CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 937 DE 19 DE FEVEREIRO DE 2019

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Ano 5 | nº 937 | 19 de fevereiro de 2019

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo travado

A demanda, que patinou durante a primeira quinzena, continua fraca. Por outro lado, a oferta de boiadas não está grande o suficiente para que haja uma pressão de baixa generalizada

Dessa forma, em algumas praças, onde a disponibilidade de boiadas está suficiente para atender a demanda, as indústrias conseguem pressionar o mercado e ofertam preços abaixo da referência. É o caso do Sul da Bahia e de Tocantins, por exemplo. Entretanto, há regiões onde o cenário é o oposto. Em Paragominas-PA, por exemplo, mesmo com a demanda deixando a desejar, a oferta de boiadas está tão reduzida que faz com que os frigoríficos ofertem preços maiores pela arroba. Na região, o boi gordo ficou cotado em R$138,00/@, à vista, livre de Funrural na última segunda-feira (18/2). Alta de 2,2% na comparação com o fechamento da semana anterior. Na média de todas as praças pesquisadas, a cotação do boi gordo caiu 0,04% desde o início do mês. Com a oferta de boiadas limitada e o consumo fraco (o que tende a se intensificar na segunda quinzena do mês) o mercado do boi deverá seguir com os preços travados.

SCOT CONSULTORIA

Brasil exporta carne ao Irã por via indireta

Para contornar os obstáculos criados pelas sanções econômicas dos Estados Unidos ao Irã, os frigoríficos brasileiros lançam mão de diferentes e criativas estratégias para acessar o mercado de carne bovina do país

A engenharia inclui a exportação por via indireta, sobretudo por rodovias, a partir da Turquia. Estimativas do setor privado mostram que as companhias brasileiras já exportam mais carne bovina ao Irã por via indireta do que diretamente. No mês passado, quase 4,5 mil toneladas enviadas à Turquia, Omã e Emirados Árabes Unidos tiveram o Irã como destino final. “É um mercado que está bombando”, disse um executivo ao Valor. Em janeiro, o Irã foi o quinto maior cliente de carne bovina brasileira e absorveu 7% das exportações, que totalizaram US$ 457 milhões no mês. Em dezembro, segundo mês após a entrada em vigor das sanções americanas, o Irã foi o terceiro maior cliente – só atrás de China e Hong Kong -, respondendo por 15% das vendas. Nos dois meses, foram mais de 15 mil toneladas de carnes enviadas ao Irã, sendo dois terços do volume vendidos por via indireta. Embora o comércio de alimentos não seja alvo das sanções econômicas dos EUA, os armadores estão resistentes e encareceram o frete, para restringir relações com o Irã, afirmou uma fonte. Nesse cenário, a exportação indireta surge como alternativa.

VALOR ECONÔMICO

Apesar da estabilidade, mercado do sebo segue com viés de baixa

Após a queda de preço na primeira semana de fevereiro, a cotação de sebo ficou estável na última semana

No Brasil Central e no Rio Grande do Sul, a gordura animal está cotada, em média, em R$2,30/kg e R$2,40/kg, livre de imposto e sem o frete, respectivamente. Apesar da produção de óleo de soja menor do que o inicialmente previsto (resultado do menor volume de chuvas no final de 2018 e início desse ano, que afetou a produção de soja), ainda assim a oferta do subproduto da soja está aumentando, o que pressiona a cotação do sebo, uma vez que estes produtos são concorrentes na produção de biodiesel. Para o curto prazo, a demanda em baixa deve manter o mercado pressionado.

SCOT CONSULTORIA

Média diária de exportação de carne de boi está 24% maior, aponta Agrifatto

Caso sigam neste ritmo, o volume embarcado deve crescer quase 40% em fevereiro se comparado ao desempenho no mesmo período do ano passado

