CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 731 DE 16 DE ABRIL DE 2018

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Ano 4 | nº 731 | 16 de abril de 2018

 NOTÍCIAS

SP: frigoríficos ofertam até R$ 3 a menos por arroba

O volume de negócios no mercado do boi gordo na sexta-feira foi menor

Muitos frigoríficos estiveram fora das compras aguardando esta semana para retomar os negócios. No geral, o cenário foi de cotações travadas. No balanço de todas as praças pesquisadas, as cotações nos últimos sete dias caíram 0,3%, ou seja, ficaram praticamente estáveis. Esse número revela um quadro de equilíbrio entre oferta e demanda. A ponta vendedora endurece as negociações e resiste em entregar boiadas com ofertas de compra abaixo da referência, já que a capacidade de suporte dos pastos garante essa estratégia. Já pelo lado dos compradores, não há necessidade de intensificação das compras, porque a oferta tem sido suficiente para atender a demanda. O escoamento está lento. Segundo a XP Investimentos, há relatos, inclusive, de redirecionamento da produção das plantas paulistas para plantas vizinhas, visando otimizar a produção e recuperar as margens operacionais. Com escalas “folgadas”, dada baixa necessidade de aquisição de animais, frigoríficos seguem testando referências até R$ 3 por arroba abaixo da média. Para o curto prazo, com a segunda quinzena do mês, o consumo não deverá animar e poderá desajustar o equilíbrio vigente. O cenário para os próximos dias é entre estabilidade e queda nos preços.

Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba à vista

Araçatuba (SP): 143,00

Belo Horizonte (MG): 136,00

Goiânia (GO): 131,00

Dourados (MS): 133,00

Mato Grosso: 127,00 – 133,00

Marabá (PA): 127,00

Rio Grande do Sul (oeste): 4,85 (kg)

Paraná (noroeste): 142,00

Tocantins (norte): 124,00

CANAL RURAL

Frigoríficos devem reduzir ritmo de abates

Após pico no primeiro trimestre, principalmente pelo descarte de fêmeas, margem menor deve desestimular as terminações. Consumo não está crescendo na mesma velocidade da produção

Após um pico de abates de bovinos nos últimos meses, frigoríficos brasileiros devem promover um ajuste de produção e reduzir o ritmo, avalia o Gerente Executivo de Compra de Gado da Minerva, Fabiano Tito Rosa. Ele diz que o motivo principal são as margens mais apertadas da indústria, com a queda do preço da carne bovina e o aumento da arroba do boi. “O consumo está melhorando, mas a produção cresceu muito mais”, disse Tito Rosa, durante palestra no Intercorte, evento realizado nesta sexta-feira, 13, em Cuiabá, MT. O executivo afirmou que os abates cresceram exponencialmente em todo o país no primeiro trimestre, sobretudo por causa do expressivo descarte de fêmeas. No caso da Minerva, o avanço nos trabalhos foi de 32% em relação a igual período de 2017, segundo ele. Conforme os números do Serviço de Inspeção Federal (SIF), do Ministério da Agricultura, os abates no período quase dobraram. O executivo disse que deve haver erro nos números do governo e que já foi solicitada uma revisão. “Não dobramos o abate, mas aumentamos muito, sim”, diz Tito Rosa. “A exportação está indo muito bem, quando olhamos o número absoluto. Mas, ao mesmo tempo, a produção subiu, por isso o preço médio caiu”, disse. Segundo ele, Rússia e Estados Unidos, países que embargaram as compras de carne bovina do Brasil no ano passado, são importantes na formação de preço, o que prejudica a rentabilidade. “A Minerva tinha duas unidades habilitadas para os EUA e era de longe o melhor mercado para a venda de (cortes de carne do) dianteiro”, disse. Ele disse que a Rússia, por sua vez, é bastante atrativa para a venda de recortes bovinos. Tito Rosa ressaltou, ainda, que o Brasil pode crescer bastante em mercados internacionais, mas que precisa estar pronto para atender às exigências, como questões de idade e peso dos animais abatidos. “Se eu quiser ter liquidez, eu tenho de atender”, comentou. “O mercado cresce, mas com o aumento proporcional de nível de exigência”, afirmou. Em relação ao consumo doméstico, o executivo vê crescimento, mas se diz mais otimista com relação ao segundo semestre. “(2018) Vai ser mais um ano volátil e é preciso fazer estratégia de gestão de risco, usando ferramentas de hedge que existem”, completou. 

