CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 942 DE 26 DE FEVEREIRO DE 2019

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Ano 5 | nº 942 | 26 de fevereiro de 2019

NOTÍCIAS

Reação nos preços da carne bovina no atacado

Desde o final do ano passado os frigoríficos não conseguiam impor preços maiores na carne bovina. O escoamento lento, típico para o período do ano, pressionava o mercado da carne desde então

Contudo, na semana passada as cotações da carne bovina reagiram no atacado sem osso. Na média de todos os cortes pesquisados pela Scot Consultoria a valorização foi de 0,6% na comparação semanal. Foi uma resposta a menor oferta de matéria-prima em associação com o bom desempenho das vendas para o mercado externo. Em janeiro, o volume total embarcado de carne bovina in natura foi de 102,4 mil toneladas, até os últimos dados de fevereiro já foram vendidas 74,7 mil toneladas. Se este ritmo continuar até o final do mês o total de carne bovina exportada atingirá 122,2 mil toneladas. Este seria o melhor desempenho de fevereiro da série histórica. Por mais que somente um quinto da produção total seja destinada ao mercado internacional, este canal de escoamento ajuda a tirar um pouco a pressão do mercado doméstico.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: arroba em cima do muro

A última semana de fevereiro começou com pouco volume de negócios no mercado do boi gordo

Ou seja, mesmo com menos um dia útil na próxima semana, em função do feriado de carnaval, os frigoríficos não intensificaram as compras na última segunda-feira (25/2). As ofertas de compra se alinham à referência. Sinal de que o nível de oferta de boiada não permite testes. Em São Paulo, por exemplo, as ofertas de compra estão variando pouco entre as indústrias e as escalas curtas evidenciam que estratégias de compra pouco atrativas para os pecuaristas não dão resultados. Por fim, para que o mercado do boi gordo saia de “cima do muro” é preciso que o consumo de carne melhore, pois a oferta sozinha não tem sido suficiente para pressionar a cotação da arroba para cima.

SCOT CONSULTORIA

Alta da pecuária pode perder para inflação

A pecuária bovina mato-grossense deverá atingir o melhor resultado dos últimos quatro anos de acordo com o primeiro levantamento do Valor Bruto da Produção (VBP) de 2019, estimado em R$ 12,421 bilhões

A estimativa de crescimento do VBP de 2018 para 2019, porém, está abaixo da inflação calculada no período. Na comparação anual, a bovinocultura deve registrar aumento de 2,8% frente o VBP de 2018, fechado em R$ 12,081 bilhões. De acordo com a pesquisadora e consultora em pecuária Mariane Crespolini, explica que é preciso se atentar que não houve ganho real. “Se analisar os índices, percebemos que o incremento no valor bruto da pecuária está abaixo da inflação. É um número positivo, mas que não representa ganho ao pecuarista”. A inflação, calculada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 2018 fechou em 7,1%. Para o Presidente do Instituto Mato-Grossense da Carne (IMAC), Guilherme Linares Nolasco, os preços internos estão melhores, sustentados pela maior demanda externa da carne e também pelo aumento no abate de fêmeas nos últimos anos. Porém a remuneração pela carne está menor principalmente no mercado externo. “O preço da carne no mercado internacional está menor. É a demanda crescente que tem sustentando os preços internos da arroba do boi. No mercado de reposição, como houve crescimento do abate de fêmeas, o bezerro está mais caro, o que contribuiu para que a desvalorização da pecuária não fosse ainda mais acentuada”, afirma Guilherme Nolasco. Em fevereiro, o preço médio da arroba do boi gordo está R$ 136,94, uma valorização de 3,8% em relação ao registrado em fevereiro de 2018, porém abaixo da inflação. Os dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) também apontam que o valor do bezerro passou de R$ 1.184 em fevereiro do ano passado para R$ 1.241, alta de 4,8%.