Nos primeiros 11 dias úteis de fevereiro, a média diária de exportação de carne bovina in natura está 24,2% acima de igual período de 2018, informou a consultoria Agrifatto em nota. Em relação a janeiro de 2019, o avanço é de 45,9%. Até o momento, neste mês, foram vendidas ao exterior 74,7 mil toneladas de carne bovina in natura, com base nos números do Ministério da Economia, o que resulta em média diária de 6,79 mil toneladas. A consultoria informa que a receita média por tonelada foi de US$ 3.783,56, resultando em faturamento de US$ 282,64 milhões no período. “Em janeiro/2019 e fevereiro/2018, a receita média foi de US$ 3.748,40 e US$ 4.000,50 por tonelada, respectivamente”, diz a Agrifatto. A consultoria considera que se a média diária atual se repetir no restante do mês (20 dias úteis), projeta-se que em fevereiro serão embarcadas 135,82 mil toneladas de carne bovina in natura, avanço de 38% em relação a fevereiro de 2018. Em boletim anterior, a Agrifatto projetava embarques maiores para o segundo mês do ano, de 142,71 mil toneladas (45% mais ante fevereiro de 2018), também com base na média diária até então, que era de 7,1 mil toneladas nas duas primeiras semanas do mês.

Estadão Conteúdo

ECONOMIA

Dólar sobe ante real aguardando desfecho de crise política envolvendo Bebianno

O dólar encerrou em alta frente ao real após pregão relativamente tranquilo nesta segunda-feira, com o mercado aguardando desfecho da crise política envolvendo o Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, e antes de semana movimentada no exterior

O dólar subiu 0,77 por cento, a 3,7324 reais na venda. Na máxima do pregão, a divisa chegou a 3,7437 reais e, na mínima, tocou 3,7030 reais. O dólar futuro avançava 0,7 por cento. Com os mercados norte-americanos fechados pelo feriado do Dia do Presidente, a liquidez foi reduzida domesticamente, colaborando para certa volatilidade ao longo do pregão. O mercado fechou nesta segunda-feira à espera de possível desfecho para a crise política no governo, que tem ao centro Gustavo Bebianno, um dos principais articuladores da campanha presidencial de Jair Bolsonaro, após denúncias de um esquema de candidaturas laranjas dentro do PSL. Há preocupação de que a demora em solucionar a situação de Bebianno possa ter impacto negativo sobre a tramitação da reforma da Previdência, que deve ser entregue pessoalmente por Bolsonaro ao Congresso na quarta-feira. Também há uma percepção negativa sobre o envolvimento dos filhos de Bolsonaro em assuntos da Presidência. Participantes do mercado acompanham também articulações do governo para formar uma base sólida que garanta a aprovação da Previdência. Simultaneamente, começa a surgir certa resistência entre parlamentares após o governo detalhar que submeterá ao Congresso um texto duro em termos fiscais. O mercado também aguarda otimista as negociações entre China e Estados Unidos que recomeçam nesta semana, desta vez em Washington. Após progressos e consenso na semana passada, há expectativa de que as duas maiores economias globais cheguem a um acordo que encerre a guerra comercial.

REUTERS

Economistas pioram previsão para PIB neste ano e melhoram perspectiva para 2020

Os economistas consultados na pesquisa Focus do Banco Central diminuíram sua estimativa para a atividade econômica neste ano ao mesmo tempo em que melhoraram a perspectiva para o ano que vem, conforme levantamento divulgado na segunda-feira

Agora, a previsão é de que o Produto Interno Bruto (PIB) irá subir 2,48 por cento em 2019, contra avanço de 2,50 por cento visto antes. Já para 2020, os economistas passaram a enxergar uma expansão de 2,58 por cento do PIB, sobre 2,50 por cento na semana anterior. A atividade tem demorado a deslanchar no país em meio à alta capacidade ociosa, cenário que tem mantido a segurança do BC em manter a taxa de juros em seu mínimo histórico, de 6,50 por cento. Segundo a pesquisa Focus, a expectativa do mercado segue sendo de que a Selic permanecerá nesse patamar ao fim deste ano, subindo a 8 por cento no fim do próximo ano. Para a inflação, as contas também ficaram inalteradas. De acordo com o levantamento semanal, o IPCA deve subir 3,87 por cento em 2019 e 4 por cento em 2020 — mesmos níveis vistos na pesquisa Focus anterior. O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25 por cento e, de 2020, de 4 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. As perspectivas para o dólar também continuaram as mesmas, com a moeda estimada em 3,70 reais no fim de 2019 e 3,75 reais no próximo ano.

