CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 856 DE 11 DE OUTUBRO DE 2018

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Ano 4 | nº 856 | 11 de Outubro de 2018

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo travado

O lento escoamento de carne bovina tem permitido aos frigoríficos reduzirem o volume de compras e, em algumas regiões, derrubarem a oferta de compra pela arroba do boi gordo

Porém, apesar do consumo patinando a disponibilidade de boiadas não está grande. Este cenário, de oferta limitada e demanda fraca, mantém o mercado do boi gordo travado, com os preços andando de lado. O feriado da próxima sexta-feira (12/10) não foi suficiente para dar fôlego ao mercado. No mercado atacadista de carne bovina com osso, a oferta regulada à demanda explica os preços estáveis. O boi casado de bovinos castrados ficou cotado, em média, em R$9,88/kg, desvalorização de 1,3% na comparação com o início do mês.

SCOT CONSULTORIA

Demanda firme no mercado de sebo bovino

A oferta regulada à demanda mantém o mercado com os preços andando de lado

Os preços firmes do óleo de soja no mercado interno (concorrente da gordura animal na produção de biodiesel) colaboraram com um mercado mais firme para o sebo, cenário diferente do couro verde. Segundo levantamento da Scot Consultoria, no Brasil Central o sebo bovino está cotado, em média, em R$2,20/kg, livre de impostos. Há negócios ocorrendo acima da referência. No Rio Grande do Sul, o sebo está cotado em R$2,30/kg, nas mesmas condições.

Para as próximas semanas, a expectativa é de que a demanda por sebo continue alta, o que pode dar sustentação às cotações.

SCOT CONSULTORIA

A hora da decisão!

O balanço de forças no mercado pecuário mudou um pouco nesta semana em relação às anteriores e as indústrias obviamente tentam tirar proveito dessa situação para tentar aumentar a pressão sobre o mercado físico

O grande responsável por esse cenário foi a enorme queda do dólar, que, na esteira do bom desempenho do candidato Bolsonaro na eleição presidencial, começou a semana operando em forte baixa e praticamente devolvendo toda a alta dos meses de agosto e setembro em um dia. Tamanha queda assustou os exportadores e até ficar claro qual será o novo patamar de equilíbrio do dólar e seu impacto nas exportações, a ordem do dia foi diminuir as compras e tentar, na medida do possível, originar mercadoria a um custo menor. Outro fator que colaborou com a pressão foram as chuvas que caíram em maior volume nas regiões produtoras, dificultando um pouco o operacional dos confinamentos, contribuindo para a melhora da oferta no momento atual. Soma-se a isso a relativa maior oferta de animais confinados de outubro, com relação a setembro e temos como resultado esse aumento da pressão no mercado físico, que trouxe o Índice Esalq à vista das máximas do final de setembro ao redor de R$152,10/@ para o patamar dos R$150,00/@, sempre na referência à vista e livre de Funrural. A queda na B3 foi mais acentuada e o contrato de outubro recuou para o patamar de R$148,00/@, ou seja, precificando uma queda adicional de mais dois reais até o fim do mês.

SCOT CONSULTORIA

Senado devolve MP do Funrural para a Câmara por ‘incorreções materiais’

O Presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), decidiu devolver à Câmara dos Deputados a medida provisória (MP) que trata da renegociação de dívidas rurais, a MP do Funrural. O motivo são “incorreções materiais” no texto enviado ao Senado

Como a medida só perde validade no dia 5 de novembro, Eunício optou por devolver a MP para que sejam feitas as correções. A MP, que está em vigor, libera a concessão de descontos apenas para a liquidação de dívidas no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com dois porcentuais (70% ou 35%, conforme a data do contrato), revogando cinco artigos promulgados após a derrubada dos vetos presidenciais. Já o projeto de lei de conversão, apresentado pelo Senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) na comissão mista que analisou a MP, retoma esses artigos com pequenos ajustes, a maior parte deles quanto à data de adesão e à diminuição de descontos. Ambos os textos condicionam a concessão dos benefícios à inclusão das renúncias fiscais no Orçamento. Segundo o governo, a proposta aprovada pela Câmara dos Deputados significa renúncia fiscal da ordem de R$ 17 bilhões, enquanto a MP gera despesas de R$ 1,5 bilhão.

ESTADÃO CONTEÚDO

Receita com exportação de carne bovina de MT é recorde no ano

Mato Grosso registrou neste ano até setembro o seu maior faturamento com exportação de carne bovina para o período, segundo informações divulgadas pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Aplicada (Imea) nesta semana

O desempenho está em linha com os fortes resultados registrados para todo o Brasil, em meio à desvalorização do real frente ao dólar e ao aumento de compras pela China neste ano. De janeiro a setembro, frigoríficos de Mato Grosso exportaram o equivalente a R$ 2,8 bilhões de carne bovina para o exterior. Esse faturamento reflete forte recuperação das exportações nos últimos dois meses, já que a receita de janeiro a julho foi a menor para o período nos últimos dois anos. Somente no mês de setembro, as exportações de carne bovina de Mato Grosso somaram 42,33 mil toneladas equivalente carcaça, gerando receita de US$ 131,09 milhões em receita.

