CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 943 DE 27 DE FEVEREIRO DE 2019

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Ano 5 | nº 943 | 27 de fevereiro de 2019

NOTÍCIAS

Carne bovina: atacado conteve a margem do varejo

No Paraná, na média de todos os cortes bovinos vendidos nos supermercados e nos açougues, os preços da carne bovina caíram 0,5% na semana passada. Foi o único estado com variação negativa.

Em Minas Gerais e em São Paulo os preços praticamente não mudaram, os ajustes foram de 0,01% e 0,06%, respectivamente. O Rio de Janeiro ficou com a maior alta, de 0,5%. Apesar deste cenário de calmaria, a margem do varejo abaixou depois de oito semanas consecutivas de alta. Comprando carne “mais cara” do atacado a margem caiu de 68,5% para 67,7%. Apesar da queda, a margem ainda está em patamares bem superiores aos verificados ao redor de dezembro, quando chegou próxima de 46,0%.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo. Pouca oferta e mercado firme

A expectativa é de que o escoamento da carne melhore na próxima semana (Carnaval) e como as escalas de abate estão curtas, a tendência é de mercado firme

Em algumas regiões pecuárias a oferta de boiadas está abaixo do esperado em função do excesso de chuvas. É o caso das praças de Rondônia e Pará, por exemplo. Em Redenção-PA, a arroba do boi gordo subiu no fechamento da última terça-feira (26/2) e ficou cotada em R$132,00, à vista, livre de Funrural, alta de 0,8% na comparação com o dia anterior. No acumulado do mês, a cotação subiu 3,1%, nas mesmas condições.

SCOT CONSULTORIA

Desempenho externo das carnes na 4ª semana de fevereiro

À medida que o mês avança, refluem os resultados com as exportações de carnes

A receita cambial retrocedeu ao menor nível das quatro primeiras semanas de fevereiro, mas tais resultados não se refletem nos volumes até aqui embarcados. Assim, o projetado para a totalidade do mês – 50,7 mil/t de carne suína; 124,5 mil/t de carne bovina; 325,3 mil/t de carne de frango – significa aumentos de, respectivamente, 34%, 26% e 12% sobre fevereiro de 2018. Já em relação ao mês passado, os incrementos esperados variam de 21% (carnes suína e bovina) a 25%. Notar, neste caso, que os resultados finais do mês não devem ser muito diferentes dos projetados, cuja base está representada por 80% dos dias úteis de fevereiro.

AGROLINK

Embarques de carne in natura em fevereiro já superam 2018

Consultoria prevê recorde para as exportações este mês caso a média diária dos embarques seja mantida nos próximos dias

As exportações brasileiras de carne bovina in natura atingiram 99,6 mil toneladas no acumulado de quatro semanas deste mês (16 dias úteis). O resultado já supera em 1% o total de 98,4 mil toneladas embarcado em fevereiro de 2018, informou na terça-feira a consultoria Agrifatto, citando os dados computados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Caso as vendas externas permaneçam com a média diária de 6,2 mil toneladas obtida até o momento, os embarques acumulados neste mês irão alcançar 124,51 mil toneladas, o que significa uma quebra de recorde para fevereiro (superando o volume de 115,4 mil toneladas registrado no segundo mês de 2007).

PORTAL DBO

Pressão de baixa no mercado de sebo bovino

Até o momento, 2019 tem sido um ano de desvalorização para o sebo bovino

No Brasil Central, a gordura animal está cotada em R$2,30/kg, sem imposto. Desde o início do ano, houve queda de 8,0% nos preços na região. Esse movimento de queda de preço já era esperado, uma vez que o preço do óleo de soja também teve redução nesse período (com a colheita de soja), porém, o que chama a atenção é a intensidade desta desvalorização que foi a segunda mais intensa da série histórica, ficando atrás apenas de 2005, quando, neste mesmo período, a queda foi de 10,5%. No Rio Grande do Sul, o produto está cotado em R$2,35/kg, desvalorização de 2,1% frente ao fechamento da última semana. Para os próximos dias a expectativa é de estabilidade nas cotações.