Diário de Cuiabá

ECONOMIA

Ibovespa fecha em baixa de 0,66% pressionado por Petrobras e bancos

A bolsa paulista fechou em queda nesta segunda-feira, pressionada pelo declínio dos papéis da Petrobras e de bancos, em sessão descolada de Wall Street, onde prevaleceu a expectativa por desfecho positivo nas negociações EUA-China

Referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,66 por cento, a 97.239,90 pontos. O giro financeiro somou 12,57 bilhões de reais. A reforma da Previdência seguiu no radar, com a pauta da contemplando eleição do Presidente da Comissão de Constituição e Justiça – onde o texto precisa ser apreciado. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que será muito difícil a PEC da Previdência tramitar até o envio do projeto de lei sobre a reforma previdenciária dos militares. Análise gráfica da equipe da Santander Corretora destacou que uma forte pressão vendedora perdeu fôlego. Dados sobre o capital externo no segmento Bovespa mostraram estrangeiros reticentes, com o fluxo no ano passando a ficar negativo em 5,9 milhões de reais. Em fevereiro até dia 21, o saldo estava negativo em 1,5 bilhão de reais.

REUTERS

Dólar fecha quase estável ante real acompanhando exterior

O dólar encerrou quase estável ante o real na segunda-feira, acompanhando o apetite por risco no exterior após os Estados Unidos prorrogarem o prazo para acordo comercial com a China, e com ajuste de posições na semana antes do Carnaval

O dólar encerrou com variação positiva de 0,06 por cento, a 3,7434 reais na venda. Na sessão, a moeda oscilou entre 3,7490 reais e 3,7197 reais. O dólar futuro recuava cerca de 0,09 por cento. Durante a maior parte do dia, o dólar caiu, acompanhando o exterior, devido ao maior apetite por risco após os Estados Unidos prorrogarem o prazo para acordo comercial com a China, suspendendo um aumento tarifário previsto para 1º de março. Já no final dos negócios, o dólar passou a operar mais perto da estabilidade, com ajustes de posições na última semana do mês e antes do Carnaval, quando o mercado brasileiro terá fluxo reduzido durante três dias. Segundo o Diretor de Câmbio da Intercam Corretora, Jaime Ferreira, participantes do mercado podem estar comprando dólar para proteção antes do Carnaval. O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o adiamento da alta de tarifas sobre 200 bilhões de dólares em produtos da China graças a negociações comerciais produtivas. Na semana, o mercado acompanha ainda a divulgação de dados importantes nos EUA, com destaque para números do PIB e números de atividade industrial na China, além do depoimento do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, ao Senado e à Câmara dos EUA. Na agenda interna, o mercado acompanha a tramitação da reforma da Previdência no Congresso, com expectativa de instalação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

REUTERS

Contas externas iniciam ano com saldo negativo de US$ 6,548 bilhões

As contas externas brasileiras iniciaram o ano com saldo negativo. O déficit em transações correntes (compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do país com outras nações) chegou a US$ 6,548 bilhões, segundo dados divulgados ontem (25), pelo Banco Central (BC). O resultado do mês passado superou o déficit de janeiro de 2018: US$ 6,293 bilhões.

O aumento do déficit das contas externas ocorreu, principalmente, devido ao recuo do superávit comercial (exportações de bens maiores que as importações). Em janeiro, o superávit comercial ficou em US$ 1,633 bilhão, ante US$ 2,4 bilhões em igual mês de 2018. A conta de serviços (viagens internacionais, transporte, aluguel de investimentos, entre outros) teve saldo negativo de US$ 2,560 bilhões em janeiro deste ano. Em igual período do ano passado, o valor alcançou US$ 2,787 bilhões. A conta renda primária (lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários), que também faz parte das transações correntes, ficou negativa em US$ 5,793 bilhões no mês, ante US$ 6,104 bilhões de janeiro de 2018. A conta de renda secundária (renda gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens) teve resultado positivo de US$ 172 milhões no mês, contra US$ 199 milhões em janeiro do ano passado. Em janeiro, o resultado negativo para as contas externas não foi totalmente coberto pelos investimentos diretos no país (IDP). Quando o país registra saldo negativo em transações correntes precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior. A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o IDP, porque recursos são aplicados no setor produtivo. No mês passado, o IDP chegou a US$ 5,866 bilhões. Em igual mês de 2018, esses investimentos chegaram a US$ 8,363 bilhões.

