CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 762 DE 30 DE MAIO DE 2018

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Ano 4 | nº 762 | 30 de maio de 2018

ABRAFRIGO

MP com o novo prazo de adesão ao Refis do FUNRURAL

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ABRAFRIGO NA MÍDIA

Setor de carne bovina deixou de movimentar R$ 4,5 bi em 9 dias e importadores já questionam cumprimento dos contratos

Com a paralisação quase total do abate de bovinos no país devido à greve dos motoristas de caminhão que entrou no seu nono dia, o país deixou de movimentar R$ 4,5 bilhões tanto nas operações de comércio do mercado interno como nas exportações, avaliou a Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), em nota divulgada ontem (29)

Segundo o Presidente Executivo da entidade, Péricles Salazar há também um outro componente importante para a economia brasileira que irá acentuar ainda mais estes prejuízos. “Os países importadores de carne bovina brasileira já começam a questionar se o país tem capacidade de cumprir seus contratos de exportação do produto e começam a se movimentar para cancelar ou considerar extintos estes contratos”, informou ele. A previsão era de que o Brasil chegasse a um total de exportações próximo de US$ 7 bilhões em 2018, com crescimento de 10% sobre o ano passado.

ESTADÃO CONTEÚDO/DCI/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/METROPOLES/AGROLINK/PORTAL DBO/ISTO É/PÁGINA RURAL/AGROEMDIA

NOTÍCIAS

Temer edita MP que prorroga prazo de adesão ao Funrural até 30 de outubro

O presidente Michel Temer editou nesta terça-feira a Medida Provisória que prorroga até 30 de outubro o prazo de adesão ao programa de parcelamento de dívidas de produtores com o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural)

A MP será publicada no Diário Oficial da União (DOU) amanhã. “A adesão ao PRR ocorrerá por meio de requerimento a ser efetuado até 30 de outubro de 2018 e abrangerá os débitos indicados pelo sujeito passivo, na condição de contribuinte ou de sub-rogado’, diz trecho da MP.

Essa será a terceira prorrogação do prazo de adesão ao Refis do Funrural. Inicialmente, o prazo iria até 30 de abril. No final daquele mês, porém, o governo anunciou extensão do prazo até 30 de maio, atendendo a pedido dos ruralistas, que queriam aguardar julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) dos embargos declaratórios sobre a decisão da Corte que considerou constitucional a cobrança da contribuição. Na semana passada, o STF manteve a constitucionalidade do tributo. O projeto criando o Refis para o Funrural foi sancionado pelo presidente Michel Temer em 9 de janeiro deste ano e previa, inicialmente, prazo de adesão até 28 de fevereiro. Em março, porém, o Congresso Nacional aprovou medida provisória (MP) prorrogando esse prazo para 30 de abril.

Estadão

Greve dá alguns sinais de arrefecimento, mas efeitos persistem

O movimento dos caminhoneiros entrou em seu décimo dia com sinais de arrefecimento, mas mesmo que isso prossiga, a normalização completa do abastecimento ainda demora a ocorrer

