CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 927 DE 5 DE FEVEREIRO DE 2019

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Ano 5 | nº 927 05 de fevereiro de 2019

NOTÍCIAS

Carne bovina: menor margem no atacado sem osso dos últimos 29 meses

Virada do mês não trouxe o efeito esperado para o mercado da carne bovina

Na realidade, os preços, inclusive, caíram com mais força esta semana, do que na anterior. Nestes passados sete dias, na média de todos os cortes, o preço da carne bovina vendida no atacado recuou 1,6%. Com isso, desde o final de dezembro, a queda acumulada foi de 6,2%. Vale destacar que nesta semana a desvalorização da carne só não foi maior porque os cortes de dianteiro colocaram freio na queda geral. Considerando somente a variação nos preços destes cortes de menor valor agregado, houve alta de 1,5%, em média, nesta semana. Contudo não grande suficiente para deter a queda total, já que os cortes “de primeira” depreciaram 2,5%, em média, no mesmo intervalo. Diante dessas recorrentes diminuições da receita, a margem das indústrias achatou e atualmente está em 16,2%. Este é o menor patamar desde o começo de setembro de 2016. Este valor é 3,5 pontos percentuais abaixo da média histórica. Este quadro demanda atenção, pois as indústrias podem alterar suas estratégias de compra de gado nos próximos dias, a fim de tentar trazer a margem para patamares mais confortáveis.

SCOT CONSULTORIA

Mercado do boi gordo inicia a semana sem direção

Mercado de começo de semana. Agentes tateando o mercado na última segunda-feira (4/2)

No Rio Grande do Sul, a boa oferta de boiadas abriu espaço para as indústrias ofertarem preços abaixo da referência. No estado, a cotação da arroba caiu 2,8% na comparação dia a dia. Nas regiões de Goiânia-GO, Sul da Bahia, Sudoeste de Mato Grosso e Espírito Santo o cenário foi semelhante. Neste último a queda foi de R$2,00/@ e as programações de abate atendem, em média, sete dias. Nas regiões onde a oferta não é suficiente e não acompanha o ritmo de reabastecimento dos estoques, a arroba foi pressionada para cima. Isso ocorreu nas praças de Belo Horizonte-MG, Redenção-PA e Norte do Tocantins. Em São Paulo a semana começou com mercado calmo, sem alterações nos preços e volume pequeno de negócios.

SCOT CONSULTORIA

Mercado de reposição fecha janeiro em alta

No balanço de janeiro/19, as cotações no mercado de reposição fecharam mais uma vez em alta

Na média de todas as categorias de machos, fêmeas e estados pesquisados pela Scot Consultoria, as referências subiram 1,6%. Destaque para o garrote, categoria que registrou as maiores altas no mês (2,0%). A maior demanda por esta categoria é em função do período do ano, que permite a recria destes animais nas pastagens, aproveitando o maior potencial da safra de capim, para posteriormente serem terminados em sistemas intensivos ou serem negociados como boi magro no período seco do ano. Para o curto prazo, a tendência é de maior ritmo no mercado de reposição, pois estamos entrando no início do mês e há expectativa de maior firmeza para as cotações no mercado do boi gordo, o que naturalmente aumenta a procura por negócios no mercado de reposição. Pelo lado das cotações, a expectativa é de manutenção dos preços firmes devido ao maior poder de retenção da ponta vendedora, que resiste em entregar os animais a preços abaixo das referências.

SCOT CONSULTORIA

Pressão de baixa sobre os preços do sebo bovino

A procura por sebo está, aos poucos, diminuindo e, com isso, o viés de baixa tem ganhado força nas últimas semanas.

Entretanto, ainda há negócios ocorrendo até mesmo acima da referência. Mesmo que pontuais, estes têm limitado as desvalorizações. No Brasil Central, o sebo está cotado, em média, em R$2,40/kg, livre de imposto. Apesar da queda de 4,0% em relação ao início do mês, a cotação teve alta de 6,7% na comparação anual. No Rio Grande do Sul, o produto está cotado em R$2,60/kg, nas mesmas condições. Para o curto prazo a expectativa é de que a oferta maior que a demanda mantenha a pressão de baixa.