Agência Brasil

Mercado vê inflação bem abaixo da meta este ano e PIB maior em 2020

A inflação no Brasil deve ficar bem abaixo do centro da meta neste ano, de acordo com o mercado, que ainda passou a ver mais crescimento econômico em 2020 na pesquisa Focus do Banco Central divulgada na segunda-feira

De acordo com o levantamento semanal, o IPCA deve subir neste ano 3,85 por cento, sobre 3,87 por cento previstos na semana anterior. Para 2020 permanece a expectativa de alta do IPCA de 4 por cento. O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25 por cento e, de 2020, de 4 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para a atividade econômica, a perspectiva para este ano permaneceu em um crescimento de 2,48 por cento, com a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 subindo a 2,65 por cento, de 2,58 por cento no levantamento anterior. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que a taxa básica de juros deve terminar este ano no atual piso histórico de 6,5 por cento, indo a 8 por cento no ano que vem.

REUTERS

EMPRESAS

JBS/Friboi aumenta análises laboratoriais, vai inaugurar laboratório

A Friboi, marca do grupo JBS S.A., pretende inaugurar até o fim de março um laboratório em Redenção, no Pará, como parte dos investimentos para ampliar as análises laboratoriais de seus produtos, informou a empresa em comunicado.

O novo laboratório atenderá as plantas da Friboi nos municípios de Marabá (PA), Santana do Araguaia (PA), Tucumã (PA) e Araguaína (TO), e terá capacidade de realizar 3,5 mil diagnósticos por dia. A Friboi já opera laboratórios nas cidades de Andradina (SP), Araputanga (MT), Barra do Garças (MT), Barretos (SP), Campo Grande (MS), Goiânia (GO), Lins (SP) e Vilhena (RO). Essas unidades verificam a qualidade dos produtos de 31 plantas da Friboi em seis estados do país. A companhia realizou uma média de 63,3 mil análises mensais em seus laboratórios próprios em 2018, um aumento de 19,7% em relação ao ano anterior, como resultado dos investimentos de R$ 5 milhões realizados na reforma, qualificação de pessoal e construção e compra de equipamentos para os laboratórios. Os laboratórios contam com suporte de automação e tecnologia digital que permitem ampliar as condições de análise da produção por meio de diagnósticos de visibilidade preditiva. Segundo a JBS, esse método agiliza e torna mais segura a detecção de eventuais não conformidades nos produtos. Quatro unidades laboratoriais do grupo também passam a contar com certificação da Norma ABNT NBRISO/IEC 17025.

CARNETEC

FRANGOS & SUÍNOS

USDA: Produção de frango do Brasil deve crescer 1,8% em 2019

Segundo relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), a produção de carne de frango brasileira deve crescer 1,8% em 2019, chegando às 13,6 milhões de toneladas

A projeção do órgão norte-americano é pouco mais otimista que as projeções divulgadas pela ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) no final de 2018: crescimento de 1,39% – 13,2 milhões de toneladas. As 13,6 milhões de toneladas projetadas pelo USDA em seu relatório de 13/2 representam uma redução na produção anteriormente projetada pelo órgão de 13,9 milhões de toneladas. Segundo o USDA, a movimentação dos produtores brasileiros para ajuste do mercado interno foi um dos pontos considerados para a redução dessa expectativa. Por outro lado, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos aposta que o crescimento econômico brasileiro estimado para 2019, de 2,5% e o controle da taxa de inflação poderão estimular a recuperação da demanda interna por carne de frango. A projeção do USDA é de um crescimento de 2% da demanda doméstica. O órgão também aponta expectativas de menores aumentos dos custos de produção em 201. O USDA lembra que durante 2018 o custo de produção de carne de frango no Brasil aumentou cerca de 15%, tendo como principal causa o aumento de quase 12% nos custos da nutrição, seguido pelo aumento no custo de pintos de um dia. Apesar de revisar para baixo a previsão de produção brasileira de carne de frango para 2019, o USDA aponta que as exportações deverão crescer cerca de 1,3 %. O pequeno aumento nas exportações de carne de frango, segundo o Departamento, deve-se, principalmente, aos maiores embarques projetados para novos mercados como Coreia do Sul, Chile e México, além da maior demanda por carne de frango por parte da China.

