CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 771 DE 13 DE JUNHO DE 2018

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Ano 4 | nº 771 | 13 de junho de 2018

 Notícias

Oferta de boiadas diminui e mercado do boi gordo ganha força

A oferta de boiadas represada durante a greve dos caminhoneiros já foi absorvida pelo mercado e a disponibilidade de animais terminados para o abate está menor

Isso, associado ao bom momento para escoamento da produção explica o movimento de alta em algumas regiões. Destaque para o Sul de Tocantins, onde a valorização foi de 1,6% frente o fechamento de segunda-feira (11/06). De maneira geral, as ofertas de compra abaixo da referência diminuíram em todo o país.

SCOT CONSULTORIA

Oferta ainda na porta deixa frigorífico confortável em várias praças

O jogo dos frigoríficos se aproveitando da oferta que ficou estancada com a greve dos caminhoneiros e da necessidade de liquidez de muitos produtores tem dado certo em muitas regiões.  Em São Paulo, as indústrias foram para os negócios nesta terça (12) com escalas mais confortáveis, no Norte do Mato Grosso também e tem unidades do JBS no Mato Grosso Sul já encostando em julho

Se esperava que poderia haver algum aperto nas compras, mas ainda a disponibilidade é razoável, de acordo com Gustavo Rezende Machado, analista da Agrifatto. Em São Paulo ele viu negócios para sete dias, com média de R$ 140/141,00 a @, sendo no europa até R$ 145,00. A consultoria observou também que já há uma pressão baixista sobre os R$ 10,00/kg do boi casado, “depois da alta expressiva da semana passada”, o que demonstra que começa a melhorar a competitividade entre as empresas. Sinal de que a oferta tem prazo curto, mas também pode ser fator limitante de preços mais firmes com consumo sem resposta. Em Goiás e Minas Gerais a disponibilidade já estaria entrando, de acordo com Machado, em ajuste. Em Alta Floresta, o produtor Carlos Dias também observou os frigoríficos comprando com mais folga, botando pressão em muitos produtores que precisam fazer dinheiro. E com pastos secando. Ele negociou fêmeas e touros de descaste – total de 552 animais – no JBS de Colider e conseguiu R$ 125,00/30 dias. Quanto à recria e engorda, Dias tem conseguido boa demanda por bezerros, mas a qualidade já começa a cair com o fim da estação de monta. O JBS está comprando na região de Aquidauana, mas levando para morrer em Campo Grande, com as escalas beirando julho na unidade de Anastácia, que, segundo Frederico Stella, presidente do Sindicato Rural da cidade sul-matogrossense, está entrando em férias coletivas. Média de R$ 127/128,00. Stella também notou os pequenos e médios baixando os preços nesta terça, para R$ 128/129,00, depois de arriscarem a semana passada a R$ 132,00. É a oferta batendo na porta.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

Mercado de reposição travado no Paraná

No Paraná diversos fatores têm diminuído o impulso dos compradores e um dos principais foi a greve dos caminhoneiros

O movimento, mesmo depois de passados alguns dias do término, trouxe instabilidade para arroba e o mercado do boi gordo sem diretrizes afasta os investimentos na reposição. Além disso, a paralisação dos abates durante o período da greve represou a boiada no pasto e o giro de estoque mais compassado vai postergando a troca. Portanto, há pouca procura pela ponta compradora e do outro lado os vendedores endurecem as negociações, não entregando os animais a preços abaixo da referência. Analisando a relação de troca, desde o início do ano o preço do boi gordo desvalorizou mais do que o preço das categorias de reposição, em função disso o pecuarista perdeu poder de compra. Destaque para a troca com o bezerro de 7,5@. No início do ano, com o preço de venda de um boi gordo de 16,5@ comprava-se 1,9 bezerro, atualmente compra-se 1,85.