SCOT CONSULTORIA

Mercado de reposição: quente de um lado e frio do outro

Em algumas regiões a procura por animais de reposição diminuiu em fevereiro deixando o mercado travado

Dentre os motivos que levam a esse menor volume de negócios podem ser citados a piora na qualidade das pastagens, em função do menor volume de chuvas nos últimos meses, e também a menor firmeza nas cotações da arroba do boi gordo em fevereiro. Por outro lado, em alguns estados a chuva nesse verão não foi problema e os pastos estão com melhor qualidade. Nessas regiões a demanda por reposição está aquecida e supera a oferta, fato que pressiona as cotações para cima. Como há mais regiões com mercado movimentado do que com o mercado travado, nessa gangorra as cotações, na média, estão pendendo para o lado das valorizações. No balanço semanal, na média de todas as categorias de machos, fêmeas e estados pesquisados pela Scot Consultoria, as cotações fecharam com ajuste positivo de 0,4%. Para o curto prazo fica a expectativa do incremento na oferta de bezerros. Em março já é esperada a chegada dos bezerros mais precoces da safra de 2019, fato que tende a dar maior ritmo para o mercado.

SCOT CONSULTORIA

Funrural: alguém sabe o tamanho da dívida?

A tentativa dos parlamentares da bancada do agro em Brasília de extinguir o passivo do Funrural depende de uma informação primordial: o valor real da dívida. O número inicial, em 2017, rondava os R$ 4 bilhões. Um pedido formal já foi feito pelo deputado Jerônimo Goergen (Progressistas/RS) à Receita Federal.

A preocupação é quanto a um inchaço no volume verdadeiro que pode atrapalhar a negociação com o Presidente da República, Jair Bolsonaro, e a base aliada no Congresso Nacional para a aprovação do Projeto de Lei 9252/2017, que acaba com o débito. Jerônimo Goergen afirma que é necessário conhecer o número real para que a demanda junto a Jair Bolsonaro não pareça um calote do agro. “Formalizei o pedido para saber qual é a renúncia que eles consideram. O governo trabalha com números que não são reais, não sabe o tamanho da dívida, não sabe o tamanho da conta, só quer cobrar uma dívida que o produtor não deve. A própria Receita admite que esse não é o valor”, destacou. Ele também criticou a decisão de não prorrogar a adesão ao Refis. “Só teve seis mil adesões no país inteiro. Não tem quem é adquirente, quem é produtor. Queremos saber quantos são, quem é PF, quem é PJ, o volume real desse passivo. Quem aderiu foi por pura coação do governo, porque trancou certidões negativas e outras situações formais e burocráticas, o que é muito lamentável. Temos a expectativa de uma audiência com o Presidente Jair Bolsonaro e estamos atrás do número real, porque senão perante a sociedade fica ruim”. A previsão é que os parlamentares se reúnam com o presidente da República em meados de março. A Medida Provisória 793, de 31 de julho de 2017, que criou o Programa de Regularização Tributária Rural (PRR), o Refis do Funrural, previa que a renúncia fiscal decorrente do parcelamento do passivo na Receita Federal e na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, para casos de dívida ativa, entre 2018 e 2020 seria de R$ 1,57 bilhão. Já a previsão de arrecadação com o pagamento dos débitos entre 2017 e 2020 seria de R$ 2,13 bilhões. Ao somar os valores, o montante total chega a pouco mais de R$ 3,7 bilhões, número com o qual parte do setor produtivo trabalha como sendo o verdadeiro. Em documento enviado ao gabinete do deputado Jerônimo Goergen em 31 de janeiro deste ano, a Receita Federal informou que 6.043 produtores rurais aderiram ao refinanciamento de débitos do Funrural. Nesse ofício, o órgão já muda a informação sobre a renúncia fiscal do governo e calcula que o montante chegará a R$ 11,7 bilhões de uma dívida total de R$ 15,3 bilhões. Mas o valor final (R$ 15,3 – R$ 11,7) condiz com a estimativa do setor: R$ 3,6 bilhões de passivo real.

