CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 932 DE 12 DE FEVEREIRO DE 2019

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Ano 5 | nº 932 | 12 de fevereiro de 2019

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Exportações de carne bovina desaceleram em janeiro e receita cai 12%

As exportações totais de carne bovina (in natura e processada) desaceleraram em janeiro e se mantiveram próximas do mesmo número de janeiro de 2018 devido, principalmente, a uma redução das compras da China por intermédio de Hong Kong

No total, o Brasil exportou neste ano 123.472 toneladas contra 123.712 no mesmo mês de 2018. As receitas, no entanto, caíram bastante: de US$ 517,6 milhões em 2018 foram para US$ 457,3 milhões em 2019, ou seja: redução de 12%. As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO) que compilou os dados fornecidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), através da SECEX/DECEX. A China continua sendo o maior cliente do produto brasileiro, absorvendo 41,4% do volume exportado, mas em janeiro Hong Kong reduziu suas importações em 27% – de 37.706 toneladas em 2018 para 27.594 toneladas em 2019, enquanto que o continente aumentou seus negócios em 3,3% – de 22.788 toneladas para 23.540 toneladas. O Egito foi o segundo maior comprador, com 14.151 toneladas contra 12.814 toneladas em 2018 (+10%) e o Chile o terceiro, com 6.568 toneladas (-6,4%). A boa notícia incluída na movimentação de janeiro foi o retorno da Rússia nas aquisições da carne bovina brasileira.  As compras ainda foram modestas em relação as mais de 150 mil toneladas que aquele país adquiriu em 2017, mas já alcançaram 3.105 toneladas contra uma movimentação praticamente inexistente em 2018. Para 2019, a ABRAFRIGO prevê um crescimento na faixa de 5% nas exportações totais de carne bovina em relação a 2018. No total, 60 países aumentaram suas importações em janeiro enquanto outros 50 diminuíram.

REUTERS/AGROEMDIA/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/TERRA/G1/O GLOBO/UOL NOTÍCIAS/CARNETEC/DBO

Abrafrigo diz que valores da dívida do Funrural apresentados pela Receita são irreais

Para o setor, esta dívida que se considera acumulada nos sete anos em que o Funrural não foi exigido

A Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO) voltou a contestar em nota o valor de R$ 15,3 bilhões para a dívida retroativa do FUNRURAL dos produtores rurais e frigoríficos que está sendo divulgado nos meios de comunicação e apresentado como sendo dados da Receita Federal. “Este número não reflete a realidade, está superestimado e sendo utilizado apenas para se atribuir culpa aos produtores rurais e frigoríficos pela existência de uma dívida que não é deles e que, por sinal, nem deveria existir”, disse o Presidente Executivo da ABRAFRIGO, Péricles Salazar. “A Receita Federal está iludindo e dizendo inverdades para a mídia brasileira, querendo com isto prejudicar a imagem dos produtores e das indústrias por uma culpa que não lhes cabe”, acrescentou. Ele lembrou que quem criou o problema foi o Supremo Tribunal Federal (STF) que, em 2010, julgou inconstitucional a cobrança do Funrural e, com esta decisão os produtores rurais ficaram desobrigados de fazer o recolhimento do imposto devido. “Em 2017, portanto sete anos depois, surpreendentemente e injustamente o STF, em decisão política, reformulou esta decisão, voltando atrás e reconhecendo como constitucional essa cobrança.   O setor aceitou isso e, desde então, os produtores rurais e frigoríficos vem cumprindo normalmente com este compromisso, num total de R$ 300 milhões mensais de contribuições somente no setor da carne bovina. Para o setor, esta dívida que se considera acumulada nos sete anos em que o Funrural não foi exigido, não existe, em razão das centenas de decisões judiciais de primeira e segunda instância em todo o país”, afirmou o Presidente Executivo da ABRAFRIGO. 

