CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 855 DE 10 DE OUTUBRO DE 2018

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Ano 4 | nº 855 | 10 de Outubro de 2018

NOTÍCIAS

Funrural: Votação de MP que prorroga prazo para adesão ao PRR fica para esta quarta-feira(10)

MP 842/2018 prorroga para o final de dezembro o prazo de adesão dos produtores ao PRR do Funrural

Em vídeo distribuído nas redes sociais, o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) explicou que por falta de quórum no Senado, a votação da MP 842/2018 que prorroga prazo de adesão do produtor rural ao PRR (Programa de Regularização Rural) deve acontecer nesta quarta-feira (10), logo pela manhã. https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/agronegocio/223006-funrural-votacao-de-mp-que-prorroga-prazo-para-adesao-ao-prr-fica-para-esta-quarta-feira10.html#.W73r-1Sj-Uk

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

Cotações frouxas no mercado do boi gordo

Arroba do boi perde força com chegada da oferta de confinamento e recuo do dólar reduzindo margens de frigoríficos exportadores. Apesar de ainda ser restrita a oferta de animais confinados, a demanda interna segue patinando e as expectativas se voltam para as exportações de carne bovina

As cotações da arroba do boi gordo, que estavam firmes até o final do mês passado, aos poucos estão cedendo. No fechamento de hoje, houve queda em dez praças pecuárias, cenário que não era observado há um bom tempo. Pelo lado da demanda no mercado interno, o cenário de consumo calmo é o mesmo. Entretanto, o que ajuda a explicar esta pressão sobre as cotações é a oferta de gado e as exportações. Mesmo com a menor atratividade do confinamento, os animais do segundo giro começam a ser comercializados e isso gera um incremento na disponibilidade de gado. Além disso, as oscilações do dólar impactam diretamente as margens das indústrias que exportam. Vale lembrar que o dólar acumula queda de aproximadamente 7% desde o início do mês. A carcaça de bovinos castrados fechou estável frente ao levantamento de ontem (08/10), cotada em R$9,88/kg.

SCOT CONSULTORIA

Nova Instrução Normativa visa transição de rastreabilidade

O Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (Mapa), publicou na segunda-feira (08) a Instrução Normativa (IN) n° 51, que flexibiliza obrigações previstas na IN nº 17/2006 e cria condições para a transição gradativa para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) da gestão do protocolo para certificação da cadeia de carnes de bovinos e bubalinos, visando à exportação para países ou blocos que exigem identificação individual de animais

Segundo o auditor fiscal federal agropecuário, Bruno Cotta, “desde 2009, são preparados o alicerce, as adequações normativas e estruturais, a fim de dar prosseguimento e cumprimento da legislação vigente, transferindo paulatinamente a gestão dos protocolos de rastreabilidade da cadeia, de modo a conferir-lhes o caráter privado, conforme determinação legal”. Em 2009, foi publicada a Lei 12.097, que conceitua e disciplina a aplicação da rastreabilidade na cadeia produtiva de bovinos e bubalinos e elenca os instrumentos obrigatórios para essa atividade. “Ela prevê um sistema de adesão voluntária e que as regras desse sistema sejam acordadas entre as partes envolvidas”, afirmou Cotta. Já em 2011, foi editado o Decreto n° 7.623, que estabeleceu os requisitos mínimos para a aprovação dos protocolos de rastreabilidade de adesão voluntária. Ele também definiu a obrigatoriedade de que o instrumento seja gerenciado pela CNA. Em março de 2014, foi publicada a IN n° 6, definindo os procedimentos de homologação, a estrutura e os requisitos mínimos do manual de procedimentos dos referidos protocolos. Em agosto de 2015, a IN n° 23, institui, no âmbito do Mapa, a Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA). Trata-se de um sistema público informatizado, composto por uma base de dados única (BDU) e módulos de gestão de informações de interesse da defesa agropecuária e do agronegócio brasileiro. “A PGA trouxe novas perspectivas à cadeia produtiva, inserindo-a no contexto das normas que determinam as garantias de rastreabilidade, efetivando um caráter de certificação oficial, com a finalidade de atender às demandas dos mercados importadores”, destacou.

Mapa

ECONOMIA

Ibovespa fecha estável após sessão de ajustes à espera de próximos eventos eleitorais

O Ibovespa fechou estável na terça-feira, em sessão marcada por ajustes, com agentes financeiros adotando posições mais comedidas enquanto aguardam novidades sobre a disputa eleitoral no país.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou estável, a 86.087,55 pontos, após oscilar da mínima de 85.432,70 pontos à máxima de 86.573,49 pontos. O giro financeiro foi menor que o da véspera, mas ainda acima da média do ano, alcançando 17,66 bilhões de reais. Na visão do estrategista-chefe da Levante, Rafael Bevilacqua, esta sessão foi de ajustes, de voltar ao padrão, após uma sessão com alguns exageros na véspera, reflexo de correção de posições principalmente por agentes locais.

