CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 939 DE 21 DE FEVEREIRO DE 2019

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Ano 5 | nº 939 | 21 de fevereiro de 2019

NOTÍCIAS

Carne bovina: queda nos preços no atacado na primeira quinzena

Desde o final de dezembro do ano passado, a carne no atacado ficou 7,3% mais barata, na média de todos os cortes

Esse comportamento foi puxado pelos cortes de traseiro, que caíram 9,3% neste mesmo intervalo. Já os cortes de dianteiro ficaram praticamente estáveis com recuo de 0,3%, nas mesmas condições. Como os cortes de traseiro normalmente são mais caros que os cortes de dianteiro, é normal que esses produtos sejam menos demandados em períodos de renda restrita, como o atual. Este sintoma de falta de dinheiro no bolso dos consumidores fica nítido quando os produtos mais caros lideram as desvalorizações, o filé mignon por exemplo, teve seu preço reduzido em 15,0% desde o final de 2018. Importante ponderar que os recuos nos preços da carne têm acontecido em um ambiente de oferta pequena de boiadas, ou seja, mesmo em um quadro de estoques mais regulados tem sido difícil para os frigoríficos aumentarem o preço de venda da produção. A margem de comercialização das indústrias que fazem desossa está em 15,8%, aproximadamente 3 pontos percentuais abaixo da histórica. É a menor desde setembro de 2016. Para os próximos dias fica a dúvida se a oferta continuará sendo curta o suficiente para impedir pressões sobre a arroba do boi gordo em um cenário de escoamento patinando.

SCOT CONSULTORIA

Oferta reduzida dificulta compra dos frigoríficos

O cenário na maioria das regiões é de mercado travado, com equilíbrio entre oferta restrita e lento escoamento

No fechamento da última quarta-feira (20/2), nas praças onde houve alterações nas cotações do boi gordo, o maior movimento foi de valorização. Chama a atenção que mesmo diante de um cenário de segunda quinzena do mês com demanda enfraquecida, a dificuldade de compra das indústrias é tanta que gera pagamentos acima das referências para arroba. Também vale destacar que em algumas praças em que as cotações estão estáveis, há negócios pontuais com lotes de animais mais jovens com pagamentos acima das referências. Isso acontece principalmente nas regiões que sofreram com a estiagem em dezembro e janeiro últimos e há maior dificuldade para a compra de bovinos com melhor acabamento. Em São Paulo, após a desvalorização no fechamento do dia anterior (19/2), a referência para a arroba do boi gordo ficou estável, cotada em R$151,50, à vista, livre de Funrural. Na praça paulista a maior parte das indústrias está com escalas de abates programadas até o início da próxima semana (25/2).

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Ibovespa fecha em queda em dia de Previdência e Fed

A bolsa paulista fechou com o Ibovespa em queda na quarta-feira marcada pela apresentação pelo governo da proposta reforma da Previdência e bateria de resultados corporativos, além de ata da última decisão de política monetária nos Estados Unidos

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa .BVSP cedeu 0,98 por cento, a 96.704,27 pontos, de acordo com dados preliminares. No melhor momento, alcançou 98.543,68 pontos, perto do recorde de 98.588,63 pontos registrado no começo do mês. O volume financeiro da sessão somava 16,2 bilhões de reais.

REUTERS

Dólar sobe em dia volátil após proposta de reforma da Previdência chegar ao Congresso

O dólar fechou em alta na volátil sessão da quarta-feira, após o governo entregar a proposta de reforma da Previdência ao Congresso pela manhã

