CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 908 DE 09 DE JANEIRO DE 2019

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Ano 5 | nº 908 | 09 de janeiro de 2019

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo com baixa negociação

Mercado do boi gordo em ritmo lento, com parte dos vendedores fora das compras

Entretanto, nas praças onde há maior movimentação, houve alteração de preço. Destaque foi para Rondônia e Goiás, onde desde o início do mês houve desvalorização de 1,5% e 1,6%, respectivamente. Nessas praças, as programações de abate estão relativamente confortáveis, o que permite as empresas pressionarem o mercado, ofertando preços menores pela arroba. Porém, há regiões, como o Sul do Tocantins, por exemplo, onde as escalas de abates estão mais curtas e, com isso, os frigoríficos ofertam preços maiores pela arroba. Nesta região, o preço subiu 1,1% na comparação com o último levantamento (7/1). Em São Paulo, os preços estão estáveis. Apesar da oferta de boiadas não ser abundante é suficiente para atender a demanda, o que colabora com este cenário.

Scot Consultoria

Mapa retoma em março auditoria nos serviços veterinários oficiais

Avaliação, que entra em seu segundo ciclo, é realizada durante três anos

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) vai reiniciar a partir de março as auditorias nos serviços veterinários dos estados (SVE), para avaliação de suas estruturas. Será o segundo ciclo de levantamento iniciado em 2016 e concluído em dezembro último, em todos os estados. O ciclo de 2019 será encerrado em 2021. De 18 a 22 de março, os auditores fiscais federais agropecuários (AFFA) iniciarão a auditoria em Alagoas; de 25 a 29 de março, será no Pará; de 3 a 7 de junho, em Minas Gerais; de 5 a 9 de agosto, no Piauí; de 16 a 20 de setembro, em Pernambuco e, em Sergipe; de 30 de setembro a 4 de outubro, no Maranhão; de 21 a 25 de outubro, no Rio de Janeiro e; de 25 a 29 de novembro, no Espírito Santo. Nas auditorias são avaliados 43 itens, entre os quais o controle das divisas e fronteiras; de trânsito de animais (terrestres e aquáticos) e produtos de origem animal, com identificação e rastreabilidade; controle de cadastro de produtores, propriedades e animais. Além disso é feito diagnóstico laboratorial e envio de amostras; avaliada a capacidade para detecção precoce e notificação imediata de doenças, atendimento à suspeitas e atuação em emergências sanitárias; controles de estocagem e distribuição de produtos biológicos (vacinas, antígenos e alérgenos), e ainda a estrutura operacional (transportes, equipamentos e acesso à comunicação).

MAPA

Desempenho externo das carnes na 1ª semana de 2019

As perspectivas são promissoras, pois, além de a receita cambial alcançar um dos melhores resultados de todos os tempos – pela média diária dos três primeiros dias úteis de 2019, US$71,8 milhões, valor 14% superior ao do mês anterior, ainda que a média diária retroceda aos níveis do final de 2018, receita e volumes tendem a ser maiores em janeiro corrente

Aos níveis atuais, os embarques de carne suína tendem a ficar próximos das 60 mil toneladas, os de carne bovina podem superar as 140 mil toneladas e os de carne de frango não ficam muito longe das 450 mil toneladas. Mantendo as mesmas médias diárias de dezembro passado o volume de carne suína irá superar ligeiramente as 53 mil toneladas, e os de carne bovina e de frango ficarão em torno de, respectivamente, 140 mil toneladas e 360 mil toneladas. Ou, em síntese, um volume total – pouco mais de 550 mil toneladas – cerca de 15% superior à média dos 12 meses de 2018 (477 mil/t).

AGROLINK

ECONOMIA

Ibovespa fecha em alta com exterior benigno

O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira, após sessão sem tendência única, favorecido pelo avanço das bolsas norte-americanas em meio a expectativas de desfecho benigno nas negociações comerciais entre EUA e China nesta semana