REUTERS

Dólar tem nova queda e termina a R$3,71

O dólar teve mais uma sessão de forte queda e terminou em 3,71 reais nesta terça-feira, com os investidores ainda ecoando os resultados do primeiro turno das eleições

O dólar recuou 1,47 por cento, a 3,7107 reais na venda, menor valor desde os 3,7071 reais de 3 de agosto. Foi a sexta queda em sete sessões neste mês, acumulando em outubro baixa de 8,09 por cento. Na mínima da sessão, a moeda foi a 3,7017 reais. O dólar futuro caía 1,77 por cento. “O otimismo doméstico está se sobrepondo ao exterior. É muito recente o resultado de domingo”, disse o operador da H.Commcor Corretora Cleber Alessie Machado, acrescentando que o fato de o dólar ter fechado longe das mínimas na véspera favoreceu o movimento nesta sessão. Falando a uma rádio, Haddad disse que o Ministério da Fazenda num eventual governo seu será comandado por um nome ligado à produção e com perfil diferente do economista Paulo Guedes, que chancela a área econômica de Bolsonaro. No exterior, o dólar, que subiu parte da sessão ante a cesta de moedas, perdeu força e registrava pequena baixa à tarde. Também aliviou a pressão ante as divisas de países emergentes, favorecendo ainda mais o recuo ante o real. As preocupações com o orçamento italiano e o corte das previsões de crescimento global feita pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), inclusive para o Brasil, em 2018 e 2019, influenciaram o humor dos agentes no exterior nesta terça-feira.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Esclarecimentos do Mapa sobre a peste suína no ceará

No último dia 6 de outubro, foi confirmado um foco de PSC (Peste Suína Clássica) no município de Forquilha (CE), em propriedade de criação familiar de subsistência sem vínculos com estabelecimentos comerciais ou de reprodução de suínos

O foco está a mais de 500 km distante da divisa com a zona livre de PSC do Brasil, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Portanto, a ocorrência não altera o reconhecimento internacional concedido a essa região, não justificando impactos no comércio de suínos e seus derivados. O diagnóstico foi confirmado pelo Laboratório Nacional Agropecuário do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio de técnicas moleculares, realizado em amostras de um suíno que apresentava sinais clínicos da doença. Estão sendo adotados os procedimentos para eliminação do foco, com sacrifício e destruição dos suínos, e investigação epidemiológica para as propriedades situadas no raio de 10 km em torno do foco e todas as propriedades que possuírem algum vínculo epidemiológico. A zona livre de PSC do país concentra mais de 95% de toda a indústria suinícola brasileira. Cem por cento de toda a exportação de suínos e seus produtos são oriundos dessa zona, integrada por 16 estados brasileiros e o Distrito Federal (RS, SC, PR, MG, SP, MS, MT, GO, DF, RJ, ES, BA, SE, TO, PA, RO e AC). Nessa zona, a última ocorrência detectada de PSC foi em janeiro de 1998. O Ceará não integra a zona livre de PSC. A Peste Suína Clássica (PSC) também conhecida como cólera suína, é uma doença viral contagiosa que afeta somente suínos domésticos e selvagens. Não oferece riscos à saúde humana e nem afeta outras espécies animais.

MAPA

Suíno Vivo: queda em SP e alta em SC

Na terça-feira (09), a cotação do suíno vivo teve queda de -4,99% em São Paulo, a R$4,00/kg. Em Santa Catarina, foi registrada uma alta de 0,57%, a R$3,55/kg

O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente a ontem (08), trouxe cenários mistos, sendo a maior variação a queda de -0,99% no Rio Grande do Sul, a R$3,00/kg. Em seu último boletim, a Associação Paulista dos Criadores de Suínos (APCS) destaca que, apesar do mercado manter animais leves nas granjas, o mercado de carcaça inibe novos realinhamentos de preços. Contudo, a APCS salienta que podem aparecer novidades para os próximos dias.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

Frango Vivo: estabilidade nas cotações nesta terça (09)

Na terça-feira (09), a cotação do frango vivo nas principais praças do país se manteve estável, sendo o maior valor de negociação anotado em São Paulo, a R$3,25/kg

O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo manteve estabilidade para o frango na granja, a R$3,25/kg, enquanto o frango no atacado teve alta de 3,45%, a R$4,50/kg.

O AviSite destaca que, na primeira semana do mês de outubro, a média diária de embarque de carne de frango in natura ficou em 17.530 toneladas, repetindo o resultado do mês anterior.