ESTADÃO CONTEÚDO

Oferta tem sido suficiente para atender a demanda no mercado do boi gordo

Durante toda a semana passada, o cenário foi de cotações travadas no mercado do boi gordo. No balanço de todas as praças pesquisadas, as cotações caíram 0,3% nos últimos sete dias, ou seja, praticamente estáveis

Esse número revela um quadro de equilíbrio entre oferta e demanda. A ponta vendedora endurece as negociações e resiste em entregar boiadas com ofertas de compra abaixo da referência. A capacidade de suporte dos pastos garante essa estratégia. Já pelo lado dos compradores não há necessidade de intensificação das compras, mesmo porque apesar de restrita a oferta tem sido suficiente para atender a demanda. O escoamento está lento. Para o curto prazo, com a segunda quinzena do mês, o consumo não deverá animar e poderá desajustar o equilíbrio vigente. O cenário para os próximos dias é de estabilidade para queda.

SCOT CONSULTORIA

Reunião da Cosalfa servirá para discutir foco recente de aftosa na Colômbia

Encontro terá início na próxima segunda-feira em Santa Cruz de La Sierra

Reunião da Comissão Sul Americana para a Luta contra a Febre Aftosa (Cosalfa) marcada para a próxima semana (16 a 21), na Bolívia, servirá para conhecer o trabalho feito na Colômbia, após o registro de focos de febre aftosa ocorridos em julho do ano passado e neste mês. O diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Presidente da Cosalfa, Guilherme Marques, vai participar da reunião, pois o Brasil acompanha com atenção a situação colombiana, devido a fronteira daquele país com a região Norte do Brasil, que em 2019 deverá começar a retirada da vacinação contra a aftosa. O Mapa determinou às Superintendências Federais de Agricultura do Amazonas e de Roraima que reforcem a fiscalização e vigilância na região de fronteira internacional, depois da recente confirmação de foco de aftosa em 15 animais, já sacrificados, em território colombiano. O alerta foi feito apesar do registro ter acontecido a 600 km da fronteira numa região densa de floresta. Na reunião da Cosalfa, a Venezuela cuja situação sanitária é desconhecida, também terá que mostrar se está avançando no combate à doença. “A expectativa é muito grande em relação à Venezuela, considerando a característica do país e também as outras informações sobre as condições sanitárias e epidemiológicas referentes à febre aftosa”, explicou Marques. A proposta de criação do banco de vacinas contra a aftosa, o Banvaco, feita pelo Brasil na reunião da Cosalfa, em abril de 2017, também será discutida. “O Brasil assumirá a liderança na criação do banco para ter a garantia de suprimento do produto, se necessário, mesmo adotando um plano de retirada gradual da vacinação. É preciso um estoque para utilização em situações estratégicas e em eventuais surtos, contra enfermidades que possam acontecer em qualquer parte das Américas”, afirmou o Diretor. No Banvaco está prevista a disponibilização de todas as cepas (linhagens) de vírus que já se propagaram no território brasileiro, bem como as exóticas para eventuais riscos da introdução delas no continente Sul Americano. “Devemos estar preparados para quaisquer emergências sanitárias”, alerta o diretor. A criação do banco, segundo ele, está despertando também o interesse do Canadá e dos Estados Unidos, para estarem preparados e terem à sua disposição produto em quantidade e qualidade suficiente para atender qualquer reintrodução da doença em seus territórios. Marques explica que muito mais importante do que ter milhões de doses de vacinas estocadas, que podem perder a validade, é fundamental dispor do antígeno (substância que provoca a resposta imunológica do organismo) e a experiência para a produção destas vacinas. Também são necessárias indústrias com capacidade de produção da vacina em poucas horas para atender emergências.

MAPA

Indea: MT prepara alternativa para coletar dados do rebanho após fim de vacinação

Após a retirada da vacinação contra a febre aftosa no rebanho de Mato Grosso, prevista para começar no ano que vem e prosseguir até 2021, o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) pretende realizar campanhas de “atualização de estoques” do rebanho entre os pecuaristas.

