CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 810 DE 07 DE AGOSTO DE 2018

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Ano 4 | nº 810 | 07 de agosto de 2018

NOTÍCIAS

Oferta limitada de boiadas mantém preços firmes

No Norte e Nordeste do país, onde a quantidade de confinamentos é menor, os frigoríficos buscam boiadas para completar as escalas de abate para essa semana. Em casos críticos, estão pulando dias de abate devido à falta de animais

Nos últimos trinta dias a cotação da arroba do boi gordo subiu em média 3,3% no Tocantins e 1,7% no Pará. Em Minas Gerais, o cenário está semelhante e a semana começou com alta em três das quatro praças pecuárias do estado. Nos últimos 30 dias, em média, a alta foi de 2,1%. 

A cotação da carne também subiu. No mercado atacadista de carne bovina sem osso a alta foi de 0,6% na última semana. No mercado externo, em julho os embarques de carne bovina in natura subiram 23% em relação ao mesmo período do ano passado.

SCOT CONSULTORIA

Oferta regulada à demanda sustenta preços do sebo

No Brasil Central, a gordura animal está cotada, em média, em R$2,10/kg, livre de imposto. Alta de 7,7% na comparação anual

No Rio Grande do Sul, o produto segue cotado, em média, em R$2,25/kg, nas mesmas condições. A demanda em alta mantém a firmeza no mercado de sebo, há, inclusive, negócios ocorrendo acima da referência (em ambas as regiões), mas sem força para puxar o mercado.

Para o curto prazo a expectativa é de que os preços sigam caminhando de lado.

SCOT CONSULTORIA

Excesso de oferta de boi no MT facilita compras concentradas e em grandes lotes

Em entressafra brasileira do boi, marcada por ganhos freiados pelo escoamento da carne andando mais de lado do que de frente, o Mato Grosso vive um dos ciclos mais ofertados de todos os tempos. No Sudoeste, onde estão os mais volumosos rebanhos – com Cáceres na liderança nacional – um exemplo de Pontes e Lacerda chama a atenção: as escalas dos frigoríficos do entorno estão para a virada do mês

Tem boi de resto de pasto, de semiconfinamento e até de confinamento saindo junto, o que proporciona facilidades para os frigoríficos comprarem grandes lotes, arrastar as escalas e pressionar mais os valores. O JBS fechou dois grandes lotes, de dois pecuaristas, somando 10 mil cabeças. “É muito boi e muita gente precisando vender”, apontou Luciomar Machado, um dos grandes criadores da região. Nas redondezas, em Vila Bela, outro terminador tem 6 mil cabeças para entregar, completou o pecuarista. Machado vendeu no final da semana passada 500 bois, para morrer em 13 de agosto, tratados no semi, a R$ 133,00 a @. Outros 2,5 mil, “que já estou tratando, ia colocar à venda mas resolvi aproveitar a carcaça e deixar no proteinado para 2019”. ´Consegue segurar o capital e reinvestir à espera de uma alta para 2019. Mato Grosso segue com suas aproximadas inalcançáveis 30 milhões de cabeças – se fosse um país, seria o 7º maior rebanho mundial -, e Luciomar Machado não tem esperança de ver o mercado reagir nem em setembro, no auge da entressafra, enquanto no Sudeste do Brasil entrará em jogo as expectativas do segundo giro de confinamento e a volta das águas.

Notícias Agrícolas

Pecuarista maranhense perde poder de compra

O mercado de reposição está mais aquecido no Maranhão. Há demanda por praticamente todas as categorias e em contrapartida a oferta não está nos mesmos patamares

Assim, desde o início do ano houve valorização nas cotações das categorias de bovinos entre 7,5@ a 12@. Na contramão o preço dos bezerros desmamados (6@) caiu 2,5% neste mesmo período. Esse movimento poderia sugerir que apesar da piora na troca com categorias mais eradas houve melhora na troca com a desmama, contudo, a queda de 8,2% nos preços da arroba do boi gordo desde o começo de 2018 não trouxe bons negócios nem para o invernista nem para o recriador. Desde o início do ano o poder de compra do pecuarista caiu na média com todas as categorias de reposição 2,1%. Destaque fica por conta do bezerro de ano (7,5@). Em jan/18 compravam-se 1,88 animal com o preço da venda de um boi gordo de 16,5@, atualmente compra-se 1,81. Para os próximos dias fica a expectativa se a entressafra terá força para sustentar a arroba do boi gordo e garantir melhores relações de troca para o pecuarista que quer girar o estoque da fazenda no Maranhão.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Safra de grãos deve alcançar 300 milhões ton de grãos em dez anos, indica estudo