Os sinais de normalização no abastecimento e nas estradas ainda eram mistos ontem. Apesar de as lideranças sindicais recomendarem a desmobilização nas estradas, um grande número de caminhoneiros continuava paralisada, ontem, em diversos pontos do país, alguns nos acostamentos ou mesmo em casa. Embora o governo tenha buscado passar mensagem de otimismo com o resultado do trabalho das forças federais de segurança para desbloquear rodovias interditadas pelos protestos e garantir o abastecimento de produtos essenciais, os números divulgados pelo Ministério da Defesa e pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) indicaram que a paralisação deve se estender por um período maior. O Corregedor-Geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Célio Constantino, informou ontem que as forças federais fizeram 751 desinterdições nas rodovias, com protestos em mais de 20 Estados, além do Distrito Federal. Apesar de demonstrarem convicção de que a situação se normalizará nos próximos dias, os membros do comitê anticrise insistiram na tese de que há a intenção dos caminhoneiros em desmobilizar e atribuíram as dificuldades para que isso ocorra à ação de infiltrados nas manifestações. Os pontos de concentração nas rodovias aumentaram de 594 para 616 nos últimos dois dias, sem envolver bloqueio de estradas. “O relato de hoje é muito melhor do que o de ontem”, disse o Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, após reunião da manhã do comitê da crise. Ele admitiu, no entanto, que a mobilização que persiste “extravasa” o propósito original do movimento caminhoneiros, pautada na redução do diesel e outras reivindicações em prol da categoria. Segundo ele, as manifestações contam com a participação e o apoio de “populares” com interesse político difuso. “As concentrações têm envolvido populares, pessoas que não são caminhoneiros. Temos manifestações, especialmente nos centros urbanos, em que predominam populares. Mas há manifestações de caminhoneiros ainda. Muitos querem voltar, mas são constrangidos a permanecer no movimento”, reconheceu Padilha. Líderes locais sustentavam que não havia bloqueios. “Grande parte dos caminhoneiros segue parada, mas não há obstruções. O porto está liberado para quem quiser passar”, disse Cícero Rodrigues, Diretor do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos da Baixada Santista e Vale do Ribeira. Muitos caminhoneiros estão parados com medo de ameaças, informou o Diretor do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga de Ijuí (Sinditac-Ijuí), Carlos Alberto Litti Dahmer. Segundo ele, a ausência de soluções definitivas mergulhou o país num ambiente de insegurança e descrédito. “Os trabalhadores estão mais protegidos parados, não falta nada a eles. Têm onde tomar banho, o que comer, onde dormir. Só falta estrada. O que pode acontecer se voltarem a rodar? Ninguém sabe. Há muitas pautas na rua agora”, argumentou Litti. Para o presidente Michel Temer, não há espaço para novas concessões do governo para que os caminhoneiros desmobilizem e encerrem a greve da categoria iniciada na semana passada. “Neste momento, fizemos o que foi possível. Esprememos todos os recursos governamentais para atender os caminhoneiros e não prejudicar a Petrobras “, destacou o Presidente, lembrando que a estatal se recuperou ao longo desses dois anos após enfrentar uma “situação desastrosa”. O Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Almirante Ademir Sobrinho, informou que as forças federais definiram três “corredores” de segurança em rodovias consideradas estratégicas para a garantia do abastecimento do país. Por esses trajetos passarão comboios de caminhões escoltados por tropas do Exército e da Polícia Rodoviária Federal, apoiadas pelas polícias estaduais. Os corredores rodoviários ligam as cidades: Betim (MG) a Brasília; Vilhena (GO) a Rio Branco (AC); e Caracaraí (RR) a Boa vista (RR).

VALOR ECONÔMICO

Produtores de carnes começam a retomar atividades após protestos de caminhoneiros

Parte das 167 unidades produtoras de carnes de aves e suína do Brasil que pararam a produção devido aos protestos de caminhoneiros deverá retomar gradativamente a produção a partir de quarta-feira, em um primeiro sinal de que as atividades das indústrias do agronegócio, fortemente afetadas pelos bloqueios de rodovias, podem estar voltando ao normal

A informação foi divulgada no início da noite pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa as empresas, enquanto o abastecimento de combustíveis apresentou melhoras em alguns Estados, com a redução do movimento dos caminhoneiros, que completou nove dias na terça-feira. Contudo, a ABPA afirmou que a retomada ocorrerá apesar de ainda serem registrados bloqueios em rodovias, que impedem a circulação de animais vivos, rações, carnes e diversos outros produtos no país, desde a semana passada. A Cooperativa Central Aurora Alimentos, terceira maior produtora de carnes de aves e suínos do Brasil, informou nesta terça-feira que decidiu pela retomada gradual das atividades em todas as suas plantas industriais de aves e suínos, a partir de quarta-feira. “Toda a força de trabalho da Aurora, no campo e nas cidades, foi convocada para restabelecer os fluxos de produção e trabalho”, afirmou a cooperativa em nota. Apenas a indústria nacional de carnes de aves e suínos deixou de exportar de 135 mil toneladas desde o início da greve, segundo a ABPA. Mas o prejuízo do setor agropecuário é bem maior. Somente os produtores rurais, sem considerar as indústrias e fornecedores de insumos, tiveram perdas de 6,6 bilhões de reais em decorrência dos protestos de caminhoneiros, estimou nesta terça-feira a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). As manifestações também geraram grandes problemas na exportação, especialmente de soja, o principal produto que o país vende ao exterior. Sem estoques nos portos, algumas empresas exportadoras de commodities com operações no Brasil já estão analisando a possibilidade de declarar “força maior” nos embarques de soja, disse à Reuters um representante do setor. Já o setor de café estimou em 70 milhões de reais as perdas diárias com os bloqueios. “O café está passando por um momento muito difícil, pois as empresas em geral nesta semana têm declarado que estão com a produção parada”, afirmou o Diretor Executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Nathan Herszkowicz. Outros setores do agronegócio, como o de suco de laranja e cana-de-açúcar, foram fortemente afetados. Na véspera, a associação das indústrias de açúcar e etanol, a Unica, afirmou que todas as empresas parariam completamente na terça-feira. A indústria de carne bovina informou na segunda-feira que mais de 100 unidades pararam, e que o setor deixou de exportar 40 mil toneladas desde o início dos protestos. Os protestos ainda devem elevar os custos de produção de carnes, segundo a ABPA.

