CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 907 DE 08 DE JANEIRO DE 2019

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Ano 5 | nº 907 | 08 de janeiro de 2019

NOTÍCIAS

ABRAFRIGO NA MÍDIA

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GAUCHAZH

Em volume, exportações de carne bovina bateram recorde em 2018, diz Abrafrigo

As exportações totais de carne bovina (in natura e processada) bateram o recorde estabelecido em 2014, de 1 milhão 560 toneladas movimentadas, alcançando um volume de 1 milhão e 639 mil toneladas exportadas no balanço geral de 2018, informou a Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO)

Em valores, porém, a receita obtida de US$ 6,5 bilhões ficou abaixo dos US$ 7,2 bilhões obtidos em 2014, ano de melhores preços para o produto brasileiro. A entidade divulgou estes números com base nos dados fornecidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), através da SECEX/DECEX. Segundo a ABRAFRIGO, para 2019 a expectativa é de que estes volumes cresçam pelo menos 5%, com o retorno as compras da Rússia, que em 2017 havia importado 150 mil toneladas em 2018 e restringiu suas compras a 7 mil toneladas em 2018. Em relação a 2017, quando o Brasil exportou 1 milhão 485 mil toneladas, a movimentação de 2018 cresceu 10%, enquanto que a receita aumentou 8%. No último mês do ano, as vendas foram de 153 mil e 69 toneladas e a receita de US$ 577 milhões, crescimento de 12% no volume e de 3% nas divisas. O aumento das compras por parte da China compensou a ausência dos russos: foram 150 mil toneladas a mais em 2018, com o país importando pela cidade estado de Hong Kong e pelo continente 43,8% da comercialização brasileira do produto contra 38,2% em 2017. Foram 717 mil 492 toneladas contra 567 mil 638 toneladas em 2017. O Egito aumentou suas aquisições em 18% ficando na segunda posição entre os países importadores, com 181.097 toneladas; em terceiro lugar veio o Chile, com crescimento de 77% na sua movimentação que atingiu 114 mil 944 toneladas. Além da Rússia, Irã e os Estados Unidos tiveram queda significativa nas suas importações, de 40% e de 16%, respectivamente. Entre os 20 principais destinos, o Uruguai foi o que mais se destacou percentualmente, com crescimento de 202%: de 4 mil toneladas movimentadas em 2017 saltou para 14 mil toneladas em 2018. São Paulo foi o estado que mais movimentou a carne bovina brasileira para destinos no exterior, com 399 mil 543 toneladas (24,4%); em segundo lugar ficou o Mato Grosso, com 301 mil 538 toneladas (18,4%); na terceira posição está Goiás, com 236 mil e 187 toneladas (14,4%). Rondônia ficou na quarta posição, com 167 mil e 578 toneladas; Mato Grosso do Sul em quinto, com 153 mil 568 toneladas e Minas Gerais em sexto com 147.094 toneladas.

ESTADÃO CONTEÚDO/REUTERS/VALOR ECONÔMICO/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/TERRA/AGÊNCIA SAFRAS/ISTOÉ/DINHEIRO/BEEFPOINT/AGROLINK

NOTÍCIAS

Bolsonaro defende perdão da dívida do Funural, diz Tereza Cristina

O Presidente Jair Bolsonaro é favorável ao perdão do débito do Funrural (Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural), reiterou a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, na segunda-feira (7), em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, de Porto Alegre