CARNETEC

ECONOMIA

Maggi diz que exportação do agronegócio do Brasil atingirá recorde de US$100 bi em 2018

As exportações do agronegócio do Brasil deverão atingir a marca recorde de 100 bilhões de dólares em 2018, no que seria um crescimento de 4 por cento ante o ano passado, disse na quarta-feira o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi

“É uma marca que vínhamos perseguindo e, agora, vamos alcançar”, afirmou ele, durante posse do novo Presidente da Embrapa, Sebastião Barbosa, segundo nota do ministério. A previsão ocorre em um ano em que as exportações do complexo de soja (grão, farelo e óleo) devem atingir um recorde de 38,3 bilhões de dólares, informou na véspera a associação Abiove. O setor de soja vem sendo beneficiado por forte demanda da China, bons preços diante de um câmbio favorável para exportações, além de uma safra histórica neste ano. A soja é principal produto da pauta de exportação do Brasil, o maior exportador global da oleaginosa. Além de soja, o Brasil é o maior exportador de açúcar, café, suco de laranja, tabaco, carne de frango e bovina, e um dos maiores fornecedores globais de milho. As exportações de carne bovina in natura do país têm ido bem recentemente, registrando recordes em agosto e setembro, também com a forte demanda da China, segundo dados do governo.

REUTERS

IGP-M acelera alta a 1,06% na 1ª prévia de outubro, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) acelerou a alta a 1,06 por cento na primeira prévia de outubro, ante avanço de 0,79 por cento no mesmo período do mês anterior, pressionado pelos preços de combustíveis e lubrificantes ao produtor, informou nesta quarta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV)

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) teve alta de 1,40 por cento, depois de subir 1,20 por cento na primeira prévia de setembro. O IPA mede a variação dos preços no atacado e responde por 60 por cento do índice geral. No IPA, o índice que corresponde aos Bens Intermediários avançou 1,93 por cento, ante aumento de 1,12 por cento, com destaque para o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção, que registrou alta de 4,88 por cento no período. Para o consumidor a pressão também aumentou uma vez que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30 por cento no índice geral, acelerou a alta a 0,44 por cento na primeira prévia de outubro, após variação negativa de 0,04 por cento na primeira leitura de setembro. O destaque ficou para o grupo Transportes, que avançou 1,41 por cento depois de apresentar queda de 0,26 por cento no levantamento anterior, sob do avanço de 5,43 por cento da gasolina após recuo de 1,55 por cento em setembro. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, subiu 0,31 por cento no período, contra avanço de 0,10 por cento antes. O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.

REUTERS

Ibovespa recua 2,8% com queda forte em Wall St e noticiário sobre Bolsonaro

O Ibovespa fechou em forte queda na quarta-feira, com o forte declínio em Wall Street adicionando pressão aos negócios, que já refletiam a reação do mercado a declarações do candidato à Presidência do PSL, Jair Bolsonaro, sobre temas econômicos

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 2,8 por cento, a 83.679,11 pontos, na mínima da sessão. O giro financeiro somou 14,6 bilhões de reais. Na véspera, Bolsonaro afirmou ser contrário à privatização de ativos na área de geração de energia elétrica, assim como gostaria de manter o “miolo” da Petrobras, ao mesmo tempo em que disse acreditar que a proposta da Previdência “dificilmente vai ser aprovada” como está. Para o analista Régis Chinchila, da Terra Investimentos, o mercado passou por forte realização de lucros. “Investidores ficaram preocupados com os comentários sobre reforma da Previdência e privatizações”, observou. Notícias envolvendo o principal conselheiro econômico de Bolsonaro, o economista liberal Paulo Guedes, em investigações do Ministério Público Federal sobre fraudes com fundos de pensão de estatais também pesaram, disse o analista, lembrando que Guedes é o principal lastro para temas econômicos de Bolsonaro.