SCOT CONSULTORIA

Ministra quer multas pesadas a quem fraudar autoinspeção Ao mesmo tempo em que prepara um projeto de lei para ampliar o sistema de autoinspeção em agroindústrias, o Ministério da Agricultura quer propor ao Congresso multas mais pesadas para punir eventuais fraudes

Os dois planos estão em estágio avançado de gestação no Ministério da Agricultura, mas poderão demorar mais que o previsto para saírem do papel por causa da reforma da Previdência, que tende a concentrar as atenções do Congresso ao menos pelos próximos dois meses. “Vai depender da agenda de reformas estruturantes. Não dá para mandar um tema polêmico junto com a Previdência. Não é uma coisa para acontecer agora, mas temos que ir preparando. O brasileiro precisa entender que cada um tem sua responsabilidade e tem que pagar por ela. Não pode ser tudo nas costas do governo”, disse a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, ao Valor. Enquanto aguarda o momento certo, o ministério estuda se vai incluir em um mesmo projeto o autocontrole e as multas ou se fará isso de maneira separada. Em linhas gerais, a ideia é resgatar uma Medida Provisória editada pelo governo de Michel Temer em 2017, que aumentou de R$ 15 mil para até R$ 500 mil o valor máximo das multas cobradas sobre indústrias de produtos de origem animal como carnes, lácteos, pescado, ovos e mel. Agora, a intenção da ministra Tereza Cristina é recorrer à “mão pesada” do Estado na aplicação das multas também a outras agroindústrias que inicialmente ficariam fora do alcance das novas regras, como fábricas de ração, fertilizantes e bebidas. Tereza garante que, no caso dos frigoríficos, a regulamentação do autocontrole não envolverá as etapas anterior e posterior ao abate de animais. A presença permanente de auditores fiscais agropecuários para acompanhar esses processos é prevista em lei e condição exigida por países importadores nas negociações de abertura ou manutenção de mercados. “Isso é uma questão de saúde pública e não vai ter autocontrole. Agora, se o produto está ruim, a empresa tem que fazer o quê? Tem que fazer como acontece nos Estados Unidos, onde é cheio de recall”, completa a Ministra.

VALOR ECONÔMICO

Redução da dose da vacina contra aftosa vale a partir de maio

Por meio de nota divulgada na segunda-feira (04), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lembrou que a vacina contra a febre aftosa vai ter sua dose reduzida de 5 ml para 2 ml na primeira etapa de vacinação de bovinos e bubalinos, que será realizada a partir de maio na maioria dos estados brasileiros.

Nessa primeira etapa de vacinação do ano, a maioria do país vai imunizar todo o rebanho, conforme calendário de vacinação disponível no site do Mapa. Apenas no Acre, Espírito Santo e Paraná a dose será aplicada somente em animais jovens (de até 24 meses de idade). Já o Amapá realiza a vacinação anualmente somente no segundo semestre. A mudança da dose está prevista no Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), que deverá culminar com a retirada total da vacinação no país prevista até 2021. O Chefe da Divisão de Febre Aftosa e outras Doenças Vesiculares (Difa) do Mapa, Diego Viali dos Santos, espera que, com a redução da dosagem, ocorram menos reações nos animais (caroços, inchaço). O ministério preparou um manual para fiscalização do comércio de vacinas contra a febre aftosa, atualizando a publicação de 2005. Alguns cuidados recomendados pelo Mapa são: comprar as vacinas somente em lojas registradas; verificar se estão na temperatura correta, entre 2°C e 8°C; transportá-las em caixa térmica, com três partes de gelo para uma de vacina, e lacrar; manter a vacina no gelo até o momento da aplicação, escolher a hora mais fresca do dia e reunir o gado; só vacinar bovinos e búfalos; durante a vacinação, manter a seringa e as vacinas na caixa térmica e usar agulhas novas, adequadas e limpas; agitar o frasco antes de usar e aplicar a dosagem certa em todos os animais: 2 ml; o lugar correto de aplicação é a tábua do pescoço, podendo ser no músculo ou embaixo da pele; preencher a declaração de vacinação e entregá-la no serviço veterinário oficial do estado com a nota fiscal de compra das vacinas.

