CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 811 DE 08 DE AGOSTO DE 2018

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Ano 4 | nº 811 | 08 de agosto de 2018

NOTÍCIAS

Início do mês colabora para alta no preço da carne bovina sem osso no atacado

Os preços da carne bovina sem osso subiram no mercado atacadista. Na média de todos os cortes pesquisados pela Scot Consultoria, a valorização foi de 0,6% nos últimos sete dias

A alta foi puxada principalmente pelos cortes de dianteiro que subiram 1,9% no período. Já os cortes do traseiro, que de maneira geral apresentam maior valor agregado, subiram 0,2%. Em um ano a valorização acumulada é de 6,3%. O pagamento de salários e a data comemorativa do Dia dos Pais, incentivam os varejistas a reabastecerem seus estoques na expectativa de melhora na demanda. Além disso, a oferta reduzida de boiadas terminadas colabora para que os frigoríficos trabalhem com escalas curtas e controlem seus estoques. Atualmente, a margem de comercialização das indústrias que fazem a desossa está em 23,5%, apesar da queda de seis pontos percentuais desde o início de julho, a margem continua acima da média histórica.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: mercado firme e expectativas positivas para a demanda

Na última terça-feira (7/8) em apenas duas praças pecuárias a cotação da arroba do boi gordo subiu: Dourados-MS e Noroeste do Paraná

Apesar da lentidão do escoamento da carne nos últimos dias, as expectativas são positivas, uma vez que, em função do Dia dos Pais e da temporada de pagamento de salários, o consumo deverá melhorar. As programações de abate não estão longas, porém, têm sido suficientes para atender a demanda. Em São Paulo, as escalas giram de três a quatro dias e frigoríficos com escalas maiores estão fora das compras.

SCOT CONSULTORIA

Indústria do Brasil vê chance de Canadá abrir mercado de carne in natura em 2018

Uma missão técnica do Canadá deve visitar o Brasil em outubro para inspecionar o processo de produção de carne bovina, e o país norte-americano poderia autorizar ainda em 2018 as importações do produto in natura brasileiro.

Atualmente, o Brasil já embarca carne industrializada para o Canadá. O Brasil é o maior exportador de carne bovina e conta com um rebanho de mais de 200 milhões de cabeças e a a indústria brasileira também já deu garantias de qualidade aos Estados Unidos esperando que o país envie uma equipe para uma rodada de inspeção no país. Os EUA suspenderam as compras de carne in natura do Brasil em junho do ano passado, após encontrarem inconformidades nos embarques. Inicialmente, havia a expectativa de uma reabertura mais rápida do mercado. A suspensão anunciada pelos EUA foi apenas um dos vários golpes sofridos pelo setor no ano passado, que lidou ainda com os efeitos da operação Carne Fraca, da Polícia Federal, e o embargo da Rússia às vendas brasileiras. Outros potenciais mercados são Turquia, Indonésia e Tailândia —este último deve enviar uma missão ao Brasil neste segundo semestre.

A China também está em vias de mandar uma segunda equipe ao país.

Redação Reuters

Câmara aprova MPs que atendem reivindicações dos caminhoneiros

A Câmara dos Deputados aprovou na noite de terça-feira, dia 7, duas medidas provisórias relacionadas ao acordo do governo federal que encerrou a paralisação nacional de 11 dias dos caminhoneiros. Elas fazem parte de um conjunto de três MPs assinadas pelo presidente Michel Temer no final de maio, na tentativa de atender a algumas demandas da classe

A medida provisória 831/2018, a primeira a ser aprovada terça-feira, determina à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) o percentual mínimo de 30% na contratação de frete de transportadores autônomos. Já a MP 833/2018 garante isenção de pedágio para o terceiro eixo suspenso. As duas propostas seguem para votação no Senado. A terceira medida provisória enviada pelo governo dentro do acordo com o movimento dos caminhoneiros foi votada em julho, antes do recesso parlamentar. A MP 832, que determina a divulgação de uma tabela mínima para cobrança do preço do frete pelos caminhoneiros, instituiu a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas e estabeleceu a proibição de o transportador fechar qualquer acordo de frete em valores inferiores aos pisos mínimos. A tabela terá validade em território nacional e deverá refletir os custos operacionais totais do transporte, com prioridade para os custos do óleo diesel e dos pedágios.