CANAL RURAL

ECONOMIA

Ibovespa fecha no azul com RD e Suzano em destaque e cautela no radar

O Ibovespa fechou no azul na terça-feira, com RD entre os maiores ganhos antes do balanço trimestral, assim como Suzano em meio a notícias de alta de preços de celulose na China, embora o noticiário político-econômico tenha continuado sob os holofotes, assim como o cenário externo

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,37 por cento, a 97.602,50 pontos, segundo dados preliminares. O volume financeiro, contudo, somou 11,3 bilhões de reais, abaixo da média diária de 2019, de 17,16 bilhões de reais. Para o estrategista de renda variável Jerson Zanlorenzi, do BTG Pactual digital, o mercado reflete alguma cautela dos investidores à espera de novos passos da reforma da Previdência, que veem como um projeto robusto, mas com potencial dificuldade de tramitação dado o escopo de mudanças. Da pauta do dia, Zanlorenzi destacou positivamente comentários de Roberto Campos Neto, sabatinado em comissão do Senado para assumir o Banco Central, alinhados ao discurso do atual titular da autoridade monetária, Ilan Goldfajn, que reforçaram perspectiva de manutenção de juros baixos. No exterior, o chairman do Federal Reserve, Jerome Powell, manteve o tom ‘dovish’ em relação à normalização da política monetária norte-americana, reiterando que o banco central dos Estados Unidos seguirá ‘paciente’ para decidir sobre novos aumentos de juros.

REUTERS

Dólar encerra estável ante real acompanhando exterior após fala de chair do Fed

O dólar fechou quase estável ante o real na terça-feira, acompanhando o exterior, após o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, reafirmar a política paciente do banco central norte-americano em relação a aumentos de juros. O dólar teve acréscimo de 0,1 por cento, a 3,7448 reais na venda, após oscilar entre 3,7394 reais e 3,7675 reais.

O dólar futuro recuava 0,19 por cento. Em declarações preparadas, Powell disse que crescentes riscos e dados fracos recentes não devem impedir o crescimento sólido da economia dos EUA neste ano, mas que o Fed seguirá “paciente” ao decidir sobre novos aumentos de juros. Na avaliação do superintendente de câmbio da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva Filho, as sinalizações de Powell favoreceram um ambiente de maior procura por risco, o que levou outras moedas a se firmarem em relação ao dólar. O Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) disse que o governo precisa melhorar sua articulação, agregando partidos na base, e decidir se irá governar com o Parlamento. Na véspera, Maia indicou que a instalação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), primeira etapa da reforma, deve ficar para depois do Carnaval. O BC também já anunciou que fará leilão de linha — venda com compromisso de recompra — na quarta-feira, com oferta de 3 bilhões de dólares, para rolagem parcial de um total de 6,05 bilhões com vencimento em março.

REUTERS

Campos Neto indica manutenção de política monetária do BC e faz apelo por reformas

Indicado à Presidência do Banco Central pelo Presidente Jair Bolsonaro, o economista Roberto Campos Neto sinalizou em sua primeira fala pública que deve manter a atual postura do BC na condução da política monetária ao pontuar que cautela, serenidade e perseverança são valores que devem ser preservados

Em sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que aprovou seu nome por unanimidade, ele fez enfática defesa das reformas e da menor presença no Estado na economia. O plenário do Senado também aprovou a indicação de Campos Neto. Em outra frente, apontou que o BC deve estar preparado para um sistema financeiro do futuro, marcado por tecnologias como blockchain, inteligência artificial, identidade digital, pagamentos instantâneos e open banking, que estão, na sua visão, “alterando completamente” os modelos de negócios e serviços financeiros. Segundo Campos Neto, é preciso avançar em mudanças que permitam o desenvolvimento do mercado de capitais, democratizando e garantindo o acesso a firmas e investidores, brasileiros e estrangeiros. Sobre a política monetária, ele avaliou que o trabalho realizado pelo BC desde meados de 2016 foi “excelente”, sendo bem-sucedido ao reduzir a inflação e balizar as expectativas.  “Esse reforço se baseou na transparência, na cautela, na serenidade e na perseverança da condução da política monetária, valores que devem ser preservados e aprimorados no que for possível”, completou. Campos Neto afirmou que o país precisa avançar na estratégia dos ajustes e reformas em particular, mas não apenas na reforma da Previdência, para que possa colocar o balanço do setor público em trajetória sustentável. “A estabilidade fiscal é fundamental para a redução das incertezas, o aumento da confiança e do investimento, e o consequente crescimento da economia no longo prazo”, disse ele, após destacar que “há muito trabalho pela frente” para o país alcançar a recuperação plena da economia. Também sabatinado pelo Senado, o indicado à Diretoria de Política Monetária do BC, Bruno Serra Fernandes, afirmou que os cenários econômicos brasileiro e mundial encontram-se em momento desafiador. Sobre o quadro externo, Fernandes ponderou que o processo de reversão das políticas monetárias expansionistas nas economias avançadas tem potencial impacto negativo sobre a liquidez disponível aos emergentes. E lembrou que a desaceleração econômica em outros países, numa possível referência à China, pode impactar o Brasil.

