CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 928 DE 6 DE FEVEREIRO DE 2019

abra

Ano 5 | nº 928 06 de fevereiro de 2019

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo sem viés definido

Os frigoríficos estão atendendo a demanda com certa tranquilidade, mesmo nas praças onde a escala de abate de bovinos não está confortável

Apuramos no fechamento desta terça-feira (5/2) que somente aquelas unidades, com escalas da mão para a boca, estão fazendo ofertas de compra acima da referência de mercado, mas são poucas. A margem de comercialização dos frigoríficos que desossam ficou em 16,2%, quatro pontos percentuais abaixo da média histórica.  

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo valoriza em MT, mas perde em relação ao milho

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em sua análise semanal sobre a pecuária de corte, destaca aumento mensal de 1,07% na cotação do boi gordo. A arroba fechou janeiro cotada a R$ 136,20. Em relação ao mesmo mês do ano passado a alta foi de 2,93%

Os analistas do Imea observam que apesar de o comportamento dos preços parecer favorável ao produtor, “quando analisa-se a relação de troca com sacas de milho, o cenário demonstra outra conjuntura. Em janeiro/18, com uma arroba era possível comprar 7,89 sacas de milho. Já em janeiro/19 a quantidade reduziu para 6,33 sacas do cereal.” Eles explicam que esse cenário está atrelado à maior valorização do milho ante a arroba no período, visto que a saca do cereal variou expressivos 33,44% no comparativo. Para os próximos meses, dizem os pesquisadores, o fator que pode influenciar a relação de troca é a oferta de milho, pois as lavouras se encontram em um momento delicado para seu desenvolvimento em Mato Grosso, dependendo das condições climáticas, fato que traz incertezas sobre a cotação. Na semana passada, o boi gordo e a vaca gorda fecharam com valorizações de 0,33% e 0,43%, respectivamente, ficando cotados a R$ 136,44/@ e R$ 128,04/@. Com o equilíbrio entre a oferta e a demanda, o bezerro de 12 meses fechou a semana com uma média de R$ 1.245,45/cabeça, com um decréscimo de 0,34% em relação à semana anterior. O diferencial de base MT/SP ficou em 11,52% negativo, acréscimo de 0,96 pontos, puxado principalmente pela cotação paulista. O equivalente de cortes desossados fechou esta semana em R$ 152,41/arroba, com variação negativa de 3,12% ante a semana passada. “Tal variação vem em queda desde o início do mês, puxada pela ponta de agulha”, dizem os analistas.

Globo Rural

Sebo: expectativa é de que o viés de baixa ganhe força nos próximos dias
A procura por sebo está, aos poucos, diminuindo e com isso o viés de baixa tem ganhado força nas últimas semanas

Entretanto, ainda há negócios ocorrendo até mesmo acima da referência. Mesmo que pontuais, estes têm limitado as desvalorizações. No Brasil Central, o sebo está cotado, em média, em R$2,40/kg, livre de imposto. Apesar da queda de 4,0% em relação ao início do mês, a cotação teve alta de 6,7% na comparação anual. No Rio Grande do Sul, o produto está cotado em R$2,60/kg, nas mesmas condições. Para o curto prazo a expectativa é de que a oferta maior que a demanda mantenha a pressão de baixa.

SCOT CONSULTORIA

Tocantins: queda no poder de compra do recriador e invernista em janeiro
Em janeiro a arroba do boi gordo no Tocantins caiu 1,1%. Já as cotações de reposição seguiram o caminho oposto e registraram alta de 1,7% na média de todas as categorias de machos

Diante desse cenário, o poder de compra do recriador e invernista encolheu e o volume de negócios com reposição diminuiu. A categoria que teve a maior queda mensal na relação de troca para o recriador e invernista foi o garrote (9,5@). Para exemplificar em números, em dezembro de 2018, com a venda de um boi gordo com 16,5@ comprava-se 1,53 garrote. Ao fim de janeiro, com essa mesma relação compra-se 1,47 garrote. Piora na relação de troca de 3,3%. Para o curto prazo, as cotações dos animais de reposição devem permanecer firmes, devido ao maior poder de barganha dos vendedores, respaldados pela maior qualidade e capacidade de suporte das pastagens. Mas vale lembrar que a virada de mês e uma possível valorização da arroba do boi gordo podem aumentar o poder de compra dos recriadores e invernistas e assim aumentar o ímpeto de compra. Nos últimos dias as especulações no mercado de reposição aumentaram, fato que reforça a tendência de maior fluxo de negócios no curto prazo.  

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Itaú Unibanco dita queda do Ibovespa; BRF sobe 6,5%

O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira, após recorde na véspera, com Itaú Unibanco entre as maiores pressões de baixa após previsões para 2019 mais conservadoras que outros pares privados, enquanto BRF ajudou a atenuar as perdas com de novo diretor financeiro.