Agência Brasil

ECONOMIA

Ipea prevê queda menor do PIB agropecuário

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revisou para cima sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária no país neste ano

Em razão de uma produção de grãos maior que a prevista inicialmente na safra 2017/18, o órgão passou a estimar que o PIB do setor “da porteira para dentro”, medido pelo IBGE, cairá 1%, e não 1,3%, como estava previsto anteriormente. “Como melhorou a condição da safra de grãos, especialmente de soja, tivemos que revisar nossos cálculos”, afirmou José Ronaldo Souza Junior, Diretor de Macroeconomia do Ipea. Assim, para o PIB da agricultura o instituto agora prevê queda menor em 2018, de 0,6% – e não mais de 2,5% -, enquanto a pecuária tende a recuar 2,5%, e não crescer 1,4%. De acordo com o Diretor do Ipea, o espaço para ajustes nessas previsões diminuiu, já que a colheita de grãos na safra 2017/18 está praticamente definida, restando dúvidas mais relevantes apenas para a safrinha de milho e para o trigo. Na área agrícola, porém, as colheitas de cana, café e laranja, ainda em andamento, também poderão influenciar ajustes. Para Souza Junior, ainda que o Ipea projete retração para o PIB da agropecuária, há motivos para comemorações, sobretudo porque a colheita total de grãos em 2017/18 só perde para a do ciclo passado – a base de comparação nessa frente, portanto, é elevada. O destaque negativo deste ano, segundo ele, ficará com a inflação dos alimentos, já que os preços de grãos como soja e milho, apesar da safra robusta, subiram no mercado doméstico graças a fatores externos como a quebra da safra argentina e as disputas comerciais entre Estados Unidos e China.

VALOR ECONÔMICO

Dólar tem segunda alta seguida ante real com cautela com cena política

O dólar terminou a terça-feira em alta ante o real, pela segunda sessão consecutiva, depois que rumores cercando a cena eleitoral doméstica inverteram a trajetória da moeda norte-americana ante o real e a levaram a fechar na contramão do mercado externo

O dólar avançou 0,98 por cento, a 3,7671 reais na venda, depois de ter batido a máxima de 3,7724 reais. Na mínima, no começo do dia, marcou 3,7035 reais. O dólar futuro tinha elevação de cerca de 0,80 por cento. “O mercado prefere se defender até saber qual o fundo de verdade por trás dos rumores”, justificou um profissional da mesa de derivativos de um banco nacional. Os boatos envolviam desde mau desempenho em pesquisas eleitorais até iminente eventual delação citando o nome do tucano Geraldo Alckmin, candidato preferido pelo mercado por seu perfil reformista. Pela manhã e até o início da tarde, o dólar cedia ante o real, acompanhando a trajetória da moeda norte-americana no exterior, em dia mais tranquilo e de menor retórica na guerra comercial entre Estados Unidos e seus parceiros. No fechamento do mercado doméstico, o dólar seguia em baixa ante a cesta das seis principais moedas, conforme cresciam as expectativas de que a tensão comercial possa estar chegando ao fim, e também cedia ante divisas de países emergentes, como o peso chileno. O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 4,8 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando 1,2 bilhão de dólares do total que vence em setembro.

Redação Reuters

Ibovespa fecha em queda com rumores sobre cena eleitoral;

O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira, em meio a uma onda de boatos relacionados ao cenário eleitoral, conforme a bolsa paulista segue sensível a perspectivas relacionadas à corrida presidencial

O Ibovespa caiu 0,87 por cento, a 80.346,52 pontos. O volume financeiro somou 11,89 bilhões de reais. Mais cedo, no melhor momento, o Ibovespa subiu 0,85 por cento, encontrando suporte no cenário externo favorável, com Wall Street no azul e commodities em alta. Na parte da tarde, contudo, o humor mudou apesar do quadro ainda benigno lá fora, em movimento puxado pelas ações de bancos e da Petrobras. De acordo com profissionais da área de renda variável, os rumores incluíam pesquisas com resultados desagradando o mercado e iminente eventual delação envolvendo o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, candidato à Presidência pelo PSDB. “Não tem nada de concreto, cada um com quem você fala ouviu algo diferente”, afirmou um operador de uma corretora no Rio de Janeiro. De fato, investidores estão na expectativa de novas pesquisas eleitorais, principalmente Datafolha e Ibope, após a definição das chapas que estarão na disputa presidencial, conforme o quadro ainda segue bastante nebuloso.

