CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 730 DE 13 DE ABRIL DE 2018

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Ano 4 | nº 730 | 13 de abril de 2018

 ABRAFRIGO NA MÍDIA

Abrafrigo: China caminha para representar 50% das exportações de carne bovina

O mercado chinês se aproxima cada vez mais de representar 50% das exportações de carne bovina in natura e processada do Brasil, avaliou nesta quinta-feira, 12, a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) em nota

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) compilados pela associação mostram que, no primeiro trimestre, as exportações de carne bovina somaram 393.083 toneladas, das quais 171.249 toneladas foram para os chineses, que representaram 46,1% dos embarques. Desta forma, ao lado de países como o Egito, a China tende a impulsionar o desempenho de vendas externas da proteína brasileira em 2018. Para o levantamento, a Abrafrigo contabiliza as importações chinesas que ocorreram tanto de maneira direta, quanto por intermédio do produto que entra via Hong Kong. No primeiro trimestre de 2017, as vendas brasileiras para o país asiático representavam 35,8%. Em relação a outros compradores, a entidade destaca o Egito como um importante cliente do País e que voltou às compras de maneira expressiva neste ano. Somente em março foram adquiridas 47.842 toneladas ante apenas 15.004 toneladas em igual período de 2017. O Chile também ampliou suas importações de 12.592 toneladas em março de 2017 para 23.888 toneladas no mês passado. “Os resultados no mercado internacional hoje constituem importante válvula de escape para compensar a queda nas vendas no mercado interno, que não vêm apresentando recuperação desde que foi deflagrada a Operação Carne Fraca da Polícia Federal no início de 2017”, afirma o comunicado. Para a Abrafrigo, a Carne Fraca ainda se reflete negativamente sobre os negócios realizados com países integrantes da União Europeia e com os Estados Unidos. Por outro lado, para o mercado russo – que já chegou a ser o maior importador da carne bovina brasileira -, há perspectivas de reabertura das importações ainda no primeiro semestre de 2018.

Estadão Conteúdo/ISTO É/CANAL RURAL/INFOMONEY/PÁGINA RURAL

Exportações brasileiras de carne bovina cresceram 20% em março

O volume das exportações brasileiras de carne bovina (in natura e processada) cresceu 20% em março na comparação com o mesmo mês de 2017 e alcançou 148,90 mil toneladas, conforme dados da Secretaria de comércio Exterior (Secex/Mdic) compilados pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo)

Em receita, o crescimento foi de 21%, para US$ 590,2 milhões. Com isso, no primeiro trimestre, o volume aumentou 19%, para 331,1 mil toneladas, e o valor das vendas subiu 21%, para US$ 1,3 bilhão. A entidade lembrou que o crescimento ocorreu mesmo com o embargo da Rússia, em vigor desde dezembro do ano passado. A Abrafrigo destacou que, atualmente, a China é o maior importador da carne bovina nacional. Por meio de importações diretas ou via Hong Kong, as compras do país chegaram a 171,25 mil toneladas no trimestre, o que representou 46,1% das exportações brasileiras. Para se ter uma ideia, no primeiro trimestre de 2017 as vendas para aquele mercado representaram 35,8%.

VALOR ECONÔMICO

Exportação de carne bovina sobe 19% no 1º trimestre, China lidera compras

As vendas de carne bovina brasileira para o exterior tiveram um aumento de 19% em volume e 21% em receita no primeiro trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto a China segue elevando suas compras e apesar do embargo russo, informou a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) na quinta-feira (12).

O volume de exportações de carne bovina no primeiro trimestre foi de 393,1 mil toneladas, o equivalente a US$ 1,6 bilhão em receita para as empresas exportadoras. No mesmo período do ano passado, as vendas externas de carne bovina brasileira tinham somado 331,2 mil toneladas e US$ 1,3 bilhão. A China comprou 46,1% do volume total de carne bovina exportada pelo Brasil nos três primeiros meses do ano, equivalente a 171,4 mil toneladas, se consideradas as importações diretas pelo continente e as que entram por Hong Kong. “Os resultados no mercado internacional hoje constituem importante válvula de escape para compensar a queda nas vendas no mercado interno, que não vem apresentando recuperação desde que foi deflagrada a Operação Carne Fraca da Polícia Federal no início de 2017”, disse a Abrafrigo em nota enviada à imprensa. A entidade espera que o mercado russo seja reaberto às importações de carne bovina brasileira ainda neste primeiro semestre. Somente no mês de março, as exportações brasileiras de carne bovina somaram 148,9 mil toneladas, alta de 20% ante março de 2017. Em receita, as vendas totalizaram US$ 590,2 milhões, 21% a mais que no mesmo mês do ano passado. Além da China, o Egito (47,8 mil toneladas) e o Chile (23,8 mil toneladas) elevaram fortemente as compras do produto brasileiro em março, altas de 219% e 90%, respectivamente, em relação a março de 2017.