Redação Reuters

Mercado do boi: a última referência de preço é de 23 de maio

Os abates devem acontecer quando as estradas estiverem liberadas

Se a greve, por exemplo, acabar nesta quarta-feira (30/5), já temos um feriado nacional na quinta-feira (Corpo de Cristo), e a coisa vai levar um tempo para voltar à normalidade.

Então para estimar o dia 4 de junho, próxima segunda-feira, como uma possibilidade de retomada dos negócios, seria uma boa aposta. Se, no entanto, os bloqueios continuarem, é sentar e esperar.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar sobe e se aproxima de R$3,75 com aversão ao risco no exterior

O dólar subiu pela quarta sessão consecutiva e voltou a se reaproximar dos 3,75 reais, influenciado pela aversão ao risco no exterior, que se somou às preocupações com os impactos da crise doméstica dos caminhoneiros na economia

O dólar avançou 0,28 por cento, a 3,7392 reais na venda. O dólar futuro tinha alta de 0,05 por cento. “Por enquanto, continuamos acreditando que é preciso cautela… nem o exterior, nem o cenário doméstico parecem contribuir para uma melhora significativa, por enquanto”, destacou a corretora Guide em relatório. A moeda marcou a máxima da sessão no início dos negócios, quando saltou 1,14 por cento e foi a 3,7712 reais, mas depois passou por uma correção e passou a maior parte do dia entre leves altas e baixas. “O feriado nos Estados Unidos e Reino Unido na véspera enxugou a liquidez e deixou o mercado meio sem rumo. Houve certo exagero…Hoje o investidor chegou assustado e deu aquele estresse da abertura”, explicou o gerente de câmbio da Treviso Corretora Reginaldo Galhardo. O governo cedeu às exigências dos caminhoneiros, o que impactará fortemente as contas públicas. Nesta terça-feira, o Ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, voltou atrás e disse que não haverá aumento de impostos para compensar o corte do preço do diesel. A agência de classificação de risco Moody’s veio a público nesta terça-feira para avisar que o corte de impostos e o subsídio do governo para garantir redução de preços do diesel são fatores negativos para a avaliação de risco soberano do Brasil e enfraquecem as perspectivas fiscais de curto e médio prazo. A crise também expôs a fragilidade e a desarticulação do governo Michel Temer, e complicou ainda mais a já difícil situação de uma eventual candidatura governista na eleição presidencial de outubro, respingando também nas chamadas candidaturas de centro. No exterior, o dólar tinha forte alta ante a cesta de moedas, e subiu para a máxima contra o euro desde julho de 2017, com a liquidação no mercado de títulos na Itália devido ao aumento das preocupações políticas que levavam os investidores a abandonar a moeda única.

Redação Reuters

Ibovespa fecha em alta com recuperação de Petrobras, mas preocupação persiste

A bolsa brasileira fechou com o Ibovespa em alta na terça-feira, após quatro sessões seguidas de perdas, em movimento guiado pela recuperação das ações da Petrobras, mas longe das máximas da sessão, conforme segue o desconforto entre agentes financeiros com a deterioração no cenário político e nos fundamentos econômicos do país.

De acordo com dados preliminares, o principal índice de ações da B3 subiu 0,83 por cento, a 75.981 pontos. Na máxima, nos primeiros negócios, avançou 2,5 por cento. O volume financeiro do pregão somava 14,959 bilhões de reais.