O estudo projeta uma produção de carnes de 34 milhões de toneladas em 2027/28. Isso representa acréscimo de 7 milhões de toneladas sobre 2018. O maior crescimento deve ocorrer nas carnes suína e de frango, seguidas por carne bovina. A carne de frango deve ter aumento de 4 milhões t, totalizando 17 milhões t em 2028. Em seguida, vem o incremento de 2 milhões t para a carne bovina, somando 12 milhões t. A produção de carne suína ficará em quase 5 milhões t (+1 milhão t), na próxima década

Produtividade deverá ser principal responsável pelo crescimento de 30%. Nos próximos dez anos o Brasil vai produzir 69 milhões de toneladas a mais de grãos, saltando de 232 milhões de toneladas para de 302 milhões t em 2027/2028, puxadas principalmente pela soja (156 milhões t) e o milho (113 milhões t), com incremento estimado em 30%. As carnes (bovina, suína e de frango) devem passar de 27 milhões t para 34 milhões t, em alta de 27% (+7 milhões t) no mesmo período. A produtividade é apontada como responsável pelo aumento da produção de grãos, o que pode ser constatado pelo aumento da projeção da área de plantio, no mesmo período, de apenas 14,5%. A pecuária que também vem introduzindo novas tecnologias contribuído para o desempenho e melhoria da produção. Os números são do estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2017/18 a 2027/28 da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (SIRE/Embrapa).

http://www.agricultura.gov.br/noticias/safra-de-graos-deve-alcancar-300-milhoes-ton-de-graos-em-dez-anos-indica-estudo

MAPA

Dólar sobe ante real com exterior; melhora humor com cena política local

O dólar terminou a segunda-feira em alta ante o real, acompanhando a pela trajetória da moeda norte-americana no exterior em meio a mais temores com a guerra comercial global, e deixando em segundo plano o maior otimismo com a cena política local que predominou na abertura dos negócios

O dólar avançou 0,64 por cento, a 3,7307 reais na venda, depois de cair 1,32 por cento na última sessão. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,55 por cento. “A pesquisa Ibope garantiu uma abertura (dos negócios) em baixa. Mas… com o exterior subindo, o mercado aproveitou os preços atrativos e se posicionou”, afirmou o Diretor-Superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva. Logo nos primeiros minutos deste pregão, o dólar chegou a cair para 3,6908 reais, na mínima do dia e atraindo compradores. Na máxima, bateu em 3,7337 reais. A cena política eleitoral no Brasil ganhou contornos mais definidos neste fim de semana, quando acabou o prazo para os partidos fecharem suas coligações. No exterior, o sentimento era de cautela, com o dólar subindo frente a uma cesta de moedas fortes em meio à retórica de guerra comercial entre Estados Unidos e seus parceiros comerciais. A moeda norte-americana também avançava ante divisas de países emergentes, como o peso chileno e o rand sul-africano. O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 4,8 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando 960 milhões de dólares do total que vence em setembro. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

Redação Reuters

Ibovespa recua em ajuste com noticiário corporativo menos movimentado

O principal índice acionário da bolsa paulista fechou em baixa na segunda-feira, em movimento de ajuste após subir mais de 2 por cento na sexta-feira, em um dia marcado por um noticiário corporativo mais tranquilo e com investidores ainda atentos aos desdobramentos do cenário eleitoral