SCOT CONSULTORIA

Blairo Maggi defende tabela de fretes apenas “referencial”

Alinhado com o setor de agronegócios, o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, passou a defender que o tabelamento dos fretes rodoviários de cargas seja apenas “referencial”, e não obrigatório como prevê a Medida Provisória 382/2018

O relator da MP na comissão mista do Congresso, o deputado governista Osmar Terra (MDB-RS), disse ao Valor, porém, que não abrirá mão de manter a obrigatoriedade do cumprimento dos valores mínimos estabelecidos para empresas que contratam o serviço junto a transportadores. Terra é radicalmente contra uma tabela apenas facultativa, medida já proposta pelo deputado ruralista Arnaldo Jardim (PPS-SP) por meio de emenda. Para Blairo Maggi, o mercado de fretes deveria continuar livre – ainda que, como membro do governo, o Ministro não queira bater de frente com a MP editada pelo Presidente Michel Temer. “Mas precisamos chegar a um entendimento sobre preços de partida. O que está acontecendo neste momento é que não estamos chegando a um valor técnico e estamos discutindo um valor arbitrado pelos motoristas”, acrescentou o Ministro, que participou de audiência pública no Senado sobre a crise da BRF. De acordo com dados repassados por representantes do setor ao Ministério da Agricultura, os prejuízos podem chegar a US$ 23,8 milhões em multas a serem pagas por empresas exportadoras. Isso porque há cerca de 60 navios contratados, mas parados nos portos brasileiros já há 11 dias, aguardando cargas de grãos e derivados que não chegam por causa das negociações travadas com transportadores rodoviários. “O problema é que muitas empresas exportadoras, como a BRF, por exemplo, não estão conseguindo formar preços para o futuro. Temos que ter um pouco de paciência e não há previsão para uma solução. Gostaria que a ANTT [Agência Nacional de Transportes Terrestres] definisse uma nova tabela para destravar o país”, declarou.

VALOR ECONÔMICO

Baixa liquidez mantém o preço do sebo estável

Assim como no mercado de couro verde, o preço do sebo ficou estável na semana

Mesmo com o fim da greve dos caminhoneiros, o volume de negociações ainda é baixo e colabora com os preços andando de lado no mercado. No Brasil Central, a gordura animal está cotada, em média, em R$2,10/kg, livre de imposto. No Rio Grande do Sul, o sebo está cotado, em média, em R$2,25/kg, nas mesmas condições. Apesar da estabilidade, a boa procura pelo produto mantém o mercado firme, o que pode colaborar com mudança de preço em curto prazo.

SCOT CONSULTORIA

Relação com União Europeia vai endurecer, afirma Maggi

O Ministro participou de audiência no Senado onde foi abordado o impacto de atividades da BRF em Goiás

Depois de participar de audiência na Comissão de Agricultura do Senado sobre a suspensão da importação de aves brasileiras por parte da União Europeia, o Ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) disse que a relação com o bloco europeu vai mudar, deixando para trás “um comportamento apenas reativo”. Maggi informou já ter conversado com o Ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, sobre o assunto e, usando uma expressão popular, comentou que, “agora, será uma no prego outra na ferradura”. O deslistamento de frigoríficos que exportavam carnes de aves para o bloco europeu, de acordo com o Ministro, ainda tem etapas a serem superadas até que seja revertido. Maggi lembrou que da última missão realizada em janeiro por técnicos europeus até agora não foi enviado relatório com informações sobre o resultado da visita. “Fizeram uma grande incursão no país, visitaram vários frigoríficos, várias granjas e a impressão que nos deixaram foi muito positiva comparada com uma missão anterior”, afirmou. De acordo com o Ministro, quando esse relatório de janeiro chegar ao ministério será analisado e respondido e que, cabendo fazer algum ajuste, será feito. Depois disso, nova missão poderá ser enviada ao Brasil. Mas fez questão de destacar que há mais interesses envolvidos na suspensão das importações, por parte dos europeus, do que alegadas questões envolvendo presença de salmonella. “Claro que há muita coisa no meio acontecendo, entre elas, a negociação de acordo com o Mercosul”.