REUTERS

Dólar sobe ante real com correção por noticiário eleitoral

O dólar terminou a quarta-feira em alta ante o real, em um movimento de correção após as quedas recentes alimentado pela inquietação com declarações do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) sobre a Previdência

O dólar avançou 1,42 por cento, a 3,7635 reais na venda, depois de marcar a máxima de 3,7664 reais. Em outubro até a véspera, a moeda havia recuado 8,09 por cento. O dólar futuro tinha alta de cerca de 1,15 por cento. Na véspera, Bolsonaro falou a jornalistas sobre a reforma da Previdência, afirmando que a atual proposta do Presidente Michel Temer dificilmente será aprovada. Na avaliação do mercado, as declarações do candidato do PSL vão na contramão da visão de seu coordenador econômico, o economista liberal Paulo Guedes. Também pesou nos negócios a notícia da Folha de S.Paulo de que Guedes está sendo investigado pelo Ministério Público Federal em Brasília por suspeita de associar-se a executivos ligados a PT e MDB para praticar fraudes em negócios com fundos de pensão de estatais.

REUTERS

Inadimplência de famílias paulistanas tem 3ª alta e atinge maior nível desde 2012, diz FecomercioSP

A proporção de famílias da cidade de São Paulo inadimplentes subiu pelo terceiro mês seguido em setembro e atingiu o maior nível desde maio de 2012, a 20,6 por cento, informou na quarta-feira a associação de varejistas FecomercioSP, citando que o quadro deve seguir negativo neste mês

O levantamento da entidade foi apurado junto a 2,2 mil consumidores na capital paulista. O índice de inadimplentes corresponde a 804 mil famílias. “Há uma persistência na taxa de inadimplência em um patamar histórico elevado e o aumento das famílias que não terão condições de pagar. A alta taxa de desempregados não permite que haja melhora nesses números no curto prazo”, afirmou a entidade. Segundo a FecomercioSP, 9,8 por cento das famílias paulistanas declararam que não conseguirão pagar as dívidas em atraso no próximo mês e continuarão inadimplentes, o maior índice neste quesito desde agosto de 2004. Em relação a setembro do ano passado, o percentual de famílias na capital paulista com dívidas em atraso por mais de 90 dias subiu 49,8 para 56,3 por cento do total. O levantamento afirma que 25,5 por cento das famílias com renda abaixo de 10 salários mínimos declararam ter alguma dívida atrasada em setembro, tecnicamente igual ao maior patamar histórico registrado em agosto, de 25,7 por cento

REUTERS

INTERNACIONAL

Exportação de carne bovina dos EUA bate recorde histórico

Levando em consideração apenas os cortes de carne, o percentual exportado foi de 11,2% ante 10,4% em 2017

O valor das exportações de carne bovina dos Estados Unidos bateu um recorde histórico ao ultrapassar a marca dos US$ 750 milhões em agosto. De acordo com informações da US Meat Export Fedeation (USMEF), as exportações totalizaram aproximadamente 200 mil toneladas, representando um crescimento de 9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo o CEO e presidente da USMEF, Dan Halstrom, as exportações de agosto representaram 13,2% da produção total de carne bovina do país, acima dos 12,5% que foram registrados no ano anterior. Levando em consideração apenas os cortes de carne, o percentual exportado foi de 11,2% ante 10,4% em 2017.  “A USMEF está animada com os recentes desenvolvimentos de acesso a mercados alcançados com condições favoráveis sendo preservadas no México, Canadá e Coréia do Sul e também negociações com o Japão”, comenta. O principal concorrente dos norte-americanos nesse cenário é o Brasil, que vendeu cerca de 844 mil toneladas de proteína bovina para o exterior no primeiro semestre do ano, ou seja, 8,3% a mais que no mesmo período do ano passado. Para Halstrom, a alternativa para os EUA se destacarem ainda mais no mercado é reforçando as negociações com o Japão. 

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FRANGOS & SUÍNOS

Frango: reação dos preços no atacado

Os preços nas granjas paulistas permaneceram estáveis na última semana. Apesar da melhora nas vendas no atacado, em decorrência da boa demanda em função do período do mês, isso não chegou as granjas paulistas

A ave terminada segue cotada, em média, em R$3,25/kg. No atacado, o preço passou de R$4,32/kg na semana passada, para os atuais R$4,50/kg, alta de 4,2% no período. Além da demanda interna ativa, as exportações iniciaram outubro em bom ritmo. Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o volume diário de carne in natura embarcado está 9,8% maior que o exportado diariamente em igual período do ano passado.

SCOT CONSULTORIA

Suíno Vivo: alta de 2,37% no MT

Na quarta-feira (10), o mercado do suíno vivo teve alta de 2,37% no Mato Grosso, sendo cotado a R$3,02/kg

O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente a ontem (09), trouxe cenários mistos, sendo a maior variação a alta de 1,00% no Rio Grande do Sul, a R$3,03/kg. Em seu último boletim, a Associação Paulista dos Criadores de Suínos (APCS) destaca que, apesar do mercado manter animais leves nas granjas, o mercado de carcaça inibe novos realinhamentos de preços. Contudo, a APCS salienta que podem aparecer novidades para os próximos dias.

Notícias Agrícolas

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