Segundo ela, o Presidente “tem se posicionado a favor de fazer o perdão” do chamado passivo do Funrural. Conforme a Receita Federal, a medida teria impacto estimado em R$ 18 bilhões nas contas públicas, mas entidades do setor, como a Abrafrigo, garantem que o montante é inferior. “Existe um grupo estudando [o perdão da dívida], porque tem que estar no orçamento. Não é uma decisão do Executivo sozinho. Precisa saber como pode ser feito, se é por medida provisória, e encaminhar ao Congresso. Aí é o Congresso que precisa entender que é uma coisa importante”, disse a Ministra. Num primeiro momento, assinalou Tereza Cristina, a ideia é fazer uma nova prorrogação para a renegociação das dívidas para que esse estudo seja feito. O último prazo terminou em 31 de dezembro e não foi estendido pelo ex-presidente Michel Temer devido a “impedimentos legais”. Conforme a Ministra, o governo anterior não fez a prorrogação porque entrava no mandato do novo presidente e ele não poderia prorrogar até 30 de março, o que era pedido pelo setor. No início de dezembro, informa o site GaúchaZH, a Câmara dos Deputados aprovou pedido de urgência na tramitação do projeto que trata do perdão das dívidas do Funrural. Com a decisão, o texto pode ser votado diretamente no plenário da Casa, sem passar pelas comissões permanentes.

AGROEMDIA

Carne bovina: preços firmes no varejo

Os preços da carne bovina vendida em açougues e supermercados seguem firmes desde meados de dezembro e por mais uma semana acumulam valorizações em todos os estados

Segundo levantamento da Scot Consultoria, nos últimos sete dias, em São Paulo e em Minas Gerais a alta foi de 0,2%, no Paraná o ajuste positivo foi 0,9% e no Rio de Janeiro os preços da carne subiram 0,3%. No embalo da melhora das vendas de final do ano, os varejistas mantiveram os preços da carne em alta apostando na melhora do consumo de início de mês. A margem de comercialização também reagiu e trabalha ao redor de três pontos percentuais acima do que trabalhava em meados de dezembro, saindo de 46,6% para os atuais 49,3%.

SCOT CONSULTORIA

Mercado do boi gordo retomando o compasso

Aos poucos o mercado do boi gordo retoma o ritmo das negociações. Em regiões onde as indústrias estão com escalas de abate mais confortáveis, estas aproveitaram o momento para ‘testar’ o mercado e ofertam preços abaixo das referências

No Sul de Goiás, a arroba caiu R$1,00 no levantamento da última segunda-feira (7/1), frente ao levantamento anterior (4/1), o que significa queda de 0,7%. Na região as programações de abate atendem, em média, seis dias. Em contrapartida, em regiões onde a oferta de boiadas não acompanha o ritmo da demanda vigente, a ponta compradora sente dificuldade em reabastecer os estoques de carne, o que pressionou para cima a arroba do boi. Como exemplo, em Marabá-PA a arroba teve alta de 0,8% e as escalas de abate atendem, em média, em três dias. No estado, o volume de oferta ainda está pequeno. Em Três Lagoas-MS, apesar das cotações estáveis, foram registrados frigoríficos fora das compras no fechamento de hoje.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Ibovespa fecha em queda com embolso de lucros

A bolsa paulista fechou em queda na segunda-feira, encerrando uma sequência de cinco pregões de alta, com movimentos de realização de lucros frustrando mais uma vez a tentativa do Ibovespa de fechar acima dos 92 mil pontos

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,15 por cento, a 91.699,05 pontos. Na máxima, chegou a 92.551,88 pontos. O volume financeiro somou 14,8 bilhões de reais. Nos últimos cinco pregões, o Ibovespa acumulou alta de 7,88 por cento. De acordo com profissionais da área de renda variável, a queda só não foi maior em razão do desempenho das ações da Petrobras, apoiadas no avanço do petróleo e notícia sobre o desfecho da revisão do contrato de cessão onerosa. O ajuste negativo ocorreu apesar do tom positivo em Wall Street, onde o S&P 500 subia cerca de 0,8 por cento nas horas finais do pregão, com as atenções voltadas para conversas entre Estados Unidos e China sobre a disputa comercial entre os dois países. A partir desta segunda-feira, o Ibovespa passou a vigorar com nova composição, que valerá até 3 de maio.