MAPA

Expansão anual da frota de caminhões foi de 2,8% de 2011 a 2017

A conclusão do trabalho do BNDES é que não há excesso de caminhões rodando pelas estradas brasileiras, o que há é uma economia que não cresce

Estudos feitos pelo BNDES mostram que entre 2011 e 2017 a expansão da frota de caminhões foi, em média, de apenas 2,8% ao ano, percentual comparável ao PIB potencial do país. De 2015 até agora a frota está parada em 1,9 milhão de caminhões. Entre 2011 e 2014, o frete subiu de R$ 137,00 para R$ 167,00 em 2014. O frete, na realidade, teve um movimento errático, com valores no período de 2014 a 2016 superiores aos que eram cobrados entre 2010 e 2011. O que ocorreu, segundo o banco, foi um aumento de custos, sobretudo dos combustíveis, que não pode ser repassado para o preço do frete por causa da baixa atividade da economia. Para o Presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, sem um diagnóstico certo as decisões de governo podem ser erradas. Se tivesse ocorrido um excesso de oferta de caminhões, artificial, decorrente do financiamento ultra subsidiado do banco de desenvolvimento, os preços deveriam ter caído. O trabalho do BNDES procura responder se os financiamentos do Programa de Sustentação dos Investimentos (PSI) a juros de 2,5% ao ano — que vigoraram no segundo semestre de 2012 — estariam na origem da crise que levou à paralisação dos caminhoneiros. Um evento importante foi a transição da tecnologia dos motores a diesel, de 2011 a 2012, no âmbito do programa Proconve-P7, que levou à troca de motores a diesel por modelos mais avançados e menos poluentes. Isso representou uma antecipação da produção para o fim de 2011, com a consequente queda da produção no ano seguinte.

VALOR ECONÔMICO

CNA protocola ação no STF contra tabelamento de frete

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) protocolou na terça-feira (12), no Supremo Tribunal Federal (STF), uma ação contra o tabelamento dos preços mínimos dos fretes rodoviários aplicados pelo governo

“Buscamos o diálogo e nos colocamos à disposição para o debate em busca de uma solução que não fosse o tabelamento obrigatório. Mas o produtor rural começou a ser muito afetado e está com dificuldades de escoar sua produção e sem transportar nada devido a esse impasse. Por isso, não nos restou alternativa”, disse o chefe da Assessoria Jurídica da CNA, Rudy Maia Ferraz, conforme nota no site da entidade divulgada no mesmo dia. Na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 5.959, a CNA pede a suspensão da eficácia da Medida Provisória nº 832, editada pelo Executivo há duas semanas. Na avaliação da entidade, o tabelamento é inconstitucional por ferir os princípios da livre concorrência e da livre iniciativa. “Nossa posição sempre foi contra o tabelamento por entender que é um retrocesso e fere o livre comércio”, completou Ferraz. Ainda segundo ele, a tabela deve ser usada apenas como referência e não em caráter impositivo. O tabelamento poderá aumentar o custo de transporte para o setor agropecuário em até 152% e também tem trazido insegurança jurídica e prejuízo para as exportações. Como muitos contratos de comercialização da safra 2018/2019 já foram fechados, o produtor arcaria sozinho com essa elevação de custos do frete. “Não podemos tornar uma tabela obrigatória fazendo com que o produtor assuma única e exclusivamente esse ônus”, disse.

CARNETEC

Caminhoneiros negociam novas tabelas de frete com 50% de ganhos

Mais próximas de um acordo com o governo, entidades de caminhoneiros estão propondo que a terceira tabela de frete mínimo para cargas rodoviárias traga ganhos de 50% em média em relação aos valores de frete praticados pelo mercado antes das greves, diz uma fonte diretamente ligada às negociações