Redação Reuters

OCDE estima crescimento global de 3,8% em 2018, mas piora projeção para o Brasil

O crescimento global deve atingir 3,8 por cento este ano e alcançar 3,9 por cento em 2019, projetou nesta quarta-feira a OCDE, piorando ainda a expectativa para o Brasil neste ano

De acordo com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em seu Cenário Econômico, a perspectiva de uma guerra comercial está ameaçando as perspectivas globais. Entretanto, se isso não se concretizar, o mundo caminha para uma mínima de 40 anos no desemprego, segundo a OCDE. Para o Brasil, a entidade projeta uma expansão de 2 por cento em 2018, reduzindo a perspectiva de março de 2,2 por cento, Por outro lado, a estimativa para o ano que vem melhorou a 2,8 por cento, de 2,4 por cento anteriormente.

Redação Reuters

Temer admite rever política de preços da Petrobras e governo começa a conversar com a empresa

O Presidente Michel Temer admitiu nesta terça-feira, em entrevista à TV Brasil, que o governo pode mexer na política de preços de combustíveis da Petrobras —para além do diesel acordado com o movimento dos caminhoneiros— e, de acordo com uma fonte ouvida pela Reuters, conversas nesse sentido já começaram entre o governo e a estatal

“A Petrobras se recuperou ao longo desses dois anos. Estava em uma situação economicamente desastrosa há muito tempo, mas nós não queremos alterar a política da Petrobras. Nós podemos reexaminá-la, mas com muito cuidado”, disse o Presidente. Depois de dúvidas iniciais, devido à qualidade do som, sobre se Temer havia dito “nós podemos reexaminá-la” ou “não podemos reexaminá-la”, duas fontes palacianas confirmaram que a afirmação do presidente foi mesmo “nós podemos reexaminá-la”. De acordo com uma das fontes, a questão da previsibilidade dos preços —que hoje são reajustados quase diariamente para refletir a variação do preço do câmbio e do petróleo no mercado internacional— terá que ser tratada em breve. “A política de preços da Petrobras funcionou com a estabilidade da moeda e do petróleo. Sem isso, criou-se um problema. Precisamos estudar alternativas”, disse uma das fontes. Em meio ao tumulto causado pela greve dos caminhoneiros e da decisão do governo de estabelecer que os reajustes do óleo diesel só poderão ser feitos a cada 30 dias —com uma compensação a Petrobras por eventuais perdas— a empresa chegou a perder, nos últimos dias, mais de 120 bilhões de reais em valor de mercado por reações a uma possível interferência do governo na política de preços da empresa. “Não dá para congelar a discussão. Não se pode gerar perdas para a empresa, mas temos que analisar o que pode ser feito. Temos que lembrar que a Petrobras é um monopólio, é o único fornecedor do país. Se a sociedade não tem uma outra opção tem que ter alguma forma de preservar o direito do consumidor”, analisou a fonte. Segundo essa mesma fonte, já houve conversas iniciais entre o Ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, e o Presidente da Petrobras, Pedro Parente. Apesar de resistir a mudar a política da empresa, Parente estaria sensível à necessidade de dar mais previsão aos reajustes, desde que não haja perdas para a empresa. As discussões, no entanto, só devem avançar depois de encerrada de vez a greve dos caminhoneiros e normalizada a

“Essa conversa terá que ser feita. Pode não dar em nada, se o dólar se estabilizar”, disse a fonte. “Mas temos que tratar do assunto.” Uma outra fonte palaciana, consultada pela Reuters há alguns dias, disse que o governo não teria nesse momento recursos para compensar a Petrobras por uma mudança de política que inclua gasolina e gás de cozinha.

Redação Reuters

Brasil tem desemprego de 12,9% no tri até abril, diz IBGE

A taxa de desemprego no Brasil recuou a 12,9 por cento nos três meses até abril, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, em comparação com o primeiro trimestre, quando ficou em 13,1 por cento. A mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 13,0 por cento no período.

Redação Reuters

Senado aprova reoneração e isenção de PIS/Cofins para diesel

O Senado aprovou nesta terça-feira o projeto que reonera a folha de pagamento de 28 setores da economia ainda em 2018 e também zera até o fim do ano as alíquotas do PIS/Cofins sobre o diesel, deixando para o Presidente Michel Temer a tarefa de vetar a isenção e definir novas fontes que garantam a redução de 0,46 real no preço do combustível

A aprovação da proposta sem qualquer mudança faz parte de acordo fechado com Temer e sua equipe econômica, segundo o Presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), na tentativa de atender a demandas de caminhoneiros, em paralisação há mais de uma semana.

