CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 929 DE 7 DE FEVEREIRO DE 2019

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Ano 5 | nº 929 07 de fevereiro de 2019

NOTÍCIAS

Compras compassadas e frigoríficos na “defensiva”

Ritmo relativamente lento no mercado do boi gordo. No fechamento da quarta-feira (6/2) foram observadas mais valorizações para arroba do que desvalorizações, contudo, os volumes não foram suficientes para definir uma tendência no mercado

Alguns frigoríficos com escalas mais apertadas oferecem pagamentos melhores, como é o caso dos localizados ao redor de Paragominas-PA. Outras indústrias com escalas mais alongadas pressionam para baixo o mercado. É o que aconteceu no Sul da Bahia, por exemplo. Em São Paulo, não houve alteração para o preço do boi gordo, mas nota-se certa discrepância entre valores máximos e mínimos ofertados no estado. A amplitude das ofertas é grande e a diferença chega a ser de até R$5,00/@, mas nos patamares mínimos os negócios não saem. As programações de abate dos frigoríficos paulistas atendem, em média, três dias. As escalas até têm diminuído, mas não há interesse de impedir que isso ocorra. O consumo apertado, que não exige tanto fluxo de compra, diminui o interesse das indústrias, porém, a baixa oferta de boiadas limita um pouco a ação baixista do fraco escoamento de carne sobre os preços da arroba. Com isto, o mercado tem trabalhado calmamente.

SCOT CONSULTORIA

Exportação de carne bovina in natura tem alta de 2,9% na comparação anual
Segundo a Secretaria de Comércio Exterior, em janeiro de 2019 o Brasil embarcou 102,4 mil toneladas de carne bovina in natura

Apesar da redução de 19,2% frente a dezembro de 2018, o volume embarcado foi 2,9% maior na comparação com o mesmo período do ano anterior. Este foi o terceiro melhor resultado para o mês, ficando atrás apenas de janeiro de 2007 e 2014, quando o Brasil exportou 108,4 e 105,2 mil toneladas, respectivamente. A boa demanda mundial deve manter os embarques em bom ritmo.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Ibovespa cai 3,7% e fecha abaixo de 95 mil pts

O Ibovespa caiu 3,74 por cento, a 94.635,57 pontos, maior queda percentual diária desde maio de 2018

A bolsa paulista fechou com o Ibovespa em queda de quase 4 por cento na quarta-feira, em meio a movimento generalizado de realização de lucros, que alvejou principalmente ações de bancos, enquanto Vale seguiu pesando em razão dos desdobramentos da tragédia em Minas Gerais, que já deixou 150 mortos. Índice de referência do mercado acionário, o Ibovespa caiu 3,74 por cento, a 94.635,57 pontos, maior queda percentual diária desde maio de 2018. O volume financeiro somou 17,27 bilhões de reais. A queda ocorre após o Ibovespa acumular alta de 11,86 por cento no ano até a véspera, tento renovado máximas históricas repetidamente. Agentes financeiros também encontraram no noticiário sobre a reforma da Previdência argumento para vendas, em meio a especulações de que a tramitação e aprovação do texto demore mais do que se previa. “A bolsa estava buscando um motivo para realizar, e a chance de o processo de aprovação da reforma se estender mais que o esperado é suficiente para um ajuste negativo, após ganhos fortes na bolsa neste começo de ano”, disse um operador. O quadro externo pouco favorável chancelou as perdas locais, com o dólar valorizando-se globalmente, enquanto Wall Street tinha uma sessão negativa, com notícias corporativas e à espera de novidades sobre as negociações EUA-China.

REUTERS

Dólar sobe e volta à casa dos R$3,70 com receio sobre Previdência

O dólar encerrou em alta frente ao real na quarta-feira, na casa dos 3,70 reais, com receios sobre a reforma da Previdência somando-se à maior cautela no exterior, com o mercado temendo uma possível nova paralisação do governo dos Estados Unidos

O dólar avançou 1,09 por cento, a 3,7065 reais na venda. Na máxima, a moeda chegou a 3,7172 reais e, na mínima, bateu 3,6840 reais. O dólar futuro subia 0,97 por cento. Investidores adotaram tom mais cauteloso do que na véspera em relação ao andamento da reforma da Previdência do governo do Presidente Jair Bolsonaro, inclusive vendo possibilidade de atrasos na tramitação e aprovação do texto. Segundo operadores, há um crescente desgaste no Congresso, reflexo de posicionamentos contundentes de aliados de Bolsonaro mirando partidos da oposição, que pode minar as chances do governo assegurar os votos necessários para aprovar a reforma. “Esses discursos agressivos da tropa de choque do governo Bolsonaro são ruins para o entendimento. O governo precisa de 320 votos, isso não é fácil. Não é o momento para esse tipo de discurso e isso reverbera no mercado”, afirmou o Superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva. O mercado também não vê com bons olhos a divergência na fala de membros do governo sobre os principais pontos da reforma. No exterior, o foco foi o discurso de Estado da União feito por Trump noite de terça-feira, que não ofereceu grandes surpresas, mas não recuou sobre o muro na fronteira com o México. Isso reforçou o temor de nova paralisação no governo dos EUA, com Trump pedindo que democratas e republicanos encontrem um acordo até o prazo final de 15 de fevereiro.

