CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 909 DE 10 DE JANEIRO DE 2019

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Ano 5 | nº 909 | 10 de janeiro de 2019

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo sem viés definido

Com maior quantidade de frigoríficos e pecuaristas negociando, o mercado está retomando a normalidade

Entretanto, ainda não há um viés definido para as cotações da arroba do boi gordo. Isso fica claro quando observamos o fechamento da última quarta-feira (9/1), com valorizações em dez praças e queda em outras sete. Em São Paulo, por exemplo, a referência para a arroba do boi gordo subiu R$0,50/@, frente ao levantamento anterior. Já em Goiânia-GO, o cenário foi o oposto e a referência cedeu R$1,50/@. Diante desse cenário ainda incerto, em algumas praças a maioria dos frigoríficos está fora das negociações, aguardando maior clareza do mercado para voltar às compras. Nas regiões de Belo Horizonte-MG e Três Lagoas-MS esse movimento foi notado com maior intensidade. No mercado atacadista de carne bovina com osso, não houve alterações nas referências e a carcaça de bovinos castrados ficou cotada em R$10,28/kg.

SCOT CONSULTORIA

Embarques de carne bovina cresceram 41,9% nos primeiros dias de 2019

Após fechar 2018 com recorde no volume de carne bovina in natura exportado, o Brasil inicia 2019 em ritmo forte

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), na primeira semana do ano, o Brasil embarcou 19,2 mil toneladas de carne bovina in natura. O volume diário embarcado foi de 6,4 mil toneladas, uma alta de 41,9% frente a média diária de janeiro do ano passado. Na comparação com dezembro, houve aumento de 1,3%. Se o ritmo de embarque seguir, o volume exportado no primeiro mês desse ano deverá ser recorde, com 141,17 mil toneladas exportadas.

SCOT CONSULTORIA

CooperAliança e Emater vão incentivar produção de carnes nobres no Paraná

A CooperAliança, cooperativa produtora de carnes paranaense, e o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) fecharam um termo de cooperação que visa incentivar a produção de animais de raças nobres e garantir mercado para os criadores, informou o governo estadual

O projeto atuará junto a terminadores de bovinos de raças nobres, e criadores de bezerros e cordeiros precoces. A Emater prestará assistência técnica para melhoria de pastagens, correção e fertilidade do solo para aumentar a produtividade forrageira, incentivar o uso da inseminação artificial e touros de alta genética, entre outras estratégias do Programa Pecuária Moderna. A CooperAliança arcará com custos de deslocamento e hospedagem dos técnicos da Emater e de manutenção dos veículos de trabalho. O Presidente da CooperAliança, Edio Sander, disse que o acordo oficializa parceria já em curso com a Emater, possibilitando a expansão do trabalho para todo o estado. A CooperAliança está localizada no município de Guarapuava e tem atualmente 142 cooperados. O grupo trabalha no processamento e comercialização de carnes nobres como cortes de carne da raça angus, de novilho precoce e de cordeiro.

CARNETEC

ECONOMIA

Indicador antecedente de emprego no Brasil fica estável em dezembro, diz FGV

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) terminou o ano com estabilidade em dezembro, sem dar uma sinalização clara sobre o futuro do emprego em 2019, de acordo com os dados divulgados na quarta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV)

Em dezembro, o IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, ficou estável em relação a novembro, permanecendo em 97,0 pontos. “O Indicador Antecedente do Emprego (IAEmp) manteve-se estável após ligeira recuperação no mês anterior, fechando o ano sem uma sinalização clara para os rumos do emprego em 2019”, explicou a Coordenadora das Sondagens da FGV/Ibre, Viviane Seda Bittencourt, em nota. O Indicador Coincidente de Emprego (ICD), que capta a percepção das famílias sobre o mercado de trabalho, também ficou inalterado em dezembro, em 98,9 pontos. “O resultado sinaliza que, livre de influências sazonais, a taxa de desemprego continua caindo muito lentamente”, completou Viviane. O número de desempregados no Brasil chegou a pouco mais de 12 milhões no trimestre encerrado em novembro, com a oitava queda seguida da taxa de desemprego, para 11,6 por cento, dando continuidade a uma recuperação lenta do mercado de trabalho, ainda que marcada pela informalidade recorde.