REUTERS

Após 3 quedas seguidas fecha em alta ante real

Após três quedas consecutivas, o dólar terminou a segunda-feira em alta ante o real, num movimento de correção que, no entanto, foi limitado pelo forte recuo da moeda norte-americana no mercado internacional

O dólar avançou 0,53 por cento, a 3,7343 reais na venda, depois de bater a mínima de 3,6907 reais. Na máxima, foi a 3,7350 reais. Nas três sessões anteriores, a divisa norte-americana acumulou queda de 4,15 por cento ante o real. O dólar futuro DOLc1 tinha alta de cerca de 0,47 por cento. “O dólar se aproximou de um suporte psicológico (3,70 reais). Agora, a tendência é que haja um posicionamento mais cauteloso por parte dos investidores”, disse mais cedo o economista-chefe da gestora Infinity, Jason Vieira. Um certo desconforto com a cena política, após o desencontro de informações dentro do governo sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na semana passada, também influenciou na subida do dólar, disseram profissionais das mesas de operações.  “Tem alguma tensão e desencontros com a nova equipe. Acaba causando mais barulho do que o mercado esperava no começo”, explicou um profissional de um banco estrangeiro ao ponderar, no entanto, que, por ora, é apenas um mal-estar. No exterior, a expectativa de um acerto comercial entre China e os EUA direcionaram os negócios. O Secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, disse nesta segunda-feira que os dois países devem chegar a um acordo sobre questões comerciais imediatas, enquanto um acordo sobre questões estruturais e sua aplicação será mais difícil.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

China pode comandar mercado mundial de aves

“Os países que podem abastecer a China estão bem posicionados para se beneficiar dessa situação, como o Brasil”

De acordo com o relatório mensal do Rabobank, espera-se que o mercado permaneça volátil no primeiro semestre do ano, antes de melhorar gradualmente no segundo semestre. “No segundo semestre de 2019, esperamos que os mercados se recuperem gradualmente, com a China na vanguarda, tendo em vista os impactos da peste suína africana. Isso provavelmente vai levar a um aumento dos preços de frangos na China, como alguns consumidores irão usar o frango como substituto da carne de porco e com o comércio mundial de aves concentrado vai focar mais na China, já que a produção de frango chinês local é restrita pela baixa disponibilidade de criação e estoque”, disse o principal autor do estudo, o analista de proteína animal do Rabobank, Nan-Dirk Mulder. Mulder disse que isso dará aos países a permissão de exportar para a China com uma vantagem distinta. Nesse cenário, um possível acordo com de comércio dos Estados Unidos com a China é descrito como um “divisor de águas” para o comércio global, com os EUA teoricamente desafiando a posição do Brasil como líder do mercado.  “Os países que podem abastecer a China estão bem posicionados para se beneficiar dessa situação, como o Brasil e alguns países da Europa Oriental, incluindo a Rússia, que estão apenas ganhando acesso aos mercados chineses. Os coringas para as perspectivas são o resultado das negociações comerciais entre a China e os Estados Unidos e a pressão contínua da gripe aviária”, conclui.

AGROLINK

Frango Vivo: cotações estáveis nesta segunda-feira (07)

Nesta segunda-feira (07), a cotação do frango vivo se manteve estável nas principais praças do país, sendo o maior valor de negociação anotado em São Paulo, a R$2,90/kg

O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo trouxe estabilidade para o frango na granja, a R$2,90/kg e queda de -1,15% para o frango no atacado, a R$4,28/kg. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP ressalta que, após um ano de desafios para o setor, a avicultura deve ter recuperação em 2019. Essas perspectivas positivas estão baseadas em uma possível menor pressão dos principais insumos e na intensificação do escoamento da carne de frango aos mercados internacional e brasileiro.