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,36 por cento, a 91.031,86 pontos, após oscilar da mínima de 91.063,90 pontos à máxima de 92.230,99 pontos. O volume financeiro somou 14,18 milhões de reais. Em Wall Street, o viés positivo pelo terceiro pregão consecutivo era ditado por esperanças de que Washington e Pequim alcancem um acordo para encerrar um embate comercial que tem estressado os mercados financeiros. As negociações continuarão na quarta-feira. Na visão do analista Filipe Villegas, da corretora Genial, a bolsa paulista segue o desempenho dos mercados globais, mas com fôlego menor, já que investidores esperam uma sinalização mais clara sobre os esforços do novo governo, principalmente o posicionamento em relação à reforma da Previdência. Villegas também chamou a atenção para a movimentação dos estrangeiros na bolsa paulista neste ano, com o saldo dos primeiros pregões negativo em 1,767 bilhão de reais. “Acaba sendo um breque”, acrescentou. Em 2018, as saídas de recursos do segmento Bovespa superaram as entradas em 11,5 bilhões de reais. Para o gestor Marco Tulli, da mesa de Bovespa da Coinvalores, o ruído político recente no Brasil corrobora alguns ajustes e movimentos de realização de lucros, mas o tom continua favorável para as ações brasileiras. “Ainda assim, podemos esperar um mês bastante volátil”, ressaltou.

REUTERS

Dólar termina em baixa ante real com otimismo em relação às negociações comerciais EUA-China

O dólar fechou em baixa ante o real na terça-feira, com o mercado otimista com um provável desfecho positivo nas negociações comerciais entre Estados Unidos

O dólar recuou 0,50 por cento, a 3,7155 reais na venda, depois de ter subido 0,53 por cento na véspera. Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de 3,7045 reais e a máxima de 3,7435 reais.  Sem nenhuma medida por ora, o mercado espera que o encontro desta terça-feira tenha servido ao menos para que a equipe se alinhe depois do mal-estar da última semana, quando o Ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que o Presidente Jair Bolsonaro “se equivocou” ao dizer que havia assinado um aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O episódio levou o Ministro da Economia, Paulo Guedes, a tecer uma série de elogios na véspera ao Presidente e a afirmar que a equipe está afinada. Os investidores também ficaram atentos ao encontro entre representantes dos Estados Unidos e da China, na tentativa de costurar um acordo que dê fim à guerra comercial entre os dois países, que ameaça uma desaceleração econômica global. Steven Winberg, um representante da delegação dos EUA, disse que as negociações continuarão na quarta-feira.

REUTERS

IGP-DI tem queda de 0,45% em dezembro e encerra 2018 com maior alta acumulada em 2 anos, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) recuou em dezembro, mas ainda assim terminou 2018 com a maior alta acumulada em dois anos, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

O índice encerrou o ano com alta acumulada de 7,10 por cento, depois de ter recuado 0,42 por cento em 2017 e após avanço de 7,18 por cento em 2016. Em dezembro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60 por cento do indicador todo, teve queda de 0,82 por cento, sobre recuo de 1,70 por cento no mês anterior, encerrando 2018 com alta acumulada de 8,75 por cento. No IPA, os preços dos Bens Finais passaram a avançar 0,62 por cento, depois de uma queda de 1,01 por cento em novembro. O subgrupo combustíveis para o consumo recuou 3,02 por cento, desacelerando a queda do mês anterior de 15,17 por cento. A pressão no varejo em dezembro aumentou, com o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI), que responde por 30 por cento do IGP-DI, subindo 0,29 por cento, sobre queda de 0,17 por cento no período anterior. No ano, o IPC-DI acumulou alta de 4,32 por cento. No mês, a maior contribuição partiu do grupo Habitação, que passou a subir 0,20 por cento, ante queda de 0,94 por cento. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI), por sua vez, registrou em dezembro a mesma taxa de variação do mês anterior, de 0,13 por cento, terminando o ano com alta acumulada de 3,84 por cento. O IGP-DI é usado como referência para correções de preços e valores contratuais. Também é diretamente empregado no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) e das contas nacionais em geral.

REUTERS

IPC-S acelera alta a 0,44% na 1ª quadrissemana de janeiro, diz FGV

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou alta de 0,44 por cento na primeira leitura de janeiro, depois de ter avançado 0,29 por cento em dezembro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na terça-feira Os dados mostram que a principal influência nesta leitura partiu do grupo Alimentação, cuja alta acelerou a 1,02 por cento no período de 0,74 por cento em dezembro, com destaque para o item laticínios.