ESTADAO CONTEÚDO/AGROLINK/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/PORTAL DBO/TERRA/BROADCASTAGRO

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo retomando o fôlego

Apesar do ritmo ainda lento, aos poucos os negócios vão acontecendo

No levantamento da última segunda-feira (11/2) foram registradas seis valorizações para a arroba do boi gordo, considerando o preço a prazo. Destaque para o Rio de Janeiro, cuja cotação do boi subiu 1,1% e ficou em R$142,50, à vista, livre de Funrural. Na região as escalas de abate atendem cerca de três dias. Esta foi a primeira vez em fevereiro em que não houve desvalorização em nenhuma praça e, mesmo com a ainda baixa movimentação no mercado, esse movimento reflete a dificuldade em adquirir matéria-prima.

SCOT CONSULTORIA

Mercado de reposição: aquecido de um lado e frio de outro

De modo geral no mercado de reposição são observados dois cenários distintos

Há estados onde a demanda esfriou e pressionou as cotações para baixo, como é o caso da Bahia. Por lá devido ao menor volume de chuvas observado em algumas regiões nas últimas semanas, as pastagens perderam qualidade. Isso, somado às recentes quedas nas cotações da arroba do boi gordo, diminuiu o ímpeto de compras dos recriadores e invernistas, principalmente das categorias mais eradas. Na contramão deste cenário, há estados onde a demanda está aquecida e as cotações em alta, caso do Rio Grande do Sul, por exemplo. Os bons volumes de chuvas em janeiro melhoraram a qualidade das pastagens gaúchas, o que animou recriadores e invernistas. Além disso, as exportações de gado em pé ocorrem em bom ritmo no estado e aquecem a procura por animais que atendem às exigências desse mercado. Para bezerros de desmama inteiros, abaixo de 300kg, destinados à exportação, são observados ágios de R$0,50 a R$1,00 por quilo em relação ao mercado interno. Para o curto prazo, o volume de chuvas, assim com as oscilações no mercado do boi gordo, definirá o rumo das cotações no mercado de reposição.  Já no médio prazo, a chegada do maior volume dos bezerros de desmama, que se concentra entre março e maio, deve movimentar o mercado.

SCOT CONSULTORIA

Governo deve aumentar áreas livres de aftosa sem vacinação

Além de Santa Catarina que já tem esse status reconhecido, Paraná e Rio Grande do Sul trabalham para antecipar esse reconhecimento antes do prazo previsto no calendário oficial

Depois de ter lutado contra a febre aftosa durante vários anos, e de ter recebido, no ano passado, o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) de que todo o território nacional é área livre de aftosa com vacinação – Santa Catarina é reconhecida como livre da doença sem vacinação – o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, executa programa que visa estender a condição do estado catarinense a todo o território nacional até 2021. Outros estados do Sul do país, Paraná e Rio Grande do Sul, também reivindicam o mesmo reconhecimento, antes do prazo que está previsto no Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (Pnefa). Tereza Cristina lembrou que os Estados Unidos, por exemplo, já compram a carne brasileira, mas depois de uma batalha de vinte anos, e o volume comercializado ainda não é significativo. “O Brasil tem um programa de liberação de áreas de aftosa sem vacinação. Hoje isso ocorre apenas em Santa Catarina, mas é preciso expandir para outros estados e melhorar as nossas exportações”, defendeu a Ministra. Em maio deste ano, todo o rebanho dos estados do Acre, Rondônia, parte do Amazonas e parte de Mato Grosso ainda farão a vacinação, mas, já em novembro, estarão fora do calendário previsto no Pnefa.

MAPA

Pressão de baixa no mercado de sebo

A menor demanda por sebo bovino tem pressionado o mercado e, com isso, nos últimos sete dias os preços recuaram

Segundo levantamento da Scot Consultoria, no Brasil Central, a cotação do sebo caiu 4,2% no período e está, em média, em R$2,30/kg, livre de imposto. No Rio Grande do Sul, o cenário é semelhante. A gordura animal tem sido negociada por R$2,40/kg. Desvalorização de 7,7% frente à semana anterior. A expectativa é de que a demanda siga aquém da oferta, mantendo o viés de baixa no mercado.

