda dos ativos, que foi realizada abaixo do valor registrado na contabilidade da companhia.

REUTERS

Abates da Marfrig caem 8,2%, devido à paralisação em Mineiros (GO)

O total de abates da Marfrig Global Foods caiu 8,2% no quarto trimestre de 2018 ante igual período de 2017, para 1,649 milhão de cabeças

Em teleconferência com analistas, o Vice-Presidente de Finanças e de Relações com Investidores da empresa, Marco Spada, afirma que a queda foi proveniente da interrupção temporária nas atividades da planta de Mineiros (GO), que passou por um incêndio, além de um recuo nos abates da companhia no Uruguai. “O menor volume de abates, principalmente por causa do acidente em Mineiros (GO), resultou em um efeito negativo de R$ 210 milhões na receita líquida do quarto trimestre de 2018”, afirma o executivo.

ESTADÃO CONTEÚDO

FRANGOS & SUÍNOS

Coreia do Sul libera exportações de 9 frigoríficos brasileiros

A Coreia do Sul autorizou mais nove unidades de processamento de aves e suínos do Brasil a exportarem produtos para o país asiático, afirmou o Ministério da Agricultura na quinta-feira

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), foram habilitadas cinco novas plantas frigoríficas exportadoras de carne suína e quatro unidades de carne de aves. Com as mais recentes habilitações, o Brasil detém hoje 35 estabelecimentos de aves e de suínos exportando para a Coreia do Sul, segundo a associação que representa a indústria. A liberação sul-coreana para a carne suína brasileira é mais recente, ocorrendo sequência de uma missão técnica ao Brasil para auditoria no final do ano passado. Em 2018, a Coreia do Sul importou mais de 110 mil toneladas de carne de frango do Brasil, aumento de cerca de 27 ante o mesmo período do ano passado, segundo a ABPA, que apontou importações de carne suína de 1,6 mil toneladas no mesmo período. “A Coreia do Sul é um dos mercados mais pujantes entre os importadores da proteína animal do Brasil. Os números indicam um movimento ascendente nas exportações para aquele destino… É um importante sinal de confiança estabelecida com o setor de proteína animal brasileiro”, disse o presidente da ABPA, Francisco Turra, em nota. A Coreia do Sul é um dos maiores importadores mundiais de carne. Ela compra cerca de 1,5 bilhão de dólares em produtos suínos por ano, de acordo com o ministério.

REUTERS

Ligeira alta no preço da carne reduz competitividade do frango

Os preços da carne de frango estão em leve alta em fevereiro, movimento que permitiu que a média mensal superasse a observada em janeiro. No mesmo período, as principais carnes substitutas – bovina e suína – se desvalorizaram. Diante disso, a competitividade da proteína de frango diminuiu neste mês frente às substitutas

Apesar desse cenário, a demanda por carne de frango segue aquecida no mercado atacadista da Grande São Paulo, o que mantém os preços firmes. Na parcial do mês (até o dia 27), o frango inteiro resfriado registra média de R$ 4,34/kg no atacado da Grande São Paulo, avanço de ligeiro 0,6% em relação a janeiro, quando foi de R$ 4,32/kg, e de expressivos 35% frente ao mesmo período do ano anterior, em termos nominais. A manutenção do preço em patamares mais elevados entre os dois primeiros meses de 2019 está associada à menor disponibilidade da proteína no mercado doméstico, influenciada pelo ritmo mais intenso de embarques ao front externo no correr de fevereiro e, ao mesmo tempo, pela menor produção. Quanto à proteína bovina, era 6,16 Reais/quilo mais cara do que a carne de frango no primeiro mês do ano, passando para 6,10 Reais/kg na parcial de fevereiro. Deste modo, neste mês, a carne de frango ficou ligeiro 0,9% menos competitiva do que a bovina.