Redação Reuters

Com incertezas, o melhor é não dar indicações sobre política monetária, diz BC

O Banco Central reforçou nesta terça-feira que o cenário de inflação continuará favorável se não houver choques adicionais e, diante desse nível de incerteza, o melhor é não dar sinalizações sobre seus próximos passos sobre a trajetória dos juros básicos

“O maior nível de incerteza da atual conjuntura gera necessidade de maior flexibilidade para condução da política monetária, o que recomenda abster-se de fornecer indicações sobre os próximos passos”, trouxe a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na semana passada, o BC manteve a Selic em 6,50 por cento ao ano, ressaltando que a retomada da atividade econômica será ainda mais gradual do que a esperada antes da greve dos caminhoneiros, num cenário de menor pressão inflacionária, e que o aumento da inflação decorrente da paralisação vinha se mostrando temporário. Especialistas leram a mensagem como um sinal de que o BC não deve mexer nos juros tão cedo, em meio à alta ociosidade da economia e expectativas de inflação ancoradas. Na pesquisa Focus mais recente feita pelo BC junto a uma centena de economistas, foram mantidas as previsões de que a taxa básica de juros será mantida em seu menor nível histórico neste ano, subindo a 8 por cento em 2019. Na ata, o BC destacou novamente que a atuação da política monetária se dará exclusivamente com foco na evolução das projeções e expectativas de inflação, do seu balanço de riscos e da atividade econômica. E que, portanto, os próximos passos para a Selic dependerão da evolução desses fatores.

Redação Reuters

EMPRESAS

Câmbio leva Minerva a prejuízo de quase R$ 1 bilhão no 2º trimestre

Com a trajetória de redução do endividamento comprometida pela desvalorização do real e um prejuízo de quase R$ 1 bilhão no segundo trimestre deste ano, a Minerva Foods, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, deu início a estudos para fazer uma oferta pública inicial de ações (IPO) de suas operações internacionais na bolsa do Chile

Em bases anuais, o faturamento das operações internacionais da empresa é de pouco mais de R$ 6 bilhões, 40% da receita total. O plano é que os ativos da Minerva fora do Brasil — o que inclui fábricas na Argentina, Paraguai, Uruguai e Colômbia — fiquem sob o guarda-chuva da subsidiária chilena Athena Foods. Segundo o Diretor Financeiro da Minerva, Edison Ticle, o IPO da Athena seria realizado em até um ano, ajudando a Minerva a acelerar seu processo de desalavancagem. Por meio do IPO, a Minerva venderia uma participação minoritária de ao menos 25% da Athena na bolsa chilena. A companhia não divulga quanto quer obter com a oferta, mas o Valor apurou que a subsidiária poderia ser avaliada por ao menos R$ 4 bilhões. Isto é, mais que o atual valor de mercado da própria Minerva na B3, que ontem era de R$ 1,6 bilhão. O conselho de administração da Minerva aprovou o início dos estudos para o IPO na terça-feira (7). O aval do colegiado ocorreu no mesmo dia em que a Minerva reportou prejuízo líquido de R$ 926 milhões no segundo trimestre devido ao impacto (sem efeito sobre o caixa) da desvalorização do real ante o dólar sobre as dívidas em moeda estrangeira. Em igual período do ano passado, havia registrado prejuízo de R$ 55,6 milhões. Por causa disso, o índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda em doze meses) atingiu 5 vezes no fim de junho, quando a dívida líquida somava R$ 6,8 bilhões.

https://www.valor.com.br/agro/5719361/cambio-leva-minerva-prejuizo-de-quase-r-1-bilhao-no-2-trimestre