O dólar subiu 0,33 por cento, a 3,7280 reais na venda, oscilando entre 3,7349 reais e 3,6915 reais. O dólar futuro subia cerca de 0,3 por cento. Na avaliação de alguns investidores, o mercado já havia precificado boa parte do sentimento em torno da Previdência, o que somou ao pano de fundo político, que inspira cautela entre participantes do mercado. A proposta prevê forte endurecimento na concessão de benefícios assistenciais e aumento na alíquota de contribuição previdenciária por diferentes faixas salariais, de olho numa economia de 1,072 trilhão de reais em 10 anos. “O texto não apresentou novidades suficientemente fortes que pudessem se sobrepor à preocupação dos agentes com a falta de articulação política no governo”, afirmou o analista de câmbio da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva Filho. Um dos pontos negativos da proposta citados foi o governo não ter incluído os militares já de imediato no projeto. O governo afirmou que enviará a medida ao Congresso em 30 dias, elevando o tempo de contribuição e de alíquotas. Lideranças de partidos disseram que a decisão do governo, pode prejudicar a tramitação da proposta de emenda à Constituição, já apresentada. O mercado teme que o momento político do Planalto, ainda sob influência da crise envolvendo o ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno. Na véspera, o governo sofreu sua primeira derrota na Câmara após parlamentares barrarem por larga margem o decreto que ampliava o escopo de pessoas que poderiam determinar sigilo sobre dados e informações do governo.

REUTERS

Governo enviará projeto de lei para intensificar cobrança dos que devem à União

O governo enviará ao Congresso Nacional um projeto para intensificar a cobrança dos que devem à União, afirmou na quarta-feira o Secretário especial adjunto da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, ressaltando que este será um dos quatro pilares de enfrentamento à questão previdenciária

Outro pilar será o envio de um projeto para aposentadoria dos militares, que seguirá ao Congresso Nacional “em breve”, ressaltou. Completam os quatro pilares a reforma da Previdência contida na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada nesta quarta-feira, e a Medida Provisória (MP) de combate às fraudes na Previdência já encaminhada aos parlamentares. Em relação ao projeto para devedores, a equipe econômica destacou em apresentação que irá vedar parcelamentos especiais em prazo superior a 60 meses e irá conferir “adequado tratamento” a quem identificar como grande devedor contumaz. No âmbito das alterações, também estarão alternativas para recebimento de créditos considerados irrecuperáveis ou de difícil recuperação e medidas para facilitação de alienação judicial de bens.

REUTERS

EMPRESAS

JBS Biodiesel ampliou comercialização em 25% em 2018

A JBS Biodiesel vendeu 260 milhões de litros do biocombustível em 2018, um aumento de 25% em relação a 2017

A informação foi divulgada ontem pela empresa, que trabalha com resíduos da cadeia de proteína animal (bovinos, frangos e suínos) para a produção do biocombustível. “Além disso, complementamos a produção com óleo de fritura recuperado. Mais de 12,5% da matéria-prima utilizada para a produção já vem dessa fonte, tornando a produção ainda mais sustentável”, afirma o Diretor da JBS Biodiesel, Alexandre Pereira, em nota. Boa parte do óleo de fritura utilizado como insumo pela empresa vem do projeto Óleo Amigo, iniciativa conduzida em parceria com a JBS Ambiental. Lançado em março de 2017, o programa está presente em mais de 40 municípios do interior de São Paulo por meio de parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Lins, onde está concentrada a produção, e de outras cidades do entorno. São mais de 300 pontos de coleta em escolas, estabelecimentos comerciais, hospitais, igrejas e universidades. Segundo nota, foram investidos R$ 5,5 milhões para aumentar a capacidade de reaproveitamento de óleo de fritura e flexibilizar a matriz de matérias-primas. Em 2018, foram reaproveitados cerca de 3,5 milhões de litros de óleo de cozinha usado, o dobro do volume do ano anterior. “Enxergamos um horizonte positivo para o biodiesel e, consequentemente, para os nossos negócios com a aproximação da entrada de B11 [11% de mistura obrigatória do biodiesel no diesel], que deve iniciar o aumento gradativo da mistura no diesel já a partir do próximo leilão (L66, da ANP), chegando em B15 até 2023”, afirmou Pereira.

