CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 910 DE 11 DE JANEIRO DE 2019

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Ano 5 | nº 910 | 11 de janeiro de 2019

NOTÍCIAS

Recuo na demanda reflete em desvalorização da arroba

Com o retorno das negociações na maioria das regiões, aos poucos vemos o aumento da oferta de boiadas terminadas, o que facilita as compras para as indústrias, que aproveitaram o momento para alongar as programações de abate

Paralelamente, a demanda por carne mostra sinais de recuo frente ao que vimos em dezembro, e isso refletiu em viés de queda no mercado do boi. No fechamento de hoje registramos desvalorização da arroba do boi gordo em seis praças pecuárias. Em Goiânia-GO, Norte do Tocantins, Campo Grande-MS e Dourados-MS, o recuo foi de R$1,00/@ nos valores a prazo, o que representa queda de 0,7% na comparação dia a dia. Já nas praças do Oeste da Bahia e Paraná, a queda foi de 0,3%. Em São Paulo, a referência continua estável frente ao último levantamento e a média das escalas de abate gira em torno de seis dias. Foram registradas indústrias com escalas mais confortáveis fora das compras ontem. 

Scot Consultoria

Recorde nas exportações brasileiras de gado vivo em 2018

Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, foram exportadas 39,8 mil cabeças de bovinos vivos em dezembro, com um faturamento total de US$25,11 milhões

O volume foi 42,2% menor que em novembro, o que já era esperado por dezembro ser um mês em que as negociações perdem ritmo devido às festividades.  Os países importadores no mês de dezembro foram Egito (17,7 mil cabeças), Turquia (13,5 mil cabeças), Jordânia (2,9 mil cabeças), Iraque (2,5 mil cabeças) e Líbano (3,0 mil cabeças). Na somatória de 2018 o Brasil exportou 810,0 mil cabeças de bovinos, 102,2% a mais comparado com 2017, sendo maior volume da série histórica. Quanto ao faturamento total, este cresceu 104,4% frente a 2017.

SCOT CONSULTORIA

Mercado do boi gordo no Oeste do Paraná

Com a baixa movimentação na segunda quinzena de dezembro, as indústrias iniciaram 2019 precisando compor as escalas de abate para atender a demanda nos primeiros dias do ano e, com parte dos pecuaristas ainda fora das compras, a oferta de boiadas foi restrita, mantendo os preços firmes na primeira semana de janeiro

Porém, na segunda semana, a arroba do boi gordo desvalorizou 0,3% frente aos primeiros dias do ano, movimento esperado, visto que sazonalmente o consumo de carne em janeiro é menor, frente ao mês anterior. A arroba está cotada, em média, em R$151,00 a prazo, livre de Funrural. O diferencial de base em relação a Araçatuba-SP está em -0,3%. Já para vaca gorda o cenário é diferente, a oferta desta categoria é menor e em igual comparação a alta foi de 1,4%, com a arroba cotada, em média, em R$142,00 nas mesmas condições. Para o curto prazo, com o reabastecimento dos estoques, a tendência é de preços frouxos nas próximas semanas para a arroba do boi gordo.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar volta a fechar acima de R$3,70 com fluxo de saída

O dólar voltou a subir e fechou acima de 3,70 reais nesta quinta-feira, depois de dois dias em queda, influenciado por um forte fluxo de saída, após a moeda norte-americana não mostrar uma tendência firme no período da manhã.

O dólar avançou 0,58 por cento, a 3,7091 reais na venda, depois de fechar a sessão anterior em baixa de 0,75 por cento, a 3,6878 reais, menor nível desde 26 de outubro de 2018. Na mínima, a moeda foi a 3,6757 reais e, na máxima, no meio da tarde, saltou a 3,7260 reais. O dólar futuro DOLc1 subia 0,71 por cento. “A saída foi expressiva e fez um movimento brusco no dólar”, comentou um gestor de derivativos de um banco estrangeiro ao citar algo em torno de 1 bilhão de dólares. O superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva, esclareceu que houve uma antecipação de compras a futuro que impactou no mercado à vista, e citou um volume de 1,8 bilhão de dólares. O mercado estava “de lado” até então, com investidores ainda à espera de medidas concretas após o término das negociações comerciais entre Estados Unidos e China e também da proposta de reforma da Previdência do governo Jair Bolsonaro. O mercado também avalia sinais mistos das negociações comerciais entre EUA e China. Os chineses disseram que os três dias de negociações em Pequim estabeleceram uma base para resolver as diferenças entre os dois países, mas não deram nenhum detalhe sobre as questões mais importantes.