REUTERS

Dólar fecha abaixo de R$3,70, no menor nível desde outubro, por otimismo com exterior

O dólar recuou novamente na quarta-feira e fechou abaixo de 3,70 reais pela primeira vez em mais de dois meses, acompanhando o comportamento da moeda no mercado externo após o término das negociações comerciais entre Estados Unidos e China

O dólar recuou 0,75 por cento, a 3,6878 reais na venda, menor nível desde 26 de outubro passado, quando fechou a 3,6546 reais. Desde 1º de novembro o dólar não fechava abaixo de 3,70 reais. Foi a quinta queda em seis pregões, levando a moeda norte-americana a acumular no ano até agora recuo de 4,85 por cento. Na mínima desta sessão, a moeda foi a 3,6758 reais e, na máxima, a 3,7128 reais. O dólar futuro tinha queda de 0,73 por cento, tendo ampliado a queda após a divulgação da ata da reunião de dezembro do comitê de política monetária do Federal Reserve. O mercado externo ainda tem questões que prejudicam os emergentes, como a desaceleração global decorrente da guerra comercial entre Estados Unidos e China. No entanto, predominou nesta sessão o otimismo de que EUA e China possam avançar na direção de um acordo comercial após três dias de reuniões, aliviando os temores de uma guerra comercial generalizada. O editor de um jornal estatal chinês afirmou em uma publicação em uma mídia social acreditar que a China e os EUA divulgarão um comunicado na quinta-feira sobre as negociações desta semana. Essa perspectiva ajudava o dólar a recuar ante a cesta de moedas e também ante divisas de emergentes, como o peso mexicano. Pesquisa da Reuters com economistas indicou que a expectativa é que o dólar fique em torno de 3,7650 reais até o fim de 2019, de acordo com a mediana das estimativas de 26 analistas.

REUTERS

IPC-Fipe tem alta de 0,06% na 1ª quadrissemana de janeiro

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo iniciou o ano com variação positiva de 0,06 por cento na primeira quadrissemana de janeiro, depois de ter fechado dezembro com alta de 0,09 por cento, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta quinta-feira. O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.

REUTERS

Ibovespa renova máximas com exterior favorável

A bolsa paulista fechou com o Ibovespa em nova máxima histórica na quarta-feira, superando os 93 mil pontos pela primeira vez, em meio a um cenário externo favorável a ativos de risco.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,72 por cento, a 93.613,04 pontos, tendo atingido 93.625,82 pontos no melhor momento da sessão, recorde intradia. O volume financeiro somou 16,5 bilhões de reais. A expectativa de avanço nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China respaldou o apetite a risco global logo nos primeiros negócios desta quarta-feira, com o governo norte-americano divulgando à tarde que as conversas terminaram com os negociadores focados no pedido de Pequim para comprar mais bens. A notícia não trouxe euforia ao mercado, que aguardava algum acordo entre os gigantes econômicos, em disputa que tem adicionado preocupações sobre os efeitos no ritmo de crescimento da economia global e no resultado de empresas. Ainda assim, sugeriu disposição de ambos em seguir negociando. No final da tarde, a ata da última reunião de política monetária do banco central dos EUA mostrou que muitos membros do Federal Reserve defenderam no encontro de dezembro paciência quanto a altas futuras dos juros norte-americanos.

