CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 933 DE 13 DE FEVEREIRO DE 2019

abra

Ano 5 | nº 933 | 13 de fevereiro de 2019

NOTÍCIAS

No mercado do boi gordo a oferta restrita dificulta a compra pelos frigoríficos

No fechamento da terça-feira (12/2), foi registrada queda para a cotação da arroba do boi gordo em apenas uma região, Rio Grande do Sul.

No estado, a melhora na oferta de boiadas deu espaço para que as indústrias pressionassem para baixo os preços. A cotação cedeu 1,0% na comparação dia a dia, e as escalas de abate atendem, em média, sete dias. As outras alterações ficaram por conta das regiões de Campo Grande-MS, Sudeste de Mato Grosso, Paragominas-PA e Marabá-PA. Nessas praças, a disponibilidade restrita de boiadas dificultou a compra pelos frigoríficos, o que pressionou as cotações para cima. Em Marabá-PA, por exemplo, a cotação subiu R$1,00/@ frente ao último fechamento, e a maioria das ofertas são de lotes menores, o que dificulta os frigoríficos alongarem as programações de abate na região.

SCOT CONSULTORIA

Abate de bovinos no Brasil cresce 0,4% no 4º tri de 2018 ante 2017, diz IBGE

O abate de bovinos no Brasil alcançou 8,09 milhões de cabeças no quarto trimestre de 2018, ligeira alta de 0,4 por cento na comparação anual, informou na terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base em dados preliminares

A quantidade, contudo, representa queda de 2,3 por cento em relação ao trimestre imediatamente anterior, quando os abates foram impulsionados pela exportação. Quanto aos frangos, os abates no Brasil caíram tanto na comparação anual (-0,9 por cento) quanto trimestral (-0,7 por cento), para 1,42 bilhão de cabeças. O Brasil é o maior exportador global de carnes bovina e de frango. O IBGE afirmou ainda que os abates de suínos no quarto trimestre somaram 11,1 milhões de cabeças, representando queda de 4 por cento em relação ao trimestre imediatamente anterior e crescimento de 0,4 por cento na comparação com o mesmo período de 2017. Conforme o IBGE, os dados preliminares são disponibilizados cerca de um mês da divulgação completa e ainda podem sofrer alterações.

REUTERS

Desempenho externo das carnes EM de fevereiro

Na receita cambial, perspectiva de incremento de 56% no mês e de quase 20% em um ano. No volume, em relação a fevereiro de 2018, sinalização de aumentos de 50% para a carne suína, de 45% para a carne bovina e de quase 28% para a carne de frango

Os números da SECEX/MDIC relativos à receita cambial sugerem que o resultado alcançado na primeira semana do mês (apenas um dia útil) traz, embutido, o saldo de exportações não contabilizadas do mês anterior, janeiro de 2019. O lógico a esta altura é considerar como mais apropriados os números da segunda semana de fevereiro (3 a 9, cinco dias úteis). Neste caso, só é possível projetar a receita do mês, porquanto no tocante ao volume a SECEX/MDIC não individualizou os embarques de carnes do primeiro dia útil de fevereiro, divulgando apenas o total embarcado em seis dias úteis.

AGROLINK

Pará: recriador e invernista perdem poder de compra

No Pará, a menor disponibilidade das categorias de reposição, principalmente as mais jovens, diminuiu o fluxo de negócios nas últimas semanas

Para quem tem animais disponíveis para comercialização é comum observar ofertas de preços acima das referências, fato que pressiona as cotações para cima. Como a cotação da arroba do boi gordo não se valorizou na mesma intensidade que as cotações para a reposição, o poder de compra do recriador e invernista diminuiu. Há seis meses, com a venda de um boi gordo com 16,5@ comprava-se 1,9 bezerro de doze meses (7,5@). Atualmente com essa mesma relação, compra-se 1,7 bezerro, ou seja, houve uma piora de 13,1% na relação de troca para o recriador e invernista. Para o curto prazo, se as chuvas continuarem em bons volumes, as pastagens não devem perder capacidade de suporte e, assim, devem garantir maior poder de barganha para a ponta vendedora, consequentemente, os preços do bezerro tendem a se manter firmes.  

SCOT CONSULTORIA

Exportação de couro aumentou 23,3% em janeiro, frente a dezembro

Segundo a Secretaria do Comércio Exterior (Secex), em janeiro o Brasil exportou 41,3 mil toneladas de couros, este é o maior volume embarcado para o mês de janeiro da série histórica. Na comparação com dezembro último, houve aumento de 23,3%, já em relação ao mesmo período do ano anterior, a alta foi de 3,4%.