Este número também significa uma alta de 10% rem relação ao mesmo período do ano passado.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

INTERNACIONAL

UE está pronta para negociar importação de carne bovina dos EUA

Os países da União Europeia estão prestes a iniciar negociações com os Estados Unidos para permitir mais entrada de carne bovina norte-americana no bloco, o que pode ser uma grande medida para aliviar as tensões comerciais transatlânticas

A Comissão Europeia solicitou a aprovação de seus 28 países membros no início de setembro para abrir negociações com Washington. Especialistas em comércio já deram seu apoio, embaixadores fornecerão autorização na quarta-feira e o processo de aprovação está programado para ser concluído na próxima semana, segundo diplomatas da UE. A questão da carne bovina está oficialmente separada de um pacto feito entre o Presidente dos EUA, Donald Trump, e o Chefe da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, em julho, para tentar aliviar as tensões comerciais. Trump prometeu reduzir o déficit comercial de 151 bilhões de dólares dos Estados Unidos com a União Europeia. No entanto, um acordo para aumentar as importações de carne dos Estados Unidos afetaria a balança comercial, assim como agradaria a base eleitora de Trump, composta por agricultores e comunidades rurais dos EUA, que foram atingidos pela guerra comercial com a China. Um acordo negociado sobre a carne bovina resolveria uma disputa que remonta a 1981, quando a União Europeia proibiu o uso de hormônios de crescimento na carne em todo o bloco, incluindo as importações. A UE e os EUA acabaram por concluir um acordo em 2009 para conceder uma cota para as importações de carne sem hormônios, que atualmente é de 45 mil toneladas. No entanto, de acordo com as regras da Organização Mundial do Comércio, a cota também deveria ser disponibilizada a fornecedores não americanos.

REUTERS

EUA: Exportações de carne bovina alcançam novos recordes em agosto

As exportações de carne bovina dos EUA estabeleceram novos recordes em agosto, com o valor de exportação chegando a US $ 750 milhões pela primeira vez, de acordo com dados divulgados pelo USDA e compilados pela US Export Federation (USMEF)

As exportações de carne bovina de agosto totalizaram 119.850 toneladas, 7% a mais que no ano anterior, avaliadas em US $ 751,7 milhões, 11% acima do ano anterior e facilmente superando o recorde anterior de US $ 722,1 milhões alcançado em maio de 2018. De janeiro a agosto, as exportações de carne bovina totalizaram 899.300 toneladas, um aumento de 9% em relação ao ano anterior, enquanto o valor subiu 18%, para US $ 5,51 bilhões. Pelo terceiro mês consecutivo, as exportações de carne bovina estabeleceram um novo recorde de volume em agosto, com 95.181 toneladas (9% a mais que um ano atrás), avaliadas em US $ 679,6 milhões (um aumento de 13%). Até agosto, as exportações de cortes musculares estavam 14 por cento acima do volume do ano passado em volume (692.234 toneladas) e 21 por cento maior em valor (US $ 4,93 bilhões). As exportações de agosto representaram 13,2% da produção total de carne bovina, acima dos 12,5% do ano anterior. Somente para cortes de carne bovina, o percentual exportado foi de 11,2%, ante 10,4% no ano passado. De janeiro a agosto, as exportações representaram 13,5% da produção total de carne bovina e 11,1%, de cortes musculares – de 12,8% e 10,1%, respectivamente, no ano passado. O valor médio das exportações de carne bovina foi de US $ 320,92 por cabeça em agosto, um aumento de 11% em relação ao ano passado. A média de janeiro a agosto foi de US $ 318,66 por cabeça, alta de 16%.

USMEF

Apenas 16% das exportações argentinas de carne bovina são cortes premium

As exportações de carne bovina estão quebrando recordes mês a mês. No entanto, elas se concentram em cortes de menor valor e qualidade

Segundo dados da Tabela Técnica de Pecuária do CREA, cerca de 62% das exportações do país são de carne de baixo valor, cujo preço por tonelada é entre 3.000 e 4.000 dólares. O mercado alvo é a China e a Rússia. Enquanto isso, 22% correspondem a um preço intermediário (5000 a 6000 dólares) cujo destino é Israel e Chile. Apenas 16% das exportações de carne são de alto valor. Os chamados cortes premium estão cotados a US $ 9 mil por tonelada e o destino ainda é a União Europeia (bifes) e picanha para o Brasil. Após a habilitação no gigante asiático de 28 estabelecimentos argentinos, entre os quais há 26 frigoríficos de carne bovina, para a exportação de carne argentina, a notícia parece não estar completa. Para o engenheiro, Fernando Torroba, do Comitê Técnico de Pecuária do CREA, é importante que a Argentina consiga uma participação significativa no mercado premium mundial. “Somos parte do mercado a granel junto com Uruguai e Brasil, enquanto o mercado premium na China é suprido por Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos que conseguiram chegar lá, com seus produtos”. Nesse sentido, a Austrália, por exemplo, investe 66% do orçamento de seu instituto de promoção de carnes em marketing, com a intenção de que seus cortes atinjam os principais mercados do mundo. De acordo com Torroba, a exportação é sustentada pela taxa de câmbio competitiva, que permite que as exportações para a China (50%) sejam muito funcionais. Hoje as exportações chegam a 275 mil toneladas de carne bovina com osso até agora este ano e chegarão a 500 mil toneladas até o final do ano. “É como acrescentar dois anos juntos entre 2011 e 2015, onde a exportação não excedeu 200 mil toneladas.”

La Nación

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