USDA

OIE relata mais dois casos de peste suína africana na China

Focos foram confirmados depois de exames laboratoriais

A Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) comunicou na segunda-feira (25/2) pelo menos outras duas ocorrências de peste suína africana na China, um dos países mais atingidos pela doença. Um dos focos foi localizado na província de Guangxi e é de origem desconhecida. Ainda conforme a OIE, o caso foi confirmado no último dia 18 de fevereiro, depois de teste de laboratório. Foram identificados 1629 animais infectados, em um plantel de pouco mais de 23,5 mil considerados suscetíveis à doença. Destes, 924 morreram e outros 9,420 mil foram eliminados. O outro foco da doença foi identificado na província de Yunnan. Foram seis casos confirmados em um plantel de 1,304 animais suscetíveis. Dois morreram e outros 1,301 mil foram eliminados. A origem desse caso também é desconhecida, segundo a Organização Internacional de Saúde Animal. A instituição informa ainda que, entre as medidas de controle adotadas em casos como esse, estão restrições de movimento de animais na região, vigilância na área localizada fora da zona de contaminação, quarentena, zoneamento e ações de desinfecção e desinfestação.

GLOBO RURAL

Suíno Vivo: alta de 0,63% no RS

Na segunda-feira (25), o suíno vivo teve alta de 0,63 % no Rio Grande do Sul, sendo estabelecido a R$3,20/kg.

O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq trouxe alta ou estabilidade para todas as praças, sendo a maior variação anotada no Rio Grande do Sul, de 0,63%, a R$3,20/kg. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, a baixa oferta de suíno vivo em peso ideal para abate tem mantido os preços do animal em alta em todas as regiões acompanhadas.

CEPEA/ESALQ

Frango Vivo: queda de -0,40% em SC

Na segunda-feira (25), a cotação do frango vivo teve queda de -0,40% em Santa Catarina, sendo estabelecida a R$2,46/kg

O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo trouxe estabilidade para o frango na granja, a R$3,00/kg, enquanto o frango no atacado teve queda de -0,48%, a R$4,13/kg. Segundo a Scot, o mercado deve se manter fraco a curto prazo, a menos que o Carnaval incremente a demanda.

Scot Consultoria

INTERNACIONAL

Rússia pode impor novas sanções contra produtores de carne ocidentais

O Serviço Federal Alfandegário da Rússia (FCS) propôs a prorrogação do embargo alimentar de 2014 para proibir a importação de todo tipo de carne e animais fornecido ao país pelos EUA, União Europeia, Canadá, Austrália, Noruega, Ucrânia e vários outros países

Se aprovadas, as novas restrições poderão afetar as importações de cerca de 600 mil toneladas de diversos produtos por ano, no valor de US$ 1,2 bilhão. Havia a necessidade de impor restrições mais rígidas às importações, porque alguns exportadores do mercado já haviam aprendido maneiras de fornecer produtos proibidos sob os códigos alfandegários de produtos que ainda eram permitidos, escreveu Ruslan Davydov, Diretor interino da FCS, numa carta a o Ministério da Agricultura da Rússia. Segundo Davydov, seria viável proibir a importação de carne enlatada e todos os produtos de carne que ainda não tivessem sido sujeitos a restrições. Davydov também pediu ao governo que proibisse completamente a importação de animais vivos, incluindo gado, aves, ovelhas e cabras. Finalmente, ele propôs que tanto a carne de cordeiro e caprino congelada quanto a congelada fossem banidas. Esses suprimentos devem ser banidos de todos os países sujeitos a restrições econômicas sob o embargo de alimentos de 2014, disse Davydov. As sanções ocidentais impostas contra a Rússia durante os últimos cinco anos incorreram em perdas para a economia nacional de US$ 6,3 bilhões, segundo o Ministério para o Desenvolvimento Econômico da Rússia, em um comunicado no início deste ano. Enquanto isso, o embargo de alimentos em 2014 afetou negativamente o mercado doméstico, já que os clientes russos sofreram perdas de RUB280 bilhões (US $ 4,2 bilhões) como resultado, de acordo com pesquisa conduzida pela Escola Superior de Economia da Rússia.

GlobalMeatNews.com

EUA: em dezembro, foram alojados 11,7 milhões de cabeças em confinamento

O número de bovinos confinados nos Estados Unidos para estabelecimentos de engorda com capacidade de 1.000 ou mais cabeças totalizou 11,7 milhões de cabeças em primeiro de janeiro de 2019, 2% a mais que em 2018, de acordo com o Serviço Nacional de Estatísticas Agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (NASS/USDA)

As colocações de animais em confinamento durante dezembro foram de 1,77 milhão de cabeças, 2% a menos que no mesmo período do ano anterior. A comercialização de boi gordo em dezembro totalizou 1,74 milhão de cabeças, 1% a menos que no mesmo mês de 2017.

USDA

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