REUTERS

Ibovespa cai 1,04% em dia de exercício de opções com ruído político

O principal índice da bolsa paulista fechou em queda nesta segunda-feira, marcada pelo vencimento dos contratos de opções sobre ações, com ruídos na cena política e menor liquidez pela ausência de Wall Street

O Ibovespa .BVSP caiu 1,04 por cento, a 96.509,89 pontos. O volume financeiro da sessão somou 17,9 bilhões de reais, já incluído o giro do exercício, de 7,68 bilhões de reais. A queda ocorre após o Ibovespa ter acumulado alta de mais de 2 por cento na semana passada. Nos Estados Unidos, o mercado acionário esteve fechado em razão do Dia do Presidente. Em meio a expectativas para o envio da amplamente esperada reforma da Previdência ao Congresso nesta semana, esteve no radar o imbróglio com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno. Bebianno, que foi Presidente do PSL, partido do Presidente Jair Bolsonaro, entrou em processo de fritura no governo, após denúncias de que seu partido usou candidatos laranja a deputado para acessar recursos públicos de financiamento de campanha. Para a equipe da Coinvalores, a crise envolvendo Bebianno pode atrapalhar o rali relacionado às expectativas sobre a reforma da Previdência, “com o ‘sai, não sai’ e o ‘falou, não falou’ dos últimos dias”.

REUTERS

Preços no atacado volta a subir IGP-M sobe 0,55% na 2ª prévia de fevereiro, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) teve alta de 0,55 por cento na segunda prévia de fevereiro, depois de registrar variação negativa de 0,01 por cento no mesmo período do mês anterior, com maior pressão sobre os preços no atacado apesar do alívio aos consumidores

A Fundação Getulio Vargas (FGV) informou nesta terça-feira que o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60 por cento do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, avançou 0,73 por cento na segunda prévia de fevereiro, contra queda de 0,26 por cento no mesmo período do mês anterior. Os dados do IPA mostraram que a pressão sobre os preços das Matérias-Primas Brutas aumentou com força, levando o índice do grupo a subir 1,89 por cento, ante recuo de 0,24 por cento. O destaque partiu do movimento dos itens minério de ferro, leite in natura e cana-de-açúcar. Mas o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30 por cento no índice geral, desacelerou a alta a 0,17 por cento no período, de alta de 0,49 por cento na segunda leitura de janeiro. O comportamento do grupo Educação, Leitura e Recreação deu a maior contribuição, ao recuar 0,43 por cento, depois de avançar 1,45 por cento antes. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, registrou alta de 0,29 por cento, de um acréscimo de 0,38 por cento antes.

REUTERS

EMPRESAS

Minerva faz roadshow com vistas ao IPO da Athena Foods

A brasileira Minerva Foods, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, intensificou as conversas com investidores para a oferta inicial das ações (IPO, na sigla em inglês) da Athena Foods, subsidiária que reúne suas operações fora do Brasil, na bolsa de Santiago

(Chile)

Executivos da Minerva aproveitaram a passagem por Dubai, onde ocorre a feira de alimentos Gulfood, para realizar um roadshow com investidores do Oriente Médio e da Ásia, apurou o Valor. A Minerva mantém boas relações no Oriente Médio. A Saudi Agriculture and Livestock Investment Company (Salic), gestora do Reino da Arábia Saudita, é a maior acionista da Minerva, com 32,9% das ações. No roteiro, que incluiu cerca de 20 reuniões, estão Dubai e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e Cingapura. Conforme anunciado, a Minerva pretende abrir o capital da Athena Foods até abril. A intenção da companhia brasileira é vender até 25% do capital da Minerva, obtendo entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhões. O objetivo da Minerva com o IPO da subsidiária é reduzir o endividamento e ampliar a produção da Athena na Argentina, com a abertura de frigoríficos. No ano passado, a Minerva faturou cerca de R$ 16 bilhões. A Athena representa cerca de 40% desse total.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Frango Vivo: alta de 0,41% em SC

Na segunda-feira (18), a cotação do frango vivo teve alta de 0,41% em Santa Catarina, a R$2,47/kg

O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo trouxe estabilidade para o frango na granja, a R$3,00/kg e queda de -1,15% para o frango no atacado, a R$4,30/kg. Contudo, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP ressalta que o mês de fevereiro vem se consolidando como mais um mês de queda no poder de compra de avicultores do estado de São Paulo frente ao milho. De acordo com levantamentos do Cepea, este é o quarto mês consecutivo em que o cenário está desfavorável aos produtores paulistas.

Notícias Agrícolas

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