REUTERS

Incertezas pesam, e investimento chinês no país recua 75%

Os investimentos da China caíram de US$ 11,3 bilhões em 2017 para US$ 2,8 bilhões no ano passado, resultado, segundo analistas, das incertezas geradas pelas eleições, das expectativa em relação a mudanças de marcos regulatórios e da base alta de comparação, com a forte atuação dos asiáticos nos anos anteriores em leilões do setor elétrico

A queda de 75% é apontada em dados da Secretaria de Assuntos Internacionais (Seain), ligada anteriormente ao Ministério do Planejamento e que agora será aglutinada à nova estrutura do Ministério da Economia. O documento, do mês passado, contém estatísticas elaboradas a partir de várias fontes e contemplam apenas fluxo de investimentos confirmados. Dados levantados com base em metodologias diversas, ainda que preliminares, indicam que o recuo dos investimentos chineses não ficou restrito apenas ao Brasil. O boletim da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) informa que os fluxos de investimentos estrangeiros diretos globais caíram 41% no primeiro semestre de 2018 em relação a igual período do ano passado. O Brasil teve a maior queda (22%) entre os países sul-americanos e caiu da sexta para a nona posição no ranking dos dez maiores destinos de investimento global da primeira metade de 2017 para igual período do ano passado. Os investimentos chineses no mundo, incluindo o setor de construção, caíram de US$ 158,9 bilhões para US$ 91,32 bilhões do primeiro semestre de 2017 para igual período do ano passado, de acordo com dados divulgados pelos centros de estudos The Heritage Foundation e American Enterprise Institute, ambos dos Estados Unidos. O processo eleitoral relativamente mais conturbado que a de períodos anteriores e a expectativa de um governo que pode romper com a política econômica que vinha sendo implementada trouxe maior apreensão para os investidores como um todo, não somente aos chineses. As declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre o suposto domínio chinês em setores importantes durante o período da campanha elevam o receio em relação a mudanças, diz Cariello. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, o país asiático avançou sua fatia nas exportações brasileiras de 23% em 2017 para 27,8% no ano passado. A exportação para os chineses somou US$ 66,6 bilhões em 2018. O número inclui os embarques para Hong Kong e Macau.

VALOR ECONÔMICO

Estrangeiro evita Brasil, mas é otimista

O bom desempenho do mercado brasileiro neste começo de ano ainda carece do entusiasmo dos estrangeiros. Tanto na bolsa quanto no câmbio, os investidores não residentes dão sinais de cautela, enquanto todo o mercado aguarda a implementação das reformas prometidas pelo governo, sobretudo a da Previdência

Isso não significa, porém, que estejam apostando contra os ativos locais. Para especialistas ouvidos pelo Valor, o clima de otimismo prevalece em relação ao país. A questão é que os gestores ainda estão calibrando a exposição de suas carteiras, depois que a bolsa brasileira registrou um dos melhores desempenhos globais de 2018, enquanto o mercado de câmbio é uma opção bastante utilizada para operações de proteção. “Não se pode dizer que é uma aposta ‘contra Brasil’, ao contrário. O estrangeiro só não quer pagar para ver, depois dos anos de governo de divergências internas e com reformas que não se realizaram. Ele vai aguardar ter maior certeza de que as reformas vão acontecer”, diz César Mikail, da Western Asset. Dados mais recentes da B3 mostram que o estrangeiro começou 2019 ainda sem um ritmo definido na bolsa. Depois de uma retirada de mais de R$ 2 bilhões no dia 3, eles ingressaram com R$ 455,6 milhões na bolsa no pregão do dia 4. Nos primeiros três pregões do ano, o fluxo está negativo em R$ 1,76 bilhão. Em 2018, os saques chegaram a R$ 11,5 bilhões, maior retirada anual desde 2011. Já a CM Capital Markets informa, com base em dados da Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), que os não residentes estão com posição negativa em R$ 11,2 bilhões em contratos futuros de Ibovespa e de R$ 14,8 bilhões no índice à vista, considerando uma série que começa em novembro do ano passado.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Rentabilidade em xeque na cadeia produtiva de aves e suínos

A falta de chuvas que prejudica as lavouras de grãos no Sul do país poderá comprometer a recuperação da rentabilidade das cadeias produtivas de aves e suínos neste início de ano