VALOR ECONÔMICO

S&P Global rebaixa nota da BRF de ‘BB’ para ‘BB-

A agência de classificação de risco Standard and Poor’s (S&P) rebaixou a nota da BRF de ‘BB’ para ‘BB-‘ e avaliou a perspectiva do rating como estável

O rebaixamento deveu-se à avaliação de que a alavancagem — relação entre a dívida líquida e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) — deve continuar pressionada, em torno de 4 vezes a 4,5 vezes no fim deste ano. A expectativa anterior era de uma alavancagem de 4 vezes no fim de 2019. A agência afirmou que, apesar das vendas de ativos, do refinanciamento da dívida e da melhora gradual do desempenho, a companhia continua exposta a eventuais contigências associadas às investigações da Operação Carne Fraca e à volatilidade das condições de mercado, além do aumento da competição. A S&P afirmou que as vendas dos ativos, localizados na Argentina, na União Europeia e na Tailândia, ficaram abaixo de suas expectativas, que eram de R$ 3,5 bilhões. As vendas de ativos totalizaram R$ 2 bilhões. A S&P cita também a expectativa de preços mais altos dos grãos e “dúvidas sobre a habilidade de recuperar margens nas operações internacionais da companhia e no mercado Halal, em meio à competição crescente” no mercado como fatores que devem atingir o desempenho da BRF. Por outro lado, a agência observa que espera melhoria “significativa” nas margens da BRF em 2019 e 2020, refletindo um desempenho “sólido” nas áreas internacional e Halal caso não ocorra nenhum fator adverso como os observados em 2018.

VALOR ECONÔMICO

Cade aprova acordo de permuta de ativos entre Minerva e Marfrig

A Minerva informou que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a transação em que a companhia ficará com a planta de Paranatinga (MT), conforme previsto em contrato de permuta com a Marfrig, que ficará com uma unidade em Várzea Grande (MT) e que teve a BRF com interveniente

A aprovação foi dada em 1º de fevereiro e transitou em julgado ontem. Conforme já informou o Valor, a Minerva deve receber ao menos R$ 40 milhões pela venda do abatedouro de bovinos que entrou no acordo de permuta. O pagamento da Marfrig à Minerva se deve à diferença de capacidade entre os dois frigoríficos. Em dezembro, a Marfrig comprou a unidade de produção de hambúrguer da BRF em Várzea Grande por R$ 100 milhões.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Cooperativa paranaense Copacol vai acelerar os abates de frangos

Sócias na Frimesa, central de cooperativas que processa suínos e leite, as cooperativas Lar e Copacol, sediadas no oeste do Paraná, estão em lados opostos quando o assunto são as perspectivas para a economia do país. Enquanto a primeira demonstra reticência com a realização das reformas econômicas, a segunda aposta na retomada do consumo e ampliará a produção

“Nada é milagroso, mas tudo está mostrando que existe uma expectativa melhor”, afirmou o Presidente da Copacol, Valter Pitol, em entrevista durante a feira de alimentos Gulfood, que acontece esta semana em Dubai. Na contramão, o Presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues, demonstra cautela. “As reformas têm que dar certo, e são muitas para fazer”, disse o dirigente. Mais otimista, a Copacol vai acelerar os abates de frangos em 2019. De acordo com Pitol, a cooperativa concluiu no ano passado o projeto de ampliação capacidade do abatedouro que possui em sociedade com a Coagro, outra cooperativa, em Ubiratã (PR). Ao todo, foram investidos R$ 330 milhões. O projetou chegou a ser adiado em 2016, quando a forte alta dos preços do milho e a crise econômica derrubaram as margens dos frigoríficos no país. Pelas projeções de Pitol, a ampliação dos abates, que passarão de cerca de 520 mil frangos por dia para 720 mil até meados de 2020 — neste ano chegarão a 600 mil cabeças —, impulsionará o faturamento da Copacol, que tem sede em Cafelândia (PR) e abatedouros de aves no município de sua sede e em Ubiratã. A expectativa do dirigente é que as vendas da totalizem R$ 4,1 bilhões em 2019, aumento de 8% ante os R$ 3,8 bilhões do ano passado. Além da melhora do consumo doméstico, Pitol conta com a recuperação das exportações de carne de frango. Nos últimos dois anos, as vendas externas do produto brasileiro recuaram. “A expectativa é que a avicultura tenha um ano bem melhor do que foi o ano passado”, disse.