O Ibovespa fechou em queda de 0,47 por cento, a 81.050,76 pontos, após subir 2,26 por cento na sexta-feira, guiado principalmente pala alta de Petrobras e expectativas relacionadas à cena política. O giro financeiro nesta sessão somou 7,49 bilhões de reais, abaixo da média diária para o ano até sexta-feira, de 11,5 bilhões de reais. Localmente, as atenções seguem voltadas ao cenário político. No fim de semana, PSDB, PT, PDT, MDB, Rede e Podemos estiveram entre os partidos que anunciaram os seus participantes da corrida eleitoral, sendo que o PT manteve alguma incerteza, pois anunciou como candidato o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Agora essa corrida eleitoral está realmente começando. Em breve teremos os debates e aí poderemos ter mais clareza sobre os candidatos e quais dariam continuidade à agenda de reformas”, disse o Gerente de Renda Variável da H.Commcor Ari Santos. Nos próximos dias, o foco deve se voltar ao noticiário corporativo, com divulgação de uma série de resultados ao longo da semana. Além disso, o exterior também segue no radar, com investidores de olho em novidades em torno da guerra comercial entre Estados Unidos e China.

Redação Reuters

Economistas mantêm projeção de Selic estável em 6,50% até fim de 2018 em pesquisa Focus

O mercado manteve sua projeção de que a Selic não será mexida tão cedo pelo Banco Central, em meio ao cenário de inflação e atividade econômica fracas, mostrou a pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira

Segundo o levantamento semanal, os economistas consultados mantiveram as previsões de que a taxa básica de juros será mantida na mínima histórica de 6,50 por cento até o final deste ano, subindo a 8 por cento em 2019. O BC manteve a Selic em 6,50 por cento ao ano na semana passada. Sobre a paralisação dos caminhoneiros, ocorrida no final de maio, o BC assinalou que os efeitos que elevaram a inflação de junho “devem ser temporários”. O Focus mostrou ainda que o mercado manteve sua estimativa de alta do IPCA em 4,11 e 4,10 por cento em 2018 e 2019, respectivamente, ambas abaixo do centro da meta, de 4,25 por cento. Para 2020, as contas também continuaram em 4 por cento mas, para 2021, houve uma diminuição das projeções a 3,93 por cento, ante 4 por cento na semana anterior. Para 2020 e 2021, a meta de inflação do governo é de 4,0 e 3,75 por cento pelo IPCA. Em todas elas, a margem de tolerância é de 1,5 ponto percentual. O cenário de inflação baixa vem junto com o de economia com menos ímpeto. Segundo o Focus, as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano continuaram em 1,50 por cento, depois de terem chegado a 3 por cento alguns meses atrás. Para 2019, a estimativa é de expansão de 2,50 por cento, também inalterada.

Redação Reuters

Disputa EUA-China pode penalizar Brasil no futuro

A disputa comercial entre Estados Unidos e China pode ter efeitos negativos para o Brasil no longo prazo

“No curto prazo pode ser atraente, mas no longo prazo pode ser uma armadilha”, disse o Presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Carlos Corrêa Carvalho, durante o Congresso Brasileiro do Agronegócio. Segundo Carvalho, o mundo está ainda tentando entender qual a nova forma de os EUA negociarem. “Passou a ser uma coisa mais pessoal esse estilo de negociar. De repente, ele negocia com os chineses, assim como negociou com a Europa”, afirmou. “Isso foi uma surpresa. A gente vinha negociando com os alemães a produção de soja não transgênica há muito tempo”. Há duas semanas, o Presidente dos EUA, Donald Trump, e o Presidente da União Europeia, Jean-Claude Juncker, iniciaram negociações rumo a um ambiente comercial de “tarifa zero”. Um dos compromissos assumidos é de os EUA exportarem mais soja para a Europa. Em troca, Trump comprometeu-se a adiar as tarifas propostas para automóveis e a trabalhar para resolver a disputa envolvendo as tarifas sobre alumínio e aço europeus. O acordo já gerou efeitos. Na última semana, a UE informou que os países europeus praticamente quadruplicaram suas importações de soja americana no começo do novo ano safra. Os dados compilados mostram uma alta nas importações, no que seria o “primeiro efeito concreto do acordo” divulgado em Washington. Alexandre Parola, representante permanente do Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC), também disse, durante o seminário, que os efeitos podem não ser positivos. “A retórica da guerra comercial é infinita”, mas quando o discurso parar, os efeitos não serão tão positivos para o Brasil, avaliou. “Há uma certa miopia em imaginar que seremos vitoriosos numa guerra. Não seremos. O mundo das regras é o melhor. Veremos daqui uns 10 meses o resultado dessa guerra”.