REUTERS

Ibovespa fecha em nova máxima e encosta em 94 mil pts

O Ibovespa fechou com nova máxima histórica na quinta-feira, tendo encostado nos 94 mil pontos no melhor momento, conforme sinalizações moderadas sobre o processo de aperto monetário nos Estados Unidos continuam dando suporte para as brasileiras

Índice de referência do mercado acionário doméstico, o Ibovespa.BVSP encerrou com acréscimo de 0,19 por cento, a 93.790,83 pontos, segundo dados preliminares, novo recorde de fechamento, o sexto neste mês. No melhor momento da sessão, o indicador alcançou 93.987,17 pontos. O volume financeiro totalizava 12,9 bilhões de reais.

REUTERS

Preços ao consumidor voltam a subir e IGP-M tem alta de 0,03% na 1ª prévia de janeiro, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) registrou alta de 0,03 por cento na primeira leitura de janeiro, depois de ter recuado 1,16 por cento no mesmo período do mês anterior, com a retomada da alta dos preços ao consumidor e queda menor no atacado

Os dados informados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na quinta-feira mostraram que, na primeira prévia de janeiro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) recuou 0,13 por cento, contra queda de 1,70 por cento no mesmo período de dezembro. O IPA mede a variação dos preços no atacado e responde por 60 por cento do índice geral. A desaceleração da queda do índice de Matérias-Primas Brutas, que passou a recuar 0,20 por cento, de uma deflação de 2,53 por cento antes, teve destaque na movimentação do IPA. Vale ressaltar o comportamento dos itens minério de ferro, soja e cana-de-açúcar. Os preços ao consumidor subiram, uma vez que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30 por cento no índice geral, avançou 0,38 por cento no período, após queda de 0,16 por cento na primeira prévia de dezembro. No levantamento atual, o grupo Alimentação que passou a subir 0,71 por cento, ante queda de 0,03 por cento em dezembro. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) acelerou a alta a 0,27 por cento, depois de avançar 0,06 por cento na primeira prévia de dezembro.

REUTERS

Índice de preços de alimentos da FAO caiu 3,5% em 2018

O índice de preços de alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) subiu 0,9 ponto porcentual (0,55%) em dezembro em relação a novembro, para 161,7 pontos

Mesmo assim, a variação acumulada em 2018 foi negativa (3,5%) e a média anual (168,4 pontos) ficou 27% abaixo do recorde de 2011. De acordo com a FAO, a variação mensal refletiu as altas das carnes e dos óleos vegetais, que se impuseram sobre o recuo dos preços dos lácteos e do açúcar. Já a queda da média anual foi atribuída à retração do açúcar e, em menor escala, também aos recuos de óleos, carnes e lácteos. Em dezembro, o indicador que mede especificamente as oscilações dos cereais ficou em 167,1 pontos, um avanço de 1,8% em relação ao mês anterior. No acumulado de 2018, o indicador do grupo registrou alta de 9% na comparação com a média de 2017. Já o indicador de preços dos óleos vegetais alcançou 125,8 pontos em dezembro, um avanço marginal de 0,5 ponto percentual em comparação com novembro, mas “o primeiro aumento após dez quedas consecutivas”, como destacou a FAO. No ano, contudo, o resultado médio do indicador do grupo caiu 15% em relação a 2017, para o menor patamar desde 2017. O índice de preços da carne avançou 0,8% em dezembro, para 163,6 pontos. No mês, os preços das carnes bovina e de aves ficaram praticamente estáveis, e a carne ovina caiu levemente. Já a carne suína subiu, puxada por aumentos na demanda externa – sobretudo da China. Em 2018, o indicador atingiu resultado médio de 166,4 pontos, 2,2% abaixo da média de 2017. No caso dos lácteos, o indicador da FAO caiu 3,3% em dezembro, para 170 pontos. Foi o sétimo mês consecutivo de queda. As cotações internacionais de manteiga, do queijo e do leite em pó integral foram influenciadas negativamente pela ampla oferta da Nova Zelândia. No acumulado de 2018, o indicador dos lácteos atingiu a média de 192,9 pontos, 4,6% menor que a de2017.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

BRF vende Campo Austral, última subsidiária na Argentina, por US$35,5 mi

A empresa de alimentos BRF informou na quinta-feira que celebrou a venda de sua controlada Campo Austral, concluindo a saída completa da Argentina, por 35,5 milhões de dólares

A Campo Austral opera três plantas argentinas com capacidade total de abate de 2,3 mil suínos por dia e de processamento de 2,1 mil toneladas por mês, incluindo embutidos e carne in natura. A empresa é dona das marcas Bocatti e Calchaquí. “Com isso, a BRF conclui o anúncio de venda de todos os seus ativos na Argentina”, afirmou a companhia brasileira. O valor de todas as operações da BRF vendidas no país vizinho, incluindo Quickfood, Avex e Campo Austral, foi de 145,5 milhões de dólares.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

ABPA abrirá escritórios para expandir exportações de aves e suínos

Estão previstas unidades na Bélgica, China e Emirados Árabes, sendo que a repartição belga deve atender toda a União Europeia

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) abrirá escritórios para representação internacional em Bruxelas, na Bélgica, Pequim, na China, e Dubai, nos Emirados Árabes. A ideia é promover as exportações brasileiras de aves e suínos nessas regiões consideradas estratégicas. A unidade belga deverá atender toda a União Europeia. A medida, definida nesta semana após reunião com a nova Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, faz parte do Projeto 500K anunciado pela ABPA em dezembro, cuja meta é alcançar o volume médio de 500 mil toneladas mensais em embarques das duas proteínas até 2020.  De acordo com a entidade, o plano 500K será realizado em conjunto com companhias exportadoras e conta com a consultoria da EY. 