Índice de referência do mercado acionário, o Ibovespa caiu 0,29 por cento, a 98.300,45 pontos, segundo dados preliminares. O volume financeiro somava 15,18 bilhões de reais.

REUTERS

Dólar recua levemente ante real com apetite por risco no exterior

O dólar fechou em leve queda ante o real na terça-feira, em meio a um ambiente de maior apetite por risco no exterior

O dólar BRBY recuou 0,17 por cento, a 3,6664 reais na venda. Na máxima da sessão, a moeda chegou a 3,6850 reais e na mínima, tocou 3,6618 reais. O dólar futuro DOLc1 operava com variação negativa de 0,14 por cento. A moeda norte-americana, que rondou a estabilidade frente ao real durante boa parte do pregão. “Uma sinalização de que a reforma viria num prazo relativamente curto, traz confiança para o mercado, é uma boa sinalização para o investidor estrangeiro”, afirmou o analista-chefe da Geral Investimentos, Carlos Müller. O governo busca uma economia de ao menos 1 trilhão de reais em 10 anos com a reforma que enviará ao Congresso. Segundo o Ministro da Fazenda, o governo trabalha com “duas ou três alternativas” da reforma e que isso será entregue a Bolsonaro, que baterá o martelo assim que ele retornar a Brasília. No lado externo, o mercado aguarda o discurso de Estado da União que Trump em que deve fazer pressão sobre o muro na fronteira com o México, além de tocar pontos de política externa, como Venezuela e negociações comerciais entre EUA e China. Uma sinalização favorável de Trump no que diz respeito a comércio pode alimentar o apetite por risco, que vem sendo ligeiramente impulsionado por dados fortes de emprego nos EUA e uma abordagem mais moderada do Federal Reserve.

REUTERS

CNA projeta alta do valor da produção

O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária do país (“da porteira para dentro”) deverá alcançar R$ 633,9 bilhões em 2019, de acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Se confirmado, o montante será 5,6% maior que o calculado para 2018 (R$ 600,3 bilhões)

A estimativa da entidade prevê incrementos de 4,7% para a receita da agricultura, que poderá chegar a R$ 412,2 bilhões, e de 7,3% para a da pecuária, para R$ 221,6 bilhões. O valor total projetado para este ano é maior que o estimado pelo Ministério da Agricultura, que no início de janeiro divulgou que o VBP do campo chegaria a R$ 581,6 bilhões em 2019. Em 2018, conforme a CNA, o VBP cresceu 3,1% ante 2017, sustentado principalmente pela receita do setor agrícola, que registrou avanço de 4,4% e atingiu R$ 393,8 bilhões, puxado por soja (R$ 172,2 bilhões), milho (R$ 52,4 bilhões) e cana (R$ 51,3 bilhões). Os maiores aumentos foram os do trigo (57,7%), do algodão em pluma (51%), do cacau (46,1%), do café arábica (23,4%), da soja (17,6%) e da batata-inglesa (15,1%). De acordo com os dados da CNA, o VBP da pecuária foi de R$ 206,55 bilhões no ano passado, um crescimento de 0,8% sobre o resultado de 2017. Houve altas para leite (5,1%), carne bovina (2,5%) e carne de frango (2,1%). Ovos e suínos apresentaram retrações – 12,1% e 15,7%, respectivamente.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Conselho da BRF aprova Ivan Monteiro para vice-presidência financeira e de RI; ações sobem quase 6%

A BRF informou na terça-feira que seu Conselho de Administração aprovou a indicação de Ivan de Souza Monteiro para a Vice-Presidência Financeira e de Relações com Investidores da companhia. Ele substituirá Elcio Ito, que deixa a empresa para se dedicar a projetos pessoais, disse a BRF em comunicado

Com passagem pelo Banco do Brasil entre 2009 e 2015, Monteiro mais recentemente atuava na Petrobras, onde ocupou a presidência-executiva entre junho e dezembro de 2018.

A nomeação dele como vice-presidente financeiro e de RI da BRF ocorre meses após Pedro Parente ter deixado a petrolífera de controle estatal para assumir o comando da empresa de alimentos em junho do ano passado. A ida dos executivos para a BRF faz parte de uma ampla reorganização da companhia, que nos últimos anos vem se empenhando para vender ativos e atravessar uma crise de fracos resultados e investigações desencadeadas pela operação Carne Fraca, da Polícia Federal. A escolha de Monteiro repercutia positivamente nas ações da BRF, que avançavam mais de 6 por cento na bolsa paulista e lideravam a ponta positiva do Ibovespa.