REUTERS

BC mantém Selic em 6,5%, vê melhora em riscos inflacionários, mas não abre porta para cortar juros

O Banco Central manteve na quarta-feira a taxa de juros no seu piso histórico, de 6,5 por cento, e indicou que o quadro para a inflação ficou mais benigno, embora siga vendo assimetria no seu balanço de riscos

Com isso, manteve o tom de cautela sobre o que fará à frente, sem abrir a porta para eventual diminuição da Selic em meio ao ambiente de inflação comportada e atividade econômica sem grande vigor. Nas palavras do BC, houve “arrefecimento dos riscos inflacionários”, especialmente quanto à cena global, desde a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em dezembro. “O cenário externo permanece desafiador, mas com alguma redução e alteração do perfil de riscos. Por um lado, diminuíram os riscos de curto prazo associados à normalização das taxas de juros em algumas economias avançadas. Por outro lado, aumentaram os riscos associados a uma desaceleração da economia global, em função de diversas incertezas, como as disputas comerciais e o Brexit”, informou o BC no comunicado da decisão. Ainda assim, o BC destacou que a assimetria persiste no seu balanço de riscos, com maior peso relacionado aos fatores que podem pressionar a inflação para cima: eventual frustração sobre a continuidade das reformas econômicas no Brasil e deterioração do cenário externo para economias emergentes. Considerando justamente as premissas da última pesquisa Focus para os juros e para o câmbio, o BC manteve a projeção de inflação para 2019 pelo cenário de mercado a 3,9 por cento, mesmo patamar visto no Relatório Trimestral de Inflação, de dezembro. Para 2020, a estimativa subiu agora a 3,8 por cento, contra 3,6 por cento anteriormente. Na prática isso quer dizer que, mesmo sem considerar uma alta dos juros neste ano, o IPCA, pelos cálculos do BC, deve seguir abaixo da meta neste ano e no próximo. O centro da meta oficial de inflação de 2019 é de 4,25 por cento e, de 2020, de 4 por cento, nos dois casos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

REUTERS

Poupança tem saída líquida de R$11,232 bi em janeiro, pior para mês em três anos

A caderneta de poupança registrou saída líquida de 11,232 bilhões de reais em janeiro, pior resultado para o mês desde 2016 (-12,032 bilhões de reais), divulgou o Banco Central na quarta-feira. No mês passado, os saques superaram os depósitos em 9,406 bilhão de reais no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Na poupança rural, por sua vez, houve retirada líquida de 1,826 bilhão de reais.

REUTERS

Produtividade da agropecuária cresce 3,43% ao ano

Dado se refere ao período de 42 anos, de 1975 a 2017, quando a produção do setor quintuplicou no país

A produtividade da agropecuária entre 1975 e 2017 tem impulsionado o setor, graças à evolução anual a uma taxa média de 3,43%, superior ao da agricultura americana, de 1,38% ao ano. Em período mais recente, de 2000 a 2017, a média brasileira alcançou 3,8 % ao ano. De acordo José Garcia Gasques, Coordenador geral de Avaliação de Políticas e Informação, da Secretaria de Política Agrícola (SPA), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), um dos autores do estudo, um conjunto de fatores influenciou a produtividade. Os mais importantes foram as políticas setoriais, o aumento de investimentos, o financiamento através do crédito rural, a abertura de mercados externos a produtos nacionais e a adoção de novos sistemas de produção. Estados que lideram a produção agropecuária e as exportações são também os que apresentam as maiores taxas de crescimento de produtividade, como o Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e Bahia, entre outros. O trabalho mostra ainda que a taxa média de crescimento da produção agropecuária foi entre 3,8 % e 4% entre 1975 e 2017. Essas taxas correspondem a um acréscimo de quase cinco vezes do produto agropecuário. O aumento foi decorrente do crescimento da quantidade produzida, e também da inclusão de produtos de maior valor agregado, como carnes, frutas, produtos do setor sucroalcooleiro e grãos. A mudança de composição na produção também foi responsável pelos ganhos de produtividade. Em 42 anos, a produção de grãos passou de 40,6 milhões de toneladas para 237,8 milhões de toneladas. Os destaques são a cultura da soja e de milho 2ª safra. A produção de carne bovina passou de 1,8 milhão de toneladas para 7,7 milhões de toneladas. A quantidade de carne suína cresceu de 500 mil toneladas para 3,8 milhões de toneladas e, de frango, de 373 mil toneladas para 13,6 milhões de toneladas.