SCOT CONSULTORIA

Carne bovina no atacado: margem de comercialização da carcaça maior que a dos cortes

Desde que os ajustes negativos começaram (final de dezembro/18), o preço da carne bovina vendida no atacado, na média de todos os cortes pesquisados, cedeu 6,6%

Contudo, apesar da contínua pressão baixista, nos últimos sete dias foi registrada a menor desvalorização semanal desde o começo do movimento de queda (0,5%). A reação da demanda de início de mês, apesar de tímida, ajudou a modelar as cotações da carne. Do lado da oferta, os efeitos da restrição da disponibilidade de matéria-prima já começaram a ser sentidos pelas indústrias. O enxugamento dos estoques resultou em valorizações da carne com osso (produto mais sensível às oscilações dos fundamentos de mercado). O preço do boi casado subiu 6,0% na comparação semanal. Este quadro causou uma inversão na margem de comercialização dos frigoríficos que desossam e vendem carcaças. Nos atuais patamares de margem, o frigorífico que negocia a carcaça bovina apura melhores resultados do que aquele que vende a carne desossada. Para os próximos dias, se o consumo de carne bovina continuar sustentando, é provável que os efeitos da menor oferta de boi gordo alcancem a carne sem osso e as margens voltem a trabalhar dentro da normalidade.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar avança ante real e fecha a R$3,76 com aversão a risco no exterior

O dólar fechou em alta ante o real na segunda-feira, com maior aversão a risco em meio à cautela no exterior diante de possibilidade de nova paralisação do governo dos Estados Unidos e incerteza nas negociações comerciais entre EUA e China

O dólar subiu 0,77 por cento, a 3,7629 reais na venda, na quarta alta consecutiva. Na máxima, o dólar alcançou 3,7755 reais e, na mínima, chegou a 3,7285 reais. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,8 por cento. Nesta segunda, EUA e China iniciaram mais uma rodada de discussões, com oficiais norte-americanos a Pequim. Apesar de otimismo demonstrado por ambas as partes, crescem as preocupações de que as conversas podem não encerrar a disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo, uma vez que representantes norte-americanos pressionarão a China a alterar o tratamento à propriedade intelectual de empresas dos EUA. Há a expectativa de que os países prorroguem o prazo de 1º de março, quando está programado um aumento das tarifas dos EUA sobre produtos chineses. O mercado também acompanhou as negociações entre democratas e republicanos, que tentam selar acordo para evitar uma nova paralisação no governo dos EUA. Do lado doméstico, participantes do mercado estão em compasso de espera sobre a reforma da Previdência até que o presidente Jair Bolsonaro se recupere e deixe o hospital após cirurgia de reversão da colostomia. A avaliação é a de que, enquanto Bolsonaro não retornar a Brasília, não deve haver avanços no que diz respeito à reforma. O mercado, no entanto, segue acompanhando eventuais informações sobre o teor do texto.

REUTERS

Ibovespa fecha no vermelho pressionado por Vale, bancos e Petrobras

A Bovespa fechou no vermelho na segunda-feira, sucumbindo à pressão das ações de Vale, de bancos e da Petrobras em meio à ausência de novidades em torno da reforma da Previdência e ao sentimento de cautela que permeava as negociações no exterior

Referência da bolsa paulista, o Ibovespa encerrou em baixa de 0,98 por cento, a 94.412,91 pontos, após ter caído 1,68 por cento no pior momento. O giro financeiro da sessão somou 12,49 bilhões de reais. O indicador fechou no vermelho em três dos cinco pregões da semana passada, recuando 2,57 por cento no período, após uma sequência de seis semanas de alta, em movimento de correção após renovar máximas recordes repetidamente em janeiro.