CARNETEC/AGROLINK/DBO/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

NOTÍCIAS

Compradores e vendedores seguem cautelosos no mercado do boi

Entre 4 e 11 de abril, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi gordo caiu ligeiro 0,8%

Compradores e vendedores consultados pelo Cepea seguem muito cautelosos para efetivar novos negócios. Entre 4 e 11 de abril, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi gordo caiu ligeiro 0,8%, passando para R$ 143,10 nessa quarta-feira, 11. Quanto ao mercado de reposição, o Indicador do bezerro ESALQ/BM&FBovespa (animal nelore, de 8 a 12 meses, Mato Grosso do Sul) fechou a R$ 1.203,10 no dia 11, alta de 1,21% na comparação com o dia 4. 

Cepea

Boi gordo: oferta e demanda ajustadas

Mercado do boi gordo travado na última quinta-feira (12/4)

Este cenário é resultado do equilíbrio entre a oferta de bovinos terminados e a demanda da indústria. Enquanto os pecuaristas oferecem os bovinos gradativamente, já que as pastagens continuam em boas condições, os frigoríficos estão trabalhando com menor volume de animais abatidos e pulando dias de abate, no intuito de controlar os estoques. No mercado atacadista de carne bovina sem osso já são cinco semanas de queda nos preços. Na média de todos os cortes pesquisados, a desvalorização foi de 1,3% nos últimos trinta dias. Já a arroba do boi gordo apresentou queda de 1,7% no período em São Paulo, o que permitiu que a margem de comercialização dos frigoríficos que fazem a desossa ficasse próxima da média histórica. Entre as praças pecuárias pesquisadas, destaque para o Pará. A forte chuva dos últimos dias vem atrapalhando os embarques de bovinos e resultando em menor volume de animais abatidos. Para os próximos dias, o cenário é de atenção a estratégia adotada pelos pecuaristas, já que a proximidade da entressafra e o maior volume de fêmeas disponíveis para o abate podem favorecer pagamentos abaixo da referência.

SCOT CONSULTORIA

Mais uma semana de queda nos preços da carne bovina no varejo

A entrada do mês, o recebimento dos salários e a maior capacidade de controle dos estoques frente as indústrias não foram suficientes para motivar altas no mercado varejista de carne bovina

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo e no Paraná, os preços ficaram estáveis, enquanto em Minas Gerais e no Rio de Janeiro ocorreram desvalorizações médias de 0,5% e 0,3%, respectivamente, nesta semana. Para a próxima semana, quedas nas cotações não estão descartadas, já que com a entrada da segunda quinzena do mês normalmente ocorre uma redução no poder de compra da população. Atualmente, a margem de comercialização dos varejistas gira em torno de 66,9%.

SCOT CONSULTORIA

Abates de fêmeas em excesso, diante de uma crise onde a @ está na média de 2015, vai levar à falta de boi a partir de 2020

No MT e MS fêmeas indo para o gancho superam 50% e há evidências de que não são só descartes de vazias e caducas, mas de matrizes aptas, inclusive com bezerro na barriga. É produtor saindo do mercado ou diminuindo produção. Naturalmente que deverá haver melhora dos preços quando a oferta ficar curta, mas desestrutura o setor