Notícias Agrícolas

INTERNACIONAL

Peste suína atinge previsão de lucro de produtores de carne da China

Os maiores produtores de porcos da China cortaram drasticamente estimativas de lucro em 2018 nesta segunda-feira, após a rápida disseminação da peste suína africana afetar preços e a demanda por carne suína no maior produtor mundial de porcos

A Muyuan Foods reduziu previsão de lucro líquido em 2018 para entre 500 milhões de iuanes (73 milhões de dólares) e 550 milhões de iuanes, pelo menos 20 por cento abaixo da estimativa anterior, de outubro, mostrou a empresa em uma apresentação à Bolsa de Shenzhen. Os números revisados estão quase 80 por cento abaixo dos 2,4 bilhões de iuanes registrados em 2017. A Wens Foodstuff Group também alertou para um lucro líquido em 2018 entre 3,9 bilhões e 4,0 bilhões de iuanes, cerca de 40 por cento abaixo dos 6,75 bilhões de iuanes no ano anterior. As advertências surgem depois que a China confirmou cerca de 100 surtos de peste suína africana desde agosto do ano passado em 23 províncias. Não há cura nem vacina para a doença, que é mortal para os porcos, mas não prejudica as pessoas. A Muyuan disse que estava cortando previsão após preços de suínos vivos mais baixos do que o esperado no quarto trimestre. A maior parte da produção de suínos da empresa está no norte da China, disse o documento, onde os preços foram duramente atingidos por medidas destinadas a controlar a disseminação da doença. A Wens disse que a peste suína africana pesou nos preços no segundo semestre de 2018, após as baixas cotações no primeiro semestre. Ainda assim, a empresa, que também produz carne de frango, se beneficiou de um forte aumento nos preços desta proteína e de um aumento de 17,1 por cento no número de suínos vendidos em 2018. A peste africana elevou os preços do frango, já que os fregueses se voltam para a segunda carne mais popular do país, devido à escassez na oferta de carne suína em alguns lugares e às preocupações com a segurança alimentar.

REUTERS

Davos faz pressão contra a carne bovina

A presença do Presidente Jair Bolsonaro no Fórum Mundial de Davos, nos dias 22 e 23, vai coincidir com nova ação do fórum que busca incentivar a redução do consumo de carne bovina, produto do qual o Brasil lidera as exportações

Em 2018, o Fórum de Davos passou a defender maior equilíbrio entre o consumo de carnes e questões ligadas à saúde e ao ambiente. Neste ano, publica uma pesquisa da Universidade de Oxford que defende a substituição de carne bovina por fontes alternativas de proteínas – insetos, carne sintética, tofu, lentilha, nozes e jaca. A pesquisa martela que o consumo excessivo de carne é perigoso para a saúde e calcula que sua substituição representaria uma diminuição de 2,4% do número de mortes ligadas a uma dieta alimentar considerada inadequada

VALOR ECONÔMICO

Indústria global de carnes passa por mudanças

A política desempenhou um grande papel na agricultura no ano passado

A indústria internacional da carne está registrando uma série de mudanças importantes nos últimos tempos, com novas aberturas de mercado, bem como várias fusões e joint ventures criando novas oportunidades. As informações foram disponibilizadas pelo portal especializado globalmeatnews.com. De acordo com o portal, a política desempenhou um grande papel na agricultura no ano passado e, sem um acordo entre o Reino Unido e a União Europeia, os comerciantes internacionais de carne enfrentam desafios como tarifas, verificações veterinárias e alfândega. Isso porque o Reino Unido ainda estuda os pontos positivos e também os pontos negativos do fim das negociações com o grupo maior que controla o comércio de seu continente. Além disso, também permanece um dilema sobre o Reino Unido aumentar a flexibilidade em seus padrões de bem-estar em termos de frango e carnes norte-americanas contendo hormônios. Nesse cenário, as principais empresas de carne da Europa estão relutantes e afirmaram que não querem esse tipo de alimento no Reino Unido. Depois de um ano turbulento com tarifas de retaliação impostas aos produtos de carne dos Estados Unidos, o Presidente norte-americano, Donald Trump, está trabalhando em conjunto com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para construir pontes com alguns dos principais mercados de proteína animal do mundo, incluindo China, México e Canadá. Os suinocultores do país afirmaram que os cortes e as retaliações haviam acarretado em um prejuízo de aproximadamente U$ 1,5 bilhão.

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