Operadores de renda variável avaliam que a bolsa paulista carece de gatilhos no curto prazo para engatar um movimento de alta, dado que o avanço das reformas econômicas, sobretudo a da Previdência, depende da recuperação de Jair Bolsonaro. Enquanto não surgem novidades no front político ou nas articulações em torno das reformas, investidores dividem as atenções entre o noticiário externo e os balanços corporativos. Para o economista-chefe da gestora Infinity, Jason Vieira, a temporada de resultados ainda não exerce grande influência sobre o mercado doméstico em função do espaçamento maior do cronograma de balanços, até o fim de março. No exterior, as bolsas norte-americanas perdiam fôlego perto do final dos negócios, conforme prevalecia em Wall Street um sentimento de cautela diante das negociações comerciais entre China e Estados Unidos e a possibilidade de nova paralisação do governo devido ao impasse envolvendo o orçamento.

REUTERS

Preços no atacado voltam a subir e IGP-M tem alta de 0,20% na 1ª prévia de fevereiro, diz FGV

Os preços no atacado voltaram a subir e o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) acelerou a alta a 0,20 por cento na primeira prévia de fevereiro, contra variação positiva de 0,03 por cento no mesmo período do mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) passou a registrar alta de 0,22 por cento, depois de recuar 0,13 por cento no na primeira leitura de janeiro. O IPA mede a variação dos preços no atacado e responde por 60 por cento do índice geral. Os Bens Intermediários desaceleraram a queda a 0,09 por cento, ante recuo de 0,83 por cento no mês anterior, com destaque para o comportamento do subgrupo combustíveis e lubrificantes para produção, cujos preços subiram 1,93 por cento. Para o consumidor, a pressão sobre os preços diminuiu, dado que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30 por cento no índice geral, desacelerou a alta a 0,14 por cento na primeira prévia de fevereiro, contra avanço de 0,38 por cento no período anterior. O grupo Alimentação deu a principal contribuição para o movimento ao desacelerar a alta a 0,12 por cento, ante avanço de 0,71 por cento. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, teve alta de 0,25 por cento na primeira leitura de fevereiro, de 0,27 por cento antes.

REUTERS

EMPRESAS

Conselho da BRF aprova refinanciamento de linhas de crédito

A BRF informou, em ata enviada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que o conselho de administração da companhia aprovou, por unanimidade, o refinanciamento de linhas de crédito. Em reunião no dia 31 de janeiro, os conselheiros aprovaram o refinanciamento de linhas de crédito rural junto ao Santander no valor de R$ 700 milhões. Esse empréstimo vencerá em fevereiro de 2020. Também foi aprovado uma linha de Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC) de US$ 25 milhões junto ao banco J.P. Morgan, com vencimento em até um ano.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

ABPA busca ampliar vendas brasileiras de carne de frango para árabes

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e representantes da agroindústria nacional de carne de frango e ovos participarão de evento e reuniões em Dubai, entre 17 e 21 de fevereiro, visando aumentar os negócios com os árabes, informou a entidade na segunda-feira (11)

A ABPA e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) levarão pelo menos 16 agroindústrias exportadoras de carne de frango e ovos ao evento Gulfood Dubai 2019. As companhias que já confirmaram participação são: Agroaraçá, Aurora, Avenorte, Bello Alimentos, BRF, Copacol, Frango Granjeiro, Frango Pioneiro, GTFoods, Integra, Jaguafrangos, Lar, Netto Alimentos, São Salvador Alimentos, Uniaves e Vibra. A ABPA disse em nota que “centenas de encontros de negócios” também estão programados pelas empresas durante a viagem, especialmente com importadores e potenciais clientes do Oriente Médio, Ásia e Leste Europeu. O Brasil é o maior produtor e exportador de carne de frango halal do mundo, tendo embarcado 1,438 milhão de toneladas do produto em 2018, segundo a ABPA. O Oriente Médio é a principal região compradora desses produtos brasileiros. A ABPA disse que a participação na Gulfood visa também fortalecer a imagem do Brasil como parceiro dos países árabes para garantia de oferta de alimentos.