Atualmente, é por meio da declaração de vacinação, entregue pelos criadores a órgãos oficiais, que os governos estaduais e federal conseguem projetar o tamanho dos rebanhos. Sem a campanha da aftosa, a coleta de dados ficaria dificultada. “Fizemos uma atualização da legislação sanitária. Editamos um decreto em 2017 prevendo que, a partir do momento da retirada da vacinação, as campanhas passarão a ser de ‘atualização de estoques’, e não mais de imunização do rebanho (como ocorre agora)”, disse a Presidente do Indea-MT, Daniella Bueno, ao Broadcast Agro (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado). Ela explica que produtores terão de comparecer aos escritórios do Indea duas vezes ao ano, para declarar seu rebanho, por quantidade e sexo. O instituto vai fiscalizar essas declarações por amostragem, da mesma forma como é feito hoje nas campanhas de vacinação. Em 2017, os abates em Mato Grosso cresceram cerca de 5%, para 4,6 milhões de cabeças. “Tivemos uma recuperação bem nítida no segundo semestre. O mercado primeiro se retraiu com o anúncio da Carne Fraca, mas depois ficou claro que a questão não era sanitária, provamos que a sanidade do rebanho continuava intacta”, diz. Daniella Bueno evita fazer projeções sobre este ano, mas afirma que a perspectiva para 2018 é de crescimento do rebanho estadual, em razão do menor abate de fêmeas no ano passado. O Brasil deve ser reconhecido país livre de aftosa com vacinação no próximo dia 20 de maio, durante a Assembleia-Geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), da qual o Presidente Michel Temer deve participar. A partir daí o governo deve dar sequência ao plano de retirada total da vacina no País, com o objetivo de ampliar mercados internacionais para a carne bovina brasileira.

Estadão

ECONOMIA

Valor da Produção Agropecuária de 2018 é estimada em R$ 530,1 bilhõeS

Previsão está abaixo do resultado do ano passado com tendência de recuperação. Algodão tem se destacado, com aumento de 20,9%

A estimativa do valor bruto da produção (VBP) deste ano com base em informações de março, indicam valor de R$ 530,1 bilhões, 3,7% abaixo do obtido em 2017. Mas, há tendência de recuperação, pois os dados têm indicado sinais de aumento do valor com o passar dos meses.

Embora tenha havido redução do valor em fevereiro na comparação com o mês anterior, março já apresentou variação positiva sobre fevereiro. Isso pode indicar tendência de recuperação do valor no decorrer do ano, de acordo com José Garcia Gasques, Coordenador-Geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A direção dos resultados dependerá, explica Gasques, dos preços dos produtos e do milho de segunda safra. As lavouras e a pecuária sofreram redução do VBP, de 3,8% e de 3,5%, respectivamente. Os melhores resultados são os de algodão, com aumento de 20,9% em relação ao ano passado, cacau, 8,7%, mamona, 68,5%, soja, 3,8%, batata-inglesa, 3,4%, café, 2%, tomate, 32,7% e trigo, 37,3%. Todas essas variações são em termos reais (descontada a inflação). Outro grupo de produtos tem apresentado redução de valor, entre os quais destacam-se o arroz, cana-de-açúcar, café, milho, laranja, mandioca. Como representam parte expressiva do valor da produção total, têm forçado para baixo o VBP deste ano. Esse efeito foi ampliado pela redução de valor da carne de frango, carne suína, e leite, que também estão tendo pior desempenho. Destacam-se ainda produtos que têm apresentado recuperação dos preços, entre os quais estão ovos, algodão, batata e tomate. Dados regionais mostram que o Centro-Oeste lidera as demais regiões na geração de valor da produção, seguida pelo Sul, Sudeste, Nordeste e Norte. Entre os estados, Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul são os cinco com os maiores valores da produção neste ano.

MAPA

EMPRESAS

Novo conselho da BRF continuará dividido

A disputa de poder na BRF, entre os fundos de pensão Petros e Previ e o empresário Abilio Diniz, deve terminar sem vencedores. Nem as fundações farão o conselho de administração que almejavam quando iniciaram o movimento para a reforma do colegiado, nem Abilio formará o grupo que pretendia para conduzir a empresa