CARNETEC

ECONOMIA

Dólar sobe ante real acompanhando exterior

O dólar fechou com leve alta ante o real na segunda-feira, acompanhando o movimento da divisa contra outras moedas, em semana com pauta intensa no exterior

O dólar avançou 0,29 por cento, a 3,6728 reais na venda. Na mínima da sessão, chegou a 3,6605 reais e na máxima, a 3,6890 reais. O dólar futuro subia 0,23 por cento. Durante a maior parte do dia, o dólar subiu com força contra uma cesta de moedas, com operadores otimistas após dados fortes sobre empregos nos Estados Unidos na sexta-feira. No entanto, a moeda reduziu ganhos acompanhando movimento externo após a divulgação do resultado de encomendas à indústria de novembro, que apresentou ligeira queda, decepcionando investidores que projetavam uma alta no indicador. Na terça-feira, Trump fará perante o Congresso o tradicional discurso de Estado da União, em que deve falar sobre o impasse que levou à paralisação parcial do governo dos EUA, além de dar atualizações sobre as negociações comerciais com a China. Também seguem no radar do mercado possíveis negociações da premiê britânica, Theresa May, relativas ao Brexit e a participação do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, em um evento na quarta-feira. No lado doméstico, o mercado digeriu definições no Congresso. Como já esperado e precificado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi reeleito presidente da Câmara na sexta-feira. A surpresa ficou para o sábado, quando Davi Alcolumbre (DEM-AP) venceu a disputa pelo comando do Senado.

REUTERS

Ibovespa renova máxima de fechamento com bancos e NY

A bolsa paulista terminou com o Ibovespa em nova máxima histórica nesta segunda-feira, batendo o recorde do último pregão, em movimento puxado pelos bancos, entre eles o Itaú Unibanco antes do balanço

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,74 por cento, a 98.588,64 pontos, novo recorde para o fechamento. O volume financeiro somou 14,07 bilhões de reais. O primeiro pregão da semana começou mais fraco, em meio a ajustes após ganhos de dois dígitos acumulados desde o início do ano, com os papéis de Vale também pesando por preocupações sobre o desfecho ligado à tragédia em Minas Gerais. A trajetória positiva em Wall Street, contudo, deu base para a melhora doméstica, com noticiário relacionado à reforma da Previdência no Brasil também ajudando a trazer o Ibovespa para território positivo, após ter caído quase 1 por cento no pior momento. No Brasil, o mercado absorveu resultado de eleições no Congresso Nacional, que entre a sexta-feira e o sábado elegeu os presidentes da Câmara dos Deputados (Rodrigo Maia/DEM-RJ) e do Senado (Davi Alcolumbre/DEM-AP), evento considerado no mercado essencial para o avanço de fato das reformas. Nesse contexto, também repercutiu positivamente reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo citando minuta preliminar da proposta de reforma da Previdência prevendo, entre outros pontos, idade mínima de 65 anos para homens e mulheres se aposentarem no Brasil. Em sua primeira mensagem ao Congresso, o Presidente Jair Bolsonaro afirmou na segunda-feira que uma proposta “moderna” e “fraterna” de reforma será responsável por um grande impulso para melhoria do ambiente econômico do país. No mercado, a expectativa é que Bolsonaro receberá o texto da Previdência nesta semana e depois ele será apresentado aos líderes partidários e aos presidentes da Câmara e do Senado.