VALOR ECONÔMICO

Tabela do frete eleva em US$ 2,4 bi custo para exportar grãos, diz Anec

O estabelecimento de uma tabela para os fretes rodoviários no país gerou um aumento de aproximadamente US$ 2,36 bilhões nos custos logísticos para a exportação de grãos, estimou ontem Sérgio Mendes, Diretor-eral da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), durante o Congresso Brasileiro do Agronegócio, realizado pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e pela B3

“Todo nosso faturamento é baseado em grandes volumes, mas a margem é pequena”, disse. No cálculo, ele considera exportações de 74 milhões de toneladas de soja, 27 milhões de toneladas de milho e 17 milhões de toneladas de farelo de soja. A Anec não divulga quais são os custos logísticos totais para exportação. De acordo com Mendes, esses volumes de exportação já estão comprometidos e o país os enviará ao exterior, mas com custos muito mais altos. “O meu grande medo é que o [Luiz] Fux [Ministro do Supremo Tribunal Federal] veja esses números e ache que está tudo bem”, afirmou. O Ministro do STF deve decidir sobre os recursos apresentados contra o tabelamento do frete depois do dia 27 de agosto, quando haverá audiência pública para discutir se a definição de preços mínimos para os transportes de cargas pelo governo é legal ou não. Segundo Sérgio Mendes, ao exportar grãos, o Brasil já parte com desvantagem de US$ 60 por tonelada em relação aos Estados Unidos. “Com tudo certo, a gente já tem essa desvantagem de US$ 60 por tonelada, mas como o Brasil faz mais de uma safra, dá uma equilibrada nisso”, disse. O estabelecimento de uma tabela de fretes mínimos rodoviários adiciona mais US$ 20 por tonelada a essa desvantagem, afirmou. Diante da alternativa aventada de compra de frota própria para escoar a produção, Sérgio Mendes disse que para atender o volume a ser movimentado, as grandes tradings, ADM, Bunge, Cargill e Dreyfus, teriam de adquirir 4 mil caminhões cada uma, com gastos estimados em R$ 700 mil por carreta, somando cerca de R$ 2,8 bilhões em investimentos. “Isso para as ABCD. Para as menores, é falência”, disse Mendes. “Há muita empresa comprando, e essa despesa cairá na mão do produtor”, acrescentou ele.

EMPRESAS

MARFRIG:Mais perto do ajuste

Foram sete anos de carne de pescoço para a Marfrig, uma das maiores empresas de alimentos do mundo

Antes de julho de 2011, as ações da companhia na bolsa de valores eram negociadas acima de R$14,00 – houve um pico de quase R$23,00, em janeiro de 2010. Mas, a saída de seis fundos do grupo GWI do bloco de acionistas, na metade de 2011, e resultados decepcionantes fizeram o valor do papel cair para menos de R$10,00. Em 2015, a Marfrig estava cotada na casa dos R$4,00. Muitos investidores desconfiavam que o alto endividamento, em torno dos R$10,7 bilhões, não cabia na estrutura da empresa. Era preciso vender ativos para sobreviver, como a marca nacional Seara e a britânica Moy Park para a rival brasileira JBS, por R$5,8 bilhões, em 2013, e por US$1,2 bilhão, em 2015, respectivamente. A última página dessa revisão da Marfrig está prestes a se concretizar. O mercado espera para os próximos dias a conclusão da venda da Keystone Foods, especializada em produtos industrializados a base de frango, para a também americana Tyson Foods. O objetivo da empresa é se concentrar no mercado de carne bovina. É esperado um pagamento em torno de US$3 bilhões, mais do que o dobro do US$1,26 bilhão de quando adquiriu a operação em 2012.

https://www.istoedinheiro.com.br/mais-perto-do-ajuste/

FRANGOS & SUÍNOS

Custo para setor de carnes suína e de frango deve subir no 2o semestre, prevê ABPA

A indústria brasileira de carnes suína e de frango deve observar custos mais altos no segundo semestre, diante do tabelamento de fretes e da disputa comercial entre Estados Unidos e China, mas também deverá presenciar preços fortalecidos pelas proteínas em razão da demanda internacional firme, disse na segunda-feira uma liderança do setor

“Estamos trabalhando com custos mais altos, com perspectiva de que não vão baixar… Tem a tabela de fretes, mas os níveis de preços (para as carnes) também estão mais altos. Houve diminuição de produção e há exportação, por causa da demanda lá fora”, afirmou o Vice-Presidente de Mercado da ABPA, Ricardo Santin, no intervalo de evento em São Paulo.