É esse o resultado que deve sair de uma assembleia em que o conselho será formado por uma eleição com adoção do sistema de voto múltiplo. Na quinta-feira à noite, a gestora de recursos Aberdeen, dona de 5% da BRF e aliada dos fundos de pensão, solicitou à companhia que o voto no conselho seja feito nominalmente, e não mais em chapa. O pedido veio um dia após a empresa americana de assessoria de votos ISS – que tem forte influência sobre detentores de recibos de ações listados (ADRs) na Bolsa de Nova York – recomendar a chapa de conselheiros defendida por Abilio, e não a das fundações. Os estrangeiros donos de ADRs respondem por quase 9,5% do capital da BRF, segundo informações do site da companhia. Fundos de pensão, Aberdeen e a gestora carioca Jardim Botânico, que lideram os esforços para reforma do conselho, detêm juntos quase 30% da BRF. Abilio mais os herdeiros da Sadia têm em torno de 10%. Caso a gestora Tarpon, dona de 7,3%, mantenha-se aliada ao empresário, o grupo chegaria a perto de 20%. A Tarpon foi responsável pela indicação de Abilio à presidência do conselho da BRF em 2013, apoiada na época pela Previ. No ano passado, contudo, a união entre Abilio e Tarpon foi abalada. No voto múltiplo, a contagem é feita sobre o capital presente à assembleia, e não sobre o total. Na média, os últimos cinco encontros anuais da BRF registraram participação de detentores de 78% do capital total. Em uma matemática simplificada, esse percentual indica que o grupo dos fundos de pensão tem condição de garantir, no mínimo, quatro participantes para o conselho e Abilio, a depender do apoio, de dois a três membros. Ao todo, o novo colegiado, conforme colocado em votação na assembleia, deverá ter 10 membros. Tudo indica que o resultado final será ainda um conselho dividido. Peter Taylor, diretor da Aberdeen no Brasil, disse que o pedido de voto múltiplo teve como objetivo preservar o apoio às fundações. Ele explicou que estrangeiros que escolhessem a chapa apresentada por Previ e Petros teriam os votos desconsiderados se, de última hora, fosse adotado o voto múltiplo (que poderia ser solicitado até 48 horas antes da assembleia). Para Taylor, a instalação do processo desde já permite que o estrangeiro compreenda melhor o cenário. Ele disse que a decisão de Abilio de indicar uma chapa concorrente – mas 70% idêntica à das fundações – confundiu os estrangeiros. A preferência da ISS pelo grupo de Abilio ou as desconsiderações de voto na chapa poderiam prejudicar o resultado pretendido pelas fundações. No relatório, a assessoria também recomendou a abstenção dos investidores no caso de eleição por voto múltiplo. Antes do pedido do voto múltiplo, a expectativa dos articuladores de Abilio era que os acionistas estrangeiros prefeririam o grupo proposto por ele, que tinha o ex-ministro Luiz Fernando Furlan na cabeça de chapa. A chapa sugerida pelo empresário poderia dar conta de dois problemas: terminaria com o protagonismo de Abilio, que incomodava o mercado, e elegeria um conselho com um presidente que conhece o negócio – Furlan é herdeiro da Sadia. Na chapa das fundações, o Presidente é Augusto Cruz, atualmente à frente do conselho da BR Distribuidora. Com o voto múltiplo, a definição do novo presidente é feita em assembleia pelos presentes e somente após a eleição, um a um, dos dez membros do colegiado, explicou a advogada Ana Carolina Passos, sócia da área societária do Cescon Barrieu. A lista de candidatos a conselheiros da BRF, que contêm nomes trazidos pelas fundações e por Abilio e Furlan, não traz executivos com experiência na gestão da longa cadeia agropecuária e industrial da BRF. Mesmo os nomes sugeridos de última hora por Furlan – Luiza Trajano, dona do Magazine Luiza, e Vicente Falconi, reestruturador de empresas – não supririam essa deficiência. A ausência de conhecimento no setor era, aliás, a principal crítica dos herdeiros das Sadia aos nomes defendidos pelos fundos de pensão.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

Brasil ultrapassa Paraguai como principal fornecedor de carne do Chile

A participação da carne paraguaia no mercado chileno teve uma queda significativa de 9,6% nos dois primeiros meses do ano, segundo o relatório do Escritório de Estudos e Políticas Agrárias (ODEPA) do Ministério da Agricultura do Chile

O produto paraguaio perdeu a liderança no Chile, posição ocupada pelo Brasil. Entre janeiro e fevereiro deste ano, a participação da carne paraguaia no Chile foi de 36,5%, enquanto no mesmo período do ano passado foi de 46,1%, segundo dados do governo chileno. Após a suspensão de cinco plantas frigoríficas para exportação para o Chile, espera-se que a participação diminua ainda mais nos próximos meses até que esteja normalizada, disseram representantes da Câmara Paraguaia de Carne (CPC). Nos dois primeiros meses do ano, o Chile importou 31.293 toneladas de carne e os principais fornecedores foram o Brasil com 13.422 toneladas, o Paraguai, com 11.427 toneladas, a Argentina, com 4.096 toneladas, os Estados Unidos, com 1.558 toneladas, o Uruguai, com 760 toneladas e o Canadá, com 30 toneladas, segundo dados do ODEPA.

El País Digital.

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