Dedicados em reuniões internas desde a última sexta-feira, lideranças dos caminhoneiros buscaram aparar possíveis divergências entre os sindicatos das categorias e estão fechando um consenso em torno do tabelamento. Mas a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), uma das que estiveram à frente das negociações com o governo durante as paralisações, deve entregar até esta quarta-feira uma proposta individual, apurou o Valor. “Está se caminhando para um acordo com o governo que não é tudo o que os caminhoneiros queriam, nem tudo aquilo que tinha na primeira proposta, mas será um grande avanço em relação ao que existia antes da greve”, diz a fonte. Os transportadores autônomos também vêm conseguindo convencer o governo de que, além de obrigatória, a tabela de preços precisa valer também para o frete de retorno – quando o motorista retorna de sua viagem. O chamado frete de retorno havia sido excluído da segunda versão da tabela, que a ANTT divulgou, mas a considerou sem efeito horas depois na última quinta-feira. No entanto, ainda não foi fechado um acordo formal entre caminhoneiros e governo. Ontem o ministro dos Transportes, Valtemir Casimiro, preferiu não dar qualquer previsão para a publicação de uma nova tabela. Casimiro foi muito criticado tanto pelos caminhoneiros quanto pelo setor empresarial por ter divulgado “às pressas” a segunda tabela.

VALOR ECONÔMICO

ECONOMIA

Dólar cai ante real com mais atuações do BC

Após mais duas atuações de surpresa do Banco Central, o dólar terminou a terça-feira em queda e no patamar de 3,70 reais, afastando-se da tendência de valorização no exterior em meio à expectativa sobre o desfecho do encontro de política monetária do Federal Reserve, banco central norte-americano, no dia seguinte

O dólar recuou 0,52 por cento, a 3,7075 reais na venda, depois de subir 0,54 por cento na véspera. Na mínima do dia, o dólar chegou a 3,6680 reais, marcada no início da tarde, logo após o BC chamar mais um leilão de novos swaps cambiais tradicionais com oferta de até 30 mil, vendidos integralmente. “O mercado está cauteloso em função da reunião do Fed e questões internas, mas ele se mantém amortecido com o BC agindo”, afirmou o operador de câmbio da corretora Spinelli José Carlos Amado. Na semana passada, o BC prometeu injetar 20 bilhões de dólares adicionais em novos swaps cambiais —equivalentes à venda futura de dólares— até a próxima sexta-feira para dar liquidez ao mercado e ajudar a conter a volatilidade. Pela manhã, o BC já havia feito outro leilão de até 30 mil swaps, também vendido integralmente, colocando neste mês, até o momento, 16,116 bilhões de dólares em novos swaps. Também vendeu a oferta integral de até 8.800 swaps cambiais tradicionais para rolagem, já somando 3,520 bilhões de dólares do total de 8,762 bilhões de dólares que vence em julho. Se mantiver esse volume até o final do mês, fará rolagem integral. O dólar chegou a subir ante o real nesta sessão, em sintonia com o exterior, com os investidores cautelosos com o desfecho do encontro do Fed no dia seguinte, depois de terem recebido dados em linha sobre a inflação norte-americana.

Redação Reuters

Ibovespa avança após cinco quedas com ajuda de Vale, mas cautela segue

O Ibovespa fechou no azul nesta terça-feira, quebrando uma série de cinco pregões em queda, apoiado principalmente na alta dos papéis da mineradora Vale e da própria B3 B3SA3.SA, mas o receio com o cenário político-eleitoral e a economia no Brasil mantiveram o clima de cautela no pregão.

De acordo com dados preliminares, o índice de referência do mercado acionário brasileiro. BVSP subiu 0,43 por cento, a 72.616 pontos, longe da máxima, quando subiu 1,4 por cento, a 73.321 pontos. O volume financeiro somava 8,97 bilhões de reais.

Redação Reuters

EMPRESAS

Previ manterá ação da BRF na carteira no curto e médio prazo, diz presidente

O Presidente da Previ, Gueitiro Genso, disse na terça-feira que o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil não tem interesse em vender as ações da exportadora de carne de frango BRF no curto e médio prazo

O executivo disse que o objetivo da Previ neste momento é dar suporte ao conselho de administração da BRF para que ele possa tomar decisões sobre a estratégia da empresa que teve operações afetadas por uma série de problemas nos últimos meses, incluindo operação da Polícia Federal e greve dos caminhoneiros. Questionado sobre uma eventual nomeação de Pedro Parente, hoje Presidente do conselho da BRF, para a presidência executiva da empresa de alimentos, Genso disse que a escolha do nome caberá ao conselho, mas que, como investidor, ele julgaria ser um “ótimo nome” se viesse a ser o escolhido.