Redação Reuters

Suíno Vivo: novas altas no RS e em SC

Na segunda-feira (06), a cotação do suíno vivo teve alta de 2,76% no Rio Grande do Sul, a R$3,35/kg e de 0,71% em Santa Catarina, a R$2,85/kg

O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente à sexta-feira (03), trouxe cenários mistos, sendo a variação mais expressiva a alta de 1,35% no Paraná, a R$3,00/kg. Uma matéria publicada no Globo Rural destaca que muitos produtores independentes têm desistido da atividade por conta dos altos custos, já que o valor recebido não é suficiente para cobri-los. De acordo com a Associação Catarinense do setor, o custo de produção por quilo do suíno vivo está em R$ 4,17, mas o criador recebe em torno de R$ 2,80.

Notícias Agrícolas

Frango Vivo: cotações continuam em estabilidade

Na segunda-feira (06), as cotações do frango vivo se mantiveram estáveis nas principais praças do país, sendo o maior preço anotado em São Paulo, a R$3,00/kg

O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo mantém estabilidade para o frango na granja, a R$3,00/kg, enquanto o frango no atacado teve queda de -0,82%, a R$3,65/kg. O AviSite lembra que o produto disponibilizado no mercado paulista completa seis semanas com a mesma cotação, mas com negócios sendo realizados até R$0,20/kg abaixo da referência. O mercado, assim, permanece fraco e calmo, embora fosse esperada uma dinâmica na comercialização para o início do mês.

Notícias Agrícolas

INTERNACIONAL

Aumento de oferta de proteína dos EUA impulsiona a necessidade doméstica de nicho

As grandes incursões que a carne bovina fresca da Austrália fez nos Estados Unidos, cortesia da geração dos millennials que buscam produtos “all natural”, não passam despercebidas pelos produtores locais mais experientes

À medida que os produtores norte-americanos lidam com a ameaça de fornecimento crescente de suínos e aves em uma época em que o abate de gado também está subindo, oportunidades de nichos premium tendem a se tornar ainda mais atraentes. Nos últimos seis anos, a Austrália mais do que dobrou seu comércio de carne bovina refrigerada para os Estados Unidos e agora representa 25% do volume total embarcado para lá, que é o segundo maior mercado de carne depois do Japão, segundo o Meat and Livestock Australia. O Gerente de Vendas de exportação da NH Foods, Andrew McDonald, disse que a variedade de produtos livres de antibióticos, livres de hormônios, é um nicho em rápido crescimento nos EUA. A carne com alegações naturais está registrando uma taxa de crescimento anual de 4% e a carne sem hormônios e sem antibióticos está crescendo a 9%, mostram os dados. “Os Estados Unidos desenvolverão mais programas de produção de carne a pasto no futuro, porque isso é o que mais e mais clientes estão pedindo”, disse McDonald. “Claro que é um mercado relativamente pequeno comparado à produção convencional dos EUA, mas com um crescimento de 10% nas vendas por ano, e sendo um dos principais focos dos millennials que serão os grandes futuros clientes de carne bovina, não será ignorado.” Além dos EUA, o Uruguai é o principal concorrente da Austrália no mercado de carne a pasto refrigerada dos EUA, disseram analistas. Eles vêm alertando sobre a “montanha de proteína” que está chegando aos mercados internacionais nos próximos anos, à medida que os EUA procuram garantir um mercado para o aumento de seus estoques d carne bovina, de frango e suína. A produção mundial de suínos deverá subir mais de 2% em 2018, para 113,5 milhões de toneladas, segundo o analista, Simon Quilty, Victoria. O excesso de carne suína dos EUA vai ser perto de 900 mil toneladas gerando a necessidade de ser absorvida pelo mercado interno ou encontrar novos mercados de exportação.

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