MAPA

EMPRESAS

BRF vende fábricas no exterior à Tyson Foods por US$ 340 milhões

A BRF assinou, na madrugada desta quinta-feira, a venda das operações na Tailândia e Europa para a americana Tyson Foods, por US$ 340 milhões (R$ 1,258 bilhão, considerando o fechamento da moeda americana ontem). A transação foi anunciada às 5 horas pela Tyson

A BRF ainda não enviou fato relevante sobre o assunto, mas já convocou teleconferência com investidores para tratar do plano de monetização. A venda dessas operações faz parte do plano. Na prática, a venda das operações na Europa e Tailândia (quatro fábricas no país asiático, uma na Holanda e uma no Reino Unido) representa um revés para a BRF, que não conseguiu atingir a meta de obter R$ 3 bilhões com a venda de ativos — somando as medidas de capital de giro, o plano de monetização é de R$ 5 bilhões. Antes de se desafazer dos ativos à Tyson, a companhia já havia obtido pouco mais de R$ 500 milhões com a venda das operações na Argentina e de uma fábrica de hambúrguer no Brasil. Conforme o Valor apurou, um dos pontos que tornou as negociações entre Tyson e BRF mais difíceis foi o impasse em torno da saída do Reino Unido da União Europeia (UE). A Tyson barganhou preço devido ao Brexit. Analistas consideram que as empresas de carne de frango do Reino Unido podem ser seriamente afetadas. No caso dos ativos da BRF, o Reino Unido tinha relevância. Além de uma fábrica na região, a operação tailandesa é intrínsicamente vinculada àquele país europeu. O frango cozido produzido pela tailandesa Golden Foods Siam, controlada pela BRF, é quase que totalmente exportado para o território britânico por meio da distribuidora Universal Meats, também controlada pela BRF. A BRF comprou a Golden Foods e a Universal Meats no início de 2016, pagando US$ 410 milhões — sendo US$ 360 milhões pela tailandesa. Ao vender os ativos à Tyson por apenas US$ 360 milhões, a BRF amargará uma perda contábil (não caixa) de ao menos US$ 70 milhões (cerca de R$ 260 milhões). Ao receber menos o que esperava na venda das operações na Europa e Tailândia, a BRF terá de estender o prazo para atingir a meta de redução do índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado nos últimos doze meses) em seis meses.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Suinocultura sofre com queda de preços e de exportações em janeiro

Nos principais estados produtores do país, houve queda no preço do suíno vivo, aponta a Bolsa de Suínos

O mês de janeiro é sempre difícil para a economia brasileira, devido à retração no consumo das famílias. É o período de férias escolares e de mais contas para pagar. Na suinocultura, o calor foi outra contribuição negativa, uma vez que reduz o consumo da proteína. Todos esses fatores contribuíram para a queda de preço do suíno vivo no mês passado, de acordo com Juliana Ferraz, analista de mercado do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. Outro ponto negativo foi a queda nas exportações da carne. Nos principais estados produtores do país, houve queda no preço do suíno vivo, aponta a Bolsa de Suínos, divulgada pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS). Apenas na última semana, em Santa Catarina, o valor do quilo do suíno vivo passou de R$ 3,61 para R$ 3,32. A retração foi de 8%. Houve queda ainda em Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás e São Paulo. A retração no preço do suíno nos estados em janeiro decorre de existência de estoques por partes das indústrias. Segundo Juliana Ferras, do Cepea, os frigoríficos não acreditavam que janeiro registraria vendas tão ruins. Outra contribuição negativa foi a queda nas exportações. O mercado começou o ano otimista com a possibilidade de compras maiores pela China, o que não ocorreu. “Em janeiro, a queda nas exportações foi de 15%, comparado com dezembro. Ainda há expectativa de que China retome exportação, mas não ocorreu isso em janeiro, o que frustrou o setor”, analisa Juliana Ferraz.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL

Suíno Vivo: estabilidade nas cotações na quarta (06)

Na quarta-feira (06), a cotação do suíno vivo permaneceu estável nas principais praças do país. O maior valor de negociação é anotado no Paraná, a R$3,85/kg

O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente a ontem (05), trouxe cenários mistos, sendo a maior variação a queda de -1,35% em Minas Gerais, a R$3,66/kg. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP ressaltou que o movimento de queda dos suínos no mercado brasileiro se intensificou na segunda quinzena do mês de janeiro. As principais influências foram a retração da indústria frigorífica na compra do animal vivo e o enfraquecimento da demanda interna pela carne.

Notícias Agrícolas

Frango Vivo: alta de 2,07% em SC

Nesta quarta-feira (06), a cotação do frango vivo teve um aumento de 2,07% em Santa Catarina, a R$2,47/kg

O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo trouxe estabilidade para o frango na granja, a R$2,75/kg e alta de 1,16% para o frango no atacado, a R$4,35/kg. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP relata que houveram dificuldades de comercialização do animal vivo e da proteína no mês de janeiro, o que reflete a baixa procura doméstica e uma possível retração das vendas ao mercado externo. Desta forma, o mês fechou com ritmo lento de negócios para este mercado.

Notícias Agrícolas

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