Pedro de Camargo Neto, Vice-Presidente da Sociedade Rural Brasileira, conversou com o Notícias Agrícolas na quinta-feira (12) para falar sobre a crise que vem passando a pecuária brasileira nos últimos anos. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o boi gordo possui uma média de preços de R$144/@ a R$146/@ desde a crise da Carne Fraca no começo de 2017. E atualmente os valores estão na média de 2015.  Contudo, de lá para cá, os custos cresceram e a queda no consumo foi extremada. Para Camargo Neto, a situação é difícil, já que os pecuaristas não possuem margem para realizar seus negócios e a pressão para aumentar a produtividade cresce todos os dias. Além disso, cada região possui seu próprio modelo produtivo, bem como os pacotes tecnológicos mudam de produtor para produtor – de forma que é um desafio combinar ideias para encontrar soluções para o negócio. Mesmo com a crise, a produção continua elevada porque os produtores não conseguem “parar de um ano para o outro”. Essa situação leva, portanto, a um maior abate de fêmeas. Esse abate, que supera 50% no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul, está sendo feito não somente com fêmeas vazias e caducas, mas também com bezerro na barriga. Este fator, segundo o vice-presidente, é um reflexo da crise que ainda terá consequências mais à frente.

Notícias Agrícolas

Aftosa: Colômbia detecta doença em 15 bovinos e põe Brasil em alerta

Animais infectados eram provenientes da Venezuela e foram introduzidos ilegalmente em território colombiano; autoridades brasileiras afirmam que vigilância nas fronteiras foi reforçada

O Instituto Colombiano Agropecuário (ICA) informou na quarta-feira, dia 11, que testes realizados em 15 bovinos provenientes da Venezuela tiveram resultado positivos para febre aftosa. Os animais teriam sido sacrificados na sequência. Segundo o governo da Colômbia, os animais foram contrabandeados para o país. O registro da doença em território colombiano deixa em alerta o setor pecuário de Mato Grosso. O Governador do estado, Pedro Taques (PSDB), disse a jornalistas que vai redobrar a presença de técnicos do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) na fronteira com a Bolívia – o estado não faz fronteira com a Colômbia. A Presidente do IndeaMT, Daniella Bueno, diz que as fronteiras brasileiras com a Colômbia e Venezuela foram reforçadas no ano passado e que há baixo risco de contaminação. “A fiscalização lá já está bastante intensa e temos uma facilidade por a região ser pouco permeável, ou seja, tem poucas entradas para o país”, disse. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informou que emitiu alerta às Superintendências Federais de Agricultura do Amazonas e de Roraima para reforçar a fiscalização e vigilância na região de fronteira internacional, em virtude do foco na Colômbia. Segundo o Mapa, a ocorrência está localizada cerca de 600 km da fronteira mais próxima, no estado do Amazonas, sendo uma região de densas florestas e sem ocupação pecuária. A parte de maior importância para a sanidade animal fica na região de Pacaraima, em Roraima, cerca de 1.200 km da região de ocorrência da doença na Colômbia.

Estadão Conteúdo

EMPRESAS

Nova Marfrig: após disparada de 40%, analistas ainda veem ações baratas

Mesmo após uma disparada de 40% em dois dias, os analistas ainda veem potencial nas ações da Marfrig (MRFG3). A mudança de patamar veio após um movimento inesperado, no qual o frigorífico adquiriu 51% da National Beef, quarta maior processadora de carne dos EUA, por US$ 969 milhões

Na visão do mercado, a empresa conseguiu de uma vez se tornar a 2ª maior processadora de carne do mundo, além de abrir caminho para a redução da alavancagem. A National exporta para 40 países, incluindo o Japão e a Coreia do Sul, mercados atualmente fechados às exportações de carne brasileira. “Quando combinados, esses dois eventos poderiam levar a Marfrig ao próximo nível em posicionamento estratégico e alavancagem, e em um setor onde o alto endividamento e a falta de clareza estratégica mantinham os investidores de capital por muito tempo”, apontam Thiago Duarte e Vito Ferreira do BTG Pactual. O preço-alvo foi elevado de R$ 9 para R$ 11 e a recomendação agora é de compra. A equipe de dívida do BTG, composta por Thomas Teny, Matheus Chermauth e Beatriz Watanabe, avalia também que a companhia se tornou um player puro carne (onde realmente tem uma vantagem), com uma base de produção muito diversificada na América do Sul e nos EUA e maior acesso aos mercados de exportação. “A administração reafirmou as intenções de manter a alavancagem em níveis muito baixos, o que vemos como primordial para uma estrutura de capital sustentável e perfil de geração do fluxo de caixa livre em todos os ciclos de carne bovina”, destacam. Eles recomendaram a compra dos títulos da dívida da companhia. Em linha com a promessa da administração de crescer com “uma rigorosa disciplina financeira”, o Bradesco avalia que o caminho agora está livre para a Marfrig se desfazer da Keystone. “Os investidores agora podem ter certeza de que a Marfrig manterá exposição significativa ao mercado dos EUA, mesmo considerando a venda da Keystone e não irá enfrentar a potencial reavaliação que teria se tornasse um puro player com atuação no Brasil”, afirma João Pedro Soares. O preço-alvo para a Marfrig foi revisado de R$ 10 para R$ 11, com recomendação de compra. “Mesmo após a alta recente das ações, vemos espaço adicional para valorização”, ressalta o Bradesco. Segundo os cálculos de Soares, a empresa (pós aquisição da National Beef e venda da Keystone) estaria negociando a 4,6 vezes o valor da empresa sobre o Ebitda (EV/Ebitda), versus a média do setor de 5,5 vezes.

