CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 935 DE 15 DE FEVEREIRO DE 2019

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Ano 5 | nº 935 | 15 de fevereiro de 2019

NOTÍCIAS

Carne bovina: preços andando de lado no varejo

No Paraná e no Rio de Janeiro, na média de todos os cortes vendidos nos supermercados e nos açougues, os preços da carne bovina ficaram praticamente estáveis nos últimos sete dias. Em Minas Gerais o ajuste negativo foi de 0,3%, já em São Paulo houve valorização de 0,1% neste período.

A demanda no varejo segue baixa, mas está dentro do que é esperado para o começo de ano. Mas, mesmo com o fluxo fraco de vendas a margem trabalha firme, em 68,5%. É a maior desde meados de março do ano passado. É provável que ao final da próxima semana o varejo comece a reabastecer seus estoques mais intensamente na expectativa de vendas mais firmes durante o carnaval.

SCOT CONSULTORIA

Mercado do boi gordo em ritmo lento

No levantamento da última quinta-feira (14/2), a maioria das praças pecuárias fechou com as cotações da arroba do boi gordo estáveis. Houve alterações em apenas três regiões

Em Campo Grande-MS houve uma alta pontual e a arroba fechou cotada em R$141,00, à vista, livre de Funrural. Nas outras duas praças as cotações caíram com oferta de boiadas suficiente para preencher as programações de abate dos frigoríficos. Com isso, os frigoríficos abriram as compras ofertando preços abaixo das referências na região Sul de Goiás e no Rio de Janeiro. Neste último, a queda foi de 1,0% na comparação dia a dia. Em Rondônia apesar de estabilidade nas cotações frente ao último fechamento, as fortes chuvas dificultam o transporte até os frigoríficos, e isso diminui a oferta de boiadas para abate e provocou dificuldade para preencher as escalas de abates.

SCOT CONSULTORIA

CEPEA: produtividade aumentou nos últimos anos

Dados divulgados pelo IBGE nesta semana confirmam a tendência que já vinha sendo observada até o terceiro trimestre do ano passado, de aumento no volume de abate de animais no Brasil

De janeiro a dezembro de 2018, foram abatidas 31,4 milhões de cabeças de animais, número 3,16% superior ao do ano anterior, 7,2% maior que o de 2016 e 3,88% acima do de 2015. Já se comparado ao volume de 2014, a quantidade abatida em 2018 é 6,09% inferior. Esses números mostram uma recuperação do volume de animais abatidos depois de uma redução de rebanho e de produtividade entre 2013 e 2014, quando uma forte seca atingiu o Centro-Sul do País. Esse cenário, por sua vez, elevou as cotações do boi gordo naquele período, o que levou muitos produtores consultados pelo Cepea a realizarem investimentos no setor nos anos seguintes – tanto em tecnologia quanto em pastagem e genética –, o que, por sua vez, resultou em aumento no rebanho e da produtividade nacional nestes últimos anos. Quanto ao mercado da semana, de acordo com levantamento do Cepea, o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa recuou 0,52% de 6 a 13 de fevereiro, fechando em R$ 151,50 na quarta-feira, 13.

PECUARIA.COM.BR

ECONOMIA

Dólar tem leve queda ante real

O dólar encerrou com leve queda na quinta-feira, após sessão volátil enquanto o mercado aguardava decisão do Presidente Jair Bolsonaro sobre a reforma da Previdência, que acabou sendo divulgada pouco após o fechamento

O dólar recuou 0,34 por cento, a 3,7401 reais na venda. Na máxima do pregão, tocou 3,7960 reais e na mínima, alcançou 3,7348 reais. O dólar futuro acelerou a queda, quase tocando 1 por cento. Às 17h25, operava em queda de 0,8 por cento, após o secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, divulgar detalhes da proposta. Marinho anunciou que Bolsonaro tomou uma decisão final para que a idade mínima de aposentadoria na proposta seja fixada em 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, com período de transição de 12 anos. O Secretário afirmou ainda que o texto da reforma deve ir ao Congresso em 20 de fevereiro. “Agora existe um segundo momento que vai trazer bastante volatilidade ao mercado que é sobre como esse texto vai tramitar nas Casas. Agora começa a verdadeira briga”, avaliou. No exterior, como pano de fundo, investidores monitoraram avanços nas negociações comerciais de mais alto nível entre chineses e norte-americanos. A Bloomberg noticiou que o Presidente norte-americano, Donald Trump, está avaliando adiar o prazo para aumento de tarifas contra produtos chineses em 60 dias.