Diante do temor de um retorno do projeto à Câmara caso o texto fosse alterado, o que demandaria mais tempo e poderia prolongar a crise com caminhoneiros, Eunício atuou como fiador e garantiu o compromisso de veto de Temer. “Vão-se os anéis, ficam-se os dedos, com o compromisso do governo de vetar algo que não foi proposição do governo. Foi um projeto que veio da Câmara, e que se nós fizéssemos qualquer alteração, atrasaria essa negociação e representaria, talvez, uma suspeita na categoria: ‘será que o acordo vai ser cumprido?’ Sim, o acordo já está sendo cumprido e já é uma realidade”, disse a líder da maioria na Casa, Simone Tebet (MDB-MS). Os integrantes da base e até mesmo alguns opositores a Temer concordaram com a necessidade de encerrar a tramitação do projeto e enviá-lo à sanção, como de fato ocorreu. Mas boa parte da oposição questionou a certeza de veto e criticou a aprovação de um texto que poderia refletir na retirada de recursos para a seguridade social, caso a isenção de PIS/Cofins não seja vetada. Houve até uma tentativa de cortar do texto o dispositivo que trata da redução a zero das alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, mas a emenda que previa a retirada, analisada em uma votação à parte, foi rejeitada por 51 votos a 14. “O que foi aprovado eu considero o maior absurdo desde que eu fui eleito senador… É zerar PIS/Cofins para fazer subvenção à Petrobras, aos acionistas da Petrobras e, mais ainda, senhores, aos importadores de diesel”, disse o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), durante a votação. “Eu nunca vi um projeto tão covarde. PIS/Cofins, nós estamos falando sabe do quê? Dos miseráveis. Não é classe média baixa, não, é… Miseráveis. É dinheiro sabe de quê? É dinheiro de seguro-desemprego, é dinheiro de seguridade social, assistência social.” Segundo o líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB-RR), o Planalto definirá, por meio de decreto, outras fontes para bancar o compromisso fechado com caminhoneiros de reduzir o preço do óleo diesel em 0,46 real.

Redação Reuters

EMPRESAS

Aurora diz que retomará gradualmente produção de aves e suínos

A Cooperativa Central Aurora Alimentos, terceira maior produtora de carnes de aves e suínos do Brasil, informou na terça-feira que decidiu pela retomada gradual das atividades em todas as suas plantas industriais de aves e suínos, a partir de quarta-feira

Segundo a assessoria de imprensa da Aurora, a cooperativa espera que os manifestantes que ainda ocupam rodovias permitam que ocorra o fluxo de mercadorias. O protesto de caminhoneiros paralisou mais de cem unidades produtoras carnes no Brasil, não somente da Aurora, além de prejudicar o escoamento de produtos aos portos de exportação e para o abastecimento das cidades. “Toda a força de trabalho da Aurora, no campo e nas cidades, foi convocada para restabelecer os fluxos de produção e trabalho”, afirmou a cooperativa em nota. A decisão de retomar também se deve ao risco de “colapso da imensa cadeia produtiva Aurora, formada por mais de 70 mil famílias rurais, 12 cooperativas agropecuárias e 16 plantas industriais que processam por dia 1 milhão de aves, 20 mil suínos e 1,6 milhão de litros de leite”.

Redação Reuters

AVES&SUÍNOS

Cadeias de aves e suínos só tem ração para animais até quinta

Segundo Ministro, setores podem entrar em colapso caso a paralisação não se encerre logo