SCOT CONSULTORIA

Mato Grosso utilizou 56% da capacidade de abate bovinos

Índice é o melhor registrado pelo Imea em 10 anos

O Estado de Mato Grosso utilizou 56,8% da capacidade industrial instalada para o abate de bovinos em 2018. Este é o maior percentual já registrado desde 2008, quando o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) iniciou a divulgação dos dados. Atualmente, o Estado pode abater até 30.440 animais por dia nos frigoríficos com inspeção estadual e federal. Porém, são abatidos cerca de 17.000 animais por dia. A melhora é reflexo do aumento do volume de animais abatidos ano passado e, consequentemente, da maior produção de carne. Em 2018, Mato Grosso registrou o abate de 5,289 milhões de bovinos, alta de 9% em comparação com os 4,9 milhões abatidos em 2017, em que a utilização da capacidade de abate foi de 49%. Além das indústrias e do setor da pecuária, a economia como um todo sente os reflexos da maior produção. No Estado, pelo menos 20.000 trabalhadores estão empregados nos frigoríficos. De acordo com o sindicato do setor, este número é até três vezes maior se considerados os empregos indiretos. O rebanho do Estado aumentou de 2017 para 2018, passando de 29,7 milhões para 30,08 milhões.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Exportações do agronegócio cresceram para US$ 6,6 bi em janeiro

Puxadas por produtos florestais, soja e derivados e milho, as exportações do agronegócio brasileiro se mantiveram em expansão em janeiro. A receita com as exportações de carnes diminuiu

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura, renderam US$ 6,626 bilhões, 7,4% mais que no mesmo mês do ano passado. Na mesma comparação, as importações de produtos do agronegócio aumentaram 0,5%, para US$ 1,242 bilhão, e, com isso, o superávit setorial subiu 9,2%, para US$ 5,384 bilhões. O ministério destacou, em comunicado, que o resultado de janeiro levou as exportações do campo a US$ 102,144 bilhões no período de 12 meses encerrado em janeiro, 6% acima do montante do ano-móvel anterior. Conforme os dados compilados pelo ministério, os produtos florestais lideraram os embarques do agronegócio brasileiro no mês passado. Renderam US$ 1,452 bilhões, 26,3% mais que em janeiro de 2018. Em seguida, veio a soja, produto cujas exportações renderam US$ 1,329 bilhões, aumento de 28,9%. Por outro lado, a receita com as exportações de carnes diminuiu em janeiro. De acordo com o ministério, os embarques renderam US$ 1,030 bilhão, queda de 13,1%. Em janeiro, a China se manteve como o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. O país asiático foi responsável por 23% da receita obtida pelos exportadores do setor.

VALOR ECONÔMICO

Ibovespa fecha em alta de 1,86% com cenário externo favorável

O Ibovespa fechou em alta na terça-feira, com papéis de commodities e bancos entre os principais suportes, em meio a um clima mais positivo nos mercados no exterior. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,86 por cento, a 96.168,40 pontos. O volume financeiro somou 16,6 bilhões de reais.

A alta ocorre após o Ibovespa recuar quase 1 por cento na véspera, ampliando para 3 por cento a queda nos primeiros dias de fevereiro. “O mercado rapidamente saiu dos 98.000 para os 94.000, sem grandes notícias, e está recuperando parte das perdas hoje”, afirmou Pedro Menezes, membro do comitê de investimento de ações e sócio da Occam Brasil Gestão de Recursos, citando o cenário externo mais favorável entre os suportes. No exterior, o foco esteve em negociações comerciais entre Washington e Pequim, com declarações relativamente positivas de ambos os lados abrindo espaço para esperanças de que um acordo seja alcançado antes do prazo de 1º de março, a fim de evitar uma elevação das tarifas comerciais. O presidente Donald Trump afirmou que os EUA têm uma grande equipe na China tentando alcançar um acordo e que Pequim quer muito fechar um pacto. Também não descartou prorrogar um pouco o prazo para fechar um acordo. O viés benigno foi endossado por acordo preliminar nos Estados Unidos para evitar nova paralisação do governo norte-americano. Embora Trump ainda não tenha decidido sobre mesmo, disse que nova paralisação é improvável. Em Wall Street, o S&P 500 tinha alta de 1,3 por cento.

REUTERS

Dólar recua mais de 1% ante real acompanhando otimismo no exterior

O dólar encerrou em queda de mais de 1 por cento ante o real na terça-feira, refletindo otimismo no exterior, após acordo de parlamentares norte-americanos que pode evitar uma nova paralisação e expectativas para negociações entre EUA e China

O dólar recuou 1,31 por cento, a 3,7137 reais na venda. A moeda tocou 3,7032 reais na mínima e alcançou 3,7482 reais na máxima da sessão. O dólar futuro operava em queda de 1,2 por cento. Segundo o Superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva, notícias sobre um acordo para tentar evitar nova paralisação do governo nos EUA e o andamento das negociações entre Washington e Pequim favoreceram ativos de risco.