REUTERS

Presidente da Apex é demitido, e governo Bolsonaro tem primeira queda

Sete dias depois de nomeado presidente da Apex (Agência de Promoção de Exportações do Brasil), Alecxandro Carreiro foi demitido, na quarta-feira (9), na primeira queda do governo Bolsonaro

O Ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, anunciou sua saída e a indicação ao Presidente Jair Bolsonaro do embaixador Mario Vilalva para substituí-lo. Vilalva possui “ampla experiência em promoção de exportações”, justificou Araújo nas redes sociais. O chanceler afirmou que a saída foi a pedido de Carreiro. Nos bastidores da Apex, no entanto, há alguns dias já se comentava a instabilidade do presidente. De acordo com relatos internos, Carreiro vinha demitindo sumariamente antigos funcionários para nomear aliados, sem fazer qualquer transição. Como, entre os desligados havia servidores técnicos, instalou-se um clima de caça às bruxas que Araújo quer evitar. Entre as pessoas demitidas está Ana Seleme, mulher de Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor do ex-presidente Michel Temer. Pelo menos dois diplomatas foram demitidos de gerências da Apex, afastando-a do Itamaraty. Carreiro preparava mais uma leva de demissões ainda nesta semana, segundo pessoas da agência. Araújo foi informado da situação, motivo de desconforto interno, e pediu moderação. Carreiro, no entanto, manteve o método. O chanceler se irritou e pediu que renunciasse. Araújo justificou a decisão pela necessidade de manter a Apex com quadro técnico e uma direção de perfil moderado. Além da questão política, o agora ex-presidente da Apex não é fluente em inglês, requisito da função previsto no estatuto da agência.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Frango Vivo: estabilidade nas cotações nesta quarta (09)

Na quarta-feira (09), a cotação do frango vivo permaneceu estável nas principais praças do país, sendo o maior valor de negociação anotado em São Paulo, a R$2,90/kg.

O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo trouxe estabilidade para o frango na granja, a R$2,90/kg e queda de -0,47% para o frango no atacado, a R$4,28/kg. O Avisite ressalta que o preço do frango em São Paulo ainda está sujeito a descontos que variam de acordo com as necessidades dos vendedores e compradores e também em função do peso da ave disponível. Como o consumo do período é baixo, é difícil contar com uma reação dos preços neste momento.

Notícias Agrícolas

INTERNACIONAL

Japão reabre mercado à carne bovina britânica

Depois de quase um quarto de século, o governo do Japão levantou o veto às importações de carne britânica, nas vésperas da visita do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, ao Reino Unido

A proibição havia sido imposta em 1996, depois de um surto de encefalopatia espongiforme bovina no Reino Unido. O Ministério da Saúde do Japão informou que, após discussões com o governo britânico e de inspeções no Reino Unido, “a importação de carne e órgãos bovinos vai recomeçar”. Foi mantido, porém, o veto sobre a carne de vacas com mais de 30 meses e sobre certas peças, como a medula espinhal, consideradas de alto risco para a transmissão da doença da “vaca louca”. O Reino Unido passou décadas insistindo que sua carne era segura e que a proibição não tinha justificativa científica. A UE levantou seu veto às carnes britânicas depois de dez anos, em 2006, e a China fez o mesmo em 2018. O recente acordo de livre comércio entre UE e Japão vai reduzir as tarifas do país sobre a importação da carne europeia de 38,5% para 9% ao longo de um período de 15 anos, o que traz boas oportunidades de exportação para os criadores britânicos, caso consigam garantir as mesmas condições após o Brexit. O Japão, porém, também reduziu suas tarifas de importações da Austrália, Canadá e Nova Zelândia, sob os termos da Parceria Transpacífico (TPP, na sigla em inglês), e provavelmente vai oferecer concessões similares aos Estados Unidos nas negociações comerciais marcadas para começar daqui a alguns meses. Além dos britânicos, os exportadores do Uruguai conseguiram a autorização para vender carne bovina aos japoneses. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o Japão é o terceiro maior importador de carne bovina. Líder na exportação, com cerca de 20% do comércio global de carne, o Brasil não pode vender ao Japão.

FINANCIAL TIMES

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