REUTERS

Ibovespa sobe e retoma 98 mil pontos com avanço em reforma da Previdência

O Ibovespa fechou em alta de mais de 2 por cento na quinta-feira, ampliando os ganhos no final da sessão após o Presidente Jair Bolsonaro aprovar o texto da reforma da Previdência que será enviado ao Congresso no próximo dia 20, bem como encerrar o impasse sobre a idade mínima que vinha causando ruídos

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 2,27 por cento, a 98.015,09 pontos, perto da máxima da sessão (98.018,83 pontos). O volume financeiro somou 19,1 bilhões de reais. A cerca de 1 hora do fechamento do pregão, o Secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, afirmou que Bolsonaro decidiu por uma idade mínima de 65 anos para homens e de 62 anos para mulheres, patamares que serão atingidos após um período de transição de 12 anos. “Ainda faltam detalhes, mas ao que tudo indica Guedes e companhia conseguirão emplacar uma reforma robusta. O jogo começa só agora e está dentro do cronograma”, destacou o estrategista Dan Kawa, sócio da TAG Investimentos, em nota enviada a clientes. Para o economista-chefe do Banco J. Safra, Carlos Kawall, foi um desfecho muito positivo. “Ganhos com transição e idade mínima em torno de 400 bilhões de reais em dez anos. Com ganhos totais da reforma em torno de 600 bilhões a 700 bilhões de reais”, disse o ex-secretário do Tesouro Nacional. 

REUTERS

Setor de serviços do Brasil fecha 2018 com 4ª contração seguida

O volume de serviços do Brasil surpreendeu e avançou em dezembro, mas ainda assim recuou em 2018 e registrou o quarto ano seguido de perdas, com destaque para a queda nas atividades de serviços profissionais e administrativos

Em dezembro, o volume registrou avanço de 0,2 por cento na comparação com o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve queda de 0,2 por cento. As expectativas em pesquisa da Reuters eram de recuos de 0,1 por cento na comparação mensal e de 0,8 por cento na base anual. No ano passado, o setor de serviços do Brasil apresentou recuo de 0,1 por cento, após quedas de 2,8 por cento em 2017 e de 5 e 3,6 por cento respectivamente em 2016 e 2015. As perdas acumuladas nesse período foram de 11,1 por cento. O setor de serviços vai na contramão dos resultados da indústria e do varejo, que cresceram em 2018, em um ano que foi marcado por uma recuperação morna da economia e pela greve dos caminhoneiros, em meio à recuperação lenta do mercado de trabalho. No ano passado, o destaque foi a perda de 1,9 por cento em serviços profissionais, administrativos e complementares, pressionados segundo o IBGE pela retração na receita vinda dos segmentos de atividades de cobranças e informações cadastrais, de soluções de pagamentos eletrônicos, de serviços de engenharia e de vigilância e segurança privada. Segundo o gerente da pesquisa no IBGE, Rodrigo Lobo, esse resultado “tem a ver com o momento desfavorável da economia como um todo, já que em uma contenção de gastos as empresas costumam dispensar esse tipo de serviço”. A outra atividade a apresentar perdas em 2018 foi a de serviços de informação e comunicação, de 0,5 por cento, diante da menor receita recebida pelas empresas do ramo de telecomunicações.

REUTERS

EMPRESAS

Marfrig faz primeira exportação de carne bovina do Uruguai ao Japão

A brasileira Marfrig Global Foods, segunda maior empresa de carne bovina do mundo, fez ontem o primeiro embarque de carne bovina do Uruguai para o Japão. Na semana passada, o governo japonês habilitou frigoríficos uruguaios para exportar ao país asiático

Em nota, a Marfrig informou que as vendas da carne uruguaia ao foram comercializadas pelo National Beef, frigorífico americano controlado pela empresa brasileira. De acordo com a Marfrig, a carga enviada ao Japão inclui hambúrgueres e cortes de carne bovina resfriada.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

China anuncia tarifas de até 32,4% ao frango brasileiro por 5 anos

Ministério do Comércio do país asiático também anunciou que JBS, BRF e outras 12 empresas brasileiras ficarão de fora das medidas antidumping após assumirem ‘compromisso de preço’