REUTERS

Mercado passa a ver Selic estável em 6,5% neste ano

O mercado revisou para baixo a projeção para a taxa básica de juros e passou a considerar que não haverá mudanças neste ano, em meio a um cenário inflacionário benigno com alta do IPCA prevista abaixo de 4 por cento

Projeção para a Selic em 2019 na pesquisa Focus realizada semanalmente pelo Banco Central caiu a 6,5 por cento, o atual piso histórico, de 7,00 por cento no levantamento anterior. Para 2020 permanece a expectativa de que os juros terminarão a 8 por cento. Com isso, as expectativas para a política monetária se alinham àquelas do Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões. No Focus divulgado nesta segunda-feira, os economistas reduziram ainda a perspectiva para a alta do IPCA em 2019, vendo a inflação a 3,94 por cento, de 4 por cento antes. Para o próximo ano permanece a projeção de alta de 4 por cento. O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25 por cento e, de 2020, de 4 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a pesquisa semanal com uma centena de economistas não mostrou alterações, com o crescimento previsto em 2,5 por cento tanto para este ano quanto para o próximo.

FRANGOS & SUÍNOS

Suíno Vivo: queda de -1,66% no RS

Na segunda-feira, a cotação do suíno vivo teve queda de -1,66% no Rio Grande do Sul, sendo estabelecida a R$3,55/kg

Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente à sexta-feira (01), trouxe queda apenas para Minas Gerais, de -0,53%, a R$3,72/kg e Rio Grande do Sul, de -0,63%, a R$3,14/kg. As demais cotações se mantiveram estáveis. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP ressaltou que o movimento de queda dos suínos no mercado brasileiro se intensificou na segunda quinzena do mês de janeiro. As principais influências foram a retração da indústria frigorífica na compra do animal vivo e o enfraquecimento da demanda interna pela carne.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

Frango Vivo: queda de -1,22% em SC

Na segunda-feira (04), a cotação do frango vivo teve queda de -1,22% em Santa Catarina, sendo estabelecida a R$2,42/kg

O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo trouxe estabilidade para o frango na granja, a R$2,75/kg e alta de 1,20% para o frango no atacado, a R$4,20/kg. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP relata que houveram dificuldades de comercialização do animal vivo e da proteína no mês de janeiro, o que reflete a baixa procura doméstica e uma possível retração das vendas ao mercado externo. Desta forma, o mês fechou com ritmo lento de negócios para este mercado.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

Embarques de frango retrocedem ao menor volume dos últimos sete meses

Na última semana de janeiro (quatro dias úteis) os embarques de carne de frango in natura voltaram a recuar.

O volume do primeiro mês de 2019 ficou resumido a 260.679 toneladas, resultado que significou dupla redução: de pouco mais de 20% sobre as 326.539 toneladas de dezembro passado; e de, praticamente, 15% sobre as 305.839 toneladas de janeiro de 2018. Foi, também, o mais fraco resultado observado desde julho do ano passado. 

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

INTERNACIONAL

Países limitam importação de carne da Polônia após escândalo

Vários países começaram a reduzir a quantidade de carne bovina importada da Polônia depois que um documentário de TV mostrou um matadouro abatendo vacas doentes, disse nesta segunda-feira o chefe de uma associação do setor de produção de carne

Um repórter disfarçado conseguiu um emprego em um matadouro nos arredores de Varsóvia e transmitiu imagens do mês passado de animais doentes sendo maltratados, mortos e enviados para consumo humano. Uma equipe de inspetores da Comissão Europeia chegou a Varsóvia nesta segunda-feira para investigar os relatos, disse o veterinário-chefe da Polônia em entrevista coletiva. Nenhum país cancelou as importações de carne da Polônia, disse a jornalistas o chefe da Associação Polonesa de Carne, Witold Choinski. “Mas muitos países estão limitando suas importações”, acrescentou. Ele não citou nenhum país e também não deu detalhes sobre o tamanho dos cortes. A Polônia produz cerca de 560 mil toneladas de carne bovina por ano, sendo 85 por cento para exportação. O ministro de Agricultura da Polônia, Jan Ardanowski, disse nesta segunda-feira que um caso foi “exagerado de maneira inimaginável” e agora ameaça a imagem da carne polonesa ao redor do mundo. Uma outra associação de produtores (PZHiPBM, na sigla em polonês) disse que os preços domésticos da carne caíram fortemente nos últimos dias e que se a tendência continuar os produtores locais podem perder até 160,27 milhões de dólares neste ano.

REUTERS

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