VALOR ECONÔMICO

Minerva vai listar subsidiária Athena Foods na bolsa chilena

A empresa de proteína animal Minerva afirmou na terça-feira que seu conselho de administração aprovou proposta de abertura de capital da subsidiária Athena Foods, no Chile

O plano deve ser antecedido por um aumento de capital da Athena envolvendo participações detidas pela Minerva na Frigomerc, no Paraguai; no Frigorífico Carrasco e na Pulsa, ambos no Uruguai; na Minerva Foods Chile SpA; na Pul Argentina e Swift Argentina; na Red Cárnica e na Red Industrial, na Colômbia. “A companhia avalia a possibilidade de uma vez concluída a integralização das participações, promover o registro da Athena Foods como emissora de valores mobiliários perante a Comissão de Valores Mobiliários Chilena e, na sequência, realizar a oferta inicial de ações da na Bolsa de Comercio de Santiago”, afirmou a Minerva em fato relevante. “Caso a companhia opte por prosseguir com as operações, estima-se que a implementação ocorrerá dentro de 12 meses.”

Redação Reuters

JBS importa mais milho da Argentina diante de alta no frete rodoviário, diz fonte

A maior produtora global de carnes, a brasileira JBS, está importando mais milho da Argentina para a fabricação de ração no Brasil, à medida que custos crescentes com fretes rodoviários têm elevado os preços da oferta local, disse uma fonte com conhecimento do assunto na terça-feira

A unidade da JBS no Brasil já havia importado milho no começo deste ano, depois de uma colheita reduzida da primeira safra do país, para usar como ração em Santa Catarina, onde opera várias fábricas. “Estar importando milho no meio da colheita da segunda safra de milho do Brasil é absurdo”, disse a fonte, que falou na condição de anonimato. As importações de milho da empresa neste ano até o momento vão somar 120 mil toneladas, com a chegada das duas novas cargas ao porto de Imbituba, em Santa Catarina, no fim deste mês, disse a fonte. “O milho importado da Argentina pode chegar quase 5 por cento mais barato do que o mesmo produto vindo do Mato Grosso”, acrescentou a fonte, destacando o custo do transporte rodoviário entre as principais regiões produtoras do Centro-Oeste e importantes áreas consumidoras do Sul. O Mato Grosso, principal Estado produtor do Brasil, produz quase um terço do milho do país. A JBS não respondeu imediatamente a pedido de comentário. O Brasil consome cerca de 5 milhões de toneladas de milho por mês, e 30 por cento desse volume segue para a JBS, para a rival BRF e a Aurora Alimentos. A proximidade de Santa Catarina do Paraguai e da Argentina incentiva os processadores de carne locais a procurar milho no exterior, ao invés de comprar das áreas produtoras brasileiras, no momento em que o tabelamento do frete rodoviário elevou os custos. A situação sinaliza um frete marítimo competitivo para alguns negócios, como no caso das cargas que serão desembarcadas em Imbituba.

Redação Reuters

SUÍNOS & FRANGOS

Rússia pode voltar a importar carne suína até o fim deste mês

Questões técnicas foram resolvidas e não resta impedimento político, disse o Ministro da Agricultura, em evento em SP

O Ministro Blairo Maggi, (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) disse na terça-feira (07) acreditar que o embargo russo à carne suína brasileira poderá se encerrado até o fim deste mês. “Estive, agora com o Presidente Michel Temer, na reunião do BRICs, quando conversamos com o Ministro da Agricultura, Dmitri Patrushev, e o Presidente Vladimir Putin e nossas áreas técnicas finalmente ajustaram suas demandas”. O Ministro falou sobre o assunto em entrevista, depois de participar da ExpoFenabrave, em São Paulo. Na reunião do BRICs, no final de julho, na África do Sul, Maggi disse ter consultado o Ministro russo “se havia qualquer impedimento político para o retorno ao mercado do país. Ele garantiu que não, que eram somente questões técnicas, que já foram resolvidas”. O Ministro lembrou ter chegado nesta semana o primeiro navio de trigo da Rússia importado pelo Brasil, uma das exigências de comércio múltiplo entre os dois países. E observou que também o mercado de peixes foi aberto. “Já liberamos vários frigoríficos deles, principalmente de bacalhau”. Ele falou ainda sobre a abertura de novos mercados no exterior, como o da Coréia do Sul, “mercado importante, mas que cobra um imposto para o ingresso dos produtos”, assunto que, segundo o ministro, será discutido em uma segunda etapa de negociação. “Estamos dispostos a entrar no mercado da África do Sul, com a atividade de suinocultura, muito importante para o Brasil”.