XANGAI – A China confirmou nesta sexta-feira, 15, a imposição de medidas antidumping sobre a importação de frango brasileiro. De acordo com anúncio do Ministério do Comércio local, os importadores do frango brasileiro deverão pagar tarifas de 17,8% a 32,4% a partir do próximo domingo, 17. A medida terá validade de cinco anos. O governo chinês também informou que JBS, BRF e outras 12 empresas brasileiras que conseguiram um acordo com as autoridades locais após apresentarem um “compromisso de preço” não sofrerão a imposição das tarifas. Além das gigantes nacionais do setor, ficarão de fora das novas taxas os produtos das seguintes companhias: Copacol, Consolata, Aurora Alimentos, Bello Alimentos, Lar, Coopavel, São Salvador Alimentos, Rivelli Alimentos, Gonçalves e Tortola, Copagril, e Vibra e Kaefer.

Estadão

Poder de compra frente ao milho cai pelo quarto mês seguido

Fevereiro avança e, por enquanto, vem se confirmando como mais um mês de queda no poder de compra de avicultores do estado de São Paulo frente ao milho. Na parcial de fevereiro, com a venda de um quilo do animal é possível adquirir 4,26 quilos de milho, contra 4,42 quilos em janeiro, ou seja, diminuição de 3,7% no poder de compra

De acordo com levantamentos do Cepea, este é o quarto mês consecutivo em que o cenário está desfavorável aos produtores paulistas. Esse contexto é resultado das novas quedas nos preços do frango vivo e das altas nos valores do milho. Já no caso do farelo de soja, verificam-se recuos nas cotações do insumo neste mês, possibilitando aumento no poder de compra de avicultores e, portanto, interrompendo a tendência de queda que era observada desde outubro do ano passado. Na parcial deste mês (até o dia 13), o frango vivo, negociado na Grande São Paulo, registra preço médio de R$ 2,77/kg, queda de ligeiro 1% frente ao de janeiro, quando era de R$ 2,80/kg, mas alta de 14% em relação à de fevereiro/18, em termos nominais. Nesta semana, especificamente, os preços do animal reagiram na região paulista, chegando a fechar a R$ 2,90/kg nessa quarta-feira, 13. Quanto ao milho, na parcial de fevereiro, a média é de R$ 39,02/saca de 60 kg na região de Campinas (SP), avanço de 2,8% em relação a janeiro. Já o farelo se desvalorizou 2,2% na mesma comparação, com a média a R$ 1.220,55/tonelada na parcial deste mês.

CEPEA/ESALQ

Frangos: Mercado da semana

Nos últimos sete dias (de 6 a 13 de fevereiro), o frango inteiro congelado teve ligeira desvalorização de 0,6% no atacado da Grande São Paulo, movimento inverso ao preço do congelado, que registrou alta de 1,4% no preço. Na quarta-feira, 13, os produtos foram negociados a R$ 4,33/kg e a R$ 4,37/kg, respectivamente

Ainda na região paulista, o peito de frango resfriado se valorizou 5,1% nos últimos sete dias, indo para R$ 5,59/kg nessa quarta-feira. No mesmo comparativo, o preço do filé resfriado subiu 2,3%, com média de R$ 7,54/kg também no dia 13. Segundo agentes consultados pelo Cepea, as altas para esses cortes devem-se à melhora na procura pela proteína. A cotação da asa resfriada, por sua vez, permaneceu estável, a R$ 7,55/kg. Por fim, a coxa/antecoxa e o coração, ambos resfriados, desvalorizaram-se 1,4% e 1,5%, a R$ 4,38/kg e a R$ 13,88/kg, respectivamente.

CEPEA/ESALQ

SUÍNOS/CEPEA: aumento na demanda e menor volume de abate impulsionam cotação

Negociações envolvendo o suíno vivo e a carne voltaram a se aquecer na segunda semana deste mês
Após registrar baixo desempenho na primeira semana de fevereiro, as negociações envolvendo o suíno vivo e a carne voltaram a se aquecer na segunda semana deste mês. De acordo com agentes consultados pelo Cepea, o número de animais para abate está menor, o que, associado à maior procura pela proteína suína, tem resultado em recuperação nos preços. O ajuste entre oferta e demanda refletiu de modo mais significativo nas carcaças e, posteriormente, no suíno vivo. Já para os cortes, a recuperação nos preços está mais lenta. Em relação à exportação, depois de apresentar forte queda de 12% no volume de carne in natura exportado em janeiro frente ao mês anterior, as vendas externas estão mais aquecidas neste começo de fevereiro. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), nos primeiros seis dias úteis deste mês, as exportações registram média diária de 2,8 mil toneladas, quantidade 50% maior que a média de 1,9 mil toneladas de janeiro.