CEPEA/ESALQ

SUÍNO SE DESVALORIZA 2,5%

A carcaça especial suína, também negociada no mercado atacadista da Grande São Paulo, teve desvalorização de 2,5%, passando de R$ 6,06/kg em janeiro para R$ 5,91/kg na parcial de fevereiro

No comparativo anual, o movimento é de alta, com variação de 7%, em termos nominais. Apesar de a média de fevereiro estar inferior àquela de janeiro, a carne teve valorizações sucessivas no correr deste mês. Segundo agentes do setor, a falta de suínos em peso ideal para abate e a melhora nas exportações têm contribuído para que o preço da carne avance de forma contínua. A desvalorização da carcaça casada bovina, por sua vez, foi menos intensa, de 0,3% entre janeiro e fevereiro, com a proteína negociada a R$ 10,45/kg na média parcial deste mês. Quando comparado ao mesmo período do ano anterior, a carne bovina está 6% mais cara atualmente, em termos nominais. Segundo agentes, ainda que a queda de preços em fevereiro tenha sido de pequena magnitude, as vendas da proteína estiveram desaquecidas no correr do mês – nem mesmo o Carnaval trouxe expectativas de reajuste nos preços ao setor. Neste contexto, a diferença de preços entre a carcaça especial suína e o frango resfriado estreitou-se de janeiro para fevereiro, passando de 1,75 Real/quilo para 1,57 Real/kg, respectivamente. Essa movimentação indica redução de expressivos 10,2% na competitividade da carne de frango frente à suína. Quanto à proteína bovina, era 6,16 Reais/quilo mais cara do que a carne de frango no primeiro mês do ano, passando para 6,10 Reais/kg na parcial de fevereiro. Deste modo, neste mês, a carne de frango ficou ligeiro 0,9% menos competitiva do que a bovina.

CEPEA/ESALQ

Suínos: descompasso entre os preços na granja e no atacado

Em fevereiro observamos um certo descompasso entre os preços na granja e no atacado

Na média do mês, o preço do cevado na granja paulista ficou em R$72,42 por arroba, queda de 1,1% em relação a janeiro. Apesar da retração, o preço do animal terminado apresentou reação a partir da segunda quinzena do mês. A menor oferta de animais junto a um bom ritmo nas exportações colaborou para este cenário. No atacado, porém, na média mensal os preços subiram 5,5% em fevereiro, frente a janeiro. As maiores altas também ocorreram na segunda metade do mês. No mercado externo, até a quarta semana de fevereiro, a média diária embarcada de carne in natura foi 33,3% maior que em janeiro último e 20,9% acima do registrado em igual período de 2018. Os preços no mercado interno devem se manter firmes no curto prazo, visto a proximidade da virada do mês, onde comumente observamos uma melhora na demanda.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

Japão teve aumento de 150% na importação da carne bovina

O Ministério das Finanças informou na quarta-feira (27) relatório sobre as importações dos produtos relacionados a TPP-Parceria do Transpacífico, um acordo econômico e estratégico, colocado em prática desde 30 de dezembro do ano passado

Uma das estatísticas surpreendentes foi em relação à importação da carne bovina. Houve aumento de 150% em janeiro, comparado ao mesmo mês do ano anterior. Passou de 21 mil para 33 mil toneladas importadas. A grande maioria ainda vem da Austrália, com aumento de 19 para 27 mil toneladas. Canadá e Nova Zelândia comemoram com aumentos de 5 e 3 vezes mais, respectivamente. Além da onda de consumo da carne bovina, o rebaixamento do imposto de 38,5% para 27,5% teve forte influência. Mas o aumento da importação da carne bovina não foi só dos 4 dos atuais 6 países – Austrália, Nova Zelândia, Singapura, Canadá, México e Vietnã. Passou para 50 mil toneladas, o que representam 140% a mais, de outros países fora da TPP. Em relação à importação da carne suína, de três países – Austrália, Canadá e México – houve um leve aumento, passando de 25 para 26 mil toneladas em janeiro.

Sankei Biz e ANN

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