Money Times

Brasil ameaça retaliar se UE embargar a BRF

Com o fim das “intensas” negociações com a União Europeia ontem em Bruxelas, o Brasil passou a cogitar retaliar importações de produtos do bloco caso este decida, na semana que vem, impor um embargo definitivo a plantas da BRF e de outras empresas brasileiras de carne de frango, bovina, pescado e mel

Nesse contra-ataque avaliado pelo Brasil, o Presidente Michel Temer poderá entrar em campo e não está descartada a abertura de um painel na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a UE, segundo uma fonte a par do assunto. A posição da comitiva brasileira liderada pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi, foi comunicada a autoridades da Comissão Europeia em reuniões nesta semana. Nos próximos dias 18 e 19, países-membros do bloco vão se reunir para decidir, em votação, se a barreira para a BRF e outras empresas será imposta. O principal foco da visita da delegação brasileira a Bruxelas era justamente evitar essa votação, que até agora está mantida. O Ministério da Agricultura defende que o embargo da UE continue restrito às três plantas da BRF investigadas no âmbito da Operação Trapaça. Por outro lado, técnicos da UE vêm demonstrando desconfiança de que outras unidades da BRF também tenham cometido irregularidades. Deflagrada pela Polícia Federal no dia 5 de março deste ano, a Trapaça revelou um esquema de fraudes envolvendo a BRF e laboratórios na análise da bactéria salmonela em lotes de carne de frango destinados à exportação. Em sua página oficial no Facebook, Blairo Maggi comentou ontem que as negociações com os europeus tiveram “poucos avanços”, mas disse ainda ter esperança de “minimizar impactos negativos” sobre as vendas externas de carnes de aves do Brasil. O ministro confirmou que poderão ser tomadas as “providências que forem consideradas necessárias” para restabelecer o fluxo comercial com o bloco, caso a UE realmente venha a aplicar sanções comerciais mais duras ao agronegócio brasileiro. A comitiva brasileira retorna hoje, e na próxima terça-feira Blairo Maggi concederá uma entrevista coletiva para detalhar as conversas com os europeus. O Valor apurou que, embora a iniciativa privada e o governo brasileiro estejam se empenhando para evitar uma “guerra comercial” com a UE, o Palácio do Planalto pode ser acionado para aplicar sanções a produtos europeus, não só agropecuários. Além de queijos, vinhos, azeites e bacalhau, automóveis e autopeças também poderão entrar na lista, se de fato ela existir. “Não adianta colocarmos a culpa na Polícia Federal ou no protecionismo europeu, que sempre existiu. Temos que arrumar a casa – pública e privada – e reconstruir nossa credibilidade”, afirma Pedro de Camargo Neto, Vice-Presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB).

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

USDA reduz previsões de produção de carne bovina

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu suas projeções de 2018 para a produção total de carne vermelha e frango com relação ao seu relatório do mês passado em seu último relatório de Estimativa Mundial de Oferta e Demanda Agrícola (WASDE).

A previsão de produção de carne bovina nos Estados Unidos foi reduzida em relação ao mês anterior, com previsões de menores abates e pesos mais leves, mas esse declínio é parcialmente compensado pelo maior abate previsto para o terceiro trimestre. O USDA manteve inalterada suas previsões de 2018 para as importações e exportações de carne bovina. As previsões de preço do gado foram reduzidas em relação ao mês passado, uma vez que a demanda por gado diminuiu e os fornecimentos deverão ser grandes nos próximos trimestres.

MeatingPlace.com

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