MAPA

ABPA: legado da Carne Fraca é o reforço de compliance

Segundo Vice-Presidente, empresas responderam melhorando suas práticas internas

O Vice-Presidente de Mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, acredita que o principal legado deixado pela Operação Carne Fraca, deflagrada no ano passado pela Polícia Federal, foi o reforço no sistema de governança das empresas. “As companhias do setor responderam melhorando suas práticas de compliance”, disse durante o evento Agrifinance, realizado pela XP Investimentos e a consultoria Datagro, na terça-feira, 7, na capital paulista. Mesmo ante esses problemas sanitários, Santin afirma que houve uma “espetacularização” por parte dos países produtores para prejudicar a imagem do Brasil. “Problemas sanitários de outros mercados passaram despercebidos no mundo”, comenta. Ele lembra que o Brasil tem participação de mais de 30% do mercado de exportação de frango no mundo e, por isso, os concorrentes esperavam uma falha do País. “A China aplicou tarifas antidumping ao frango brasileiro e a indústria doméstica deles cresceu 12%. Está claro que há protecionismo contra nós”, enfatiza.

ESTADÃO CONTEÚDO

Suíno Vivo: estabilidade nas cotações nesta terça (07)

Na terça-feira (07), as cotações do suíno vivo se mantiveram estáveis nas principais praças do país, sendo o maior valor anotado em São Paulo, a R$3,30/kg

O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente a ontem (06), trouxe alta para quase todas as praças, com exceção de Santa Catarina, que se manteve estável a R$2,96/kg. A alta mais expressiva foi no Rio Grande do Sul, de 1,03%, a R$2,95/kg. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, a alta do milho, um dos principais insumos do setor, vem se mantendo no mercado interno. Os compradores têm priorizado os pequenos lotes para abastecimento de curto prazo e os vendedores, por sua vez, postergam novos negócios.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

Frango Vivo: cotação tem queda em SC

Na terça-feira (07), a cotação do frango vivo anotou queda de -0,40% em Santa Catarina, a R$2,51/kg. As demais cotações permaneceram estáveis

O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo se manteve estável para o frango na granja, a R$3,00/kg, enquanto o frango no atacado teve alta de 0,82%, a R$3,68/kg. As exportações de carne de frango in natura da primeira semana de agosto contaram com apenas 8.922 toneladas diárias até o momento, queda de 55,22% em relação ao mês anterior. Contudo, foram apenas três dias úteis contabilizados, de forma que se espera que este volume aumente ao longo do mês.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

INTERNACIONAL

Produção recorde de carnes reduz lucro de empresas do setor nos EUA

Os volumes recorde de produção de carne bovina, suína e avícola vêm corroendo o lucro das maiores processadoras de carnes dos Estados Unidos