Em reunião encerrada na tarde de terça-feira, 29, com o setor de proteína animal, o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, comunicou que a cadeia produtiva tem condições de tratar os plantéis de aves e suínos apenas até esta quinta-feira, 1, caso a paralisação dos caminhoneiros não se encerre no curto prazo. “O setor, que é altamente encadeado e já está capengando (com a greve), pode entrar em colapso”, disse Maggi, após encontro paralelo durante o Fórum de Investimentos Brasil 2018, em São Paulo. Maggi ressaltou não estar fazendo este alerta para o governo, que já tem conhecimento da situação, mas para os caminhoneiros que ainda estão parados e também para a população, que corre risco de desabastecimento. “Deve-se alertar a população para o que está por vir pela frente”, disse ele, informando que a capacidade diária de abates de aves é de 23 milhões de aves, e provavelmente elas não serão abatidas. “Essas aves entrarão em colapso e vão morrer por falta de comida”, assinalou. “E se não tem como alimentar os animais e abater, vai faltar (carne) também para a população.” O Ministro afirmou também que há risco de alta nos preços da carne de frango por causa da escassez que pode ocorrer, o que vai certamente afetar a população mais pobre, grande consumidora da proteína. Outra questão delicada, acrescentou, diz respeito ao setor de genética avícola, que o Brasil não só produz, como exporta. “Temos as bisavós, as avós e as matrizes, que vão gerar os ovos que serão os pintinhos e futuros frangos de corte”, explica. “Há preocupação imensa na cadeia com o risco de perda dessa genética.” Para o Ministro, o País pode passar de exportador de carne e de genética avícola a importador, caso a cadeia “se quebre” se a paralisação dos caminhoneiros se prolongar. “Podemos demorar pelo menos dois anos e meio para recuperar essa genética; vamos perder a sequência do que nós conquistamos.”  Quanto ao embargo das carnes bovina in natura e da carne de frango à União Europeia e a possibilidade de o movimento dos caminhoneiros de alguma maneira arranhar a imagem do País lá fora, Maggi disse que esses reflexos não são importantes agora. “Para exportar para a União Europeia e para os Estados Unidos precisamos ter produto para vender e hoje não temos”, disse. “O mais grave é que pode faltar alimento para a população brasileira. É disso o que eu estou falando.”

ESTADÃO CONTEÚDO

Plano Agropecuário deve atender produtores de aves prejudicados pela greve

Ministro Blairo Maggi admitiu que recursos podem ser remanejados antes do anúncio do PAP previsto para a semana que vem. Ministro fez anúncio antes de reunir-se com representantes dos produtores

Em entrevista em São Paulo, onde participa do Fórum de Investimentos Brasil 2018, o Ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) admitiu que poderá atender necessidade de crédito dos produtores de aves que tiveram prejuízo com a greve dos caminhoneiros. O recurso, segundo o ministro, deverá ser direcionado dentro do Plano Agrícola e Pecuário (PAP), a ser anunciado na próxima semana. “Temos um plano safra bastante grande. E é claro que o ministério tem na sua atribuição fazer política agrícola. Se nesse momento, for importante deslocar algum recurso para as cooperativas, para os produtores se reorganizarem, em detrimento até de um novo projeto de investimento, faremos isso, sem nenhum problema”. “Algumas áreas perderam muito plantel e o plantel é o capital do produtor”, observou, acrescentando que em alguns casos, foi retardado o processo de crescimento das aves, administrando apenas milho, sem o acelerador de crescimento. A utilização do Plano Agrícola e Pecuário para remanejar recursos é colocada como única alternativa de espaço fiscal para atender ao setor. “Com o teto de gastos que temos, para colocar algo, outro tem que sair, e a política agrícola vai seguir isso também com muito cuidado”. O Ministro considerou a greve um episódio fora da curva, que não atrapalha investimentos no país. “A gente vive num país livre, democrático. Agora tem que juntar os dados, aprender a lição de tudo o que aconteceu e seguir em frente”.

MAPA

Preço do frango subiu no atacado com a impossibilidade de produtos de fora do estado ingressarem em São Paulo

Assim como o mercado de suínos, o mercado de frango vem sentindo os reflexos da greve dos caminhoneiros

Nas granjas paulistas, apesar da dificuldade no transporte dos animais até o frigorífico, os compradores também estão adquirindo volumes reduzidos para controle de estoque. Segundo levantamento da Scot Consultoria, o frango vivo está cotado em R$2,50 por quilo, estabilidade nos últimos sete dias. No atacado de São Paulo, os preços estavam em queda na semana passada em decorrência da diminuição das vendas, comum para este período do mês, no entanto, com a impossibilidade dos produtos de fora do estado ingressarem (greve dos caminhoneiros), a especulação ganhou força e as cotações saíram de R$3,40 por quilo no dia 17/5 para R$4,20/kg no dia 29/5. Para os próximos dias não há como determinar o rumo do mercado.

SCOT CONSULTORIA

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