Estadão Conteúdo

Suíno Vivo: cotações estáveis na quinta (10)

Na quinta-feira (10), as cotações do suíno vivo permaneceram estáveis nas principais praças do país, sendo o maior valor de negociação anotado em São Paulo, a R$4,16/kg

O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente a ontem (09), trouxe queda para a maioria das praças, sendo a mais expressiva a queda de -0,32% no Rio Grande do Sul, a R$3,13/kg. Como aponta o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, os embarques brasileiros de carne suína voltaram a recuar em dezembro. O Brasil embarcou 55,2 mil toneladas de carne, 4% a menos do que em novembro de 2018.

Notícias Agrícolas

Mais uma semana de queda nos preços no atacado de carne suína

Mesmo estando no período favorável de vendas no mês, em decorrência do recebimento dos salários, as cotações não ganharam fôlego

Nas granjas paulistas o preço do animal terminado segue nos mesmos patamares, já são 33 dias de estabilidade. A arroba do cevado está cotada, em média, em R$76,00. No atacado, o baixo volume nas vendas acarretou em desvalorização. O quilo da carcaça passou de R$6,20 para os atuais R$6,00, queda de R$0,20 por arroba, ou 3,2%, na semana. Para o curto prazo, o mercado deve seguir lento. Durante este mês é comum que o consumo caia devido às dívidas contraídas no final do ano e o pagamento de impostos. No mercado externo, segundo a Secretaria do Comércio Exterior (Secex), na primeira semana do ano, o Brasil embarcou por dia 2,7 mil toneladas de carne in natura. Frente à média exportada por dia em janeiro do ano passado houve incremento de 29,9% no volume.

SCOT CONSULTORIA

Frango Vivo: queda de -3,45% em SP

Na quinta-feira (10), o frango vivo anotou queda de -3,45% em São Paulo, a R$2,80/kg. As demais praças se mantiveram com cotações estáveis

O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo trouxe queda de -3,45% para o frango na granja, a R$2,80/kg e queda de -0,70% para o frango no atacado, a R$4,25/kg. O Avisite ressalta que o preço do frango em São Paulo ainda está sujeito a descontos que variam de acordo com as necessidades dos vendedores e compradores e também em função do peso da ave disponível. Como o consumo do período é baixo, é difícil contar com uma reação dos preços neste momento.

Notícias Agrícolas

Seara abre 100 vagas de emprego em unidade de Dourados (MS)

A Seara, empresa do grupo JBS, abriu cem vagas de emprego para sua unidade processadora de suínos em Dourados, em Mato Grosso do Sul, confirmou a empresa à CarneTec

As vagas abertas são para operador de produção. “A contratação visa atender à demanda de mercado”, informou a assessoria de imprensa do grupo, em posicionamento por e-mail, quando questionada se a abertura de vagas resultaria em aumento de produção na unidade. A empresa não forneceu outros detalhes sobre a capacidade de produção da planta. Candidatos interessados nas vagas devem comparecer à unidade de Dourados (km 6, BR-163), com currículo e documentos pessoais como Carteira de Trabalho e RG, de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h. Em 2015, a JBS confirmou um investimento de R$ 560 milhões para ampliar a capacidade de processamento de Dourados.

CARNETEC

SUÍNOS/CEPEA: embarques de carne suína voltam a recuar em dezembro

Os embarques brasileiros de carne suína voltaram a recuar em dezembro

Após registrar um importante reaquecimento no segundo semestre de 2018, os embarques brasileiros de carne suína voltaram a recuar em dezembro. Apesar disso, de acordo com levantamento do Cepea, os preços internos das carcaças e também do animal vivo se mantiveram firmes no mês, sustentados pela típica demanda doméstica de final de ano e pela menor oferta de suínos prontos para o abate. Em dezembro, inclusive, as remessas de carne enviadas ao exterior tiveram o pior desempenho do segundo semestre. De acordo com dados da Secex, o Brasil embarcou 55,2 mil toneladas de carne, 4% a menos que em novembro/18. Os principais parceiros comerciais foram Hong Kong (15%), Cingapura (15%), e Rússia (588%) que, até então, mantinha embargo sobre a carne nacional.

CEPEA/ESALQ

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