REUTERS

Gestora americana já tem quase 9% da JBS

Quando a JBS estava no meio de sua pior tempestade, uma gestora americana de fundos começou a abocanhar fatias da gigante brasileira da carne em uma estratégia que, até o momento, tem-se mostrado bem-sucedida

O Capital Group Companies, cujos fundos administram cerca de US$ 1,8 trilhão em ativos, comprou ações da JBS em meio a uma forte desvalorização causada pelas confissões dos irmãos Wesley e Joesley Batista, que controlam a companhia, em maio de 2017. Desde então, sua posição na JBS cresceu de 1,7% para 8,5%, inferior apenas às fatias dos Batistas e do BNDESPar. A aposta se mostrou acertada. Os papéis da companhia avançaram 57% em dólares desde 13 de novembro, impulsionados pelos fortes resultados e redução nos níveis de endividamento em meio à crescente demanda por carne nos EUA. O resultado para o Capital Group: no trimestre passado, a JBS foi o ativo que mais contribuiu positivamente para o resultado do New World Fund, um dos fundos mútuos por meio dos quais o Capital Group investe na companhia. “A JBS vem subindo com uma combinação de fundamentos fortes e melhora na governança”, disse Betina Roxo, analista da XP Investimentos, em São Paulo, em entrevista por telefone. “É uma empresa muito sólida, com potencial para destravar mais valor.” Maior produtora mundial de carnes, a JBS também tem despertado otimismo quanto à possibilidade de uma listagem em Nova York após a nomeação de um novo presidente e um novo diretor financeiro no fim de 2018. No Brasil, os investidores são obrigados a informar às empresas quando suas participações atingem 5% ou mais, informação que deve reportada ao mercado pela companhia listada. Até o momento, não houve nenhuma divulgação por parte da JBS sobre a fatia do Capital Group. Uma possível explicação é que a posição da gestora americana é mantida por meio de divisões que, individualmente, detêm menos de 5% das ações e que relatam suas posições separadamente.

Bloomberg

FRANGOS & SUÍNOS

Carne suína fecha janeiro com 41,7 mil toneladas embarcadas

A média diária ficou em 1,9 mil toneladas, uma queda de 20,4% em relação ao mês de dezembro

As exportações de carne suína in natura fecharam o mês de janeiro com a 41,7 mil toneladas embarcadas, movimentando US$ 84 milhões. Com 22 dias úteis a média diária ficou em 1,9 mil toneladas, uma queda de 20,4% em relação ao mês de dezembro. Já em relação com janeiro de 2018 a queda foi menor, ficando em 7,9%. Já o valor pago por tonelada foi maior referente a dezembro, foram pagos US$ 2006,7 por tonelada em janeiro ante US$ 1983,90  no mês anterior, uma ligeira valorização de 1,2% no valor. Já em relação ao mesmo período de 2018  houve desvalorização foi  maior, chegando a 6,7%,  visto que o preço pago naquele período era US$ 2320,20. No mês, a exportação alcançou cifra de US$ 18,579 bilhões. Sobre janeiro de 2018, as exportações registraram crescimento de 9,1%, e retração de 13,6% em relação a dezembro de 2018, pela média diária. As importações totalizaram US$ 16,387 bilhões. Sobre igual período do ano anterior, as importações apresentaram aumento de 15,4%, e de 15,3% sobre dezembro de 2018, pela média diária. No período, a corrente de comércio alcançou valor de US$ 34,965 bilhões. Sobre igual período do ano anterior registrou crescimento de 12,0%, pela média diária. O saldo comercial do mês apresentou superávit de US$ 2,192 bilhões, valor 22,4% inferior ao alcançado em igual período de 2018, US$ 2,824 bilhões.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL

Suíno Vivo: queda de -3,77% em SC

Na terça-feira (05), a cotação do suíno vivo teve queda de -3,77% em Santa Catarina, a R$3,32/kg. As demais praças se mantiveram estáveis

O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente a ontem (04), trouxe queda para todas as praças, sendo a mais expressiva registrada no Paraná, de -1,14%, a R$3,48/kg. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP ressaltou que o movimento de queda dos suínos no mercado brasileiro se intensificou na segunda quinzena do mês de janeiro. As principais influências foram a retração da indústria frigorífica na compra do animal vivo e o enfraquecimento da demanda interna pela carne.

Notícias Agrícolas

Frango Vivo: cotações estáveis na terça (05)

Na terça-feira (05), as cotações do frango vivo ficaram estáveis nas principais praças do país, sendo o maior valor de negociação anotado no Paraná, a R$2,78/kg.

O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo trouxe estabilidade para o frango na granja, a R$2,75/kg e alta de 2,38% para o frango no atacado, a R$4,30/kg. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP relata que houveram dificuldades de comercialização do animal vivo e da proteína no mês de janeiro, o que reflete a baixa procura doméstica e uma possível retração das vendas ao mercado externo. Desta forma, o mês fechou com ritmo lento de negócios para este mercado.

Notícias Agrícolas

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

 

abrafrigo

Leave Comment