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FRANGOS & SUÍNOS

Com avanço da PSA, chineses devem elevar consumo de frango

Em 2018, antes que a PSA se disseminasse pelo país, as remessas de frango para esse destino cresceram 10%

Não são apenas as exportações de carne suína do Brasil e de outros países produtores que devem crescer com o avanço da Peste Suína Africana (PSA) na China. A expectativa é de que a menor quantidade dessa proteína no mundo e a mudança de hábito de consumidores – potencialmente assustados com a disseminação do vírus que, contudo, não atinge o ser humano – devem levar ao aumento das vendas de carnes de aves para aquele destino.

De acordo com Adolfo Fontes, analista da área de proteína animal do Rabobank, um dos cenários mais possíveis – com a China controlando a disseminação da PSA até o fim do primeiro semestre – seria uma redução que variaria entre 10% e 20% na produção de suínos no país asiático. Isso representa de cinco milhões a 10 milhões de toneladas da proteína animal. Segundo o analista, a China teria uma necessidade de importação provável de dois milhões de toneladas de carne suína, algo que nenhum país no mundo conseguiria atender sozinho. O gigante asiático é o maior produtor dessa proteína. “Eles devem aumentar, por consequência, a importação de carne de frango do Brasil”, avalia Fontes. Para ele, uma das sinalizações disso foi o acordo para a retirada das tarifas antidumping do frango brasileiro, em janeiro. Já agora em fevereiro, o país retirou as tarifas de 14 empresas nacionais que exportam frango.

AGROLINK COM INF. DE ASSESSORIA

Exportação de frango em fevereiro deve superar as 325 mil/t

Exportações de carne de frango in natura praticamente se igualam às de janeiro último

Faltando quatro dias para o encerramento do mês, as exportações de carne de frango in natura praticamente se igualaram às de janeiro último, chegando às 260.205 toneladas (no mês passado, total de 260.679 toneladas), devendo superar as 291.034 toneladas de fevereiro de 2018. O volume diário exportado nos primeiros 16 dias úteis se encontra em 16.263 toneladas, superando em 37% a média diária do mês anterior e em apenas 0,6% a média diária de um ano atrás. O projetado – 325 mil toneladas – irá significar aumento de 25% sobre janeiro passado e de 12% sobre fevereiro de 2018 – uma diferença devido ao número de dias úteis do mês (20 em fevereiro corrente; 22 em janeiro passado; e 18 em fevereiro de 2018). Nos 12 meses anteriores a média dos embarques diários ficou próxima de 15.125 toneladas. Assim, a atual média diária é 7,5% superior.

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INTERNACIONAL

Rússia reporta casos de Peste Suína Clássica e Africana

Os vírus foram encontrados apenas em Javalis

O Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária do Ministério da Agricultura da Rússia reportou a Organização Mundial de Saúde Animal, surtos de Peste Suína Clássica e Peste Suína Africana em Javalis. No caso da Peste Suína Clássica o caso aconteceu em Primorskiy Kray, região litorânea do país. Já os casos de Peste Suína Africana foram registrados em Kalinningrado, próximo à fronteira com a Polônia e em Leningrado.

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