VALOR ECONÔMICO

Setor inicia o ano com alta produção de carne de frango

APINCO estimou que o potencial de produção de carne de frango do primeiro mês de 2019 foi pouco superior a 1,185 milhão t

A partir dos pintos alojados internamente nos últimos 45 dias de 2018 e mantendo como parâmetros os mesmos índices anteriores de produtividade (por exemplo, peso médio de 2,440 kg para o mercado interno), a APINCO estimou que o potencial de produção de carne de frango do primeiro mês de 2019 foi superior a 1,185 milhão de toneladas. O volume efetivamente produzido no mês aumentou mais de 4% em relação ao mês anterior, dezembro de 2018, além de ter ficado 1,5% acima do registrado em janeiro de 2018. Essa foi, também, a maior produção registrada desde abril de 2018. A despeito do elevado resultado do mês, a queda no volume acumulado nos últimos 12 meses permanece. O estimado para o período é um volume pouco superior a13,3 milhões de toneladas. E isso representa redução de quase 2% sobre os mais de 13,5 milhões de toneladas dos 12 meses anteriores. 

AGROLINK

INTERNACIONAL

Uruguai terá direito à cota de carne de alta qualidade à UE em 2019

A cadeia de carnes uruguaia poderá continuar desfrutando da cota 481 para carnes de alta qualidade – que permite entrar na União Europeia (UE) sem pagar tarifas – ao longo do segundo semestre de 2019, por mais que o acordo entre a UE e os Estados Unidos sobre essa cota “seja iminente”

A cota que nasceu do litígio de carne com hormônios, foi posteriormente aberta para terceiros e entre eles está o Uruguai, que contribui com um volume significativo em cada janela de carregamento trimestral, no âmbito de uma cota global de 45.000 toneladas. A cota é para carnes de alta qualidade, bovinos com menos de 30 meses – garantidos pela rastreabilidade – cujos 100 dias antes do abate são terminados em grãos. O Uruguai alinhou sua participação com a Austrália, outro dos fornecedores habituais dessa cota de alta qualidade e ambos os países buscam ser protagonistas nessa cota. No interior, os frigoríficos começaram a trabalhar duro na produção de carne da Cota 481, volume que deve chegar à União Europeia a partir de 1º de abril, segundo divulgou a Faxcarne nesta semana. A cota impulsionou a pecuária porque favorece uma maior extração e melhora os valores de produção, pois faz parte de um animal mais pesado, contando com genética e nutrição. Por sua vez, gerou maior sinergia entre a pecuária de corte e a agricultura.

El País Digital

Russos estão de olho na produção de carne da Bolívia

Delegação russa oficial iniciou inspeções no sistema de produção de carne bovina do país esta semana

Uma delegação russa oficial iniciou no último dia 18 inspeções no sistema de produção de carne bovina da Bolívia, informou em nota o Ministério do Desenvolvimento Rural e Terras do país andino. Os especialistas fazem parte do Serviço Federal da Rússia para a Vigilância Veterinária e Fitossanitária (Rosseljodznadzor). Na segunda-feira, a visita ocorreu no Laboratório de Diagnóstico Veterinário e Pesquisa, subordinado ao Serviço Nacional de Saúde e Segurança Agrícola de Alimentos (Senasag) boliviano. Conforme o diretor nacional do Senasag, Javier Suarez, a avaliação dos russos foi “satisfatória”. Suarez aproveitou para mostrar os programas executados pelo Serviço, como o Programa Nacional de Febre Aftosa, além do Programa Nacional de Brucelose e Tuberculose, entre outros. “A comissão russa está verificando o status sanitário dos frigoríficos para sua habilitação e futura exportação para o mercado russo”, ressaltou Suárez. Para os próximos dias, a comissão visitará fazendas de gado e mais frigoríficos e, no dia 26, está prevista uma reunião final de avaliação.

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