CARNETEC

Frango Vivo: alta em SP e queda no PR

Na segunda-feira (11), a cotação do frango vivo teve alta de 5,36% em São Paulo, sendo estabelecida a R$2,95/kg

O Paraná, por sua vez, registrou queda de -0,36%, a R$2,77/kg. O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo trouxe alta de 1,75% para o frango na granja, a R$2,90/kg e estabilidade para o frango no atacado, a R$4,45/kg. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) aponta que os preços do frango vivo e da carne subiram em boa parte do país. Essa alta, segundo o Cepea, é comum no período, já que as redes atacadistas e varejistas intensificam as compras.

Notícias Agrícolas

Suíno Vivo: alta de 2,94% no PR

Na segunda-feira (11), a cotação do suíno vivo registrou alta de 2,94% no Paraná, sendo estabelecida a R$3,50/kg

O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente à sexta-feira (08), trouxe cenários mistos, sendo a maior variação a alta de 1,11% em Minas Gerais, a R$3,64/kg. A Scot Consultoria destaca que o mês de fevereiro começou com um aparente ânimo no mercado de suínos. Para o curto prazo, há uma expectativa de aumento das vendas, o que deve sustentar as cotações.

Notícias Agrícolas

INTERNACIONAL

Minerva habilita três plantas do Uruguai para exportar carne ao Japão

A Minerva Foods, segunda maior produtora de carne bovina no Uruguai, anunciou que teve suas três plantas localizadas no país habilitadas para exportar a proteína in natura ao Japão

Em comunicado ao mercado, a empresa disse que a capacidade diária de abate nas unidades uruguaias é de 3.200 cabeças. Com base em dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a Minerva ressalta que o Japão é o terceiro maior importador de carne bovina do mundo. “A companhia reitera seu compromisso de manter os acionistas e o mercado em geral informados acerca do andamento deste e de qualquer outro assunto de interesse do mercado”, acrescentou a nota.

Estadão

Uruguai habilita 16 plantas frigoríficas a exportar carne para o Japão

Além das quatro plantas frigoríficas da Marfrig no Uruguai, mais 12 unidades de abate no país sul-americano foram habilitadas, na quinta-feira, 7, a exportar carne bovina in natura para o Japão

A informação é do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai, em nota. O Ministro, Enzo Benech, comemorou o fato de que seu país, que vacina o rebanho contra aftosa, ter sido o primeiro sob o status “livre de aftosa com vacinação” a ser aceito pelo Japão como fornecedor. Reconhecido como um exigente mercado, os japoneses tinham por tradição não aceitar carne bovina ou suína proveniente de países que ainda vacinavam seus plantéis contra febre aftosa. Em dezembro do ano passado, porém, Japão e Uruguai acertaram a importação recíproca de carne bovina como forma de estimular o comércio bilateral, após visita ao país latino-americano do Primeiro Ministro japonês, Shinzo Abe. O status de país livre de aftosa, com ou sem vacinação, é conferido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Já desde a quinta-feira as 16 plantas no Uruguai estão aptas a exportar produtos cárneos bovinos para o Japão, após 19 anos de interrupção. No Brasil, nesta sexta-feira pela manhã, a Marfrig Global Foods anunciou a habilitação de quatro de suas unidades no Uruguai para exportar carne in natura para o país oriental. As plantas habilitadas estão nos municípios de Colonia, San José, Tacuarembó e Salto. “Trata-se de excelente oportunidade para a companhia no Uruguai, que após 19 anos volta a atender esse mercado, que mantém exigências sanitárias extremamente rigorosas”, afirmou o CEO da operação América do Sul da Marfrig, Miguel Gularte. Atualmente, a Marfrig já atende o mercado japonês por intermédio da National Beef, nos Estados Unidos.

Estadão

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