Empresas como Tyson Foods Inc., Pilgrim’s Pride Corp. e Sanderson Farms Inc. se deparam com quedas nos preços e incertezas na demanda, enquanto a alta na produção de carnes e as tarifas impostas por relevantes países importadores ameaçam impactar o que de outra forma seria um período próspero para a indústria americana de carnes. “Uma oferta cada vez maior de carne suína e bovina a preços relativamente baixos está concorrendo com o frango, o que chega combinado à incerteza sobre as tarifas e políticas comerciais”, disse Tom Hayes, Executivo-Chefe da Tyson, em conferência telefônica com investidores na segunda-feira. A Tyson, maior fornecedora de carne dos EUA, anunciou aumento de 21% nos lucros trimestrais na segunda-feira, mas a receita trimestral já foi impactada pelas tarifas. Além disso, na semana anterior, a empresa havia reduzido sua previsão de lucro para o ano. Na semana passada, a Pilgrim’s Pride, segunda maior processadora de frango nos EUA e controlada pela brasileira JBS, divulgou declínio de 54% no lucro do segundo trimestre. Analistas consultados pela Thomson Reuters preveem que o lucro trimestral da Sanderson vai cair quase 75% em relação ao mesmo período do ano anterior. A empresa divulga o balanço ainda neste mês. À medida que cresce a oferta de carne, os investidores perdem o interesse por ações de empresas do ramo. Os papéis da Tyson caíram 27% desde janeiro, sendo 6% nesta semana depois da revisão para baixo da previsão de lucro comunicada em 30 de julho. As ações da Pilgrim’s Pride caíram 41% e as da Sanderson Farms, 25%.

Dow Jones Newswires

Nova Zelândia registra crescimento constante em bovinos

Os produtores de carne bovina da Nova Zelândia retendo gado mais jovem estão entre os fatores que ajudaram no aumento constante dos rebanhos de vacas, segundo a Beef and Lamb New Zealand (B + LNZ)

A pesquisa anual de números de estoque da B + LNZ de seu serviço econômico revelou que o rebanho bovino de corte da Nova Zelândia aumentou 1,9% para 3,7 milhões de cabeças no ano passado. A organização disse que o crescimento nos números se deve a um aumento no gado desmamado nas regiões de Marlborough-Canterbury. A B + LNZ está atualmente avaliando o feedback dos agricultores em relação à proposta de consulta para aumentar a produção de carne de ovino e de carne bovina. Espera-se que a organização tome uma decisão iminente sobre o resultado da proposta da coleta, com os produtores sendo notificados em meados de agosto.

GlobalMeatNews.com

Estados Unidos registram fortes exportações de carne bovina no primeiro semestre

As exportações de cortes de carne bovina estabeleceram um novo recorde de volume em junho de 90.745 toneladas, um aumento de 15% em relação ao ano anterior. Ao adicionar miúdos, o volume total de exportação de carne bovina foi de 115.718 toneladas, um aumento de 6%, avaliado em US $ 718,4 milhões – 19% acima do ano anterior e apenas ligeiramente abaixo do recorde (US $ 722,1 milhões) alcançado em maio

As exportações do primeiro semestre registraram um ritmo recorde tanto em volume quanto em valor, à medida que os clientes internacionais compraram uma fatia maior da produção de carne bovina dos Estados Unidos a preços mais altos, indicando forte demanda. O volume de exportação subiu 9% em relação ao ano passado, para 662.875 toneladas, enquanto o valor das exportações superou os US $ 4 bilhões, um aumento de 21%. Nos anos anteriores, o valor das exportações nunca superou a marca de US $ 4 bilhões antes de agosto. “É incrível pensar que, em 2010, as exportações de carne bovina para o ano inteiro totalizaram US $ 4 bilhões e agora esse marco foi atingido em apenas seis meses”, observou Dan Halstrom, Presidente e CEO da USMEF. As exportações de junho representaram 13,4% da produção total de carne bovina, acima dos 12,8% do ano anterior. Apenas para cortes musculares, o percentual exportado foi de 11,3%, acima dos 10% do ano passado. As exportações no primeiro semestre responderam por 13,5% da produção total de carne bovina e 11% pelos cortes de músculo – de 12,8% e 10%, respectivamente, no ano passado. O valor médio das exportações de carne bovina foi de US $ 313,56 por cabeça em junho, um aumento de 19% em relação ao ano passado. A média do primeiro semestre foi de US $ 316,94 por cabeça, alta de 18 por cento.

As exportações de carne bovina para o principal mercado do Japão continuaram aumentando em junho, totalizando 31.147 toneladas (aumento de 13% em relação ao ano anterior), avaliado em US $ 193,1 milhões (aumento de 11%). As exportações de junho para a Coreia do Sul aumentaram 46% em relação ao ano anterior em volume (21.408 toneladas) e estabeleceram um novo recorde de valor em US $ 154,8 milhões (alta de 68%).

USMEF

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