Redação Reuters

BRF está fazendo “o possível e o impossível” para não fechar fábricas

O Vice-Presidente interino responsável pela área de relações institucionais da BRF, Jorge Luiz de Lima, admitiu ter grande preocupação com o embargo da União Europeia aos frigoríficos da empresa

Em audiência realizada hoje na Comissão de Agricultura do Senado, o executivo disse que a BRF está fazendo o “possível e o impossível” para não fechar fábricas. “A BRF tem feito esforço enorme para evitar fechamento”, afirmou Lima. De acordo com o executivo, a BRF acabou de finalizar um estudo em suas plantas em Goiás e decidiu que vai desativar a linha de produção de carne de perus na cidade de Mineiros. A decisão vai provocar uma redução da oferta de peru e limitar a utilização de capacidade em Mineiros a 65%, disse ele. Para amenizar o impacto do encerramento da produção de peru na unidade, a BRF tentará aproveitar parte do quadro de funcionários da unidade goiana. Ele também assegurou que cumprirá os contratos com os produtores integrados que o forneciam peru para a unidade goiana. “Não temos mais capacidade de exportação de perus em Mineiros, mas não há a menor possibilidade de a BRF não cumprir contrato com os integrados na região”, afirmou. A União Europeia, que vetou a BRF, era o principal destino das vendas de carne de peru. Por outro lado, a BRF retomará a produção no abatedouro de aves de Rio Verde (GO). Os funcionários dessa unidade entraram em férias coletivas no mês passado como parte da estratégia da companhia ajustar os estoques em razão do embargo do bloco europeu. Os dois frigoríficos citados pelo executivo (Mineiros e Rio Verde) foram alvo da Operação Trapaça, deflagrada em 5 de março pela Polícia Federal (PR).

VALOR ECONÔMICO

Carf discute autuação de R$ 3,5 bilhões de controladora da JBS

O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) discute a validade de uma autuação fiscal de R$ 3,5 bilhões recebida pela FB Participações, controladora da JBS, por causa da aquisição do Bertin, em 2009

Nesse processo específico (nº 16561.720104/2014-22), a Receita Federal cobra da FB Participações Imposto de Renda (IR), CSLL, PIS e Cofins sobre o ganho de capital pela incorporação do Bertin. O julgamento pela 2ª Turma da 4ª Câmara da 1ª Seção do Carf aconteceria ontem pela manhã, mas foi adiado. A suspensão aconteceu porque um documento novo foi apresentado pela defesa da empresa, no fim da semana passada. Na semana passada, o advogado apresentou indicações contábeis de que a operação foi feita de acordo com a orientação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na época. Por isso, logo no início do julgamento, Cançado Filho sugeriu que fosse dado prazo para a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) analisar o novo documento e se manifestar. De acordo com Cançado Filho, a Receita discorda da forma como foi feita a incorporação do Bertin pela JBS, desconsiderando a necessidade de prévia aprovação pelos minoritários. Segundo ele, assim, o Fisco inverteu a forma como a operação foi realizada, criando ato em que a JBS passou de adquirente à alienante. Por isso, considerou o ganho de capital e aplicou a autuação. Não há previsão de quando o processo voltará a julgamento. Mas após a decisão da Turma, tanto a procuradoria quanto a empresa poderão recorrer à Câmara Superior do órgão. Há outros processos relacionados à incorporação do Bertin pela JBS em andamento no Carf. No ano passado, a 1ª Turma da 2ª Câmara da 1ª Seção do órgão manteve uma autuação feita à Tinto Holding, controladora do grupo Bertin, de R$ 4 bilhões. A Receita constatou que as operações que levaram à unificação entre Bertin e JBS foram realizadas de uma forma a afastar, artificialmente, a incidência de tributos sobre ganho de capital bilionário por parte da Tinto Holding. Cabe recurso à Câmara Superior.

VALOR ECONÔMICO

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