Sem a queda no custo da ração (basicamente, farelo de soja e milho), as agroindústrias ficarão dependentes de uma reação positiva nos preços das carnes, cenário que parece ser improvável. “O clima tem prejudicado bastante a safra, cujo plantio tinha sido fantástico. Isso significa que os custos não vão ceder”, disse César Castro Alves, analista da consultoria MB Agro. Do outro lado, sazonalmente os preços das carnes caem no começo do ano, devido à menor demanda decorrente das férias escolares. De acordo com Alves, a perspectiva não é positiva. “É daqui para pior”. A situação é particularmente negativa para a suinocultura. Levantamento da MB Agro mostra que a margem bruta da produção de carne suína no sistema de integração ficou negativa em 11% na primeira semana de janeiro. É verdade que, em geral, a margem bruta do segmento é negativa, mas o atual patamar é bem pior do que o normal. Desde 2006, início da série histórica da MB Agro, a margem média é negativa em 1%. O cálculo da consultoria só leva em conta a carne in natura, não a processada. É no processamento (produzindo presunto, salsicha, entre outros) que as indústrias ganham rentabilidade. Desde o fim de 2017, pesam negativamente sobre a margem da indústria de carne suína o aumento do preço da ração e o embargo da Rússia. A Rússia representava 40% das exportações brasileiras de carne suína. No caso da avicultura, a tendência para as margens já mostrava uma deterioração. De acordo com o analista da MB Agro, a margem bruta da produção de carne de frango no sistema de integração chegou a atingir 6% em novembro, número positivo após as dificuldades do primeiro semestre. No entanto, em dezembro, essa margem diminuiu para 2%, mesmo nível da primeira semana de janeiro e também a média história desde 2006. O problema, acrescentou Alves, é que essa rentabilidade deve continuar caindo ao longo das próximas semanas, com o “enfraquecimento” da demanda por frango e consequente queda dos preços. “É fácil voltar para o negativo”, disse.

VALOR ECONÔMICO

Suíno Vivo: cenário otimista para 2019

A cotação do suíno vivo permaneceu estável nas principais praças nesta terça-feira (08), sendo o maior valor de negociação anotado em São Paulo, a R$4,16/kg

O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente a ontem (07), trouxe alta para grande parte das praças, sendo a mais expressiva a alta de 0,97% no Rio Grande do Sul, a R$3,11/kg. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP ressalta que as expectativas de aumento nos embarques de carne suína e de diminuição dos custos de produção indicam um possível cenário otimista para o setor em 2019.

Notícias Agrícolas

Frango Vivo: reação dos preços não deve ocorrer neste momento

Na terça-feira (08), as cotações do frango vivo se mantiveram estáveis nas principais praças do país, com o valor de negociação mais expressivo sendo anotado em São Paulo, a R$2,90/kg

O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo trouxe estabilidade para o frango na granja, a R$2,90/kg e alta de 0,47% para o frango no atacado, a R$4,30/kg. O Avisite ressalta que o preço do frango em São Paulo ainda está sujeito a descontos que variam de acordo com as necessidades dos vendedores e compradores e também em função do peso da ave disponível. Como o consumo do período é baixo, é difícil contar com uma reação dos preços neste momento.

Notícias Agrícolas

INTERNACIONAL

Negociações comerciais entre EUA e China são finalizadas com expectativas de acordo

As equipes da China e dos Estados Unidos encerraram nesta quarta-feira as negociações comerciais em Pequim que duraram mais do que o esperado e autoridades disseram que os detalhes serão divulgados em breve, levantando expectativas de que uma guerra comercial em larga escala possa ser evitada

As discussões foram prorrogadas por um terceiro dia, mostrando “seriedade” de ambos os lados, disse o Ministério das Relações Exteriores da China. Ted McKinney, subsecretário de agricultura dos EUA para Assuntos Agrícolas Externos e Comerciais, disse que a delegação norte-americana retornará aos EUA ainda nesta quarta-feira após “alguns dias bons”. “Acho que foram bem”, disse McKinney sobre as negociações. “Foram boas para nós”, disse ele a repórteres no hotel da delegação, sem dar detalhes. Falando à imprensa, o porta-voz do Ministério da Relações Exteriores chinês, Lu Kang, confirmou que ambos os lados concordaram em prorrogar as negociações além de segunda e terça-feiras, como marcado originalmente. Questionado se isso significa que as discussões foram difíceis, Lu disse: “Só posso dizer que prorrogar as discussões mostra que os dois lados estavam de fato sérios em conduzir as discussões.” As reuniões desta semana foram as primeiras presenciais desde que os presidentes Donald Trump e Xi Jinping concordaram em dezembro com uma trégua de 90 dias que afetou os mercados financeiros.

REUTERS

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