CEPEA/ESALQ 

 INTERNACIONAL

Russos interessados em carne paraguaia

Os primeiros dias da feira russa de alimentos Prodexpo, que acontece de 11 a 15 de fevereiro em Moscou, foram caracterizados por uma grande atividade no estande do Paraguai e importantes contatos comerciais foram feitos, além de fortalecer os clientes já consolidados. Houve um grande interesse na carne paraguaia, informaram da Câmara Paraguaia de Carne (CPC)

Daniel Burt, Gerente da CPC, informou que as empresas frigoríficas FrigoChorti, Frigochaco, Frigorífico Guaraní, Upisa e Minerva Foods estão participando do evento. Ele comentou que há muita atividade no estande do Paraguai e muitos interessados em produtos nacionais. Ele ressaltou que essa é a feira de alimentos mais importante na Rússia, e arredores, e que a posição do país tem uma presença importante como exportador de carne bovina, suína e de aves. Ele disse que a Rússia é o mercado internacional mais importante para a carne paraguaia e que no ano passado foi responsável por mais de 40% das exportações. Em 2018, as exportações de carne bovina para o mercado russo totalizaram 142,2 mil toneladas, volume que representou um aumento de 60,7% em relação às 88,5 mil toneladas exportadas em 2017, segundo o relatório mensal de comércio exterior do Banco Central do Paraguai (BCP). Os embarques de carne para a Rússia geraram uma receita de US $ 470,5 milhões, o que corresponde a um crescimento de 79,2% em relação aos US $ 262,2 milhões registrados em 2017. O preço médio de exportação de carne para o mercado russo melhorou 11,5% e foi da ordem de US $ 3.309 por tonelada. Ao longo de 2018, o mercado russo foi caracterizado por uma forte demanda por carnes paraguaias e uma melhora nos preços em comparação com a safra anterior.

La Nación

Pilgrim’s, da JBS, tem pior resultado desde 2011

A americana Pilgrim’s Pride, indústria de carne de frango controlada pela brasileira JBS, reportou na última quarta-feira seu pior resultado trimestral em sete anos. A companhia registrou um prejuízo líquido de US$ 7,3 milhões no quarto trimestre do ano passado

Trata-se do primeiro prejuízo registrado pela empresa desde o quarto trimestre de 2011, quando amargou uma perda de US$ 85,3 milhões. Da última vez que teve prejuízo, a Pilgrim’s sofria com os preços altos dos grãos (milho e farelo de soja são os principais ingredientes da ração animal). Desta vez, o vilão é a sobre oferta de carne de frango nos EUA. A proteína foi bastante afetada pela concorrência com a carne bovina – que não deixa de beneficiar a JBS. Em comunicado, o CEO da Pilgrim’s, Bill Lovette, afirmou que o negócio de carne de frango enfrenta um “ambiente desafiador”. Segundo ele, a recuperação da rentabilidade da indústria de carne de frango dos Estados Unidos está mais lenta do que o esperado. Nesse contexto, a Pilgrim’s reportou rentabilidade baixa. No quarto trimestre, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou US$ 71,6 milhões, redução de 68,5% ante os US$ 226,8 milhões reportados no mesmo período de 2017. Nos melhores tempos, a Pilgrim’s chegou a reportar margens superiores a 15%. Na semana passada, a Tyson Foods, maior companhia de carnes do país, informou que a margem operacional de seu negócio de carne de frango diminuiu 4 pontos no quarto trimestre, para 5,1%. Com isso, o lucro operacional do negócio recuou 41%, a US$ 160 milhões. No acumulado de 2018, a Pilgrim’s ainda fechou no azul, embora os resultados tenham sido bem piores. Em 2018, a empresa teve lucro líquido de US$ 247,8 milhões, queda de 61,8% ante o lucro de US$ 694,5 milhões.

VALOR ECONÔMICO

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