Nesse cenário, a divisa norte-americana, considerada um porto seguro, acabou sendo preterida. Parlamentares nos EUA selaram o acordo na noite de segunda-feira. O Presidente Donald Trump disse que ainda não havia decidido sobre o pacto, mas acrescentou que outra paralisação parcial parece improvável. A guerra comercial entre EUA e China também esteve no foco de atenções, com o representante de Comércio e o secretário do Tesouro dos EUA desembarcando em Pequim para negociações comerciais com o objetivo de fechar um acordo antes de 1º de março, data em que está previsto um aumento das tarifas dos EUA sobre produtos chineses.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Carne de frango: pouca consistência nos primeiros números do mês

Dados da SECEX/MDIC relativos aos embarques de carne de frango das duas primeiras semanas de fevereiro indicam média diária de 18.569 toneladas

Os dados da SECEX/MDIC relativos aos embarques de carne de frango das duas primeiras semanas de fevereiro (1 a 9, seis dias úteis) indicam média diária de 18.569 toneladas, volume cerca de 57% e 15% superior aos registrados no mês anterior (11.849 toneladas/dia em janeiro passado) e no mesmo mês de 2018 (16.169 toneladas em fevereiro de 2018). Os dados iniciais do mês (1ª semana) trazem em seu bojo restos não contabilizados do mês de janeiro. Nas duas primeiras semanas de fevereiro (seis dias úteis) foram fechados embarques da ordem de 111 mil toneladas de carne de frango in natura, volume pouco superior às 103 mil toneladas embarcadas nas duas primeiras semanas de janeiro (com dois dias úteis a mais). Portanto, o sinalizado para a totalidade do mês é algo em torno das 371 mil toneladas, 42% a mais que o exportado em janeiro e 27% a mais que o registrado um ano atrás, em fevereiro de 2018. Está claro que os primeiros números do mês se encontram artificialmente inflados e, assim, tendem a recuar gradativamente à medida que fevereiro avança. A informação de possível existência de um saldo de janeiro nas exportações de fevereiro indica que os embarques do primeiro mês do ano podem não ter sido tão baixos quanto os divulgados.

AGROLINK

BRF recolhe carne de frango por possível presença de salmonella

A BRF anunciou o recolhimento de aproximadamente 164,7 toneladas de carne de frango in natura destinada ao mercado doméstico devido ao risco de contaminação por salmonella, mostrou comunicado divulgado nesta quarta-feira

A BRF também disse que removeu outras 299,6 toneladas de carne de frango in natura destinada ao mercado internacional como medida de precaução pelo mesmo motivo. A empresa informou ainda que a carne recolhida saiu de sua unidade de Dourados, no Mato Grosso do Sul, e que “destacou um grupo de especialistas para investigar as origens deste único caso para garantir a adoção das medidas apropriadas para evitar recorrência”.

REUTERS

Suíno Vivo: alta de 5,12% em SC

Na terça-feira (12), a cotação do suíno vivo anotou alta de 5,12% em Santa Catarina, sendo estabelecida a R$3,49/kg.

O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente a ontem (11), trouxe alta para todas as praças, sendo a mais expressiva a alta de 0,58% no Paraná, a R$3,44/kg. A Scot Consultoria destaca que o mês de fevereiro começou com um aparente ânimo no mercado de suínos. Para o curto prazo, há uma expectativa de aumento das vendas, o que deve sustentar as cotações.

Notícias Agrícolas

INTERNACIONAL

Uruguai analisa a conveniência de interromper a vacinação contra aftosa

O Ministério da Pecuária do Uruguai confirmou que um estudo está sendo feito em conjunto com o Instituto Nacional de Carnes (INAC), para saber quais são as vantagens e desvantagens de parar a vacinação contra a febre aftosa. Uma vez terminado, será apresentado a todos os atores da cadeia para definir o que é mais conveniente para o país

A iniciativa avaliará os riscos de abandonar a prática, a que mercados ela poderia ser acessada (por exemplo, línguas para a China) e que custos econômicos ela teria em termos de vigilância. Também analisará os custos mais altos gerados pelos Estados brasileiros limítrofes do Uruguai que deixarão de vacinar em 2021, talvez mais cedo, uma questão que diz respeito às autoridades locais. A consultoria será realizada por uma empresa internacional especializada, com a participação do Instituto Nacional de Pesquisa Agropecuária (INIA) e da Agência Nacional de Pesquisa e Inovação (ANII).

Valor Carne

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

abrafrigo

Leave Comment